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A Experiência da Alfabetização e da Educação
Básica de Adultos em Cabo Verde
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português -
URL: http://www1.worldbank.org/education/adultoutreach/portuguese/doc/CaboVerde-port.doc
Autor(es):
SILVA, António Carlos Madeira Lopes da
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Durante o período colonial, o ensino básico estava virado para as
crianças mais privilegiadas ficando a grande maioria fora do sistema
educativo, e os adultos não tinham acesso a esse tipo de ensino. A taxa
de analfabetismo em 1975 era de 61,3% e o ensino público tinha uma
abrangência muito reduzida. Com a independência nacional a sociedade
caboverdiana passa por grandes transformações econômicos, sociais e
culturais e a prioridade estabelecida pelos primeiros governos vai para a
educação e mais precisamente para a educação de base de crianças,
jovens e adultos.
Cópia do Texto:
Durante o período colonial, o ensino básico estava virado para as
crianças mais privilegiadas ficando a grande maioria fora do sistema
educativo, e os adultos não tinham acesso a esse tipo de ensino. A taxa
de analfabetismo em 1975 era de 61,3% e o ensino público tinha uma
abrangência muito reduzida. Com a independência nacional a sociedade
caboverdiana passa por grandes transformações econômicos, sociais e
culturais e a prioridade estabelecida pelos primeiros governos vai para a
educação e mais precisamente para a educação de base de crianças,
jovens e adultos. É nesse momento que se começa a dar os primeiros
passos para a implementação de um ensino primário, obrigatório e
gratuito de 4 anos para as crianças e se organizam as primeiras campanhas
de luta contra o analfabetismo no seio de jovens e de adultos, esta com
base no voluntarismo dos estudantes e militantes adeptos ao processo da
Independência Nacional. Era urgente a necessidade de aumentar a
participação de toda a população na luta contra o subdesenvolvimento e
uma das formas mais eficazes era melhorar a capacidades educativas dessa
população. Nessa altura a alfabetização e a educação de adultos
define a sua identidade tomando a forma de uma campanha nacional que
visava diminuir rapidamente a taxa de analfabetismo, então muito elevada
No início, utilizava-se os materiais didáticos do ensino primário, e
ensino era orientado pelo método silábico. As lições partiam de
palavras chaves selecionadas e organizadas em função das suas
características fonéticas. As silabas deviam ser memorizadas e
remontadas para formar outras palavras. Já em 1976 criou-se o
Departamento da Educação Extra Escolar, dependente da Direção Geral do
Ensino em 1977 viria aparecer os primeiros manuais próprio para adultos,
"No Djunta Mon" inspirado no método de alfabetização cultural
de Paulo Freire. Em 1983 foi elaborado um novo manual, "Dja Djiga
Ora" com o apoio do Instituto de Ação Cultural, instituição
criada pelo pedagogo Paulo Freire. Foi esse mestre brasileiro que como
coordenador de uma equipa de técnicos muito experientes, apoiou as
primeiras campanhas de alfabetização em Cabo Verde, onde a
alfabetização e a conscientização aparecem de mãos dadas. O paradigma
pedagógico construído nessas práticas baseia-se num novo entendimento
da relação entre a problemática educacional e a problemática social.
Antes apontado como causa da pobreza e da marginalização, o
analfabetismo passou a ser interpretado como efeito da situação da
pobreza, gerada por uma estrutura social não igualitária. A
alfabetização e a educação de base de adultos partiu de um exame
crítico da realidade existencial dos educandos, da identificação da
origem dos seus problemas e das possibilidades de superá-los. Para além
da dimensão sócio - política, essas idéias pedagógicas têm um forte
componente ético o que implica um profundo comprometimento do educador
com o educando, e uma base conscientizadora, de Paulo Freire, cujo o
princípio básico está na seguinte frase: "A leitura do mundo
precede a leitura da palavra". Em 1987 a Direção de Educação
Extra Escolar dá lugar a uma Direção Geral e o sub-sistema de
educação de adultos ganha maior autonomia. É nesse ano que surgiram
novos manuais da 1 e 2ª fases elaborados por autores nacionais, que são
utilizados até ao ano letivo 1997/98. Até ao ano de 1994 Alfabetização
e educação básica de adultos fazia-se em duas fases : a primeira e a
segunda de 9 meses cada, que equivalia para todos os efeitos a 4 anos de
escolaridade primária. Embora o Estado tivesse um papel preponderante, de
1975 a 1990 as organizações de massa, quer de índole partidário quer
sindical e mesmo públicas e privadas abraçaram o lema e participaram
direta ou indiretamente no processo, que tinha como meta a diminuição
drástica e rápida do analfabetismo que na altura se considerava até
certo ponto uma das causas e não o efeito da situação social, cultural
e econômica do país. Em 1990 a taxa de analfabetismo baixa para 38% e
estabelece-se uma nova estratégia de alfabetização e educação de
adultos, com os seguintes objetivos: · ampliar o sub sistema de
educação de adultos com mais uma fase; · criar um corpo
estável de animadores, com carreira própria integrada no estatuto do
pessoal docente; · priorizar a alfabetização de jovens e
adultos na faixa etária dos 15 a 35 anos; · desenvolver
atividades de animação para a leitura e formação profissional de base
integrados no contexto da animação comunitária; · implementar
micro projetos de formação profissional básicos em articulação com a
vertente acadêmica da formação básica de adultos nas 3 fases;
· criar uma rede de leitura pública, móvel e fixa para a luta contra o
analfabetismo de retorno a nível nacional. Com a implementação
dessa nova estratégia, novos objetivos surgiram a partir de 1995,
objetivos esses que fazem parte das orientações dadas pelo governo e
parceiros sociais, e que se refletem quer no seu programa quer no Plano
Nacional de Desenvolvimento. Cria-se legalmente a 3ª fase de educação
de base de adultos, que completa um ciclo equivalente a 6 anos de
escolaridade básica obrigatória, com experiências piloto em quatro
conselhos, Praia, S. Vicente, S. Nicolau e Sal, em 1995/96, cuja a
avaliação serviu para que no ano seguinte se generalizasse a
experiência para os restantes conselhos do país. Com esta experiência a
alfabetização e a educação de adultos, deixa de ser visto como um
fenômeno de campanha, para ser considerado como fazendo parte de um
processo de educação permanente de jovens e de adultos, integrado no
próprio processo de desenvolvimento comunitário que se quer sustentado.
O desenvolvimento de atividades de animação comunitária passa a ser
considerado a base onde estão integradas todas as outras, desde a
alfabetização, como a formação profissional de base e as bibliotecas
fixas e móveis e visa a promoção social e cultural quer dos
alfabetizados quer das localidades onde vivem. As bibliotecas móveis e
fixas começaram a ser implementadas através de uma experiência piloto
na Praia, no ano de 1995, atualmente cobre os seis conselhos de Santiago,
três conselhos S. Antão, dois conselhos do Fogo, e um de S. Nicolau
contam com cerca de 25.000 inscritos e mais de 300.000 requisições nas
zonas rurais. As bibliotecas móveis percorrem 75 itinerários e 179
localidades rurais. De 1995 a esta data organizaram-se dois cursos
articulados de formação em exercício para os animadores em educação
de adultos, vinculados à implementação desse plano curricular,
animadores esses que presentemente têm uma carreira própria integrada no
Estatuto do Pessoal Docente e que são pagos pelo governo através do
Ministério de Educação e Desporto. Ganhos: 1 – A taxa de
analfabetismo passou de 61,3% para cerca de 25% , Segundo o Censo de 2000.
Na faixa etária dos 15 a 35 anos, grupo prioritário de intervenção, a
taxa de analfabetismo é de 7,6%, estando a maior parte dos analfabetos na
faixa etária dos 49 e mais anos, isso resultado analfabetismo de retorno.
2 – Hoje, objetivo da alfabetização e da educação de adultos é
Universalização da educação de base de jovens e de adultos equivalente
a 6 anos de escolaridade obrigatória e não a simples alfabetização; 3
– Articulação da formação geral (acadêmica) com a formação
profissional de base através de micro-projectos. De 1994 a 2000 mais de
6000 jovens de ambos os sexos fizeram uma formação profissional de base
em todos os conselhos o país, integrando-se plenamente no tecido sócio
econômico do país. 4 – Integração das atividades de alfabetização
e educação de adultos no contexto do desenvolvimento local e
comunitário. 5 – Criação de uma rede de leitura pública com
bibliotecas móveis em 12 dos 17 conselho do país e atendendo
fundamentalmente as zonas rurais mais carentes. 6 – Edição mensal de
um jornal, "Alfa", com cerca de 12 páginas, virada,
fundamentalmente, para a formação dos alfabetizado e com 8.000
exemplares/tiragem e com 11 anos de existência. 7 – Mais de 95% dos
animadores em educação de adultos estão integrados na função
pública. Desses animadores, 1/3 já têm a formação adequada e 2/3 a
1ª fase de formação em exercício. 8 – Existência da Carreira do
animado em educação de adultos integrada no Estatuto do Pessoal Docente.
9 – Grande capacidade descentralizadora com centros conselhos de
alfabetização e educação de adultos em todos os conselhos com grande
autonomia; 10 – Existência de uma proposta curricular para a
alfabetização e educação de adultos, moderna e flexível, podendo
adaptar-se às necessidades da formação de jovens e de adultos em cada
região/ilha. 11 – Existência de programas, manuais e guias, elaborados
por técnicos nacionais e inseridos no contexto da realidade cabo
verdeana; 12 – Alfabetização e educação de base de jovens e adultos
equivalente à educação de base formal para crianças e adolescentes.
Existência de possibilidades de progressão e passagem do sub-sistema
escolar para o sub-sistema extra escolar e vice-versa. 13 – Quadros com
formação adequada a nível central como resultado de uma política de
formação de quadros contínua, tanto a nível profissional como a nível
do bacharelato, da licenciatura e mesmo do mestrado. 14 – Experiências
em vários conselhos do país a nível do tronco comum, (7º e 8º anos de
escolaridade) para adultos que terminaram a 3ª fase com vista a que, num
futuro próximo, se possa adaptar a proposta curricular de adultos às
novas exigências quer do mercado quer dos intervenientes diretos no
processo educativo. 15 – Utilização de metodologias de ensino à
distancia, que articula aulas radiofônicas, materiais didáticos
próprios e sessões presenciais de tutoria, para cursos de formação
ocupacional, formação de professores e de animadores. 16 – Cursos a
nível de licenciatura à distancia para jovens e adultos, em
colaboração com a Universidade Aberta de Portugal.
Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 |
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A natureza política do processo educativo na
alfabetização de jovens e adultos
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Dissertação Idioma: Português
-
URL: http://www.fae.ufmg.br/ceale/monteirom.pdf
Autor(es):
mestra: NUNES, Márcia Helena orientadora: SOARES, Magda Becker
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O trabalho é um estudo exploratório que procura relacionar resul t ados
positivos obtidos por professoras alfabetizadoras de j ovens e adultos com
sua postura político-i deológica no t rabalho educativo, a partir da
hipótese de que alfabetizadoras bem sucedidas seri am professoras
orientadas pela compreensão da dimensão política, cultural e
ideológica do processo de alfabetização. A pesquisa, de natureza qual
itativa, caracterizando-se como um est udo de caso, foi real izada com
duas professoras da rede municipal de ensino de Belo Horizonte.
Procurou-se identificar indícios da postura ideológica das prof essoras
no processo de alfabetização de jovens e adultos através de
observação de suas reações a situações de sala de aula; procurou-se,
ainda, anal isar a concepção de alfabetização que ori entava a
prática pedagógica das professoras; finalmente, buscou-se identificar,
através do relato oral de vidas das professoras, que f at ores em sua
formação determinaram a postura identificada em sua prát i ca de
alfabetização. O suporte teórico é a natureza política de educação,
proposta, f undamentalmente, por Paulo Freire. Os resultados revelaram
que, embora as professoras fossem bem sucedidas, uma delas tinha sua
prática pedagógica claramente ori entada por uma concepção do processo
de alfabetização como prát i ca problematizadora, enquanto a outra se
orientava por uma concepção de alfabetização como processo autônomo,
neutro. Dados do processo fami l iar e escolar das professoras permitem
indicar possíveis razões para essas diferenças. Conclui-se que o
sucesso da aprendizagem da leitura e da escrita obtido pelas duas
professoras não se relaciona, como inicialmente suposto, com uma postura
político-i deológica caract eri zada ela compreensão da dimensão
ideológica de processo de alfabetização, mas levanta-se a hipótese, a
ser ainda investigada, de que será diferente a qual idade da
aprendizagem, num e noutro caso, e diferentes também os efeitos de um e
de outro processo sobre os alunos e sua formação como ci dadãos.
Cópia do Texto:
sem dados
Data do Texto: 2000-08-31 00:00:00 |
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A UFAC e a ciência em benefício dos justos
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português -
URL: http://www.ufac.br/imprensa/2001/abril2001/artigo161.html
Autor(es):
PORFIRO, José Cláudio Mota
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Há dias passados, fui chamado pela Pró-Reitoria de Assuntos
Comunitários e Extensão, da Universidade Federal do Acre, a elaborar um
ante-projeto objetivando assistência oftalmológica para jovens e adultos
em situação de alfabetização nos municípios do Estado do Acre. É
método meu, de início, elaborar um documento primário e, depois,
levá-lo à apreciação dos meus pares na Academia. Assim o fiz. E assim,
como sempre, deu certíssimo
Cópia do Texto:
Há dias passados, fui chamado pela Pró-Reitoria de Assuntos
Comunitários e Extensão, da Universidade Federal do Acre, a elaborar um
ante-projeto objetivando assistência oftalmológica para jovens e adultos
em situação de alfabetização nos municípios do Estado do Acre. É
método meu, de início, elaborar um documento primário e, depois,
levá-lo à apreciação dos meus pares na Academia. Assim o fiz. E assim,
como sempre, deu certíssimo. Temos envidado todos os esforços possíveis
para a manutenção e o desenvolvimento dos projetos/programas de
alfabetização de jovens e adultos, contando, para isto, com algumas
parcerias dentre as quais podem ser destacados o Alfabetização
Solidária, do Governo Federal, e o Telecurso 2000, em colaboração com o
SESI - Serviço Social da Indústria. Todavia, as dificuldades surgem no
dia-a-dia dos que buscam nas demandas populares a satisfação de pelo
menos parte dos anseios da sociedade. O momento por que passam as
Universidades brasileiras é crucial. Vive-se hoje numa esquina do tempo
onde o futuro é algo ainda mais indefinido do que normalmente seria. Os
cortes orçamentários são drásticos e os problemas se avolumam. Assim,
há a necessidade premente de parceiros que, em convênio e em estreita
colaboração, possam ajudar-nos a apontar saídas para a problemática
social com a qual todos nos deparamos e pouco são os que lhes buscam as
soluções. A clientela dos programas de alfabetização levados a efeito
pela UFAC é, a grosso modo, carente e não conta com uma assistência
social tão eficaz que possa minorar-lhe os problemas, não obstante os
esforços feitos nos últimos anos na esfera estadual. Se não bastassem
as carências do espírito, ainda nos deparamos com aquelas que dizem
respeito à questão física. Há uma porcentagem considerável - em torno
de trinta e cinco por cento - de alunos de alfabetização que abandonam
os cursos simplesmente porque os olhos não mais lhes permitem ver para
buscar o conhecimento. São problemas oftalmológicos que nos têm tirado
os alunos das salas de aula, quando, através da celebração de
convênios com parceiros sensíveis ao problema, poderíamos, em pouco
tempo, ter esta questão perfeitamente contornada. Desta forma, os
benefícios das ações deste projeto serão dirigidos aos alunos de
alfabetização do módulo atual e aos egressos do Programa de
Alfabetização Solidária, aos alunos do Telecurso 2000 - Tele-sala UFAC
- e aos que têm vínculo com o PRONERA - Programa Nacional de Educação
na Reforma Agrária, em fase de instalação, cuja meta para 2001 é
alfabetizar 1.800 alunos, residentes em áreas de assentamento do INCRA. O
principal benefício, então, consiste em disponibilizar atendimento
oftalmológico para esta clientela, além de prover meios que lhes
facilitem a aquisição de óculos que possam corrigir-lhes os defeitos da
visão e, assim, contribuir para com o melhor desempenho escolar, uma vez
que as experiências de anos anteriores têm mostrado que é exatamente a
falta de correção em defeitos da visão um dos fatores que se fazem
desfavoráveis ao alcance pleno das nossas metas na alfabetização de
jovens e adultos. Através do Projeto Ver 2000, já foram atendidos os
municípios de Rodrigues Alves, Mâncio Lima e Manoel Urbano, contemplando
os alunos atendidos pelo programa Alfabetização Solidária. Há ainda
que serem atendidos, por meio desta proposta de intervenção, os
municípios de Rio Branco, Tarauacá, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus
e Boca do Acre, onde a UFAC desenvolve atividades. Como o número de
oftalmologistas, no Acre, é mínimo, e tem sido difícil encontrar
pessoas que possam participar de forma voluntária, estudamos a
possibilidade da contratação temporária de especialistas que estejam
fazendo residência médica (R2) na Universidade de Brasília - UnB, ou no
Instituto Can Robert de Oliveira, em conformidade com uma agenda elaborada
a partir de um acordo entre as partes envolvidas. É, contudo, conveniente
estabelecer uma parceria, para o propósito em questão, entre a UFAC, o
Ministério da Saúde, o Programa de Alfabetização Solidária, a
Secretaria de Estado da Saúde, as secretarias municipais e o
INCRA/PRONERA, com a finalidade de levar a efeito a participação de
médicos oftalmologistas que, vindos de Brasília, e/ou quaisquer outros
Estados, aceitem a tarefa de contribuir para que, com a visão corrigida,
os nossos jovens e adultos sem escolaridade possam atingir seus objetivos
pessoais. O marco do atual programa do Ministério da Saúde, que objetiva
levar médicos aos municípios das regiões mais necessitadas do Brasil,
pode ser utilizado. Ademais, existem as bases que poderiam ser as mesmas
do mencionado Programa, o que garantiria resultados positivos para mais
este empreendimento em educação e saúde. Enfim, é preciso considerar o
espírito voluntarista do qual busca revestir-se esta proposta, onde a
participação significará colaboração para com as pessoas de uma das
regiões mais carentes deste País. Convém dar ênfase ao perfil de um
profissional (oftalmologista) sensível às questões sociais, que queira
enriquecer o currículo de estudos, através da participação em um
empreendimento que significa solidariedade e tentativa dignificadora do
resgate à cidadania dos nossos homens e mulheres da floresta. Melhor,
entretanto, é ver que, em tão poucos dias, o remédio surtiu efeito em
ritmo vertiginoso. Já estamos podendo contar com os serviços de um
oftalmologista designado pela Secretaria de Estado da Saúde do Acre para
iniciar os serviços sugeridos nesta proposta. Alvíssaras! Muitos fazem
por fazer com que a arte de Hipócrates, em realidade, vingue o propósito
idealista da ajuda aos que dela necessitam, estejam onde estiverem.
Data do Texto: 2001-04-25 00:00:00 |
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Abmes Participa do Fórum Brasil de Educação
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
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URL: http://www.aprendervirtual.com/caderno_abmes/2003_05_02_forum_brasil_educacao.htm
Autor(es):
AMBES - Associação de mantenedoras de ensino superior
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Édson Franco, presidente da ABMES, participou, a convite do Ministro da
Educação, Cristovam Buarque, e do presidente do Conselho Nacional de
Educação, José Carlos Almeida da Silva, da instalação do "Fórum
Brasil de Educação" e o "I Encontro Nacional Formação para a
Cidadania e o Trabalho", no dia 18 de fevereiro, no Auditório
Anísio Teixeira, na sede do CNE, em Brasília
Cópia do Texto:
Édson Franco, presidente da ABMES, participou, a convite do Ministro da
Educação, Cristovam Buarque, e do presidente do Conselho Nacional de
Educação, José Carlos Almeida da Silva, da instalação do "Fórum
Brasil de Educação" e o "I Encontro Nacional Formação para a
Cidadania e o Trabalho", no dia 18 de fevereiro, no Auditório
Anísio Teixeira, na sede do CNE, em Brasília. Lá estiveram presentes
ministros de estado, dirigentes do MEC, representantes de 29 entidades que
indicam membros do Conselho Nacional de Educação, secretários estaduais
de Educação, representantes de universidades privadas e públicas e de
organismos internacionais e os membros da Unesco, Juan Carlos Tedesco e
Jorge Werthein. O Fórum tem como objetivo oferecer à sociedade espaço
de debate e de interlocução para a compreensão e reflexão crítica
sobre as perspectivas e desafios da educação no País. IES Associadas
Desenvolvem Programas de Alfabetização Para dar conseqüência às
recomendações do "Fórum Brasil de Educação" e com o
objetivo de promover o engajamento imediato das instituições de ensino
superior associadas, ao Programa de Alfabetização do MEC, a ABMES
realizou no dia 18 de fevereiro, na sua sede, em Brasília, mesa redonda
para discutir modelos de alfabetização. Sob a coordenação de Pe.
Décio Batista Teixeira, diretor-geral da ABMES, participaram da mesa os
seguintes professores: Maria Ottília Pires Lanza, do Centro
Universitário Monte Serrat, Itamar Diogo dos Santos, da Universidade
Católica de Brasília, Cândida Maiffre, da Unidade Bahiana de Ensino,
Pesquisa e Extensão, Rosa Persona, da Universidade de Cuiabá, Elizabeth
Petarli Ribeiro, das Faculdades Integradas Espírito-santenses e Cristina
Surek, das Faculdades Integradas Curitiba. Com o espaço aberto por tal
iniciativa, comprovou-se o grande número de instituições que
implementam, com êxito, programas de alfabetização de jovens e adultos,
por meio de propostas inovadoras e, por isso, contam com parcerias
importantes: governos estaduais e municipais, empresas, voluntários e
outros setores da sociedade. Classes de jovens e adultos Maria Ottília
Pires Lanza Com base na sua vasta experiência, como alfabetizadora e como
dirigente da Unimonte, Maria Ottília Pires Lanza relatou as atividades do
"Projeto Educação e Cidadania" na alfabetização de crianças
em estado de risco, nos cortiços de Santos. "Começamos com 30
crianças e hoje temos 130. Estamos fazendo a nossa parte, treinando
professores e promovendo nossa diferença. É chegada a hora de
enfrentarmos o analfabetismo de jovens e adultos como educadores,
independentemente de recursos governamentais". Maria Ottília lançou
uma proposta simples, concreta e objetiva: organizar em cada instituição
uma classe de alfabetização de jovens e adultos. "Somos capazes de
mudar com a nossa política de educadores e de agregar voluntários, bem
como outros órgãos da sociedade aos nossos projetos", afirmou. O
trabalho da Unimonte conta com o apoio do Rotary e de quatro empresas de
Santos. Comunidade Educativa Itamar Diogo do Santos O "Programa
Comunidade Educativa" da Universidade Católica de Brasília, baseado
no método Salesiano de Alfabetização de Jovens e Adultos e destinado,
inicialmente, ao atendimento da comunidade carente da instituição, tem
hoje uma área de abrangência muito grande. Articula-se ao "Programa
Comunidade Solidária" e é detentor de vários prêmios, dentre os
quais o Prêmio Top Educacional Professor Mário Palmério 1997,
instituído pela ABMES. Conforme afirmou Itamar Diogo do Santos, a
presença da universidade na cidade periférica do Distrito Federal -
Riacho Fundo - e em municípios dos estados da Paraíba e Ceará permite
"a concretização de um processo de melhoria, socializando o
saber". O Programa, além de alfabetizar, busca desenvolver o
processo ensino/aprendizagem em todos os seus aspectos: conviver melhor
com a família e a comunidade, socializar o saber produtivo e promover a
melhoria da qualidade do ensino para todos. ABC O projeto "Ação
Básica de Cidadania" (Projeto ABC), iniciado em 1997, na Ilha de
Vera Cruz, com 45 garis da Prefeitura Municipal, abrange, nos dias de
hoje, alguns municípios dos estados da Bahia, Amapá, Minas Gerais e
Sergipe. Baseado no método Paulo Freire, o projeto propõe-se a
alfabetizar o aluno em 80 horas, em 20 dias letivos, de quatro horas/aula,
trabalhando 1.080 vocábulos contextualizados, conforme o depoimento de
Cândida Maiffre. O projeto pretende ainda encaminhar os alunos
alfabetizados para o ensino fundamental; promover a qualificação e a
requalificação profissional, e manter, na medida do possível, um
contato com os ex-alunos, por intermédio do jornal "O
Cidadão". Melhorar e ajudar a comunidade; preparar o ser humano para
compreender o mundo em que vive, são também propósitos do projeto,
finalizou Cândida. Projeto Iluminar Cristina Surek O
"Iluminar", adaptação do projeto internacional
"Lighthouse", é desenvolvido pelas Faculdades Integradas de
Curitiba, em parceria com o Rotary Internacional e outras organizações.
