Umas das características da sociedade contemporânea é o tempo acelerado, provocado pelo excesso de informações e pelo uso indiscriminado de dispositivos digitais. A aceleração do tempo conduz à dispersão e, com ela, a ausência da escuta: as pessoas correm e fala cada vez mais e escutam umas as outras cada vez menos. Resulta disso, como uma das consequências pedagógicas negativas (destrutivas), o déficit de “atenção profunda”. Como sem escuta e sem atenção não há educação em sentido formativo genuíno, trazer novamente para o contexto pedagógico a práxis dialógica baseada na escuta é uma das contribuições que a Filosofia da Educação pode dar. Considerando isso, a conferência pretende tratar, entre outras, das duas seguintes questões: qual é o sentido formativo da escuta? Por que a democracia como forma de vida depende da formação humana baseada na práxis dialógica?