De acordo com Cristina Surek, o trabalho é feito a partir da realidade
das pessoas. Neste sentido, " a metodologia é bem freiriana: fazer
coletivamente; perpassar com solidariedade todas as ações desenvolvidas;
resgatar a herança cultural e valorizar o ser humano". O professor,
treinado para tal tarefa é o mediador do processo de alfabetização de
jovens e adultos, dentre os quais se incluem os meninos de rua da região
periférica de Curitiba. AlfaUnic Rosa Persona Iniciado em 1995 e
posteriormente articulado ao Programa Comunidade Solidária, o projeto
AlfaUnic desenvolve alternativas de alfabetização e pós-alfabetização
de adultos. Além da comunidade carente do bairro onde se situa a
instituição, o projeto rompe tais limites e atinge, em parceria com o
"Programa Comunidade Solidária", alguns municípios dos estados
do Amazonas e da Bahia. Baseado na proposta libertadora de Paulo Freire, e
contextualizado com a realidade, por meio de temas geradores, o AlfaUnic
visa, de acordo com Rosa Persona, a garantir a continuidade dos estudos
dos alunos alfabetizados; fortalecer os compromissos da universidade com a
comunidade; aproximar professores e alunos e revitalizar os cursos da
Unic. São Pedro na ponta do lápis Elisabeth Petarli Ribeiro As
Faculdades Integradas Espirito-Santenses (Faesa) deram início, em 2000,
às suas ações na área de alfabetização de jovens e adultos, como o
projeto de extensão, coordenado pelo curso de Pedagogia - "São
Pedro na ponta do lápis". Com o apoio da Câmara Municipal, a Faesa
oferece cursos de alfabetização, na própria instituição, aos
moradores de São Pedro, onde se localiza o Campus II da instituição -
região belíssima, cuja ocupação é marcada por conflitos de posse de
terra, de acordo com Elizabeth Petarli Ribeiro. A conferência da ONU
sobre as cidades abriu espaços para o relato da experiência de tal
comunidade, hoje constituída de 45.000 trabalhadores, prestadores de
serviços, em grande parte analfabetos. Orientada pelos princípios da
educação popular de Paulo Freire, a Faesa tem, atualmente, três turmas,
compostas por alunos de 17 a 73 anos, visando à alfabetização e à
formação do trabalhador, "potencializando o que já fazem,
acrescentando conhecimento novos e aproximando professores e alunos da
realidade circundante".
Data do Texto: 2003-05-02 00:00:00 |
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Ação Social - Bacaninha Participa de Programa de
Alfabetização
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://bacaninha.globo.com/home/secoes/cidadania/2003/05/alfabetizacao_solidaria/
Autor(es):
Bacaninha
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Na segunda Ação Social Bacaninha, o Bacaninha passou a financiar a
alfabetização de 10 alunos do programa Alfabetização Solidária, um
programa inovador de alfabetização de jovens e adultos. No futuro iremos
ampliar ainda mais o número de alunos ajudados pelo Bacaninha
Cópia do Texto:
Na segunda Ação Social Bacaninha, o Bacaninha passou a financiar a
alfabetização de 10 alunos do programa Alfabetização Solidária, um
programa inovador de alfabetização de jovens e adultos. No futuro iremos
ampliar ainda mais o número de alunos ajudados pelo Bacaninha.
Responsável por um modelo de alfabetização simples, inovador e de baixo
custo, o Programa Alfabetização Solidária é gerenciado por uma
organização da sociedade civil, criada 1997 pelo Conselho do Comunidade
Solidária. O Programa tem como objetivos reduzir os altos índices de
analfabetismo e ampliar a oferta pública de educação de jovens e
adultos no Brasil. A escolha, pelo Bacaninha, do Alfabetização
Solidária deu-se em razão da seriedade do programa e de sua finalidade
principal: alfabetizar pessoas. Hoje, você está acessando e se
divertindo no Bacaninha graças a alguém que um dia foi responsável pela
sua alfabetização. De acordo com o Censo 2000 do IBGE, 12,8% dos
brasileiros não sabem ler e escrever, o que significa que 17,6 milhões
de analfabetos no País acabam por ficar à margem da sociedade. O
Bacaninha quer fazer a sua parte e ajudar a reduzir o analfabetismo no
Brasil, ainda que sua ajuda seja ainda pequena quando comparada com o
grande problema que é o analfabetismo no Brasil. Mas se todos fizerem um
pouco, se cada usuário do Bacaninha puder ajudar de alguma forma, com
certeza teremos um Brasil melhor para nós, nossos filhos e netos. E isso
tem tudo a ver com o espírito do Bacaninha. Um dos aspectos inovadores do
Alfabetização Solidária é a articulação de um conjunto inédito de
parcerias. Ao inaugurar esse amplo processo de mobilização contra o
analfabetismo, o Programa abriu um novo caminho para a organização de
ações sociais. No esforço desenvolvido o Alfabetização Solidária
consolidou resultados significativos: mantém parcerias com inúmeras
empresas (uma delas agora o Bacaninha), organizações, instituições de
ensino superior e outras, pessoas físicas, prefeituras, governos
estaduais e também com o Ministério da Educação (MEC).
Data do Texto: 2003-05-00 00:00:00 |
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ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Livro Idioma: Português -
URL: http://www.mediacao.com.br/alfabetizacao_de_jovens.html
Autor(es):
FERNANDES, Dorgival Gonçalves
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Trata-se de uma contribuição importante ao tema no sentido de
compreender expectativas dos adultos e jovens que buscam ou retornam
tardiamente às escolas. Representa consistente referencial teórico em
termos de elaboração de propostas pedagógicas para esse segmento da
educação. Destina-se a todos educadores de jovens e adultos e gestores
de educação.
Cópia do Texto:
livro
Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 |
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7 |
Alfabetização de jovens e adultos e o exercício da
cidadania: a formação do educ
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Dissertação Idioma: Português
-
URL: http://www.upf.tche.br/posgraduacao/mestrado/educacao/resumos/defesas8.html
Autor(es):
SARAIVA, Irene Skorupski
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Esta pesquisa narra o trabalho de capacitação e acompanhamento realizado
pelo Programa Alfabetização Solidária, com alfabetizadores da cidade de
Tucano, estado da Bahia. Graças ao tipo de pesquisa adotado, que
denominamos de pesquisa-ação, de tendência dialética, pode-se perceber
o processo de conquistas realizado pelos alfabetizandos e alfabetizadores
daquela cidade e pelo próprio programa ao longo de dois anos de
atuação. Esse tipo de pesquisa prevê a observação da prática
docente, para, após um processo de reflexão, voltar- se à prática e se
caracteriza pela intervenção na realidade, priorizando o processo de
trabalho. O alfabetizador utiliza-se, para que isso ocorra, do registro de
suas ações e da análise delas, denominada de memória. Os resultados
obtidos foram positivos com relação à adoção da pesquisa-ação na
formação de professores/alfabetizadores de jovens e adultos, pois o
diálogo e o exercício da escrita fazem com que esses desenvolvam a
criticidade, revejam a sua prática, interajam com os colegas, se
politizem e exercitem os princípios metodológicos do trabalho,
contextualizando sua ação e conduzindo os alfabetizandos ao exercício
da cidadania. Nessa troca, tanto alfabetizadores quanto alfabetizandos
alteram o seu destino, melhorando-se e melhorando sua qualidade de vida.
Cópia do Texto:
sem dados
Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 |
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8 |
Alfabetização de Jovens e Adultos na Paraíba PB
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.moradiaecidadania.org.br/noticias/ler_noticia.php?idmateria=19
Autor(es):
sem dados
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
A ONG MORADIA E CIDADANIA da Paraíba realizou nos dias 14 e 15 de abril,
nas cidades de Patos e Santa Luzia/PB, o "Encontro para a
Capacitação de Alfabetizadores de Jovens Adultos".
Cópia do Texto:
Alfabetização de Jovens e Adultos na Paraíba (PB) Encontro para a
Capacitação de Alfabetizadores de Jovens Adultos A ONG MORADIA E
CIDADANIA da Paraíba realizou nos dias 14 e 15 de abril, nas cidades de
Patos e Santa Luzia/PB, o "Encontro para a Capacitação de
Alfabetizadores de Jovens Adultos". Atendendo a solicitação dos
alfabetizadores, esta Coordenação Estadual promoveu o Encontro, acima
citado, com o objetivo de nivelar o conhecimento dos alfabetizadores,
quanto ao Método Dom Bosco utilizado no projeto "Alfabetização de
Jovens e Adultos". Esse projeto implantado na Paraíba em 1997,
beneficiou 301 pessoas e capacitou 215 professores. Atualmente se tem:
Patos: 90 alfabetizandos e 25 alfabetizadores - voluntários. Santa Luzia:
150 alfabetizandos e 11 alfabetizadores - remunerados pela PMSL. Bayeux:
30 alfabetizandos e 03 alfabetizadores - voluntários. Esse resultado, só
foi possível graças à colaboração de 77 empregados associados à ONG.
Se todos os 600 funcionários aderissem, poderia se fazer muito. A SUA
CONTRIBUIÇÃO FAZ TODA A DIFERENÇA!!!!
Data do Texto: 2003-04-14 00:00:00 |
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9 |
Alfabetização de jovens e adultos tem aula inaugural
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.prefeituradebelem.com.br/jp178/mat3.html
Autor(es):
Prefeitura de Belém
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Vamos ver o mundo, escrever o mundo. Vamos fazer a nossa história
acontecer..."
Cópia do Texto:
"Vamos ver o mundo, escrever o mundo. Vamos fazer a nossa história
acontecer...". Os versos do cantor e compositor Almino Henrique são
a mais fiel expressão do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos
Professor Paulo Freire (Mova), que pretende erradicar o analfabetismo em
Belém até 2004. A aula inaugural foi no dia 17 deste mês na Aldeia
Cabana de Cultura Amazônica "Davi Miguel" e se encerrou com uma
grande festa. Ministrada pelos professores Luiz Araújo, secretário
municipal de Educação, e Edmilson Rodrigues, prefeito de Belém, a aula
se converteu em uma grande festa cidadã, animada pelas vozes dos cantores
Andréa Pinheiro e Almino Henrique e pela participação de centenas de
representantes dos centros comunitários, igrejas, entidades e
instituições da sociedade civil, além de cidadãos e cidadãs dos oito
distritos de Belém. Para Luiz Araújo, o Mova é um sonho que não se
sonha sozinho. Trata-se de uma construção coletiva. O secretário
lembrou que de todas as dívidas que os governos anteriores deixaram a
maior delas é a do ensino. "Tem muita gente malvada no poder. Gente
que quer ensinar a escrever só para o cidadão assinar o título de
eleitor", disse. "O Governo do Povo", prosseguiu o
secretário, "construiu o segundo PSM de Belém, deu Bolsa-Escola,
criou a Escola Circo, mas decidiu que este governo só valeria a pena se
fosse possível ensinar a população a ler o mundo, escrever o mundo e
transformá-lo. E fomos aprender com Paulo Freire, um educador que não
pôde atuar no Brasil porque a ditadura militar não deixou, os
ensinamentos das coisas mais simples. A primeira delas é que todos têm o
direito de aprender". Após mostrar toda a trajetória de vida do
educador Paulo Freire, o prefeito Edmilson Rodrigues revelou que "se
dispor a mudar o mundo é sonhar com um mundo sem miseráveis e sem
preconceitos e Paulo Freire contribuiu para isso". A aula inaugural
contou ainda com a participação dos adolescentes do projeto "Cores
de Belém", que reúne os grafiteiros da cidade. Eles produziram um
pôster em homenagem a Paulo Freire. Parceria - O Mova é implementado
pela Prefeitura de Belém em parceria com os movimentos sociais e
fundamentado na proposta pedagógica do educador Paulo Freire, que
desenvolveu um processo de alfabetização que possibilita aos educandos e
educandas autonomia intelectual e leitura crítica da realidade. Segundo
dados oficiais, Belém possui cerca de 35 mil analfabetos e, através do
Mova, anualmente 8.750 pessoas serão atendidos em 350 turmas com 25
alunos cada. As turmas estarão espalhadas por toda a cidade: em centros
comunitários, associações, escolas, igrejas, sindicatos e em qualquer
outro espaço proposto pela sociedade organizada. Mais de 350 entidades
estão credenciadas pela Secretaria Municipal de Cultura (Semec) para
participar do movimento e ceder espaço para o funcionamento de pelo menos
uma sala de aula. Os educadores foram indicados pelos movimentos sociais
parceiros e passaram por um rigoroso treinamento. Eles terão formação
permanente com uma equipe técnica para assessorar todas as turmas.
Através do Mova foi criado o Fórum de Alfabetização, espaço para
consultas e propostas de políticas públicas para a educação de jovens
e adultos. Esse fórum também desenvolverá atividades de cultura e lazer
em conjunto com as ações educativas organizadas pelo movimento
Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 |
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ALFABETIZAÇÃO É CIDADANIA
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.seduc.ce.gov.br/alfabetizacao.asp
Autor(es):
Secretaria de educação do Ceará
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Nas escolas cearenses as crianças aprendem que, em 1881, um bravo
jangadeiro chamado Dragão do Mar, conclamou seus companheiros a não mais
transportar escravos em suas embarcações, assim dizendo: "Nossas
jangadas devem carregar os peixes do mar, fruto do nosso trabalho, e não
irmãos acorrentados". Ao que o povo teria respondido: "No porto
do Ceará não se embarcam mais escravos!". O movimento abolicionista
em nossas terras culminaria com a abolição, em 25 de março de 1884, na
cidade de Acarape, antecipando em alguns anos o que ocorreria no resto do
país em 13 de maio de 1888. A exemplo do que ocorreu nos idos de 1888, o
Ceará pretende fazer a 2ª abolição construindo um CEARÁ ALFABETIZADO
Cópia do Texto:
Nas escolas cearenses as crianças aprendem que, em 1881, um bravo
jangadeiro chamado Dragão do Mar, conclamou seus companheiros a não mais
transportar escravos em suas embarcações, assim dizendo: "Nossas
jangadas devem carregar os peixes do mar, fruto do nosso trabalho, e não
irmãos acorrentados". Ao que o povo teria respondido: "No porto
do Ceará não se embarcam mais escravos!". O movimento abolicionista
em nossas terras culminaria com a abolição, em 25 de março de 1884, na
cidade de Acarape, antecipando em alguns anos o que ocorreria no resto do
país em 13 de maio de 1888. A exemplo do que ocorreu nos idos de 1888, o
Ceará pretende fazer a 2ª abolição construindo um CEARÁ ALFABETIZADO.
3.2. JOVENS E ADULTOS ANALFABETOS NO CEARÁ ANO ABSOLUTO % 1991 1.459.201
37,4 2000 1.310.778 26,54 2001 1.258.108 24,8 FONTE: IBGE/CENSO 2000 e
PNAD/2001 3.3. META • Redução, no período de 2003 a 2010 (oito anos),
de 100% do índice de analfabetismo no Estado, na faixa etária de 15 anos
e mais, nos 184 municípios, conforme a seguinte previsão. 3.4.
SUBPROJETOS QUE SE INTEGRAM • AÇÕES GOVERNAMENTAIS O Projeto
Alfabetização é Cidadania será desenvolvido através da integração
de diferentes subprojetos, constituindo sua maior característica a soma
de esforços dos diversos segmentos da sociedade e do governo. Nesse
sentido, programas / projetos anteriormente desenvolvidos terão
continuidade, como Alfabetização Solidária, BB Educar/Fundação Banco
do Brasil, Alfabetização para Trabalhadores e Produtores Rurais, ações
de Alfabetização desenvolvidas pela Associação de Cooperação
Agrícola do Estado do Ceará (ACACE/MST), pelo Sistema "S"
(SESC, SESI, SENAI, SENAC, SENAR), pela Cáritas Arquidiocesana, pelo
PRONERA, além de outras iniciativas estaduais e municipais. Para
alcançar os mais distantes lugares, especialmente na zona rural, será
aberta, ainda, a possibilidade de curso através da "Escola do
Rádio", iniciativa desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas. A
"Escola do Rádio" é um projeto de alfabetização de jovens e
adultos mediado pelas tecnologias da comunicação e da informação. Em
paralelo, está sendo elaborado por educadores cearenses uma proposta de
"Alfabetização através do Rádio" • AÇÃO VOLUNTÁRIA O
"Ação Voluntária" objetiva promover a interação entre a
sociedade civil e o Governo do Estado. Realizará uma experiência piloto
em três áreas do município de Fortaleza (Conjunto Palmeiras, Bom Jardim
e Aldeota – Trilho), e em mais três municípios (Redenção, Sobral e
São Gonçalo do Amarante). Nos anos seguintes, o Programa será expandido
progressivamente. A estrutura do "Ação Voluntária" é a
seguinte: • Conselho - Governo do Estado - Centro Ceará Voluntário -
CCV - Universidade Sem Fronteiras – UNISF - UNICEF – Escritório
Ceará / Rio Grande do Norte - Fundação Banco do Brasil - Associação /
Federação dos Jovens Empresários – AJE / FAJECE - Centro de
Desenvolvimento Humano – CDH - Associação das Primeiras Damas dos
Municípios do Ceará - APDMC • Coordenação Logística – Secretaria
de Ação Social – SAS • Coordenação Pedagógica – Secretaria da
Educação Básica – SEDUC • Secretaria Executiva – Uma em cada
área da experiência piloto (06) 3.4. MECANISMOS BÁSICOS DE
IMPLEMENTAÇÃO • Sensibilização das instituições governamentais,
não-governamentais e da sociedade civil. • Implantação da Rede
Estadual de Educação de Jovens e Adultos (REEJA). • Fortalecimento do
Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos. • Fortalecimento da
interinstitucionalidade nas ações do Programa. • Desenvolvimento do
"Ação Voluntária". • Planejamento, execução do Censo para
a Alfabetização e montagem de banco de dados. • Estabelecimento de
convênios/parcerias. • Formação continuada dos técnicos,
coordenadores e professores, utilizando, inclusive o sistema de infovias
disponível no Estado. • Programa da Secretaria de Cultura do Estado
como parte da mobilização e sensibilização das comunidades. •
Elaboração de um sistema de premiação para professores, escolas,
empresas, CREDE e municípios que se destaquem no desenvolvimento do
Projeto, incluindo a instituição do Troféu do Alfabetizador Cearense.
• Implementação do Programa do Alfabetizado-Empreendedor. 3.5.
INSTITUIÇÕES PARCEIRAS • Ministério da Educação (MEC) •
Secretarias Estaduais • Fundo das Nações Unidas para a Infância
(UNICEF) • Associação dos Prefeitos e Municípios do Ceará (APRECE)
• União dos Dirigentes Municipais de Educação - Ceará (UNDIME-CE) /
Secretarias Municipais de Educação e outras Secretarias Municipais
parceiras • Universidade Federal do Ceará (UFC) • Universidade
Estadual do Ceará (UECE) • Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)
• Universidade Regional do Cariri (URCA) • Universidade de Fortaleza
(UNIFOR) • Universidade sem Fronteiras (UNISF) • Associação das
Primeiras Damas dos Municípios do Ceará (APDMC) • Poder Legislativo
• Poder Judiciário • Ministério Público • Federação das
Indústrias do Estado do Ceará ( FIEC) • Sistema "S" (SENAI,
SENAC, SENAR, SESI, SESC) • Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) •
Fundação Banco do Brasil • Associação dos Jovens Empresários (AJE)
/ Federação das Associações dos Jovens Empresários do Ceará (FAJECE)
• Centro de Desenvolvimento Humano (CDH) • Centro Ceará Voluntário
(CCV) e outras Instituições Governamentais ou Não-Governamentais que
queiram se engajar no Projeto
Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 |
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Alfabetização Solidária e Ministério da Educação
assinam convênio
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.iuvb.edu.br/br/alfa/noticias/alfa_solid_ministerio.htm
Autor(es):
UVB
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O Programa Alfabetização Solidária e o Ministério da Educação se
uniram para oferecer às mães não-alfabetizadas dos alunos inscritos no
Programa Bolsa Escola Federal a oportunidade de freqüentar cursos de
alfabetização. O convênio foi assinado, no dia 1º de março, pela
superintendente executiva do Programa Alfabetização Solidária, Regina
Esteves, e pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, com a
presença da presidente do Conselho do Comunidade Solidária, Ruth
Cardoso.
Cópia do Texto:
O Programa Alfabetização Solidária e o Ministério da Educação se
uniram para oferecer às mães não-alfabetizadas dos alunos inscritos no
Programa Bolsa Escola Federal a oportunidade de freqüentar cursos de
alfabetização. O convênio foi assinado, no dia 1º de março, pela
superintendente executiva do Programa Alfabetização Solidária, Regina
Esteves, e pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, com a
presença da presidente do Conselho do Comunidade Solidária, Ruth
Cardoso. Com a assinatura deste convênio, o Programa vai localizar e
sensibilizar as mães das crianças beneficiadas hoje pelo Programa Bolsa
Escola Federal para que participem das aulas do Alfabetização
Solidária. Serão beneficiados todos os 2.010 municípios atendidos pelo
Alfabetização Solidária. Inicialmente, um município de cada estado da
federação, que possui salas de aula do Alfabetização Solidária,
serão objetivos de uma mobilização mais concentrada e avaliação de
resultados. A lista dos municípios participantes é: Rodrigues Alves
(AC), Atalaia do Norte (AM), Arapiraca (AL), Tartarugalzinho (AP),
Quixabeira (BA), Aiuaba (CE), Iconha (ES), Anápolis (GO), Cantanhede
(MA), Santo Antônio do Jacinto (MG), Nossa Senhora do Livramento (MT),
Garrafão Do Norte (PA), Picuí (PB), Belém de São Francisco (PE),
Monsenhor Hipólito (PI), Brejinho (RN), Presidente Médici (RO),
Caracaraí (RR), Porto da Folha (SE) e Carrasco Bonito (TO).
Data do Texto: 2003-03-01 00:00:00 |
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ALFABETIZAR: INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português -
URL: http://www.cepain.com.br/brigadas/
Autor(es):
SOUZA, José Pardinho
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O que significa alfabetizar? Cada um de nós, tem em sua cabeça uma
compreensão desta palavra e sua prática. Quando a gente pergunta, as
pessoas vão logo respondendo: alfabetizar é ensinar a ler e a escrever.
É a resposta mais clássica. A própria palavra "alfabetizar"
induz, em parte, a esta compreensão.Alfabetizar é ensinar o analfabeto.
Será que esta compreensão é suficiente? E funcional? Sabendo ler e
escrever saberemos o principal? É claro que o ler e o escrever são uma
dimensão importante da educação e da alfabetização. Mas não é
verdade que nos temos muita gente que sabe ler e escrever, mas são uns
verdadeiros analfabetos? E também não é verdade que muita gente que tem
muita "sabedoria" são igualmente uns grandes analfabetos em
relação à vida, ao pensamento, à solidariedade, à organização de
nossa vida e trabalho em sociedade?
Cópia do Texto:
O que significa alfabetizar? Cada um de nós, tem em sua cabeça uma
compreensão desta palavra e sua prática. Quando a gente pergunta, as
pessoas vão logo respondendo: alfabetizar é ensinar a ler e a escrever.
É a resposta mais clássica. A própria palavra "alfabetizar"
induz, em parte, a esta compreensão.Alfabetizar é ensinar o analfabeto.
Será que esta compreensão é suficiente? E funcional? Sabendo ler e
escrever saberemos o principal? É claro que o ler e o escrever são uma
dimensão importante da educação e da alfabetização. Mas não é
verdade que nos temos muita gente que sabe ler e escrever, mas são uns
verdadeiros analfabetos? E também não é verdade que muita gente que tem
muita "sabedoria" são igualmente uns grandes analfabetos em
relação à vida, ao pensamento, à solidariedade, à organização de
nossa vida e trabalho em sociedade? Vivemos um quadro dramático em
relação ao analfabetismo no Brasil. Existem hoje no Brasil 30 milhões
de analfabetos que não sabem ler e escrever e outros tantos milhões de
analfabetos em relação aos outros âmbitos da vida. Penso que
alfabetizar é dar condições para as pessoas saberem ler e escrever e
entender a sua história, sua vida, suas relações de trabalho, sua
cultura, suas possibilidades e limitações. Muitas pessoas que não
tiveram uma educação formal e que não participaram de nenhum programa
oficial de alfabetização e que participam de movimentos sociais, de luta
por seus direitos, demonstram um "saber" muito bonito e que tem
uma funcionalidade: o serviço à vida. Penso que tal "saber"
Paulo Freire também tinha e partilhava com os seus alunos no Rio Grande
do Norte. A natureza, as pessoas, o trabalho, a vida sempre foram palco e
razão dos ensinamentos de Paulo Freire. Veja as suas obras e escritos.
Paulo Freire ensinava "a leitura dos fatos da vida" e
confrontava as pessoas com a sua realidade. O Projeto Brigadas do
Trabalhado em si só já é uma denúncia de uma situacão injusta. Hoje
há muito pouco para comemorar, mas muito para pensar e fazer. Sociedade
como um todo terá de reagir diante de tamanha problemática. E um desafio
para os órgãos governamentais, para a igreja, para os que trabalham na
educação formal, em escolas, e para os movimentos e grupos sociais
organizados no intuito defesa da cidadania e da vida. Se tivermos
consciência da necessidade de agirmos, aí nós também vamos descobrir
os espaços e as possibilidades de fazê-lo!
Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 |
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Analfabetismo: em busca de um ponto final
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português -
URL: http://www.cidadania.org.br/imprimir.asp?conteudo_id=1708&secao_id=96
Autor(es):
Rets
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O programa Brasil Alfabetizado, que o governo federal anuncia neste 8 de
setembro, Dia Internacional da Alfabetização, pretende ser um marco
inicial para o cumprimento da ambiciosa meta anunciada pelo ministro
Cristovam Buarque ao assumir o Ministério da Educação: erradicar o
analfabetismo em quatro anos. Da parte dos movimentos sociais e das
organizações da sociedade civil, a expectativa é grande, assim como a
preocupação de que o programa tenha continuidade e não crie uma nova
leva de analfabetos funcionais – gente que sabe pouco mais do que ler e
escrever o próprio nome ou que até lê, mas não entende o que está
escrito.
Cópia do Texto:
O programa Brasil Alfabetizado, que o governo federal anuncia neste 8 de
setembro, Dia Internacional da Alfabetização, pretende ser um marco
inicial para o cumprimento da ambiciosa meta anunciada pelo ministro
Cristovam Buarque ao assumir o Ministério da Educação: erradicar o
analfabetismo em quatro anos. Da parte dos movimentos sociais e das
organizações da sociedade civil, a expectativa é grande, assim como a
preocupação de que o programa tenha continuidade e não crie uma nova
leva de analfabetos funcionais – gente que sabe pouco mais do que ler e
escrever o próprio nome ou que até lê, mas não entende o que está
escrito. Os dados oficiais, do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), referem-se a aproximadamente 16 milhões, mas estão
incompletos. A Região Norte, por exemplo, não foi considerada nessa
análise. Quando se fala em analfabetismo funcional, o volume é muito
maior – acrescentam-se outros 30 milhões de brasileiros. Reduzir a zero
esses números é, portanto, um imenso desafio. A Secretaria
Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo trabalha com as
seguintes metas: alfabetizar 3 milhões de pessoas em 2003, 6 milhões em
2004, 6 milhões em 2005 e 5 milhões em 2006. Em meio a uma intensa
programação de seminários e debates, representantes da sociedade civil
discutem expectativas, propostas e recomendações para que esse objetivo
se cumpra. Preocupações também. Regina Esteves, superintendente
executiva da Alfabetização Solidária, acha que a erradicação do
analfabetismo será possível quando houver uma política para educação
de jovens e adultos e uma unidade no sistema de alfabetização,
independentemente de métodos. "É preciso pensar no fortalecimento
da EJA [Educação de Jovens e Adultos]. Se olharmos os números do Censo
Escolar, tivemos um aumento em torno de 12% nas matrículas para esse
público. Só que isso não atende às necessidades, a carência é muito
maior. Existe ainda uma indefinição quanto a políticas e financiamento
para a EJA. A erradicação do analfabetismo passa necessariamente por
essa bandeira. E a gente lembra que o papel das entidades do terceiro
setor é fomentar a ação, mas não pode substituir ou inibir a atuação
do Estado". A questão do financiamento é tema recorrente em outros
depoimentos e também faz parte do discurso da Campanha Nacional pelo
Direito à Educação, que reúne diversas organizações e redes de
educação. Duas reivindicações têm mais destaque: uma é pela
derrubada do veto do então presidente Fernando Henrique Cardoso ao item
do Plano Nacional de Educação que comprometia o governo com o
investimento mínimo de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. A
outra luta é para que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino
Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) destine recursos
também para a educação de jovens e adultos, o que hoje não ocorre.
"A EJA não recebe recursos do Fundef, e isso seria muito importante.
Para as pessoas irem para a escola, é preciso que haja mais vagas. Para
que haja mais vagas, é preciso ter financiamento", diz Maria Alice
de Paula Santos, coordenadora de Educação de Jovens e Adultos do
Instituto Paulo Freire. O Ministério da Educação já encaminhou à Casa
Civil um pedido para que seja aprovado o repasse do Fundef para a
educação de jovens e adultos. A proposta precisa ser aprovada em
Congresso e, segundo o titular da Secretaria Extraordinária de
Erradicação do Analfabetismo, João Luiz Homem de Carvalho, não depende
de decisão orçamentária do governo. Sem reticências O programa Brasil
Alfabetizado – que, mesmo antes de seu lançamento oficial, já estava
em prática – é realizado por meio de convênios com prefeituras,
escolas, organizações não-governamentais e empresas. Até o momento, 37
convênios foram assinados e o programa chega a 1.768 municípios. Esta
iniciativa propõe um período de seis meses de aula, mas as
instituições responsáveis poderão fazer ajustes conforme suas
propostas pedagógicas. A duração ideal, aliás, foi um tema bastante
discutido durante o debate "Alfabetização e analfabetismo: desafios
para as políticas públicas", organizado pela Ação Educativa, pelo
Instituto Itaú Cultural e pela Rede Sesc-Senac de Televisão, no dia 3 de
setembro, em São Paulo. Vera Masagão, secretária executiva adjunta da
Ação Educativa e membro da Rede de Ação Alfabetizadora de Adultos do
Brasil (RAAAB), defende o período de um ano como mais adequado e capaz de
dar maior segurança para que as pessoas continuem os estudos. Liana
Borges, ex-coordenadora do Movimento de Alfabetização de Jovens e
Adultos (MOVA) do governo do Rio Grande do Sul e hoje assessora de
gabinete da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, acha
inadmissível que se pense em um período inferior a oito meses. Já
Célio da Cunha, assessor da Unesco para Políticas Educacionais, foi
além: considerou "lamentável" que ainda se discuta no Brasil
quantos meses serão dedicados à alfabetização em um mundo em que o
ideal mínimo de escolaridade é de 8 a 10 anos.
Data do Texto: 2003-09-10 00:00:00 |
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APEART reúne educadores e educandos em Sarandi
Area de Conhecimento: educação
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.apade.com.br/news/sarandi.htm
Autor(es):
ASSOCIAÇÃO PARAENSE DE EDMINISTRADORES ESCOLARES
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
A APEART - Associação Projeto Educação do Assalariado Rural
Temporário promove amanhã (25), o Seminário Pró - Fórum de Educação
de Jovens e Adultos, em Sarandi. O evento contará com a participação de
300 pessoas que estarão discutindo sobre temas como os índices do
analfabetismo em pessoas jovens e adultas em Sarandi e região, assim como
a formação dos educadores e a disposição das organizações
governamentais e não governamentais em atender a demanda existente. As
deliberações do seminário servirão de embasamento para o Fórum de
Educação a ser promovido pela APEART, previsto para agosto.
Cópia do Texto:
A APEART - Associação Projeto Educação do Assalariado Rural
Temporário promove amanhã (25), o Seminário Pró - Fórum de Educação
de Jovens e Adultos, em Sarandi. O evento contará com a participação de
300 pessoas que estarão discutindo sobre temas como os índices do
analfabetismo em pessoas jovens e adultas em Sarandi e região, assim como
a formação dos educadores e a disposição das organizações
governamentais e não governamentais em atender a demanda existente. As
deliberações do seminário servirão de embasamento para o Fórum de
Educação a ser promovido pela APEART, previsto para agosto. O presidente
da APEART, Edmilson Feliciano Leite explica que "objetivo é debater
as políticas de educação de jovens e adultos no âmbito nacional,
estadual e regional; conhecer, divulgar e articular expectativas, ações,
estratégias e experiências em torno da educação de jovens e adultos no
município e região, além de aprimorar a prática pedagógica dos
educadores de jovens e adultos". Em Sarandi a APEART possui 11 turmas
de Educação de Jovens e Adultos, destas cinco foram viabilizadas por
meio de um convênio com a prefeitura. As turmas totalizam 230 alunos. O
Seminário Pró - Fórum de Educação de Jovens e Adultos conta com o
apoio da Prefeitura Municipal de Sarandi por meio da Secretaria de
Educação e Universidade Estadual de Londrina. Estará presente no
seminário o prefeito de Sarandi, Aparecido Farias Spada. Programação -
Pela manhã, o seminário será realizado no Centro Cultural Irmã
Antônia e a tarde será no CAIC. A programação começa às 8h30 com a
apresentação. Às 8h45, será a abertura oficial e na seqüência o
secretário de Educação de Sarandi, José Luiz de Araújo fala sobre a
Memória à Paulo Freire. As políticas de educação de Jovens e Adultos:
perspectivas atuais, é o tema da plenária com a professora da UEL, Maria
das Graças Ferreira. A programação da tarde começa às 13h30 com o
tema Reflexões sobre a Educação de Jovens e Adultos: expectativas,
práticas e estratégias de ação. Para falar sobre o assunto, estarão
reunidos além da professora Maria das Graças, o padre Dirceu Luis
Fumagalli e Giselia Duarte Dias, ambos da APEART. Em seguida haverá
grupos de trabalho com representantes dos educandos, educadores e
entidades. Às 16 horas haverá uma plenária geral com o relato e
sistematização dos grupos de trabalho. Educadores terão curso de
formação em Pinhão - Na próxima semana, nos dia 31 de maio e 1º de
junho, a APEART promoverá um curso de Formação de educadores do PEPO -
Projeto de Educação dos Posseiros. A programação inclui o lançamento
do livro do PEPO, com textos produzido pelos educandos da alfabetização
de jovens e adultos. O PEPO é um dos projetos que integra a APEART,
realizado em Pinhão.
Data do Texto: 2002-05-24 00:00:00 |
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As Práticas Educativas na Educação de Jovens e
Adultos
Area de Conhecimento: educação
de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português -
URL: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/jovens01.html
Autor(es):
ROCHA, Halline Fialho da KARL, Helena de Azevedo VEIGA, Marise Schmidt
GUIMARÃES, Michele
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Há décadas, buscam-se métodos e práticas educativas adequadas à
realidade cultu-ral e ao nível de subjetividade dos jovens e adultos.
Esta pesquisa busca investigar as práticas pedagógicas utilizadas nas
primeiras sé-ries níveis um e dois de duas escolas públicas do
Município de Petrópolis, a fim de verificar sua adequação ao contexto
dos alunos. Os estudos perpassam a história e o parâmetro legal da
Educação de Jovens e Adul-tos e se fundamentam com Freire em Educação
e Mudança (1979) e A experiência do MOVA (1996), Fuck em Alfabetização
de Adultos (1994) e Ferreiro em Reflexões sobre alfabetiza-ção (2001),
que possibilitam um conhecimento teórico da prática pedagógica de
jovens e adultos. Com os resultados desse estudo, chegamos a algumas
conclusões bastante significa-tivas, como, por exemplo, o ponto cêntrico
do processo de aquisição da leitura e escrita dos educandos das classes
de jovens e adultos: ser a utilização da cartilha. Portanto, esse estudo
contribuirá para um repensar do educador que atua nas classes da
Educação de Jovens e Adultos, fazendo-o refletir sobre sua prática
pedagógica, para que ajude na formação de cidadãos cônscios de seu
papel na sociedade.
Cópia do Texto:
Relatório de Pesquisa apresentado como requisito de conclusão do Curso
de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Católica de
Petrópolis - UCP, sob orientação da professora Maria Adélia Teixeira
Baffi.
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Que a educação seja o processo através do qual o indivíduo toma a
história em suas próprias mãos, a fim de mudar o rumo da mesma. Como?
Acreditando no educando, na sua capacidade de aprender, descobrir, criar
soluções, desafiar, enfrentar, propor, escolher e assumir as
conseqüências de sua escolha. Mas isso não será possível se
continuarmos bitolando os alfabetizandos com desenhos pré-formulados para
colorir, com textos criados por outros para copiarem, com caminhos
pontilhados para seguir, com histórias que alienam, com métodos que não
levam em conta a lógica de quem aprende. (FUCK, 1994, p. 14 - 15)
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RESUMO Há décadas, buscam-se métodos e práticas educativas adequadas
à realidade cultu-ral e ao nível de subjetividade dos jovens e adultos.
Esta pesquisa busca investigar as práticas pedagógicas utilizadas nas
primeiras sé-ries níveis um e dois de duas escolas públicas do
Município de Petrópolis, a fim de verificar sua adequação ao contexto
dos alunos. Os estudos perpassam a história e o parâmetro legal da
Educação de Jovens e Adul-tos e se fundamentam com Freire em Educação
e Mudança (1979) e A experiência do MOVA (1996), Fuck em Alfabetização
de Adultos (1994) e Ferreiro em Reflexões sobre alfabetiza-ção (2001),
que possibilitam um conhecimento teórico da prática pedagógica de
jovens e adultos. Com os resultados desse estudo, chegamos a algumas
conclusões bastante significa-tivas, como, por exemplo, o ponto cêntrico
do processo de aquisição da leitura e escrita dos educandos das classes
de jovens e adultos: ser a utilização da cartilha. Portanto, esse estudo
contribuirá para um repensar do educador que atua nas classes da
Educação de Jovens e Adultos, fazendo-o refletir sobre sua prática
pedagógica, para que ajude na formação de cidadãos cônscios de seu
papel na sociedade.
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SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Histórico da escrita
2.2 Histórico da Educação de Jovens e Adultos 2.3 Paulo Freire:
Pensamento, Política e Educação 2.4 Métodos e Práticas 3. METODOLOGIA
3.1 Coleta dos dados 4. RESULTADOS 4.1 Análise dos dados 4.1.1 Entrevista
coletiva 4.1.2 Questionário 4.2 Interpretação dos dados 5. CONCLUSÕES
E RECOMENDAÇÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
LISTA DE APÊNDICES I. Questionário para os educadores dos educandos
sujeitos da pesquisa
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1 INTRODUÇÃO O presente estudo tem como enfoque principal a Educação
de Jovens e Adultos (EJA), ou seja, o conjunto de processos de
aprendizagens, formais ou não formais, graças aos quais as pessoas, cujo
entorno social considera adultos, desenvolvem suas capacidades, enriquecem
seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou
profissionais ou as reorientam a fim de atender suas próprias
necessidades e as da sociedade. A educação de adultos compre-ende a
educação formal e permanente, a educação não formal e toda a gama de
oportunidades de educação informal e ocasional existentes em uma
sociedade educativa e multicultural, na qual se reconhecem os enfoques
teóricos baseados na prática. (Art. 3º da Declaração de Ham-burgo
sobre Educação de Adultos). O interesse pelo tema em questão surgiu a
partir do contato com a disciplina Educação de Adultos, do Curso de
Pedagogia, que trata especificamente dessa temática. Por isso, ao longo
dessa pesquisa, pretende-se conhecer e analisar os métodos e práticas
educativas apli-cadas na EJA. A base teórica perpassa os estudos de
Freire (1979), Fuck (1994) e Ferreiro (2001), as Leis de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional e um histórico da EJA. Neste projeto usam-se
como metodologia a pesquisa bibliográfica, a documental e a de campo.
Será feito um estudo teórico aprofundado da EJA, seguido de uma
investigação empí-rica, com objetivo de confrontar a teoria e a
prática. Diante dessa temática, propõe-se o seguinte problema: quais
são os materiais didáticos utilizados na Educação de Jovens e Adultos
da 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental,
nas escolas públicas (estadual e municipal) da cidade de Petrópolis?
Segundo a problemática abordada, busca-se elucidar as seguintes
questões: º caracterizar a educação básica da EJA, buscando
compreender suas especificidades; º compreender a EJA sob o ponto de
vista legal; º traçar o percurso histórico da EJA; º destacar as
concepções teóricas de Freire (1979), Fuck (1994) e Ferreiro (2001)
como principal enfoque na EJA; º realizar um levantamento do material
didático utilizado na EJA nas escolas públicas (estadual e municipal) da
cidade de Petrópolis; º analisar o material didático levantado nas
turmas da 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino
Fundamental nas escolas públicas (estadual e municipal) da cidade de
Petrópolis. Este estudo busca compreender teórica e empiricamente as
metodologias e recursos didáticos utilizados na EJA, visando a atender o
princípio da adequação destes à realidade cultural e subjetiva dos
jovens e adultos. Atendendo esse princípio, as propostas metodológi-cas
da EJA devem ser diferenciadas das turmas de 1ª série nível 1 e nível
2 do 1º segmento do Ensino Fundamental, considerando que os jovens e
adultos têm uma realidade cultural e um nível de subjetividade bastante
diferentes em relação às crianças, sendo necessária, então, a
adequação das metodologias empregadas nessa modalidade de ensino. Este
estudo tem por finalidade contribuir para um repensar do educador atuante
nas classes de EJA, fazendo o mesmo refletir sobre sua prática
pedagógica, especialmente como formador de cidadãos cônscios de seu
papel na sociedade. Também pretende, na medida em que analisa
profundamente o material utilizado, servir de subsídio a um repensar
dessa esco-lha, relacionando-a aos objetivos da EJA previstos na
legislação e no pensamento pedagógico vigente.
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2 REFERENCIAL TEÓRICO O referencial teórico deste projeto de pesquisa
está constituído dos seguintes itens: 2.1 Histórico da escrita Antes de
falar especificamente sobre a Educação de Jovens e Adultos, é
necessário fazer uma viagem no tempo, partindo do ponto onde tudo
começou, ou seja, o surgimento da escrita. Segundo Pereira e Torres
(1998), há milhões de anos, os homens que habitavam a Terra viviam de
forma muito diferente da nossa maneira de viver. Sempre em pequenos
bandos, caçavam e pescavam para sobreviver, moravam em cavernas e usavam
pedaços de ma-deira e pedra para se protegerem dos ataques de animais
grandes. Os bandos não eram organizados e a comunicação entre eles era
bastante primitiva: uivavam e gesticulavam, tendo as mãos como principal
instrumento de sobrevivência. Com o aumento da população e a escassez
de alimentos, o homem foi modificando o seu modo de viver, buscando em
novas formas, mais seguras e eficientes, o suprimento para as suas
necessidades. Para que tudo isso acontecesse, a principal modificação
foi aperfeiçoar a comunicação entre eles, pois seria complicado
organizar estratégias de caça, pesca e outros apenas por ruídos e
gestos (mímicas). Foi a partir daí, que se originou a linguagem falada.
O homem primitivo, percebendo que a necessidade de sobrevivência se
tornava cada vez maior e por causas externas advindas do meio ambiente
(frio intenso), passou muito tempo dentro das cavernas e ali começou a
fazer seus primeiros desenhos nas paredes, represen-tando a sua vida
diária. Esses desenhos são os primeiros passos para o surgimento da
escrita. Conforme a necessidade de sobrevivência do homem foi evoluindo,
a forma da escrita também foi evoluindo, atendendo assim as suas
necessidades. Essa análise é necessária, pois nos leva a compreender
que com o surgimento da escrita, o homem vem utilizando-a das mais
diversas maneiras e por diferentes povos e que o mundo em que vivemos
está rodeado de escrita. 2.2 História da Educação de Jovens e Adultos
Muitas vezes definimos erroneamente Educação de Jovens e Adultos. Por
isso, antes de iniciar nosso estudo, é necessário conhecer um pouco da
história dessa modalidade de ensino. Segundo Freire (apud Gadotti, 1979,
p. 72) em Educação de Jovens e Adultos: teoria, prática e proposta, os
termos Educação de Adultos e Educação não-formal referem-se à mesma
área disciplinar, teórica e prática da educação, porém com
finalidades distintas. Esses termos têm sido popularizados principalmente
por organizações internacionais - UNESCO - referindo-se a uma área
especializada da Educação. No entanto, existe uma diversidade de
paradigmas dentro da Educação de Adultos. A Educação de Adultos tem
estado, a partir da 2ª Guerra Mundial, a cargo do Estado, muito diferente
da Educação não-formal, que está vinculada a organizações
não-governamentais. Até a 2º Guerra Mundial, a Educação Popular era
concebida como extensão da Educação formal para todos, sobretudo para
os menos privilegiados que habitavam as áreas das zonas urbanas e rurais.
Após a I Conferência Internacional de Educação de Adultos, realizada
na Dinamarca, em 1949, a Educação de Adultos tomou outro rumo, sendo
concebida como uma espécie de Educação Moral. Dessa forma, a escola,
não conseguindo superar todos os traumas causados pela guerra, buscou
fazer um "paralelo" fora dela, tendo como finalidade principal
contribuir para o resgate do respeito aos direitos humanos e para a
construção da paz duradoura. A partir da II Conferência Internacional
de Educação de Adultos em Montreal, no ano de 1963, a Educação de
Adultos passou a ser vista sob dois enfoques distintos: como uma
continuação da educação formal, permanente e como uma educação de
base ou comunitária. Depois da III Conferência Internacional de
Educação de Adultos em Tóquio, no ano de 1972, a Educação de Adultos
volta a ser entendida como suplência da Educação Fundamental,
reintroduzindo jovens e adultos, principalmente analfabetos, no sistema
formal de educação. A IV Conferência Internacional de Educação de
Adultos, realizada em Paris, em 1985, caracterizou-se pela pluralidade de
conceitos, surgindo o conceito de Educação de Adultos. Em 1990, com a
realização da Conferência Mundial sobre Educação para Todos,
realizado em Jomtien, na Tailândia, entendeu-se a alfabetização de
Jovens e Adultos como a 1ª etapa da Educação Básica, consagrando a
idéia de que a alfabetização não pode ser separada da
pós-alfabetização. Segundo Freire (apud Gadotti, 1979, p. 72), nos anos
40, a Educação de Adultos era entendida como uma extensão da escola
formal, principalmente para a zona rural. Já na década de 50, a
Educação de Adultos era entendida como uma educação de base, com
desenvolvimento comunitário. Com isso, surgem, no final dos anos 50, duas
tendências significati-vas na Educação de Adultos: a Educação de
Adultos entendida como uma educação libertadora (conscientizadora)
pontificada por Paulo Freire e a Educação de Adultos entendida como
educação funcional (profissional). Na década de 70, essas duas
correntes continuaram a ser entendidas como Educação não-formal e como
suplência da mesma. Com isso, desenvolve-se no Brasil a tão conhecida
corrente: o sistema MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização),
propondo princípios opostos aos de Paulo Freire. A Lei de Reforma nº
5.692/71 atribui um capítulo para o ensino supletivo e recomenda aos
Estados atender jovens e adultos. Capítulo IV Do ensino supletivo Art.24
- O ensino supletivo terá por finalidade: a) Suprir a escolarização
regular para os adolescentes e adultos que não tenham seguido ou
concluído na idade própria; b) Proporcionar, mediante repetida volta à
escola, estudos de aperfeiçoamento ou atualização para os que tenham
seguido o ensino regular no todo ou em parte. Parágrafo único - O ensino
supletivo abrangerá cursos e exames a serem organizados nos vários
sistemas de acordo com as normas baixadas pelos respectivos Conselhos de
Educação. Art.25- O ensino supletivo abrangerá, conforme as
necessidades a atender, desde a iniciação no ensino de ler, escrever e
contar e a formação profissional definida em lei específica até o
estudo intensivo de disciplinas do ensino regular e a atualização de
conhecimentos. §1º- Os cursos supletivos terão estrutura, duração e
regime escolar que se ajustem às suas finalidades próprias e ao tipo
especial de aluno a que se destinam. §2º- Os cursos supletivos serão
ministrados em classes ou mediante a utilização de rádio, televisão,
correspondência e outros meios de comunicação que permitam alcançar o
maior número de alunos. Art.26- Os exames supletivos compreenderão a
parte do currículo resultante do núcleo-comum, fixado pelo Conselho
Federal de Educação, habilitando ao prosseguimento de estudos em
caráter regular, e poderão, quando realizados para o exclusivo efeito de
habilitação profissional de 2º grau, abranger somente o mínimo
estabelecido pelo mesmo Conselho. §1º- Os exames a que se refere este
artigo deverão realizar-se: Ao nível de conclusão do ensino de 1º
grau, para os maiores de 18 anos; Ao nível de conclusão do ensino de 2º
grau, para os maiores de 21 anos; §2º- Os exames supletivos ficarão a
cargo de estabelecimentos oficiais ou reconhecidos, indicados nos vários
sistemas, anualmente, pelos respectivos Conselhos de Educação. §3º- Os
exames supletivos poderão ser unificados na jurisdição de todo um
sistema de ensino, ou parte deste, de acordo com normas especiais baixadas
pelo respectivo Conselho de Educação. Art.27- Desenvolver-se-ão, ao
nível de uma ou mais das quatro últimas séries do ensino de 1º grau,
cursos de aprendizagem, ministrados a alunos de 14 a 18 anos, em
complementação da escolarização regular, e, a esse nível ou de 2º
grau, cursos intensivos de qualificação profissional. Parágrafo único
- Os cursos de aprendizagem e os de qualificação darão direito a
prosseguimento de estudos quando incluírem disciplinas, áreas de estudos
e atividades que os tornem equivalentes ao ensino regular, conforme
estabeleçam as normas dos vários sistemas. Art.28- Os certificados de
aprovação em exames supletivos e os relativos à conclusão de cursos de
aprendizagem e qualificação serão expedidos pelas instituições que os
mantenham. A Lei de Reforma nº 5.692, que dedicou, pela primeira vez na
história da educação, um capítulo ao ensino supletivo, foi aprovada em
11 de agosto de 1971 e veio substituir a Lei nº 4.024/61, reformulando o
ensino de 1º e 2º graus. Enquanto a última LDB foi resultado de um
amplo processo de debate entre tendências do pensamento educacional
brasileiro, levando treze anos para ser editada, a Lei de Reforma nº
5.692/71 foi elaborada em um prazo de 60 dias, por nove membros indicados
pelo então Ministro da Educação Coronel Jarbas Passari-nho. O passo
seguinte foi dado pelo MEC quando instituiu um grupo de trabalho para
defi-nir a política do Ensino Supletivo e propor as bases doutrinárias
de Valnir Chagas. O ensino supletivo foi apresentado como um manancial
inesgotável de soluções para ajustar, a cada instante, a realidade
escolar às mudanças que se operavam em ritmo crescente no país e no
mundo. Segundo Soares (2002), o Parecer nº 699/72, do conselheiro Valnir
Chagas, estabele-ceu a doutrina para o ensino supletivo. Os exames
supletivos passaram a ser organizados de forma centralizada pelos governos
estaduais. Os cursos, por outro lado, passaram a ser orga-nizados e
regulamentados pelos respectivos Conselhos de Educação. O Parecer nº
699/72 foi elaborado para dar fundamentação ao que seria a doutrina de
ensino superior. Nesse sentido, ele viria a "detalhar" os
principais aspectos da Lei nº 5.692, no que tange ao ensino supletivo,
facilitando sua compreensão e orientando sua execução. A estrutura de
Ensino Supletivo, após a LDB de 1971, seguiu a orientação expressa na
legislação de procurar suprir a escolarização regular daqueles que
não tiveram oportunidade anteriormente na idade própria. As formas
iniciais de atendimento a essa prerrogativa foram os exames e os cursos. O
que até então era a "madureza" passou ao controle do Estado,
foi redefinido e se transformou em Exames Supletivos. A novidade trazida
pelo Parecer nº 699/72 estava em implantar cursos que dessem outro
tratamento ao atendimento da população que se encontrava fora da escola,
a partir da utilização de novas metodologias. A Lei nº 5692/71 concedeu
flexibilidade e autonomia aos Conselhos Estaduais de Educação para
normatizarem o tipo de oferta de cursos supletivos nos respectivos
Estados. Isso gerou grande heterogeneidade nas modalidades implantadas nas
unidades da federação. Para implementar a legislação, a Secretaria
Estadual da Educação criou, em 1975, o departamento de Ensino Supletivo
(DESU) em reconhecimento à importância crescente que essa modalidade de
ensino vinha assumindo. Segundo Soares (apud Haddad, 1991, p. 189),
durante o período entre 1964 e 1985, foi revelado que o Estado procurava
introduzir a utilização de tecnologias como meio de solu-ção para os
problemas da Educação. Esta idéia de tecnologia a serviço do
econômico e do pedagógico perdurou por todo o período estudado. O
Estado se propunha a oferecer uma educação de massas, a custos baixos,
com perspectiva de democratizar oportunidades educacionais,
"elevando" o nível cultural da população, nível este que
vinha perdendo quali-dade pelo crescimento do nº de pessoas, segundo sua
visão. (HADDAD, 1989) Segundo Paiva (apud Gadotti, 1995, p. 31), até a
2ª Guerra Mundial, a Educação de Adultos no Brasil era integrada à
Educação Popular, ou seja, uma educação para o povo, difu-são do
ensino elementar. Somente depois da 2ª Guerra Mundial é que a Educação
de Adultos foi concebida como independente do ensino elementar. De acordo
com Paiva (apud Gadotti, 1995, p. 31), a Educação de Adultos, em âmbito
histórico, pode ser dividida em três períodos: 1º - de 1946 a 1958,
quando foram realizadas campanhas nacionais de iniciativa ofi-cial para
erradicar-se o analfabetismo; 2º - de 1958 a 1964. Em 1958 foi realizado
o 2º Congresso Nacional de Educação de Adultos, tendo a participação
marcante de Paulo Freire. Esse congresso abriu as portas para o problema
da alfabetização que desencadeou o Plano Nacional de Alfabetização de
Adultos, dirigido por Paulo Freire e extinto pelo Golpe de Estado de 1964.
3º - O MOBRAL, que foi concebido como um sistema que visava ao controle
da al-fabetização da população, principalmente a rural. Com a
redemocratização (1985), a "Nova República" extinguiu o
MOBRAL e criou a Fundação Educar. Assim sendo, a Educação de Adultos
foi enterrada pela "Nova República". Em 1989, em comemoração
ao Ano Internacional da Alfabetização, foi criada, no Brasil, a
Comissão Nacional de Alfabetização, coordenada inicialmente por Paulo
Freire e depois por José Eustáquio Romão. Com o fechamento da
Fundação Educar, em 1990, o Governo Federal ausenta-se desse cenário
educacional, havendo um esvaziamento constatado pela inexistência de um
ór-gão ou setor do Ministério da Educação voltado para esse tipo de
modalidade de ensino. A falta de recursos financeiros, aliada à escassa
produção de estudos e pesquisas sobre essa modalidade, tem contribuído
para que essa educação se torne uma mera reprodução do ensino para
jovens e adultos. Isso explica o histórico distanciamento entre sociedade
civil e Estado no que diz respeito aos problemas educacionais brasileiros.
Hoje, o Governo encontra-se desarmado teórica e praticamente para
enfrentar o problema de oferecer educação de qualidade para todos os
brasileiros. Apesar da vigência da Declaração Mundial sobre Educação
para Todos, do Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de
Aprendizagem, documentos da Conferência Mundial sobre Educação para
Todos, e da nova LDB nº 9.394/96, o Governo Brasileiro não vem honrando
seus compromissos em relação a tão importante e delicado problema.
Sabemos que a educação é um direito de todos e um dever do Estado. Se
sabemos que a grande maioria da população, principalmente os menos
favorecidos, não tem acesso à educação, até onde podemos levar essa
afirmação a sério? Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
nº 9.394/96, constam no Título V, Capítulo II, Seção V, dois Artigos
relacionados, especificamente, à Educação de Jovens e Adultos: Art. 37
- A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não
tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio
na idade própria. § 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente
aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade
regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as
características do alunado, seus interesses, condições de vida e
trabalho, mediante cursos e exames. § 2º O Poder Público viabilizará e
estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante
ações integradas e complementares entre si. Art. 38 - Os sistemas de
ensino manterão cursos e exames supletivos, que compreenderão a base
nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em
caráter regular. § 1º Os exames a que se refere este artigo
realizar-se-ão: I. no nível de conclusão do ensino fundamental, para os
maiores de quinze anos; II. no nível de conclusão do ensino médio, para
os maiores de dezoito anos. § 2º Os conhecimentos e habilidades
adquiridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e
reconhecidos mediante exames. No Plano Nacional de Educação, temos como
um dos objetivos e prioridades: Garantia de ensino fundamental a todos os
que não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram. A
erradicação do analfabetismo faz parte dessa prioridade, considerando-se
a alfabetização de jovens e adultos como ponto de partida e intrínseca
desse nível de ensino. A alfabetização dessa população é entendida
no sentido amplo de domínio dos instrumentos básico da cultura letrada,
das operações matemáticas elementares, da evolução histórica da
sociedade humana, da diversidade do espaço físico e político mundial da
constituição brasileira. Envolve, ainda, a formação do cidadão
responsável e consciente de seus direitos. (Plano Nacional de Educação
- introdução: objetivos e prioridades dois) Apesar de todas essas
propostas e segundo Freire (apud Gadotti, 1979, p. 72), a UNESCO nos
mostra, através de dados, que o número de analfabetos no mundo tem
aumentado e o Brasil engrossa cada vez mais essas estatísticas. Esse
fracasso, de acordo com Freire (apud Gadotti, 1979, p. 72), pode ser
explicado por vários problemas, tais como: a concepção pedagógica e os
problemas metodológicos, entre outros. A Educação de Jovens e Adultos
deve ser sempre uma educação multicultural, uma educação que
desenvolva o conhecimento e a integração na diversidade cultural, como
afirma Gadotti (1979), uma educação para a compreensão mútua, contra a
exclusão por motivos de raça, sexo, cultura ou outras formas de
discriminação e, para isso, o educador deve conhecer bem o próprio meio
do educando, pois somente conhecendo a realidade desses jovens e adultos
é que haverá uma educação de qualidade. Considerando a própria
realidade dos educandos, o educador conseguirá promover a motivação
necessária à aprendizagem, despertando neles interesses e entusiasmos,
abrindo-lhes um maior campo para o atingimento do conhecimento. O jovem e
o adulto querem ver a aplicação imediata do que estão aprendendo e, ao
mesmo tempo, precisam ser estimulados para resgatarem a sua auto-estima,
pois sua "ignorância" lhes trará ansiedade, angústia e
"complexo de inferioridade". Esses jovens e adultos são tão
capazes como uma criança, exi-gindo somente mais técnica e metodologia
eficientes para esse tipo de modalidade. 2.3 Paulo Freire: pensamento,
política e educação Segundo estudos realizados por Gerhardt (2002) e
elucidados em seu trabalho intitulado Uma voz européia: arqueologia de um
pensamento, Paulo Freire nasceu no Recife, na mais pobre área dessa
grande nação latino-americana. Embora criado em uma família de clas-se
média, interessou-se pela educação dos oprimidos de sua região.
Formou-se em Direito e desenvolveu um "sistema" de ensino para
todos os níveis da educação. Foi encarcerado duas vezes em seu país e
tornou-se famoso no exterior. Hoje, Paulo Freire é considerado o mais
conhecido educador de nosso tempo. Paulo Freire dá início a trabalhos
com iniciativas populares, quando decide organizar, juntamente com
paróquias católicas, projetos que abrangem desde o jardim de infância
até à educação de adultos, objetivando o desenvolvimento do currículo
e a formação de professo-res. O resultado desse trabalho foi partilhado
com outros grupos: técnicas como estudo em grupo, ação em grupo, mesas
redondas, debates e distribuição de fichas temáticas eram prati-cados
nesse tipo de trabalho. Foi a partir do desenvolvimento desse projeto que
se começou a falar de um sistema de técnicas educacionais, o
"Sistema Paulo Freire", que podia ser aplicado em todos os graus
da educação formal e da não-formal. Mais tarde, nas décadas de 70 e
80, no seu trabalho em alfabetização, um elemento do sistema foi
interpretado sob a denominação "Método Paulo Freire" e
"conscientização" como um passe-partout para a revolução.
Por essa razão, Paulo Freire parou de usar essas expressões, enfatizando
o caráter político da educação e sua neces-sária
"reinvenção" em circunstâncias históricas diferentes. Em
1960, Paulo Freire, trabalhando como coordenador dos projetos de
educação de adultos, apóia a criação do Movimento de Cultura Popular
(MCP), mas, infelizmente, militan-tes católicos, protestantes e
comunistas interpretam suas tarefas educativas de modo diferente e criam
uma cartilha de alfabetização de adultos, escolhendo uma diretriz
política de aborda-gem. Paulo Freire foi contra essa prática, pois a
mesma consistia no ensino de mensagens prontas aos analfabetos, a fim de
manipulá-los. Ele estava convencido da capacidade inata das pessoas, pois
já fizera experiências nos domínios visual e auditivo enquanto elas
aprendiam a ler e a escrever. Contudo, ainda assim faltava o estímulo com
que Freire poderia evocar o interesse pelas palavras e sílabas em
pes-soas analfabetas. Faltava a "consciência" dos termos
individuais. A experiência mostrou para ele que não era suficiente
começar com uma discussão intensa da realidade. Analfabetos são
fortemente influenciados por suas falhas na escola e em outros ambientes
de aprendizagem. A fim de reduzir esses obstáculos e provocar um impulso
motivador, Freire experimentou verificar a distinção entre as
habilidades de seres humanos e de animais em seus ambientes particulares.
Freire começou a experimentar essa nova concepção na alfabetização,
no círculo cultural que ele mesmo coordenava como monitor e cujos membros
conhecia pessoalmente. Freire relata que na 21ª hora de alfabetização,
um participante era capaz de ler artigos simples de jornal e escrever
sentenças curtas. Os slides, particularmente, criavam grande interesse e
contribuíam para a motivação dos participantes. Depois de 30 horas
(sendo uma hora por dia, durante cinco dias da semana) a experiência foi
concluída. Três participantes tinham aprendido a ler e escrever. Podiam
ler textos curtos e jornais e escrever cartas. Dois participantes
evadiram-se. Assim nasceu o "Método Paulo Freire de
Alfabetização". Na sua aplicação na cidade de Diadema (SP), nos
anos de 1983-86 e, parcialmente, na tão discutida estrutura do MOVA-SP na
cidade de São Paulo (1989-92), durante a "administração
Freire" na Secretaria Municipal de Educação, os vários passos do
método permaneceram os mesmos, embora houvesse mudanças na ordem e no
conteúdo, de acordo com a situa-ção sócio-econômica dos vários
locais de alfabetização. Com a criação do Movimento de Cultura Popular
(MCP), Paulo Freire passou a ser um dos seus líderes mais atuantes. Como
ocorria na prática dos "Projetos" do MCP, o Projeto de
Educação de Adultos desdobrava-se em outros programas ou projetos de
menor amplitude. O "método" teve um irresistível sucesso em
todo o Brasil. Era possível agora tornar os iletrados - eram cerca de 40
milhões nessa época - alfabetizados (como alfabetizados eles podiam
votar) e conscientes dos problemas nacionais. Reformistas e
revolucionários de esquerda investiram em Freire, e em sua equipe, que
logo se encarregou de implementar o Plano Nacional de Alfabetização
(1963). Dinheiro surgia de todas as fontes e, dentre elas, destacavam-se o
escritório regional da Aliança para o Progresso de Recife, os governos
reformistas do Nordeste e o Governo Federal populista de João Goulart.
Conquanto, já coordenador nacional da torrente alfabetizadora, com a
rápida expansão do Movimento Popular de Educação em seu país, Freire
estava atento às armadilhas que a implementação nacional de sua e de
outras concepções poderia causar. A dificuldade expressou-se na
campanha-piloto em Brasília, que claramente apontava para o dilema do
mais famoso educador brasileiro, cuja "ação cultural para a
liberdade" encontrava obstáculos para ser implementada no contexto
do sistema educacional em vigor no país. A derrubada do Governo Federal
pelas forças militares brasileiras, em março de 1964, interrompeu a
grande experiência. A segunda chance de Freire (apud Gadotti, 1979, p.
71), em um alto posto administrativo só ocorreria 25 anos depois e
colocaria o mesmo dilema para si e seus colaboradores. Encarcerado duas
vezes por causa de seu "método subversivo", Paulo Freire teve a
embaixada da Bolívia como a única a aceitá-lo como refugiado político.
O governo boliviano contratou seus serviços de consultor educacional para
o Ministério da Educação. Porém, vinte dias após sua chegada a La
Paz, ele testemunhou um novo golpe de Estado contra a administração
reformista de Paz Estensoro. Freire decidiu, então, buscar refúgio no
Chile, onde, através da vitória de uma aliança populista, o
democrata-cristão Eduardo Frei assumira o poder. Freire permaneceu no
Chile por quatro anos e meio, trabalhando no instituto governa-mental
chamado ICIRA (Instituto de Pesquisa e Treinamento em Reforma Agrária) e,
também governamental, "Escritório Especial para a Educação de
Adultos", sob a coordenação de Waldemar Cortéz. Nesse período,
Freire analisou a questão da "extensão rural". Ele opôs o
conceito de extensão da cultura ao de comunicação sobre cultura. Para
ele, o primeiro é "invasor", enquanto o segundo promove a
conscientização. Destacava que a interação entre os camponeses e os
agrônomos deveria promover a comunicação dialógica. Não se pode
aprender, se o novo conhecimento é contraditório com o contexto do
aprendiz. O educador-agrônomo que não conhece o mundo do camponês não
pode pretender sua mudança de atitude. A intenção incipiente era
enfatizar os princípios e fundamentos de uma educação que promove a
prática da liberdade. Essa prática não pode ser reduzida a um simples
suporte técnico, mas inclui o esforço humano para decifrar-se e decifrar
os outros. Em 1967, Freire foi, pela primeira vez, aos Estados Unidos como
conferencista de se-minários promovidos nas universidades de vários
Estados. Paulo Freire estava ansioso para "experimentar" a
cultura norte-americana, para des-cobrir o Terceiro Mundo (guetos,
favelas) no Primeiro Mundo. Entretanto, ele lamentaria a perda de contacto
com qualquer tipo de experiência pedagógica nos países em
desenvolvimento. Considerava insatisfatório deixar a América do Sul e
só estudar em bibliotecas. Desse modo, sugeriu que ficaria em Harvard
apenas por seis meses. Somente após 1970, a teoria e a prática
pedagógicas de Paulo Freire tornaram-se reco-nhecidas no Mundo. No
Brasil, antes de 1964, Freire estava ciente das dificuldades e dos custos
políticos envolvidos em seu programa pedagógico. Entretanto, seus
postulados epistemológicos conduziram-no a interpretar tais resistências
como algo acidental e destinado a ser removido por meio de oposição
tática a uma dada ditadura e seus respectivos interesses. Com a adoção
explícita de uma perspectiva política nova, seus postulados teóricos
relativos à ideologia e ao conhecimento mudaram. Do "tático",
Freire deslocou-se para o "estratégico". O "processo de
conscientização" tornou-se sinônimo de luta de classes.
Integração cultural mudou para revolução política. Paralelamente a
essa mudança do pensamento de Freire, em direção ao radicalismo
re-volucionário, um outro deslocamento também teve lugar em relação ao
significado e implicações de um verdadeiro conceito de
conscientização. A prática educativa tornou-se uma práxis mais
revolucionária e uma maior ênfase foi colocada no tema do compromisso
para com o oprimido. Entre 1975 e 1980, Freire trabalhou também em São
Tomé e Príncipe, Moçambique, Angola e Nicarágua, sempre como um
militante, e não apenas como um técnico, que combi-nava seu compromisso
com a causa da libertação com o amor para com os oprimidos. O Estado
africano de São Tomé e Príncipe, recém libertado da colonização
portuguesa, confiou a Freire um programa de alfabetização. Os resultados
desse programa superaram as expectativas. Quatro anos depois, Freire
recebeu uma correspondência do Ministro da Educação informando que
tanto os 55% dos estudantes matriculados nas escolas não eram mais
analfabetos, quanto os 72% que já tinham concluído o curso. Em agosto de
1979, Freire visitou o Brasil durante um mês e seu retorno definitivo ao
Brasil ocorreu em março de 1980. Freire chegou ao Brasil quando o
Movimento de Educação Popular, que ele ajudou a implantar nos anos 60,
estava tendo seu segundo momento de influência. Era uma época de crise
econômica, com o conseqüente desejo dos comandos militares, diante da
impopularidade do regime e das forças armadas, de abandonar o governo.
Paulo teve de "reaprender" seu país. Descobriu logo que os
mesmos atores sociais dos idos da década de 60 ainda tinham influências
políticas. A classe trabalhadora brasileira, que durante a ditadura
militar (1964-1984) tinha su-portado o maior ônus do "Milagre
Brasileiro" e que ainda sofria a "Crise da Dívida
Brasileira", parecia estar mais organizada e trabalhava nos seus
próprios projetos políticos. Dentre eles, destacava-se a fundação de
um novo partido político, o "Partido dos Trabalhadores" (PT),
do qual Paulo Freire tornou-se membro-fundador em 1980. A classe média -
esmagada por consideráveis perdas na renda - mais uma vez radicali-zava,
juntando forças com a classe trabalhadora, tornando-se a mais ativa na
proposição da redemocratização do país (1978-1984). Paulo Freire
idealizou e testou tanto um sistema educacional quanto uma filosofia de
educação, primariamente nos vários anos de seu ativo envolvimento na
América Latina. Seu trabalho foi, posteriormente, desenvolvido nos
Estados Unidos, na Suíça, na Guiné-Bissau, em São Tomé e Príncipe,
na Nicarágua e em vários outros países do Terceiro e do Primeiro Mundo.
A concepção educacional freireana centra-se no potencial humano para a
criatividade e a liberdade no interior de estruturas
político-econômico-culturais opressoras. Ela aponta para a descoberta e
a implementação de alternativas libertadoras na interação e
transformação sociais, via processo de "conscientização".
"Conscientização" foi definida como o processo no qual as
pessoas atingem uma profunda compreensão, tanto da realidade
sócio-cultural que conforma suas vidas, quanto de sua capacidade para
transformá-la. Ela envolve entendimento praxiológico, isto é, a
compreensão da relação dialética entre ação e reflexão. Freire
propõe uma abordagem praxiológica para a educação, no sentido de uma
ação criticamente reflexiva e de uma reflexão crítica que seja baseada
na prática. O sistema educacional e a filosofia da educação de Freire
têm suas referências em uma miríade de correntes filosóficas, tais
como Fenomenologia, Existencialismo, Personalismo Cristão, Marxismo
Humanista e Hegelianismo, cujo detalhado enfoque ultrapassaria os limites
desse perfil. Ele participou da importação de doutrinas e idéias
européias para o Brasil, assimilando-os às necessidades de uma
situação sócio-econômica específica e, dessa forma, expandindo-as e
refocalizando-as em um modo de pensar provocativo, mesmo para os
pensadores e intelectuais europeus e norte-americanos. Para decepção de
muitos intelectuais acadêmicos tradicionais do Primeiro Mundo, sua
filosofia e "sistema" tornaram-se tão correntes e universais
que os "temas geradores" permaneceram no centro dos debates
educacionais da pedagogia crítica nas últimas três décadas. Freire
experimentou várias expressões da opressão. Ele as usou para formular
sua crí-tica e análise institucional, dos modos pelos quais as
ideologias dominantes e opressivas estão encravadas nas regras, nos
procedimentos e nas tradições das instituições e sistemas. Fazendo
isso, ele permanecerá o utópico que é, mantendo sua fé na capacidade
do povo em dizer sua palavra e, dessa forma, recriar o mundo social,
estabelecendo uma sociedade mais justa. 2.4 Métodos e Práticas Há
décadas que se buscam métodos e práticas adequadas ao aprendizado de
jovens e adultos, como por exemplo, com Paulo Freire: Por isso a
alfabetização não pode se fazer de cima para baixo, nem de fora para
dentro, como uma doação ou uma exposição, mas de dentro para fora pelo
próprio analfabeto, somente ajustado pelo educador. Esta é a razão pela
qual procura-mos um método que fosse capaz de fazer instrumento também
do educando e não só do educador e que identificasse, como claramente
observou um jovem sociólogo brasileiro (Celso Beisiegel), o conteúdo da
aprendizagem com o processo de aprendizagem. Por essa razão, não
acreditamos nas cartilhas que pretendem fazer uma montagem de
sinalização gráfica como uma doação e que reduzem o analfabeto mais
à condição de objeto de alfabetização do que de sujeito da mesma.
(FREIRE, 1979, p. 72) Com isso, notamos que desde os anos 70, ou até
mesmo antes, o uso da cartilha e metodologias inadequadas na educação de
jovens e adultos preocupavam os educadores da época e, infelizmente, essa
problemática permeia os tempos atuais: Que a educação seja o processo
através do qual o indivíduo toma a história em suas próprias mãos, a
fim de mudar o rumo da mesma. Como? Acreditando no educando, na sua
capacidade de aprender, descobrir, criar soluções, desafiar, enfrentar,
propor, escolher e assumir as conseqüências de sua escolha. Mas isso
não será possível se continuarmos bitolando os alfabetizandos com
desenhos pré-formulados para colorir, com textos criados por outros para
copia-rem, com caminhos pontilhados para seguir, com histórias que
alienam, com métodos que não levam em conta a lógica de quem aprende.
(FUCK, p. 14 e 15, 1994) Hoje, como ontem, as posições de Paulo Freire
com respeito à busca de novas práticas educativas ganham força e nos
levam a refletir: Alfabetização é a aquisição da língua escrita, por
um processo de construção do conhecimento, que se dá num contexto
discursivo de interlocução e intera-ção, através do desvelamento
crítico da realidade, como uma das condições necessárias ao exercício
da plena cidadania: exercer seus direitos e deveres frente à sociedade
global. (FREIRE, p. 59, 1996) A aquisição do sistema escrito é um
processo histórico, tanto a nível onto-genético, como a nível
filogenético. O sistema escrito é produzido historicamente pela
humanidade e utilizado de acordo com interesses políticos de classe. O
sistema escrito não é um valor neutro. (FREIRE, p. 59, 1996) A
alfabetização não pode ser reduzida a um aprendizado
técnico-linguístico, como um fato acabado e neutro, ou simplesmente como
uma construção pessoal intelectual. A alfabetização passa por
questões de ordem lógico-intelectual, afetiva, sócio-cultural,
política e técnica. (FREIRE, p. 60, 1996) Essa reflexão leva-nos a
buscar novas metodologias, adequadas à realidade do educando, não
seguindo a padronização da cartilha que reduz o aprendizado a símbolos
pré-determinados e que não condizem com o contexto: As cartilhas não
consideram a peculiar lógica do desenvolvimento cognitivo do aluno,
apoiando-se tão-somente na lógica do sistema de escrita de ensinar.
(FUCK, p. 14, 1994) O papel do educador é mediar a aprendizagem,
priorizando, nesse processo, a bagagem de conhecimentos trazida por seus
alunos, ajudando-os a transpor esse conhecimento para o "conhecimento
letrado". A escrita não é um produto escolar, mas sim um objeto
cultural, resultado do esforço coletivo da humanidade. (FERREIRO, 2001,
p. 43)
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3 METODOLOGIA O presente estudo tem como referenciais metodológicos, a
pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental e, por fim, a pesquisa
empírica. A pesquisa bibliográfica consiste no estudo das teorias de
Freire em Educação e Mudança (1979) e A experiência do MOVA (1996),
Fuck em Alfabetização de Adultos (1994), Ferreiro em Reflexões sobre
alfabetização (2001), entre outros, possibilitando, assim, um
conhecimento teórico que servirá como alicerce para a fundamentação de
conceitos que envolvam a prática educativa de jovens e adultos. O
desenvolvimento da pesquisa consiste na leitura de autores que
desenvolveram pesquisas que perpassam a temática em estudo, a fim de
embasar teoricamente toda a pesquisa. Já a pesquisa documental analisa a
implementação, a regularização e as reformas legais que ocorreram ao
longo da história da EJA. Essa modalidade de pesquisa permite analisar
documentos que se constituem de dados ricos e estáveis, podendo ser
obtidos sem um contato direto com o sujeito da pesquisa. Na pesquisa
empírica foi realizada uma entrevista coletiva, feita em sala de aula,
du-rante o processo ensino-aprendizagem, com educandos partícipes da
pesquisa e um questioná-rio composto de questões abertas e fechadas para
os docentes dos alunos, sujeitos da pesquisa. A observação do campo foi
realizada concomitantemente com a entrevista para garantir uma maior
confiabilidade, visto a mesma ser coletiva. O levantamento dos materiais
didáticos utilizados na 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do
Ensino Fundamental foi realizado para que se torne possível a análise
desse material a fim de verificar se há adequação ou não entre a
realidade e as necessidades educativas dos jovens e adultos. A fim de
maximizar a confiabilidade dos resultados obtidos nessa pesquisa, tem-se,
como procedimento, a realização de um instrumento de registro das
observações, onde serão feitas as anotações de fatos relevantes ao
estudo. A amostra foi composta por 20 alunos de uma Escola Estadual que
freqüentam as classes de 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento
do Ensino Fundamental. Já na Escola Municipal, a amostra é composta por
40 alunos que freqüentam as classes de 1ª série nível 1 e nível 2 do
1º segmento do Ensino Fundamental. O campo de pesquisa consistiu em 2
escolas, sendo 1 estadual (escola de grande porte, localizada no centro da
cidade, de fácil acesso, recebendo alunos oriundos de diversos distritos
pertencentes a uma classe social menos favorecida) e 1 municipal (escola
de pequeno porte, localizada no centro da cidade, de difícil acesso,
recebendo alunos oriundos de diversos distritos também pertencentes a uma
classe social menos favorecida), onde os sujeitos da pesquisa eram
oriundos do ensino formal ou nunca tiveram acesso à Educação Básica.
Após a coleta dos dados, realizamos a organização e análise do
material coletado, seguindo-se a interpretação dos resultados. 3.1
Coleta dos dados A pesquisa foi realizada em 3 turmas distintas, sendo 2
em Escola Estadual e a outra em Escola Municipal. Com os educandos,
sujeitos da pesquisa, foi realizada uma entrevista coletiva e com os
educadores dos sujeitos da pesquisa, um questionário composto por
questões abertas e fechadas. CAMPO I - em uma Escola Estadual, uma turma
de 1ª série nível 1, composta por 10 alunos (todos estavam presentes)
em uma faixa etária entre 30 e 70 anos, cujas atividades profissionais
são: aposentado, gari, doméstica, do lar e vendedora. CAMPO II - em uma
Escola Estadual, uma turma de 1ª série nível 2, composta por 10 alunos
(todos estavam presentes) em uma faixa etária entre 18 e 60 anos, cujas
atividades profissionais são: faxineira, doméstica, serviços gerais,
manicure, jardineiro e dama de com-panhia. CAMPO III - em uma Escola
Municipal, uma turma multisseriada (1ª série nível 1 e 1ª série
nível 2), composta por 40 alunos (25 alunos estavam presentes) em uma
faixa etária entre 14 e 70 anos, cujas atividades profissionais são:
doméstica, confeccionista, vendedora, motorista, estampador e do lar.
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4 RESULTADOS 4.1 Análise dos Dados 4.1.1 Entrevista Coletiva ENTREVISTA
COLETIVA QUESTÕES/ALUNOS CAMPO I CAMPO II CAMPO III Estudos antes da EJA
Dos 10 alunos presentes, 1 aluno já havia estudado Dos 10 alunos
presentes, 1 aluno já havia estudado. Dos 25 alunos presentes, 7 já
haviam estudado. Por que está estudando Antes se sentia humilhada;
Necessidade para o trabalho; Quer tirar habilitação; Necessidade para o
trabalho Necessidade para o trabalho; Porque tem vontade de aprender;
Ajuda a ensinar os filhos O que gosta de fazer em sala de aula Aprender
Aprender Leitura e operações matemática Como aprende Através da
professora Através da professora Através da professora Utilização da
cartilha Sim Sim Sim Satisfação com o uso da cartilha Todos os 10 alunos
consideram a cartilha ótima Todos os 10 alunos consideram a cartilha
ótima Dos 25 alunos presentes, 5 alunos estão insatisfeitos com o uso da
cartilha Utilização de outros materiais Jogos, jornal, folha
mimeografada e caderno. Folha mimeografada e caderno. Jornal, revista,
outros livros, jogos (recorte e colagem) Aprendizagem sem a utilização
de cartilha? Não Sim Sim Tipo de cartilha Tradicional Eu gosto de Ler e
Escrever Célia Passos e Zeneide Silva Tradicional Eu gosto de Ler e
Escrever Célia Passos e Zeneide Silva Construtivista Todas as letras -
Alfabetização - Marisley Augusto Ao realizar a primeira visita ao CAMPO
I, a professora foi bastante receptiva, não colocando empecilho na
aplicação da pesquisa. A professora demonstrou-se clara, segura e
bas-tante objetiva em suas respostas. Já em primeira instância, notou-se
um contexto diferenciado. Encontramos três grupos de trabalho na sala de
aula: um grupo estava realizando atividades, um outro estava tendo
atendimento individualizado com a professora e o outro estava trabalhando
com jogos educativos. A sala de aula apresentava-se um ambiente
estimulador de leitura e escrita, com muitos cartazes e jogos educativos.
Isso se deve ao fato de, na mesma sala, funcionar uma turma de educação
especial com a mesma professora, que utiliza assim os mesmos recursos.
Essa turma também faz a utilização da cartilha, mas cada aluno
encontra-se em um estágio diferente e segue o seu próprio ritmo de
aprendizagem. Os alunos mencionaram a importância da cartilha, por não
deixar a aprendizagem tornar-se fragmentada. Essa turma já teve uma
experiência no ano anterior com uma professora que não utilizava a
cartilha e que trabalhava livremente a questão da leitura/escrita,
fazendo uso apenas do quadro-negro e giz. A experiência, infelizmente,
não trouxe resultados positivos para os alunos, que, ao longo de todo o
ano, não conseguiram avançar em seu nível de aquisição da língua
escrita. Ao realizar a 1ª visita ao CAMPO II, a professora impediu a
entrada das pesquisadoras na sala de aula, solicitando que as mesmas
retornassem em data específica marcada por ela. No dia marcado,
retornamos e percebemos que durante toda a pesquisa a professora
apresentou-se preocupada e ansiosa, falando muito e tentando responder as
perguntas antes mesmo de serem feitas. Notou-se que a postura da
professora, os materiais didáticos (folha, cartilha e caderno), a
própria sala de aula e a atividade que estava sendo realizada no momento
da pesquisa já refletiam o que se pôde constatar ao término da mesma:
um ambiente alfabetizador tradicional. Os educandos demonstraram estar
satisfeitos com os resultados alcançados até o momento, isto também se
deveu ao fato de não terem vivenciado uma outra realidade. O trabalho
realizado pela professora ao utilizar a cartilha é coletivo. A professora
relatou a utilização de materiais didáticos como: cartazes, cartões e
textos informativos, etc. mas, no momento da pesquisa, não foi observado
essa diversidade de material. Foi possível observar uma atividade de
matemática, em uma folha mimeografada, com as quatro operações em grau
elevado de dificuldade, resultando em uma resolução bastante complexa
para o nível da turma. Foi relatada, tanto pelos alunos, quanto pela
professora, a preocupação com relação à continuidade dos estudos, já
que como determina a Lei 9394/96: Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão
de: V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com
prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis
de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de
sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos
vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento
do ensino." Título IV - Art. 11 - inciso V Ao realizar a visita ao
CAMPO III, a professora foi muito receptiva, deixando-nos realizar a
pesquisa sem receio. Já os alunos demonstraram-se cautelosos, o que não
nos impe-diu de realizar a pesquisa. A turma, multisseriada (1ªNI e
1ªNII), era composta por mais de 40 alunos, onde, ora a professora
realiza atividades com toda a turma, como trabalhos em grupo, cartazes,
recorte e colagem entre outras, ora realizava atividades direcionadas para
determinados grupos da tur-ma. A professora relatou que utilizava a
cartilha como material de apoio, por cobrança dos próprios alunos que
mostram a necessitam de se ter um livro para ajudar na leitura e também
como satisfação para os familiares. Percebemos que alguns alunos não se
encontram satisfeitos com o uso da cartilha, pois, segundo os próprios
alunos, o conteúdo é repetitivo e massante. Um fato que nos despertou a
atenção foi que na escola o jantar é oferecido em
"self-service", dando assim autonomia para os alunos escolherem
o quanto e o que comer. Por ser uma escola municipal, a professora relatou
que os educadores do EJA partici-pam de um curso mensal, oferecido pela
Secretaria Municipal de Educação: "PCNs em ação", em que é
discutida essa modalidade de ensino e apresentado um material enviado pelo
MEC, específico para a EJA, estando o acesso restrito à Secretaria de
Educação do Município de Petrópolis. 4.1.2 Questionário QUESTIONÁRIO
QUESTÕES CAMPO I CAMPO II CAMPO III Sexo Feminino Feminino Idade 57 31
Formação profissional Curso Normal - Pedagogia (Orientação
Educacional) Formação de Professores -Fonoaudiologia Tempo de atuação
no magistério 39 10 Tempo de atuação na EJA 12 6 Você fez alguma
especialização para trabalhar com a EJA? Cursos de pequena duração
Não O que você entende por EJA? Entendo que seja a oportunidade para o
educando conquistar sua autonomia, diminuindo, assim, as desigualdades
sociais e aumentando as chances de participação política - social
através de uma consciência crítica. Processo educativo para jovens e
adultos Você trabalha com a EJA fundamentada em algum posicionamento
teórico específico? Qual? Porquê? Preocupo-me, antes de desenvolver o
conhecimento cognitivo, conhecer o aluno como indivíduo, inserindo-o num
contexto social de onde deverá sair o conteúdo a ser trabalhado. (O EJA
está passando para o município) Adaptando as idéias de Paulo Freire,
porque é o que mais se aproxima da realidade do EJA O que você acha dos
recursos que utiliza na EJA? Por quê? Gostaria de ter conteúdos
específicos para o EJA, como livros, slides, contendo cenas do cotidiano,
explorar o estudo das palavras e famílias silábicas. Poucos e fracos,
porque não há material específico para EJA Qual a sua visão da EJA?
Como professora, acho um trabalhado maravilhoso, gratificante. Gostaria
que houvesse maior empenho por parte da S.E.E pela EJA Apaixonada Além
dos livros didáticos, quais outros recursos que você utiliza na EJA?
Quadro de giz, cartazes, cartões, comentários sobre Programas de TV,
noticiários. Jornais, revistas, jogos e tudo o que pode melhorar o
aprendizado Qual é a realidade sócio-econômica de seus alunos?
Assalariados - garis, faxineiros, domésticas, porteiros, jardineiros,
lavadeiras; Biscateiros, babás e manicure Baixa O material didático que
você utiliza está coerente com a realidade de seus alunos? Por quê?
Não. Tanto na escola quanto na papelaria não encontrei livros
específicos para adultos Não. Porque o material é quase sempre infantil
Quais as dificuldades encontradas na prática profissional da EJA? A maior
dificuldade é a realidade dos alunos. Muitos levantam-se as 5 h para
preparar o almoço e as marmitas, ficam com sono durante as aulas -
cansaço.Faltam muito e saem cedo. Motivos:- horário de ônibus com muito
espaço após as 20 h;- alguns, além de trabalhar durante o dia, são
acompanhantes a noite. Falta de material, idade avançada, dificuldade em
reter conteúdos, etc. A professora, atuante no CAMPO I, demonstrou boa
vontade em responder o questio-nário, mas não fez a devolução do
questionário respondido. A professora, atuante no CAMPO II,
demonstrou-nos, em suas respostas, uma visão bastante crítica e
consciente, apesar de sua pouca formação específica na EJA, o que
infeliz-mente não foi o que pudemos constatar ao realizarmos a
observação no campo. Já a professora do CAMPO III, mesmo não tendo
formação superior na área de educa-ção nem especialização na EJA,
mostrou-se precisa e clara em suas respostas, sendo as mes-mas coerentes
com a sua prática. 4.2 Interpretação dos dados Após fazer a analise e
refletixão sobre os dados obtidos na pesquisa, pudemos con-cluir que as
práticas educativas desenvolvidas na EJA no município de Petrópolis
não são adequadas ao contexto e às necessidades educativas dos jovens e
adultos pois, entre os mate-riais didáticos utilizados nessa modalidade,
a cartilha é o ponto cêntrico para o processo da aquisição da leitura
e escrita. Apesar de o uso da cartilha ser eficaz, segundo FUCK (1994) os
alfabetizandos são impedidos de se tornarem os construtores de seu
próprio conhecimento, de aprender, desco-brir, criar soluções, escolher
e assumir as conseqüências de sua escolha, pois recebem tudo
"pronto", o que bitola e não leva em consideração a lógica
de quem aprende. A necessidade de se adequar as práticas educativas à
realidade desses alunos se deve ao fato de os mesmos já possuírem um
conhecimento cultural e um nível de subjetividade diferenciado das
crianças do Ensino Regular. Por essa razão não acreditamos nas
cartilhas que pretendem fazer uma montagem de sinalização gráfica como
uma doação e que reduzem o analfabeto mais à condição de objeto de
alfabetização do que de sujeito da mesma. (FREIRE, 1979, p. 72) Dessa
forma, a alfabetização de jovens e adultos pode ser mais bem
compreendida dentro da "experiência do MOVA" de FREIRE (1996)
que, ao explicar o processo de alfabe-tização, enfatiza que o processo
de aquisição da língua escrita se dá em um contexto discursi-vo de
interlocução e interação, através da elucidação crítica da
realidade, levando o educando a tornar-se um cidadão cônscio de seu
papel na sociedade global. Para essa adequação se tornar viável, não
basta somente revermos o material didáti-co, porém é preciso não só o
educador repensar o seu papel enquanto mediador de uma apren-dizagem que
priorize a bagagem de conhecimento trazidos por seus alunos, mas também a
flexibilidade das instituições em permitir a realização de um trabalho
diferenciado e investir em material didático e na qualificação dos
profissionais dessa área.
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5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Em nosso pensar, a EJA no município de
Petrópolis está entrando em um estágio de transição, saindo de uma
etapa em que a modalidade conta apenas com a utilização da cartilha (que
não é escolhida pelos professores do EJA, mas sim o que excede no ensino
regular) e do esforço individual dos profissionais da área, partindo
para uma etapa de estudo e reflexão para futuras mudanças, baseando-se
no material fornecido pelo MEC e que está sendo analisado no curso
"PCNs em Ação" oferecido pela Secretaria Municipal de
Petrópolis. Com base em nosso estudo, pudemos concluir que toda a teoria
sobre a EJA, que perpassa décadas e décadas, ainda continua em plano
utópico, apesar dos educadores dessa modalidade terem este conhecimento e
discurso embasados teoricamente. O que impede esses educadores de colocar
a teoria em prática? O que esses profis-sionais apontam como impedimento
para uma prática educativa coerente com a realidade cul-tural de seus
educandos é a falta de suporte de cunho financeiro e institucional, tais
como: a falta de material específico, o apoio devido do Município e a
cobrança indevida da direção da instituição. A acomodação dos
educandos é um outro fator que colabora para o estado de mes-mice dos
educadores, pois esses se acostumaram com a cartilha como sendo o único
meio de aquisição da leitura e escrita. Pensamos como seria a reação e
a desenvoltura desses educandos freqüentadores da EJA ao se tornarem
partícipes de projetos que atualmente estão sendo propostos como a
alfa-betização digital. Será que não ocorreria uma resistência ao
novo, ao diferente em uma clien-tela com pouca oportunidade de estudo? Ou
será que, sendo trabalhado de forma eficaz, con-seguiria despertar o
interesse em se utilizar as novas tecnologias, que a cada dia que passa
compõem mais e mais o nosso cotidiano? A partir dessas conclusões, temos
em vista também algumas considerações no sentido de recomendar que
sejam feitos cursos regulares de capacitação para os profissionais
atuantes nas classes da EJA, para que os mesmos possam refletir sobre sua
prática e criar estratégias para modificar essa prática
descontextualizada; o investimento por parte do Município, subsi-diando
materiais didáticos para que se possam criar ambientes estimuladores do
processo da aquisição da leitura e da escrita; a parceria dos familiares
e da própria instituição de ensino, em dar credibilidade à atuação
dos educadores, no sentido de não cobrar que a cartilha seja utilizada e
preenchida em um tempo mínimo fixado e, por fim, poder contar com a
disposição, boa vontade e entusiasmo dos professores em assumir esse
compromisso de mudança, para que esse espírito de transformação
contagie e motive os educandos das classes da EJA, para que os mesmos
também lutem para ser partícipes de uma prática educativa coerente com
a realidade cultural por eles vivenciada.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. MEC. Lei de Diretrizes e Bases da
Educação. Disponível em: . Acesso em: 10 maio 2002. ______. Plano
Nacional de Educação. Disponível em: . Acesso em: 10 maio 2002.
______.Lei de Diretrizes e Base da Educação nº 5692 de 11.08.71,
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______.PARECER nº 699/71. Regulamenta o capítulo IV da Lei 5.692/71. 06
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CARNEIRO, Moaci Alves. LDB fácil: Leitura crítico-compreensiva: artigo a
artigo. Petrópolis: Vozes, 1998. FREIRE, Paulo. Educação e mudança.
tradução de Moacir Gadotti e Lillian Lopes Martin. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1979. ______. A experiência do MOVA. SP/ Brasil. Ministério da
Educação e Desporto. Instituto Paulo Freire; Organização de Moacir
Gadotti. São Paulo, 1996. FUCK, Irene Terezinha. Alfabetização de
Adultos. Relato de uma experiência construtivista. 2. ed. Petrópolis:
Vozes, 1994. FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização.
Tradução Horácio Gonzales et al., 24. ed. Atualizada. São Paulo:
Cortez, 2001. GERHARDT, Heinz-Peter. Uma voz européia: Arqueologia de um
pensamento. Disponível em: . Acesso em: 11 maio 2002. HADDAD, Sergio.
Estado e Educação de Adultos (1964 - 1985). São Paulo: Faculdade de
Educação da USP, 1991. 360 p. PEREIRA, C. M.; MARQUES, V. P.; TORRES, E.
F. Dos tempos da caverna ao computador. In: Revista Universidade e
Sociedade, Ano 13, n. 17, jun. 1998 p. 28-30. SOARES, Leôncio José
Gomes. A Política Educacional. Disponível em: . Acesso em: 09 maio 2002.
VÓVIO, Cláudia Lemos. Viver, aprender: educação de Jovens e Adultos
(Livro 1) São Paulo: Ação Educativa; Brasília: MEC, 1998.
--------------------------------------------------------------------------------
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ALVES, Alda Judith. O planejamento de pesquisas
qualitativas em Educação. Faculdade de educação/UERJ. DEMO, Pedro.
Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000. ______.
Pesquisa e construção do conhecimento. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro,
1994. ______. Pesquisas e construção: metodologia científica no caminho
de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1994. FAZENDA, Ivani (org.)
Dicionário em construção. São Paulo: Cortez, 2001. GIL, Antônio
Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas,
1994. GOLDEMBERG, Miriam. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa
qualitativa em Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Record, 1997. HESSEN,
Johannes. Teoria do conhecimento. 7. ed. Coimbra: Aménio Amando, 1978.
LUDKE, Menga; ANDRÈ, Marli. Pesquisa em Educação: Abordagens
Qualitativas. São Paulo: EPU, 1991. MOROZ, M; GIANFALDONI, M. H. T. A. O
processo de pesquisa: iniciação. Brasília: 2002. MOURA, M. L. S. et al.
Manual de elaboração de projetos de pesquisa. Rio de Janeiro: Eduerj,
1998. OLIVEIRA, Sílvio Luiz. Tratado de metodologia. 2. ed. São Paulo:
Cortez, 1999. PÁDUA, Elizabete M. M. de. Metodologia da pesquisa:
abordagem teórico-prática. 5. ed. Campinas: Papirus, 2000. SAUL, Ana
Maria. Avaliação emancipatória. 3. ed. São Paulo: Cortez, 1995.
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APÊNDICE I Prezado (a) Professor (a), No trabalho que ora desenvolvemos
para a elaboração do nosso projeto de pesquisa, precisamos obter algumas
informações acerca de sua visão sobre o material didático que são
utilizados na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para tal, solicito a
sua colaboração respondendo
Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 |
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16 |
Aulas de alfabetização para jovens e adultos
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.unb.br/acs/acsweb/clipping/adultos.htm
Autor(es):
Universidade de Brasília
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O Centro de Voluntariado do Distrito Federal (Voluntários Candangos)
está com matrículas abertas para pessoas que querem ser alfabetizadas. O
curso é gratuito e tem duração de seis a oito meses
Cópia do Texto:
O Centro de Voluntariado do Distrito Federal (Voluntários Candangos)
está com matrículas abertas para pessoas que querem ser alfabetizadas. O
curso é gratuito e tem duração de seis a oito meses. O interessado deve
procurar o centro pessoalmente na W3 Norte, Quadra 506, no prédio da
Polícia Rodoviária Federal, Subsolo, Sala 1, das 15h às 18h, ou então
pelo telefone 9978-2518, para ser encaminhado ao Núcleo de
Alfabetização mais próximo de sua casa ou trabalho. Também a ONG
Círculo Operário do Cruzeiro oferece curso gratuito de alfabetização
de jovens e adultos para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de
aprender a ler e escrever. Eles utilizam o Método Paulo Freire e as aulas
são no Círculo, que fica no Cruzeiro Velho, AE 9, Lote 9 (atrás da
agência do Correio), das 19h30 às 22h, a partir de março. O trabalho é
acompanhado pelo Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização de Adultos do DF e
Entorno (GTPA) e supervisionado por professores da Faculdade de Educação
da UnB. Informações: 233-0669 e 361-8203.
Data do Texto: 2003-02-28 00:00:00 |
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17 |
Avançam preparativos para o V ENEJA em Cuiabá
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.cedefes.org.br/noticia.asp?acao=leitura&idmateria=TUJ0Y
Autor(es):
cedefes
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Diretrizes para o V Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos,
que será realizado de 3 a 5 de setembro em Cuiabá (MT), foram
estabelecidas no inicio de maio em reunião dos promotores, que contou com
representantes da Unesco, dos Ministérios da Educação dos Estados , do
Serviço Social da Industria, da Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do
Brasil, da Comissão Nacional de Fóruns Permanente de Educação de
Jovens e Adultos do Mato Grosso.
Cópia do Texto:
Vº ENEJA Avançam preparativos para o Vº ENEJA em Cuiabá Acontecerá
entre 3 e 5 de setembro próximo Diretrizes para o V Encontro Nacional de
Educação de Jovens e Adultos, que será realizado de 3 a 5 de setembro
em Cuiabá (MT), foram estabelecidas no inicio de maio em reunião dos
promotores, que contou com representantes da Unesco, dos Ministérios da
Educação dos Estados , do Serviço Social da Industria, da Rede de Apoio
à Ação Alfabetizadora do Brasil, da Comissão Nacional de Fóruns
Permanente de Educação de Jovens e Adultos do Mato Grosso. Os
organizadores esperam que o Encontro ajude a consolidar a prioridade
conferida pelo governo federal conferida pelo governo federal à
alfabetização de jovens e adultos e impulsione a ampliação de
oportunidades de continuidade de estudos. Para isso, serão convidadas
autoridades federais e a programação colocará em discussão a Década
da Alfabetização, a inserção da educação de jovens e adultos e nos
planos estaduais e municipais e no financiamento da educação
básica.Está em debate a idéia de elaboração de uma "Carta de
Cuiabá" que, dentre outras propostas, demande a reconstituição da
Comissão Nacional de Educação de Jovens e Adultos. Outro objetivo do V
ENEJA é projetar publicamente os Fóruns de Educação de Jovens e
Adultos, favorecendo sua constituição naqueles estados onde ainda não
existem. A programação preliminar prevê um painel inaugural sobre a
Década de Alfabetização e tre mesas redondas sobre Políticas Públicas
de educação de Jovens e Adultos e prioridades educacionais do Governo
Lula.A troca de experiências será realizada em grupos de interesse em
torno aos temas da educação do Campo, educação inclusiva, currículo,
formação de professores e tecnologia. O e-mail cee.mt@pop.com.br permite
entrar em contato com o Fórum do Mato Grosso, que organiza localmente o
evento.
Data do Texto: 2003-07-08 00:00:00 |
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18 |
Bom Jesus Social - Valores que transformam
Area de Conhecimento: educação
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.fae.edu/bj_social_projetos_AC.asp
Autor(es):
FAE
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Projetos de ação comunitária Estes projetos têm como objetivo
principal educar jovens e adultos de baixa renda em parceria com entidades
governamentais e não-governamentais. Conheça alguns dos projetos neste
sentido desenvolvidos pelo Bom Jesus Social:
Cópia do Texto:
Projetos de ação comunitária Estes projetos têm como objetivo
principal educar jovens e adultos de baixa renda em parceria com entidades
governamentais e não-governamentais. Conheça alguns dos projetos neste
sentido desenvolvidos pelo Bom Jesus Social: • PROALFA – Projeto
Voluntário de Alfabetização de Jovens e Adulto O PROALFA é
desenvolvido no Bom Jesus Água Verde, de 2a a 5a feira, com a
participação de professores voluntários. O público beneficiado são
pessoas de baixa renda e coletores de material reciclável do Parolim,
colaboradores de pais e alunos e comunidade em geral. As turmas são
formadas por pessoas de todas as idades. • PROEJA – Projeto de
Educação de Jovens e Adultos Desenvolvido no Bom Jesus Nossa Senhora de
Lourdes, o PROEJA oferece turmas de 1a a 4a série. O público beneficiado
são pessoas de baixa renda de Curitiba e Região Metropolitana.
Concluída e 4a série do Ensino Fundamental, os alunos são encaminhados
para escolas públicas. • PROJEM – Projeto do Ensino Médio O PROJEM
é desenvolvido pelo Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes, em parceria com a
secretaria de Recursos Humanos da Prefeitura Municipal de Curitiba. O Bom
Jesus se responsabiliza pela doação de material escolar e, em alguns
casos, até mesmo pela alimentação. Esse projeto beneficia, com bolsa
integral, os filhos de funcionários de baixa renda da prefeitura. •
PROBOM – Projeto Bom Aluno – Bom Jesus Em parceria com o Instituto Bom
Aluno, este projeto é desenvolvido pelo Bom Jesus Nossa Senhora de
Lourdes e pela FAE Business School. Garante 100% de gratuidade para os
alunos da 8a série ao Ensino Médio e 50% para os alunos da FAE Business
School. É destinado a alunos talentosos de baixa renda recrutados pelo
Instituto Bom Aluno.
Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 |
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19 |
BRASIL TEM O PRIMEIRO SOFTWARE PARA ALFABETIZAÇÃO
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.magicwebdesign.com.br/midia/magi_txt.php?flag=2&arquivo=noti_01.txt
Autor(es):
Magic Web Design
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
A alfabetização de jovens e adultos com o uso da informática, já é
realidade no Brasil. Graças ao projeto Luz das Letras, desenvolvido pela
Copel, jovens e adultos estão aprendendo a ler e a escrever de maneira
rápida e divertida. O software usado no projeto está sendo desenvolvido
pela Magic Web Design, sob a coordenação técnica e pedagógica da
Copel, e é o primeiro programa brasileiro para a alfabetização de
adultos.
Cópia do Texto:
A alfabetização de jovens e adultos com o uso da informática, já é
realidade no Brasil. Graças ao projeto Luz das Letras, desenvolvido pela
Copel, jovens e adultos estão aprendendo a ler e a escrever de maneira
rápida e divertida. O software usado no projeto está sendo desenvolvido
pela Magic Web Design, sob a coordenação técnica e pedagógica da
Copel, e é o primeiro programa brasileiro para a alfabetização de
adultos. Segundo dados da Unesco, existem atualmente 1600 softwares
registrados no mundo para a alfabetização desse segmento da população.
O Brasil ainda não dispunha de qualquer aplicativo exclusivo para esse
uso, apesar de ter 10% da população de analfabetos absolutos e 30% de
analfabetos funcionais (que só sabem escrever o nome), somando um total
de 50 milhões de pessoas. Para desenvolver o software, a empresa Magic
Web Design mantém uma equipe permanente de oito designers e programadores
com dedicação exclusiva ao projeto. O projeto piloto do programa Luz das
Letras foi iniciado em julho do ano passado. Atualmente, 300 alunos
participam do programa. Desse total, 70% são mulheres com idade entre 40
e 55 anos. Nessa fase experimental, as salas de aula estão montadas em
quatro laboratórios em Curitiba e outros municípios de Cascavel,
Pinhão, Reserva do Iguaçu, entre outros. O programa é dividido em cinco
módulos, sendo que os quatro primeiros correspondem ao ensino de 1ª a
4ª séries. O quinto e último módulo é de profissionalização básica
- adaptando à realidade de cada aluno - para que ele esteja apto para
enfrentar o mercado de trabalho ao final do curso. O curso referente ao
Ensino Fundamental (que levaria 3.200 horas no ensino tradicional) pode
ser completo em 200 horas. "As primeiras turmas estão cursando os
módulos 1 e 2, sendo que já há alunos em condições de passar para o
módulo 3", comemora Lindolfo Zimmer; diretor de Marketing da Copel e
idealizador do Luz das Letras. Segundo ele, a rapidez e o fascínio que o
computador oferece são os principais componentes para o sucesso do
programa. Para incentivar o estudante, o mascote do programa é registrado
com o nome do aluno, que interage com o personagem do primeiro ao último
módulo. "Como estão em contato com o computador, em pouco tempo de
aula, os alunos acabam aprendendo a utilizar o e-mail e passam a usá-lo
dentro da empresa, passando mensagens para os colegas", conta Zimmer.
A pedagoga Simone Flauzino, funcionária da Copel com mais de dez anos de
especialização na educação de adultos, é a responsável pelo
conteúdo programático do Luz das Letras. Todas as aulas são monitoradas
por professores contratados e funcionários da Copel voluntários do
programa. "A empresa remunera o funcionário que se dedica ao
trabalho voluntário. Qualquer funcionário que queira trabalhar uma hora
por semana de forma voluntária no programa Luz das Letras ou em qualquer
outro programa a empresa paga. A cada 100 horas trabalhadas, o
funcionário recebe um certificado que vai fazer parte de seu currículo
social.", explica Zimmer. Desde dezembro passado o currículo social
conta pontos na ascensão funcional dentro da Copel. A ousadia da equipe
empenhada em desenvolver o software vai mais longe. A intenção é
disponibilizar o programa para download na internet. "Queremos
universalizar o programa. Qualquer pessoa que tem uma empregada doméstica
analfabeta poderá baixar o programa na internet e aplicar os módulos em
casa. Essa é uma ferramenta importante para a redução do analfabetismo
no Brasil." destaca Zimmer.
Data do Texto: 2001-02-19 00:00:00 |
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CNE discute diretrizes para a alfabetização de jovens
e adultos
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://diariodonordeste.globo.com/2000/03/01/010050.htm
Autor(es):
LIMA, André
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Pensando no baixo nível de escolaridade e concebendo que a
alfabetização é direito humano fundamental, o CNE promoveu a primeira
audiência pública no país, no auditório da FIEC
Cópia do Texto:
O objetivo era possibilitar uma discussão mais aprofundada sobre as novas
perspectivas para a Educação de Jovens e Adultos. Entre os
participantes, o presidente da Câmara de Educação Básica, Ulysses de
Oliveira Panisset. No Brasil, um total de 15 milhões de pessoas com idade
acima de 15 anos são analfabetas, perfazendo um total de 14,7% da faixa
populacional. Somando-se aos chamados "iletrados" ou analfabetos
funcionais — cidadãos com até três anos de escolaridade —, o
número sobe para 34 milhões de brasileiros. Os dados são do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 1996. As estatísticas
preocupantes atingem o Ceará. De um universo de sete milhões de
habitantes, um milhão ainda não tiveram acesso aos bancos escolares.
Segundo o relator do parecer da Câmara, conselheiro Carlos Roberto Jamil
Cury, a educação de adultos é um direito ao exercício da cidadania.
Para mudar a estrutura da educação de jovens e adultos, a Câmara de
Educação apresentou durante a audiência, a versão preliminar do
parecer. A idéia é que o currículo tradicional considere a experiência
de vida dos adultos não escolarizados. O novo projeto pedagógico se
baseia no princípio da contextualização, que deverá se constituir em
diretrizes nacionais dos currículos escolares. O conselheiro Jamil Cury
explica que o estabelecimento educacional ao avaliar o indivíduo poderá
atribuir créditos à experiência dele, acumulada ao longo da vida. Esse
saber não reconhecido deve ser identificado pela escola. Explica também
que a escola terá autonomia para avaliar, organizar e sistematizar esse
conjunto de diretrizes. Para evitar que sejam emitidos certificados
irregulares, alerta para as sanções rígidas que serão impostas às
escolas. "A escola será desautorizada a continuar funcionando",
avisa. Se as novas diretrizes curriculares forem homologadas pelo
Ministério da Educação, elas terão força de lei. A previsão é de
que, a partir de maio, os conselheiros estaduais e municipais possam
aplicar essas novas diretrizes. Entre elas, a que estende a modalidade de
Educação de Jovens e Adultos nas unidades escolares que ofertam os
cursos de Ensino Fundamental. O CNE está dialogando com o Ministério da
Educação para incluir essa nova modalidade de ensino no Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do
Magistério (Fundef). O Plano Nacional de Educação, enviado pelo governo
ao Congresso, estabelece metas e prazos para focalizar jovens e adultos na
faixa etária de 15 a 30 anos, no direito à educação permanente
Data do Texto: 2000-03-01 00:00:00 |
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21 |
Consulta ao Projeto da Lei Orçamentária Anual para
2002
Area de Conhecimento: educação
de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português -
URL: http://www3.senado.gov.br/orcamento/LOA/consultas/acoes.asp?cod_programa=0047&titulo=Educa%E7%E3o+de+Jovens+e+Adultos
Autor(es):
Senado
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Ações previstas para: Educação de Jovens e Adultos Esfera: Todas as
esferas
Cópia do Texto:
Ação Subtítulo Total proposto 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0013 - No Estado do Amazonas 6.008.356,00 mais
detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino
Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo) 0016 - No
Estado do Amapá 460.755,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão
Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos
(Recomeço - Programa Supletivo) 0031 - No Estado de Minas Gerais
2.351.970,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade
para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa
Supletivo) 0041 - No Estado do Paraná 153.850,00 mais detalhes 0081 -
Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de
Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo) 0051 - No Estado do Mato
Grosso 364.102,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0052 - No Estado de Goiás 268.509,00 mais detalhes
0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental
de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo) 0113 - No Estado de
Rondônia - Projeto Alvorada 8.591.496,00 mais detalhes 0081 - Garantia de
Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos
(Recomeço - Programa Supletivo) 0115 - No Estado do Acre - Projeto
Alvorada 11.518.881,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0119 - No Estado de Roraima - Projeto Alvorada
4.321.037,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade
para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa
Supletivo) 0121 - No Estado do Pará - Projeto Alvorada 61.723.462,00 mais
detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino
Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo) 0125 - No
Estado de Tocantins - Projeto Alvorada 10.268.222,00 mais detalhes 0081 -
Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de
Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo) 0127 - No Estado do
Maranhão - Projeto Alvorada 30.991.881,00 mais detalhes 0081 - Garantia
de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e
Adultos (Recomeço - Programa Supletivo) 0129 - No Estado do Piauí -
Projeto Alvorada 20.929.146,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão
Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos
(Recomeço - Programa Supletivo) 0131 - No Estado do Ceará - Projeto
Alvorada 39.418.671,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0133 - No Estado do Rio Grande do Norte - Projeto
Alvorada 26.926.113,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0135 - No Estado da Paraíba - Projeto Alvorada
16.517.546,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0137 - No Estado de Pernambuco - Projeto Alvorada
45.184.202,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0139 - No Estado de Alagoas - Projeto Alvorada
20.616.679,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0141 - No Estado de Sergipe - Projeto Alvorada
10.937.906,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0143 - No Estado da Bahia - Projeto Alvorada
9.789.461,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade
para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa
Supletivo) 0181 - No Espírito Santo 299.755,00 mais detalhes 0507 -
Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e
Adultos 0001 - Nacional 15.000.000,00 mais detalhes 0507 - Fomento a
Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos
0006 - Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a
Jovens e Adultos - Itanhaém - SP mais detalhes 0507 - Fomento a Projetos
Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0012 -
Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e
Adultos - Estado do Maranhão mais detalhes 0507 - Fomento a Projetos
Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0014 -
Fomento a Projetos Especiais para a Oferta de Ensino Fundamental na
Diocese de Rio Branco - Rio Branco - AC mais detalhes 2047 -
Alfabetização Solidária para Jovens e Adultos 0001 - Nacional
4.242.216,00 mais detalhes 2047 - Alfabetização Solidária para Jovens e
Adultos 0101 - Nacional - Projeto Alvorada 98.357.784,00 mais detalhes
2263 - Produção e Distribuição de Programas da Rádio-escola para
Jovens e Adultos 0001 - Nacional 555.000,00 mais detalhes 2335 - Material
Didático-Pedagógico para Educação de Jovens e Adultos 0001 - Nacional
10.000.000,00 mais detalhes 4397 - Formação Continuada de Professores de
Jovens e Adultos 0001 - Nacional 15.000.000,00 mais detalhes 7857 -
Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0004 -
Alfabetização de jovens e adultos nas áreas de reforma agrária - no
Estado de Roraima mais detalhes 7857 - Alfabetização de Jovens e Adultos
nas Áreas de Reforma Agrária 0006 - Alfabetização de Jovens e Adultos
nas Áreas de Reforma Agrária - Nacional mais detalhes 7857 -
Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0010 -
Na Região Norte 2.937.000,00 mais detalhes 7857 - Alfabetização de
Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0020 - Na Região Nordeste
2.842.000,00 mais detalhes 7857 - Alfabetização de Jovens e Adultos nas
Áreas de Reforma Agrária 0030 - Na Região Sudeste 456.000,00 mais
detalhes 7857 - Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma
Agrária 0040 - Na Região Sul 423.000,00 mais detalhes 7857 -
Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0050 -
Na Região Centro-Oeste 1.033.000,00 mais detalhes Não foi possível
executar a consulta ao banco de dados. Descrição do erro: Invalid use of
Null TOTAL 478.488.000,00
Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 |
|
22 |
Consulta ao Projeto da Lei Orçamentária Anual para
2003
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português -
URL: http://www3.senado.gov.br/orcamento/LOA/consultas/loa2003/acoes.asp?cod_programa=0047&titulo=Educa%E7%E3o+de+Jovens+e+Adultos
Autor(es):
Senado
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Ações previstas para: Educação de Jovens e Adultos Esfera: Todas as
esferas
Cópia do Texto:
Consulta ao Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2003 Ações
previstas para: Educação de Jovens e Adultos Esfera: Todas as esferas
Ação Subtítulo Total proposto 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0011 - No Estado de Rondônia 8.489.275,00 mais
detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino
Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo) 0012 - No
Estado do Acre 10.955.895,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão
Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos
(Recomeço - Programa Supletivo) 0013 - No Estado do Amazonas 6.006.755,00
mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o
Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo)
0014 - No Estado de Roraima 4.321.355,00 mais detalhes 0081 - Garantia de
Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos
(Recomeço - Programa Supletivo) 0015 - No Estado do Pará 60.776.160,00
mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o
Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo)
0016 - No Estado do Amapá 461.100,00 mais detalhes 0081 - Garantia de
Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos
(Recomeço - Programa Supletivo) 0017 - No Estado de Tocantins
10.150.295,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0021 - No Estado do Maranhão 30.738.675,00 mais
detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino
Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo) 0022 - No
Estado do Piauí 21.060.875,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão
Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos
(Recomeço - Programa Supletivo) 0023 - No Estado do Ceará 39.247.825,00
mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o
Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo)
0024 - No Estado do Rio Grande do Norte 26.670.395,00 mais detalhes 0081 -
Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de
Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo) 0025 - No Estado da
Paraíba 16.317.110,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0026 - No Estado de Pernambuco 44.702.585,00 mais
detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino
Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo) 0027 - No
Estado de Alagoas 20.064.740,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão
Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos
(Recomeço - Programa Supletivo) 0028 - No Estado de Sergipe 10.736.475,00
mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o
Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo)
0029 - No Estado da Bahia 10.886.730,00 mais detalhes 0081 - Garantia de
Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos
(Recomeço - Programa Supletivo) 0031 - No Estado de Minas Gerais
2.832.615,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade
para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa
Supletivo) 0032 - No Estado do Espírito Santo 299.980,00 mais detalhes
0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental
de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo) 0041 - No Estado do
Paraná 153.965,00 mais detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de
Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço -
Programa Supletivo) 0051 - No Estado do Mato Grosso 364.375,00 mais
detalhes 0081 - Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino
Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - Programa Supletivo) 0052 - No
Estado de Goiás 268.710,00 mais detalhes 0507 - Fomento a Projetos
Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0001 -
Nacional 94.000.000,00 mais detalhes 2263 - Produção e Distribuição de
Programas da Rádio-escola para Jovens e Adultos 0001 - Nacional
555.000,00 mais detalhes 2335 - Material Didático-Pedagógico para
Educação de Jovens e Adultos 0001 - Nacional 10.000.000,00 mais detalhes
4397 - Formação Continuada de Professores de Jovens e Adultos 0001 -
Nacional 15.000.000,00 mais detalhes 4641 - Publicidade de Utilidade
Pública 0001 - Nacional 2.000.000,00 mais detalhes 7857 - Alfabetização
de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0001 - Nacional
10.000.000,00 mais detalhes TOTAL 457.060.890,00
Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 |
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23 |
Contradição marca política de alfabetização
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português -
URL: http://www.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/f_rossetti/id130900.htm
Autor(es):
ROSSETTI, Fernando
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
A questão do analfabetismo de jovens e adultos mostra uma das principais
contradições da política do governo Fernando Henrique Cardoso na área
social.
Cópia do Texto:
Contradição marca política de alfabetização A questão do
analfabetismo de jovens e adultos mostra uma das principais contradições
da política do governo Fernando Henrique Cardoso na área social. Pelo
lado do Ministério da Educação, o governo teve altos e baixos - em
geral, mais baixos do que altos. Como destaque, há a nova orientação
curricular para esse tipo de ensino, produzida pela organização
não-governamental Ação Educativa. Mas o Fundef - o fundo que
redistribui os recursos da educação, priorizando dinheiro para o ensino
fundamental, o chamado fundão - foi uma catástrofe para a educação de
jovens e adultos. Acabou com alguns programas e enxugou outros. Este ano -
após quatro ou cinco de abandono - o ministro Paulo Renato Souza está
admitindo que projetos de ensino fundamental voltados a jovens e adultos
recebam recursos do Fundef. Mas faz tempo que não aparece dinheiro novo
para a área. Enquanto isso, a primeira-dama, Ruth Cardoso, criou o
Alfabetização Solidária, um bom modelo de alfabetização de jovens e
adultos, mantido por uma rede de parcerias e recursos dos setores público
e privado. É, em síntese, uma proposta bastante consistente de
estruturação de políticas sociais, na qual o Estado desempenha o papel
de articulador de alianças e parcerias. O problema é que o
Alfabetização Solidária não está articulado às políticas do
Ministério da Educação. Pelo contrário, está à margem das políticas
educacionais. Ou seja, de um lado, falta política para a educação de
jovens e adultos. De outro, há um modelo que não conseguiu virar
política pública. O fato de ocorrer uma reunião do governo sobre
alfabetização de jovens e adultos, no Rio, reunindo Alfabetização
Solidária e Ministério da Educação, é muito importante. A esperança
é que o governo federal consiga finalmente resolver essa contradição
Data do Texto: 2001-07-21 00:00:00 |
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24 |
Curso de Alfabetização para Jovens e Adultos
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.bsgi.org.br/cgi-bin/bsgi/jump/bsgi/bsgi.pl?subd=ceduc&idpg=pg2
Autor(es):
BSGI - Brasil Soka Gakkai Internacional
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
As pessoas que não tiveram acesso à escolarização formal encontram o
estímulo certo no Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos, que desde
1987 vem conferindo o principal passaporte para a cidadania, que é o
direito de aprender a ler e escrever.
Cópia do Texto:
As pessoas que não tiveram acesso à escolarização formal encontram o
estímulo certo no Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos, que desde
1987 vem conferindo o principal passaporte para a cidadania, que é o
direito de aprender a ler e escrever. Os alunos não escolarizados são
atendidos em pólos de alfabetização, distribuídos em diferentes
localidades de São Paulo e também em alguns Estados do Brasil.
Geralmente funcionam nas sedes regionais da BSGI ou em salas oferecidas
pelas escolas públicas. O método, pioneiro, é resultado de
experimentações realizadas durante cinco anos (1983-1987) pelo
Departamento de Alfabetização para Jovens e Adultos, consolidado na
proposta de alfabetização em 40 horas por série, totalizando 160 horas.
A chave do sucesso é o trabalho de estímulo e afetividade: nas salas,
com não mais de 20 pessoas, os alunos contam com professor e vários
monitores, que acompanham integralmente o aprendizado. A equipe do curso
(professores, monitores e pessoal de apoio) é formada por membros da
BSGI, que doam seu tempo livre para a atuação voluntária no projeto,
como forma efetiva de contribuir, enquanto cidadãos, para um dos vários
projetos de responsabilidade social que vem sendo executados pela BSGI.
Formatura do Curso de Alfabetização. São utilizados diferentes
materiais e recursos: cadernos de avaliação, jornais, revistas,
materiais audiovisuais, panfletos, receitas, letras de música e tudo o
que faz parte do cotidiano do aluno, conforme seus interesses e
necessidades. Os profissionais envolvidos também recebem aperfeiçoamento
constante para a consecução das metas do projeto. Na conclusão do
curso, os alunos recebem certificado e podem dar continuidade aos estudos.
A formatura é sempre uma festa, marcada não só pela emoção do aluno
por esta conquista, mas pela alegria dos familiares e amigos, que também
são convidados para o dia
Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 |
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25 |
Diretor da Unesco diz que projetos de alfabetização
precisam mudar
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.cedefes.org.br/noticia.asp?acao=leitura&idmateria=DNPK1
Autor(es):
Centro de documentação Eloy Ferreira da Silva
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O Brasil precisa ampliar e redefinir seus programas de alfabetização de
jovens e adultos
Cópia do Texto:
O Brasil precisa ampliar e redefinir seus programas de alfabetização de
jovens e adultos. É o que precisa fazer se quiser mudar a realidade de
17,6 millhões de pessoas - 12,8% da população - que ainda não sabem
ler nem escrever. A avaliação é de Adama Ouane, diretor do Instituto de
Educação da Unesco, órgão voltado para a alfabetização de pessoas
com mais de 15 anos. Entusiasta do Programa Alfabetização Solidária -
organização não-governamental custeada pelo governo federal e pela
iniciativa privada -, Ouane classifica o projeto como
"notável", mas diz que o Brasil precisaria agora criar ações
diferenciadas de educação. O índice de analfabetismo caiu de 19,7%, em
1991, da população para 12,8%, em 2000.
Data do Texto: 2002-10-04 00:00:00 |
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26 |
Educação de jovens e adultos
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.ded.ufla.br/ext/r_nara_nuet_ext.htm
Autor(es):
UFLA - Universidade federal de lavras
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Educação de jovens e adultos Este projeto priorizou a alfabetização de
jovens e adultos, funcionários da Universidade Federal de Lavras. Foi
realizado e março a dezembro de 2002.
Cópia do Texto:
Educação de jovens e adultos Este projeto priorizou a alfabetização de
jovens e adultos, funcionários da Universidade Federal de Lavras. Foi
realizado e março a dezembro de 2002. Metodologia adotada: Orientou-se
pela proposta de Paulo Freire que se fundamenta em uma educação
dialógica, critica e transformadora ou seja: " a leitura do mundo
precede a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da
leitura daquele (...) De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe
dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida da leitura do
mundo mas por uma certa forma de "escreve-lo" ou de
"rescrevê-lo", quer dizer, de transforma-lo através de nossa
prática consciente." Assim buscamos orientar o processo educativo de
produção o conhecimento considerando: Alfabetização básica: entendida
como a construção do saber corresponde á primeira e segunda séries do
ensino fundamental. Alfabetização avançada...correspondente ás 3ª e
4ª série do ensino fundamental. Formação de estudantes de graduação
envolvendo o aprendizado da relação dialética educador-educando. Tendo
ambos os níveis conteúdos relativos ao conhecimentos do mundo do
trabalho e ao exercício da cidadania crítica. Fortalecimento ao Núcleo
de Apoio à Reforma Agrária - NARA. Professora colaboradora em
iniciativas de formação dos estudantes integrantes do NARA , bem como
daqueles que participam dos estágios de Vivência em Acampamentos e
Assentamentos de Reforma Agrária. Projeto Padre Justino de Educação
Ambiental no Alto Jequitinhonha. Professora colaboradora com processo de
formação dos estudantes que se constituem em parceiros das ações do
CAV - Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica - Turmalina - Minas
Gerais. Essa parceria envolve a presença de agriculturas familiares em
cursos e seminários na UFLA e presença dos estudantes e professores em
campo realizando pesquisas e programas de ação construídas a partir das
demandas das comunidades locais. Núcleo Universitário de Estudos sobre o
Trabalho - Nuet. Integrante da equipe de coordenação interdepartamental
que desenvolve estudos e ações vinculados à discussão sobre o trabalho
e a organização dos trabalhadores
Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 |
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27 |
Educação de Jovens e Adultos e Erradicação do
Analfabetismo
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português -
URL: http://www.adusp.org.br/arquivo/pne/pneandes/PNEANDESedujovens.htm
Autor(es):
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Estabelecer metas para o ensino fundamental e para a progressiva extensão
da educação básica a toda a população excluída implica, de um lado,
analisar a educação de jovens e adultos como parte da problemática da
educação brasileira, e, de outro, simultaneamente, analisá-la enquanto
integrante do processo educacional.
Cópia do Texto:
Educação de Jovens e Adultos e Erradicação do Analfabetismo
Estabelecer metas para o ensino fundamental e para a progressiva extensão
da educação básica a toda a população excluída implica, de um lado,
analisar a educação de jovens e adultos como parte da problemática da
educação brasileira, e, de outro, simultaneamente, analisá-la enquanto
integrante do processo educacional. O analfabetismo, face mais perversa
dessa problemática, não decorre apenas da ineficiência do ensino ou de
sua inadequação, mas de desequilíbrios estruturais, históricos e
complexos, da sociedade brasileira. Ao mesmo tempo, a resposta educativa
para o contingente de analfabetos não se resume à alfabetização, pelo
fato de esta não dar conta das necessidades de leitura e escrita na
sociedade em que vivemos. Não significa só compensação de perdas ou
preenchimento de lacunas. A Educação de Jovens e Adultos considera o
desenvolvimento afetivo, intelectual, social e cultural, numa perspectiva
de conquista da cidadania. A educação é uma das práticas sociais que
pode instrumentalizar o processo de elaboração dos conhecimentos e
aquisição das habilidades necessários para a compreensão das
situações vividas por indivíduos e grupos, e articular as ações
coletivas no sentido da resolução de problemas, possibilitando a
transformação social. Assim sendo, a Educação de Jovens e Adultos se
define como processo permanente de organização de grupos para a
discussão dos mais diferentes assuntos e situações, para a busca e
escolha de caminhos e tomada de decisões. É indispensável pensar um
processo contínuo que vá da alfabetização ao final da educação
básica, dotando a população trabalhadora e o lamentável contingente de
desempregados de instrumentos indispensáveis para o exercício da
cidadania e para a ampliação da capacidade de perceber o mundo e nele
influir. Para isso, os programas de Educação de Jovens e Adultos devem
partir do reconhecimento das características sócio-políticas, afetivas
e culturais de cada grupo. Essa modalidade educativa tem como objetivos: a
elaboração das diferentes linguagens de expressão e comunicação; o
desenvolvimento da habilidade de problematização; a utilização de
fontes variadas de informação - livros, filmes, vídeos; a busca do
conhecimento necessário à compreensão da realidade e à articulação
de ações coletivas. Essa proposta político-pedagógica não se
realizará, no nível de qualidade social indispensável, sem a atuação
de educadores com ela totalmente comprometidos, o que remete à formação
específica - técnica e política -necessária. Caberá sobretudo às
universidades participação ativa e igualmente comprometida nos processos
de preparação desses profissionais e de elaboração de materiais
pedagógicos e de apoio, além de, especialmente, contribuir, pela
pesquisa, para a produção e sistematização de conhecimentos na área.
A situação do analfabetismo exige uma tomada de consciência quanto ao
que significa, para um ser humano, chegar a um novo século, onde ciência
e tecnologia organizam novas linguagens, novas formas de relações
sociais e de participação no mundo, em condição de cidadania restrita,
ainda que produtores de bens culturais e materiais. Para isso, num
verdadeiro esforço nacional para superação desse déficit educacional,
mais que isso, para o resgate dessa imensa dívida social, outros
segmentos da sociedade civil, além das instituições escolares e
universitárias - Organizações Não Governamentais (ONGs), sindicatos,
associações profissionais, movimentos organizados etc - deverão ser
chamados, garantindo-se, no entanto, o financiamento das ações pelo
poder público, tornando realidade o preceito constitucional. A Educação
de Jovens e Adultos inclui, como integrante da Educação Básica, além
de programas especificamente destinados à erradicação do analfabetismo,
o oferecimento do ensino fundamental, do ensino médio, do ensino
supletivo, de cursos profissionalizantes, valendo-se de metodologias
adequadas aos trabalhadores e outros cidadãos que tiveram sua
escolaridade interrompida. Esses cursos deverão ampliar os conhecimentos
dessas pessoas, para que possam defender uma melhor qualidade de vida, de
saúde, de trabalho, de acesso à educação superior e participar social
e politicamente da sociedade para a qual produzem. Diretrizes A Educação
de Jovens e Adultos se coloca como prioridade social e dever do Estado,
enquanto questão de justiça, direito à cidadania e necessidade
nacional. O enfrentamento da erradicação do analfabetismo se fará, com
financiamento do poder público, através de ampla mobilização nacional,
que, em torno de uma unidade de princípios, respeite e preserve formas de
organização e atuação social, diferenças culturais, ritmo e
organização das comunidades em que o trabalho de alfabetização se
realiza. Os programas de erradicação do analfabetismo deverão
contemplar, obrigatoriamente: domínio gradativo do conhecimento da
língua portuguesa e da reflexão crítica sobre sua utilização social;
introdução à história, à matemática e às ciências, enquanto
instrumentos de compreensão da realidade social e do mundo do trabalho, e
de melhoria da qualidade de vida; desenvolvimento de ações culturais
para todos; atenção especial aos portadores de deficiências e
necessidades especiais. O acesso ao ensino fundamental gratuito será
garantido àqueles que não freqüentaram a escola na idade esperada, aí
incluídos os alunos com necessidades educativas especiais, assegurando o
poder público os recursos financeiros e materiais necessários e
fiscalizando-se tais providências através de mecanismos de controle
social. O ensino noturno público e gratuito, regular ou supletivo, de
nível fundamental e médio, financiado pelo poder público, será
adequado, em cada etapa de escolarização, às necessidades do alunado,
por meio de compatibilização de horários para alunos trabalhadores, de
opções curriculares, programáticas e metodológicas significativas para
os alunos, de distribuição harmônica do tempo, e de acesso a todos os
recursos pedagógicos e culturais da escola. O cumprimento estrito da
Constituição Federal e da legislação trabalhista pertinente deve ter
precedência e poder limitador sobre quaisquer ações dos empregadores,
seja do setor privado seja do setor público, cerceadoras do direito
dos/as trabalhadores/as à educação. Metas Estabelecer, a partir de
1998, programas de erradicação do analfabetismo que atendam,
inicialmente, num prazo de 5 anos, 10 milhões de pessoas, reduzindo-se
ano a ano, até sua total erradicação, ao final de 10 anos. Alocar os
recursos financeiros públicos necessários aos programas de erradicação
do analfabetismo, tomando como referência o custo de R$1.000,00 por
aluno/ano, como amplamente justificado nos estudos que fundamentaram a
seção Financiamento da Educação deste PNE. Realizar, no prazo de um
ano, levantamento e avaliação de experiências populares em
alfabetização de jovens e adultos, para que, a médio prazo (até cinco
anos) elas sejam reproduzidas e/ou sirvam de referência para outras
experiências, integradas ao esforço nacional de erradicação do
analfabetismo. Estabelecer, no prazo de um ano, um programa intensivo de
formação de professores alfabetizadores com universidades, ONGs,
entidades sindicais, estudantis e acadêmicas, associações de moradores
e outros setores organizados da sociedade civil, mantendo-se, como
perspectiva de qualidade, a exigência da habilitação mínima para o
exercício do magistério nas séries iniciais do ensino fundamental
(modalidade normal do ensino médio). Atribuir aos Conselhos Sociais a
coordenação, no respectivo Estado, do esforço de mobilização para a
alfabetização, estabelecendo as linhas gerais norteadoras, inclusive
quanto ao programa de formação de professores alfabetizadores, e as
normas para sua multiplicação nos Municípios. Incluir, a partir de
1998, a Educação de Jovens e Adultos nas formas de financiamento da
Educação Básica. · Garantir, nos primeiros cinco anos do esforço
nacional de erradicação do analfabetismo, o financiamento e incentivos
fiscais federal e estaduais para a produção e divulgação de material
didático e bibliográfico, como estratégia complementar de acesso ao
conhecimento. Criar, nos primeiros cinco anos do esforço nacional de
erradicação do analfabetismo, programas de ação cultural, com amplo
apoio da sociedade, que atendendo às diversidades regionais, ampliem os
horizontes culturais da população. Ampliar, a partir de 1998, o número
cursos de suplência, nas unidades escolares do ensino fundamental e do
ensino médio, com currículos e modos de funcionamento adequados às
necessidades da população à qual se destinam, garantindo os recursos
pedagógicos, materiais e financeiros e corpo docente especializado, de
modo que, em cinco anos, todas as escolas públicas ofereçam esse
serviço educacional. Garantir, em 5 anos, a conclusão de estudos
equivalentes aos primeiros 4 anos do ensino fundamental a 50% da
população que teve sua escolaridade interrompida, e, em 10 anos, a
conclusão de estudos equivalentes aos 8 anos do ensino fundamental a toda
a população de 14 a 35 anos. Reestruturar, criar e fortalecer, nas
Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, setores com a
incumbência de promover a erradicação do analfabetismo e a educação
de jovens e adultos. Criar, em cinco anos, centros públicos de formação
profissional para atender às demandas específicas e permanentes de
qualificação de jovens e adultos, empregados ou não. Garantir aos
portadores de necessidades educativas especiais o acesso aos programas de
alfabetização, suplência e formação profissional públicos e
gratuito. Organizar um sistema de informações estatísticas e de
divulgação das avaliações da política e dos resultados das ações
político-pedagógicas na educação de jovens e adultos. Incentivar a
criação nas empresas públicas e privadas de programas permanentes de
Educação de Jovens e Adultos para os seus trabalhadores. Garantir nas
instituições de ensino superior a oferta de cursos de extensão, para
atender as necessidades de educação continuada de adultos, com ou sem
formação superior
Data do Texto: 1998-02-00 00:00:00 |
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28 |
Escola Bosque é a única do arquipélago de Bailique
que vai além da 4a série
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Reportagem Idioma: Português
-
URL: http://www.amapa.gov.br/reportagem-esp/2001/mai/re-ig-07.htm
Autor(es):
CHINELLI, Ana Paula
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Escola Bosque do Bailique é a primeira da região a oferecer classes de
ensino fundamental, médio, profissionalizante e alfabetização de jovens
e adultos. Adultos são alfabetizados e fazem cursos profissionalizantes
na Escola Bosque
Cópia do Texto:
MACAPÁ - O arquipélago do Bailique, no Amapá, abriga uma comunidade de
6 mil pessoas e tem apenas um escola com classes além da 4a série do
ensino fundamental. Até 1998, os alunos que terminavam a 4a série nas
outras 26 escolas tinham que se mudar para Macapá ou outra cidade e
continuar os estudos. Ou seja, a construção a Escola Bosque reflete um
aumento de quatro para 11 anos de escolaridade disponível para os
moradores do arquipélago. Neste ano, todos os alunos que procuraram a
Escola Bosque encontraram vaga. São 685 alunos e a escola tem capacidade
para 900. Em todo o arquipélago, há 1.700 estudantes matriculados, das
38 comunidades que formam o Bailique. Além dos ensinos infantil,
fundamental e médio, a Escola Bosque oferece o médio-profissionalizante,
a alfabetização de jovens e adultos e cursos profissionalizantes. Estes
devem oferecer uma oportunidade de os jovens continuarem na região com
perspectiva de emprego ou capacidade de ser um empreendedor. Os cursos
serão oferecidos de acordo com a necessidade local e a capacidade de
absorção de mão de obra. "São feitos sob medida para não ter
desemprego ou emigração", ressalta o diretor da escola, Leobino
Almeida dos Santos, conhecido como Leo. Hoje, a necessidade mais imediata
é a formação de pessoas que possam trabalhar em um hotel a 200 metros
da escola, que deve ser inaugurado parcialmente em agosto.
"Precisamos desde camareiras, cozinheiras, até guias turísticos e
administradores do hotel. Por isso, as vagas serão abertas de acordo com
os empregos que serão oferecidos no hotel", disse. A Escola Bosque
é diferente também na metodologia de ensino, pois incorpora os conceitos
de preservação do ambiente e valorização da cultura do Bailique no
currículo. "A idéia é que, a partir do exemplo da Escola Bosque,
as outras passem a desenvolver um método sócio-ambiental de
ensino", disse Léo.
Data do Texto: 2001-05-21 00:00:00 |
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29 |
esperança
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português -
URL: http://www.ogamita.com.br/alfa_producoes.htm
Autor(es):
ROCHA, Reinaldo Carvalho da
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Eu tenho a esperança de ser sempre feliz ao teu lado...
Cópia do Texto:
Esperança (Reinaldo Carvalho da Rocha) Eu tenho a esperança de ser
sempre feliz ao teu lado, ó doce amada, esposa minha, querida mulher. Eu
queria ser dono de um jardim, mas como eu não tenho um jardim eu tenho o
teu coração, ó minha doce amada, Edna minha querida esposa, eu Reinaldo
O dono do seu coração!
Data do Texto: 2002-10-21 00:00:00 |
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30 |
Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos 39
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.cedefes.org.br/noticia.asp?acao=leitura&idmateria=997CY
Autor(es):
cedefes.
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O tema foi a formação de educadores Aconteceu no dia 04 de julho a
reunião do 39º Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos reunindo
várias entidades envolvidas com atividades de EJA (Educação de Jovens e
Adultos).
Cópia do Texto:
Aconteceu no dia 04 de julho a reunião do 39º Fórum Mineiro de
Educação de Jovens e Adultos reunindo várias entidades envolvidas com
atividades de EJA (Educação de Jovens e Adultos). Durante a manhã, a
Professora Maria Amélia Giovannetti da UFMG proferiu uma Palestra sobre
aspectos significantes da Prática educativa de EJA dando ênfase na
importância da formação de educadores. No período da tarde houve
reunião dos segmentos que compõe o Fórum para a escolha dos delegados
para o V ENEJA que acontecerá em setembro na cidade de Cuiabá – MT. O
CEDEFES foi indicado como entidade a enviar delegados ao V ENEJA.
Data do Texto: 2003-07-04 00:00:00 |
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31 |
Grupo participou de capacitação no ISCA Faculdades
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.iscafaculdades.com.br/noticias/13.php
Autor(es):
ISCA Faculdades
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O Programa Alfabetização Solidária, realizado no ISCA Faculdades entre
os dias 8 e 27 de julho de 2002, capacitou mais 55 pessoas. Essa foi a
nona preparação de alfabetizadores com participantes vindos das cidades
de Itapiúna/CE, Japaratinga/AL, Passo do Camaragibe/AL, Itaguaçú/ES, e
também de Limeira, pelo Instituto Pró-Cidadania e Meio Ambiente
Cópia do Texto:
O Programa Alfabetização Solidária, realizado no ISCA Faculdades entre
os dias 8 e 27 de julho de 2002, capacitou mais 55 pessoas. Essa foi a
nona preparação de alfabetizadores com participantes vindos das cidades
de Itapiúna/CE, Japaratinga/AL, Passo do Camaragibe/AL, Itaguaçú/ES, e
também de Limeira, pelo Instituto Pró-Cidadania e Meio Ambiente. O
Programa Alfabetização Solidária, que conta com o trabalho de
professores e estudantes dos cursos de Ciências Sociais, Pedagogia e
Serviço Social da instituição na preparação de novos alfabetizadores,
foi criado em janeiro de 1997 pelo Conselho da Comunidade Solidária, a
fim de reduzir os índices de analfabetismo entre jovens e adultos do
Brasil. As atividades realizadas durante o processo de capacitação visam
ampliar a capacidade de expressão corporal, oral, escrita, plástica,
possibilitando a utilização das diferentes manifestações culturais
como recursos à construção do conhecimento; leitura, interpretação e
produção de textos, além da reflexão sobre o valor de conhecer os
alunos para poder desenvolver um trabalho que atenda as necessidades. Logo
após o treinamento recebido, os alfabetizadores retornam às cidades para
trabalharem na alfabetização de jovens e adultos carentes. Todo o
trabalho é realizado com base em parcerias, mantidas com o Ministério da
Educação (MEC), empresas, instituições, governos estaduais,
instituições de ensino superior e pessoas físicas. Até dezembro de
2001, 2,4 milhões de jovens e adultos foram atendidos pelo Programa. A
Alfabetização Solidária disponibiliza aos interessados um site na
Internet através do endereço www.alfabetizacao.org.br onde informa o
andamento do programa e como colaborar nas parcerias. Para participar da
campanha "Adote um aluno", elaborada pelo programa, o telefone
para contato e mais informações é 0800.700017.
Data do Texto: 2002-08-09 00:00:00 |
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32 |
I seminario paulo freire
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
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URL: http://www.pontagrossa.pr.gov.br/ccs/20010818/primeiro.html
Autor(es):
LANZNASTER, Elenita
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O 1º Seminário Paulo Freire de Educação de Jovens e Adultos dos Campos
Gerais reuniu ontem (17), no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Ponta
Grossa, cerca de 400 pessoas que atuam na área de educação no
município e em diversas cidades do Paraná
Cópia do Texto:
O 1º Seminário Paulo Freire de Educação de Jovens e Adultos dos Campos
Gerais reuniu ontem (17), no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Ponta
Grossa, cerca de 400 pessoas que atuam na área de educação no
município e em diversas cidades do Paraná. O encontro prossegue hoje,
com início às 8 horas, no mesmo local, com a presença do professor e
escritor Carlos Rodrigues Brandão, que vai ministrar a palestra
"Vida e Obra de Paulo Freire". Em seguida haverá debate entre
os participantes. Uns dos objetivos do seminário é produzir uma
reflexão sobre educação e proporcionar uma contribuição e
fortalecimento da metodologia Paulo Freire entre os educadores. Nesse
contexto, ontem, durante o evento, foram feitas análises de conjuntura
sobre a trajetória de educação de jovens e adultos, nos níveis
nacional, estadual e municipal e foram apresentadas experiências e
práticas na área. O prefeito Péricles de Holleben Mello, disse, durante
o seminário, que a Prefeitura Municipal vai institucionalizar o Programa
Integrar. "Vamos implantar o programa em cinco núcleos educacionais
ainda este ano", enfatizou. O Programa Integrar vem sendo
desenvolvido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa/CUT desde
1.998. Baseado no método Paulo Freire, o programa forma adultos com idade
acima de 25 anos no ensino fundamental e no ensino médio, em apenas 10
meses, com certificação do Ministério da Educação (MEC). Entre as
várias experiências apresentadas com relação à alfabetização, como
o Luz das Letras, da Copel, a secretária municipal de Educação,
Esméria de Lourdes Saveli, falou sobre o programa institucional do atual
governo municipal, o Movimento de Alfabetização para Jovens e Adultos de
Ponta Grossa (Mova PG). De acordo com Esméria, o Mova PG pretende ampliar
o atendimento às pessoas com idade acima de 14 anos que não sabem ler e
escrever, facilitar o acesso às salas de aula - não apenas de espaço
físico, mas também criar estratégias de horários -, além de edificar
uma cultura de alfabetização, incentivando e chamando os jovens e
adultos a participar do movimento. Prêmio Paulo Freire - No período da
tarde de hoje (18), acontece a elaboração de um documento com propostas
e diretrizes de Educação de Jovens e Adultos. Será realizada também
proposta de instituição do Prêmio Paulo Freire, encaminhamento e
definição de data para realização de um próximo seminário. O
encerramento acontece às 17 horas de hoje. O seminário é uma
realização conjunta entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a Prefeitura
Municipal. Na abertura do evento, estiveram presentes o prefeito Péricles
de Holleben Mello, a secretária municipal de Educação, Esméria de
Lourdes Saveli, o presidente da Câmara de Vereadores, Gerveson Tramontin
Silveira, os coordenadores do Programa Integrar, Mauro César Carvalho
Pereira (político) e Faustino Pereira Filho (técnico).
Data do Texto: 2001-08-18 00:00:00 |
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Issues in Freirean Pedagogy
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Inglês -
URL: http://nlu.nl.edu/ace/Resources/Documents/FreireIssues.html
Autor(es):
HEANEY, Tom
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
For first-time readers, Freirean literature is a maze of neologisms. A
brief glossary of frequently used terms has been included at the end of
this text.
Cópia do Texto:
Brightly colored political posters, even more than mismatched chairs, worn
carpeting, and unwashed windows, set this classroom apart from other
schools. Eight Hispanic adults--three women and five men--gathered with
their teacher to resume their lessons in literacy. Maria had arrived late,
visibly distraught, explaining that her husband had threatened her. He
didn't want her going out to classes at night and argued that her three
children were being neglected. Maria, leaving the argument unresolved, had
come to resume her studies. Her teacher, instead of giving advice or
encouragement, asked the group for help. The members reflected on the
Maria's experience and, in the process, identified several issues: a
husband's putative "rights" over his wife, acceptance of
domestic violence against women as `normal,' a presumption that women are
"asking for trouble" if they go outside at night and that Maria
had the major responsibility for her children. The discussion was
energetic, with strong sentiments expressed by some who appealed
frequently to "the way things are," and a growing solidarity
among the women. While the group continued discussing these issues, the
teacher recorded words on an improvised blackboard: "woman,"
"violence," "mother," and "wife"-- words to
which the class would return, once their meaning had been expanded and
enriched through the groups' discussion. Finally, it was Maria who
interrupted and said, "You've told me the way things are; I'll tell
you how they should be, and together let's talk about how to make them
so." She effectively shifted the focus of the group from the
patronizing solicitude of some who accepted the present reality to a
strategy for social transformation. "Freirean" Education Since
the 1930's, American adult education has grown without an articulated
philosophy. Most adult educators have not delved into complex issues of
human consciousness, the origins of knowledge, or the meaning of freedom.
Echoes of "education for freedom," with beginnings in Froebel
and Dewey, found their way into the thought of Eduard Lindeman (1961) and
others, but "freedom" remained an abstraction lost in a
discussion of method and technique. If an expressed philosophy were to
exist, its roots would lie in pragmatism, for the practice of adult
education in the United States has paralleled the advance of a
technological society. Social, industrial, and political machines have
similar needs. All require exchangeable and renewable parts, all need
specialized components and tightly managed coordination. As technology has
become more complex and specialized, so has schooling on all levels. Not
only must skills be developed in bodies and minds, but attitudes must be
formed which are supportive of a technological superstructure within which
adult labor is organized. In the early 1970's, Brazilian educator, Paulo
Freire, visited Harvard and published an English translation of his best
known work, Pedagogy of the Oppressed. His general critique of education
presented an analysis which challenged the neutrality of the technological
model dominant in American schools. He argued that any curriculum which
ignores racism, sexism, the exploitation of workers, and other forms of
oppression at the same time supports the status quo. It inhibits the
expansion of consciousness and blocks creative and liberating social
action for change. Freire's critique of education was not new. Even
defenders of traditional schools have admitted that, if society is to hold
together without the overt force of a police state, schooling must adapt
learners to kinder, gentler controls: career choices (specialization),
authority (dependency), and the good life (consumerism). Schooling must
encourage competition (rule of the fittest), while maintaining order and
cooperation (social conformism). As to the pursuit of happiness--in
Jacques Ellul's words, "education makes us happy in a milieu which
normally would have made us unhappy, if we had not been worked on, molded,
and formed for just that milieu" (1964). Practical and expedient
interests play a determining role in educational policy-making. Adult
educators uncritically accept an ancillary role in the service of economic
interests. This is true not only in programs for the
"disadvantaged," the design of which more frequently serves
employers, but also in programs for those aspiring to middle and upper
management positions. Adult education, whether for remediation or for
career advancement, generally replicates patterns of earlier schooling: a
top-down model of instruction which fosters respect for authority,
experts, discipline, and good work habits. Freire's pedagogy for freedom,
exemplified in his work in South America, found ready acceptance among
many community-based, popular educators who organized adult learning
outside established schools and institutions. For such educators, Freire's
critique of traditional schooling validated their own conclusions that
schools were part of the problem, contributing to the marginalization of
minorities and the poor. Education for liberation, in Freire's view, would
challenge the "givenness" of the world and enable learners to
reflect on their experience historically, giving their immediate reality a
beginning, a present, and, most importantly, a future. It would awaken in
adult learners the expectation of change--a power which, once awakened,
seeks expression in collective, transforming social action (Mackie, 1980).
The Freirean Philosophy In Freire's view of education, learning to take
control and achieving power are not individual objectives, as in a
"boot strap" theory of empowerment. For poor and dispossessed
people, strength is in numbers and social change is accomplished in unity.
Power is shared, not the power of a few who improve themselves at the
expense of others, but the power of the many who find strength and purpose
in a common vision. Liberation achieved by individuals at the expense of
others is an act of oppression. Personal freedom and the development of
individuals can only occur in mutuality with others. In the experience of
women's groups, civil rights workers, and many others committed to
liberatory action, collective power and collegiality protect the
individual far more than authoritarian and hierarchial modes of
organization. Shared power in learning is exercised in control over the
curriculum, its contents and methods, and over the coordination of all
learning activities. Education for liberation provides a forum open to the
imaginings and free exercise of control by learners, teachers, and the
community, while also providing for the development of those skills and
competencies without which the exercise of power would be impossible.
Empowerment is both the means and the outcome of this pedagogy which some
have come to call "liberatory education." Liberatory education
is mutually supported learning for empowerment. Whatever its formal
structure or precise purpose, such education is a component of and
subordinate to a liberatory praxis which seeks to transform the social
order. Transforming actions in aggregate comprise a revolutionary stance
which simultaneously announces an egalitarian, participatory, and
democratic social order and denounces hierarchial, authoritarian, and
alienating systems of organizations. The content of liberatory education
is both critical consciousness and the development of appropriate skills
and competencies related to liberatory praxis. Its process is dialogical,
affirming the mutual and coequal roles of teachers and learners. The
governance of liberatory education reflects and anticipates the social
order announced by its vision. Critical Consciousness Freire suggests
three stages in the progression by which critical consciousness is
attained (1973). The first of these stages is "semi-intransitive
consciousness." Verbs which do not act upon an object are
"intransitive." Consciousness of and action upon reality are two
constituents of a critical relationship with the world. Consciousness
which does not challenge the world is therefore uncritical and
intransitive, for it does not act upon the world as an object. Total
intransitivity is not a form of consciousness at all. Therefore, the first
phase in the emergence of consciousness is, for Freire,
semi-intransitivity. Semi-intransitive consciousness is the state of those
whose sphere of perception is limited, whose interests center almost
totally around matters of survival, and who are impermeable to challenges
situated outside the demands of biological necessity. Freire observes that
when these persons amplify their power to perceive and respond to
suggestions and questions arising in their context, and increase their
capacity to enter into dialogue not only with others, but with their own
world, their consciousness becomes "transitive." Where before
they reacted to particulars, to limited spheres, now they react to the
general scope of a particular problem. The second stage of consciousness
is "naive transitivity." Freire characterizes this stage of
consciousness by an over-simplification of problems, nostalgia for the
past, an underestimation of ordinary people, a strong tendency to
gregariousness, a disinterest in investigation, a fascination with
fanciful explanations of reality, and by the practice of polemics rather
than dialogue. Naive transitivity is never totally and irrevocably
surpassed; for all who enter the learning process, this remains a lifelong
task. The third and final stage is "critical transitivity." This
stage is characterized by depth in the interpretation of problems, by
testing one's own findings and openness to revision and reconstruction, by
the attempt to avoid distortion when perceiving problems and to avoid
preconceived notions when analyzing them, by rejecting passivity, by the
practice of dialogue rather than polemics, by receptivity to the new
without rejecting the old, and by permeable, interrogative, restless, and
dialogical forms of life. Liberatory education holds no monopoly on
fostering these characteristics of consciousness. They are generalizations
which describe the values to which all learning can subscribe. Neither are
the three stages mutually exclusive. They not only admit of degrees on the
vertical plane extending from semi-intransitivity to critical
transitivity, but on a horizontal plane as well, which would indicate the
direction and focus of consciousness. Consciousness is not without focus.
Reality is not grasped in its totality, as the generalizations in the
third stage might suggest. Rather, the inquirer has a vantage point and
moves about reality, viewing it from first this, then that perspective. It
is perspective which is the horizontal plane on the matrix of
consciousness. The vantage point of liberatory education is political--a
point of view which affirms the transforming role for humankind in history
and culture and supports the political apparatus by which this role can be
exercised. It links learning with action through which transformation can
and does occur. It neither submerges human will under psychological
determinism, nor does it subordinate it to divine or mechanical
imperatives. It finds hope neither in the unconscious within, nor in
providence beyond, but in historical participation in the creation of a
just and a free society. It proclaims the future as ours to determine and
seeks the liberation of the human will to do so through learning and
social action. Institutionalization While Freire's theoretical framework
gave many community-based educators grounds for hope, it was his
pedagogy--the practical, how-to-do-it methods--which gave them
sought-after tools for the reconstruction of urban adult education. Freire
advocated dialogue and critical thought as a substitute for
"banking" education in which the riches of knowledge were
deposited in the empty vault of a learner's mind. He suggested several
pedagogical techniques based on the mass literacy campaigns he organized
in Brazil and Chile--campaigns integral to broadly defined programs of
revolution and social change. It was these techniques which many literacy
and basic education programs immediately incorporated into their practice:
reflection on the political content of learner's day-to-day experience,
the organization of "culture circles" which promote dialogue and
peer interaction, and the use of "people's knowledge" as the
basis for curriculum. One facet of Freire's pedagogy not easily translated
into the American scene was the link between learning and action. The
literacy campaigns upon which Freire`s work was based occurred in the
context of revolutionary social change. The political apparatus was at
hand into which the released energy of liberated minds and bodies could
flow. Opportunities for collective action were antecedent to learning:
land redistribution was underway; technical and financial support was
available for economic development; elections were to take place. Seldom,
in the United States, have these conditions of liberatory education been
replicated. As a result, Freirean programs in this country have
"raised consciousness," but seldom directly influenced social
change. Their revolutionary bark has clearly been more fearsome than their
bite. "Freirean" programs multiplied during the seventies,
giving rise to national networks of liberatory educators attempting to
adapt methods used in rural and underdeveloped countries to the urban
barrios and ghettos of North America. Paulo Freire assisted in this
development and participated in numerous conferences and workshops,
frequently sponsored by academics who sought to learn from and work with
"grass roots" educators. Occupying storefronts, abandoned
schools, and low rent offices, these same educators were often denied
access to funds available to their less effective competitors--the schools
and community colleges. "Effectiveness" in this case means that
their "numbers"--enrollments, retention rates, and completion
rates--were often significantly higher than in traditional programs. Their
effectiveness made Freirean programs attractive to publicly supported
institutions whose funding was based on formulas affected by such numbers.
In some instances, networks of community-based programs lobbied to sit at
the public trough as a solution to their constant struggle for foundation
support. By the early 80's, many Freirean centers came under the wing of
city-wide bureaucracies and, in some instances, schools or community
colleges began their own "alternatives" based on a Freirean
model. In addition, governmental funding programs--from the Joint Training
and Partnership Act (JTPA) and the Workplace Literacy Program to the State
Local Impact Assistance Grant program (SLIAG)--have lured many
financially-beset community-based programs to refocus their activities on
federal priorities which, however important to national policy,
nonetheless emphasize individual growth over collective empowerment and
preempt local agendas for action. As a result, very few of the experiments
of the 70's remain intact, having succumbed to at least partial public
subsidy. Limited Cooperation As long as liberatory education can be
interpreted as methodologically distinct, but not different in its social
and cultural consequences, then it can be tolerated as a variation within
traditional systems of education. In fact, liberatory education is likely
to be viewed this way by many educators, who tend to interpret all
approaches to learning as variations in pedagogical technique. Even the
rhetoric of revolution sometimes used to describe the purposes of
liberatory programs has proven acceptable to traditional school sponsors
as a gimmick for increasing enrollments. Official school publications make
reference to Paulo Freire, as did the Brazilian military during the years
of Freire's exile, from 1964 to 1979! A sanitized and depoliticized Freire
is now featured in the reading lists of graduate programs on adult
education and Freire himself has been invited to address mainstream
organizations such as the American Association of Adult and Continuing
Education. Bureaucratic systems impose their own logic on liberatory
practices, but underlying contradictions remain. In the process, too many
Freirean programs have become little more than low-budget versions of the
senior institutions upon which they have come to depend--their most
emancipatory initiatives effectively blocked by economic sanctions imposed
by their institutional sponsors. For them, the long term cost of survival
in `the system' is that social and political empowerment as a collective
goal is replaced with the more anemic goal of individual enrichment. Some
liberatory programs have fought to maintain their independence, either
rejecting outright any public subsidies which would tie their program to a
traditional educational purposes or accepting partial support, while
building a diversified funding base. Both strategies have been fraught
with problems. On the one hand, independence has meant bare-bones budgets,
a diversion of energy from education to fund-raising and the coordination
of volunteers, and staff "burn-out." On the other hand,
cooperation with mainstream educational institutions takes its toll on
staff for whom the limited interests of their sponsors dictate priorities
and moderate action. There is no free lunch and programs which thought
that the residuals of public funding would sustain the
"liberatory" aspects of their program find that the obligations
they have incurred under government funding so occupy staff that there is
little time, energy, or incentive left for critical teaching and
transforming action. Those who sought to build limited cooperative
relationships with schools and community colleges without succumbing to
domination by these more affluent and powerful institutions have purchased
their survival at considerable cost. The dynamics of limited cooperation
frequently involve the use of "deviance credits," a strategy
developed by liberatory women's groups for sabotage in the work place. The
strategy works like this: while establishing a pattern of cooperation one
simultaneously accumulates deviance credits--that is, conformity with a
system's norms and standards increases the tolerance of that system for an
occasional lapse into deviant behavior. Limited cooperation involves the
establishment of an overall pattern of cooperation which will regularly,
but almost imperceptibly, be punctuated by dissent. Its success as a form
of engagement depends on the frequency with which boundary-violating
demands are placed upon the group accumulating the deviance credits.
However, the cumulative consequences of deviance can lead to increased
repression, as sponsoring institutions, which transform partisan politics
into civics lessons and substitute a technology of government for
political conflict, move to protect their own political hegemony. Two
nationally recognized and highly successful community-based programs,
bound in a cooperative relationship with the City Colleges of Chicago,
began to experience this repression in the late 70's, after out-performing
all public programs in the state for almost ten years. One program, an
alternative, Freirean-based high school for adults, was simply closed
down; the other, a Hispanic center for literacy and political education,
broke its ties with its sponsoring institution and remains committed to
its initial vision today, but with a greatly reduced program and mostly
unpaid staff. Alienation Alienation is oppositional otherness--the
simultaneous presence of conflict and distance. As Fanon observed, when
alienation remains beneath the surface of consciousness, it results in
ennui, passivity, submissiveness, and anxiety (1968). When alienation
becomes conscious, it provokes anger, aggressiveness, hostility,
frustration, and fear. Self-conscious alienation can also lead to critical
reflection on reality and thereafter to action. Action will effectively
overcome alienation to the extent that it can reduce conflict either by
eliminating the distance through adaptation or compromise, or by
increasing the distance through movement outside the sphere of
oppositional influence, or by neutralizing the opposition through superior
power or force. The first strategy eliminates alienation by accommodation
and cooptation; the last two strategies overcome alienation by a positive
and "creative" affirmation of position. Creative alienation is
self-conscious, maintaining continuity with one's own identity and
principles and building upon them in consistent ways. Self-consciously
alienated people learn to fight back, to resist their oppression. Creative
alienation is not to be confused with marginality. Most community-based
programs built on Freirean principles are marginal to what is now a highly
funded and widely respected adult education enterprise. Only a few embody
creative alienation--a small but vocal minority who, with political
clarity, seek through their programs to destroy the symmetry of
conventional social boundaries by building within learners a heightened
sense of alienation. For them, the experience of alienation provides
stability--a corrective for bureaucratic systems which prescribe the
future as a continuation of the past. They value those conditions
identified by Morse Peckham in his discussion of art as the
institutionalization of alienation: These are social protection, psychic
insulation, the capacity to endure over long periods problem exposure and
solution postponement, the preference for tension rather than
tension-reduction, the capacity to tolerate tension, the ability to
tolerate disorientation and the desire to seek disorientation actively, a
sensitivity to cultural incoherence, the capacity for self-validation
which in other circumstances would be condemned as arrogance, and the
ability to exist without the constant flow of validation which is so
constant and pervasive a part of non-alienated life and the absence of
which for faculty members is so destructive (1973). These characteristics
are evident in veterans of struggles with public agencies throughout the
70's and early 80's. The trauma of independence and remaining truely based
in the local community exacts much from liberatory educators who built
their programs outside the dominant educational system, but the survivors
value their sense of alienation and take pride in their uniqueness and
marginality among adult educators. Conclusions Literacy work is generally
recognized as most effective when undertaken by or in the context of
community-based organizations--and least effective when directly managed
by large, bureaucratic systems of schooling (Mezirow, Darkenwald, and
Knox, 1975; Hunter and Harmon, 1979). Literacy and other basic skills can
be acquired with astonishing speed when the development of those skills is
linked with other activities, the intended outcome of which is change in
conditions of oppression (Adams, 1975; Freire, 1970; Shor, 1987).
Freirean, community-based adult education continues to provide a working
model for resolving the problem of illiteracy in the United States, not
because it incorporates more effective methods of instruction, not even
because its connections with "grass roots" organizations
enhances recruitment efforts and grounds learning in the day-to-day
experience of the people. Liberatory education provides a working model
because it links the problem of illiteracy with broader social and
political ills and because it does not propose merely educational
solutions to these problems. Its hope and its promise lies in social
action for change as an intended consequence of critical understanding.
Embedded within many community-based programs is a depoliticized vision, a
by-product of cooperative arrangements with other, mainstream
institutions. These programs, although no longer based on principles put
forward by Freire in the previous decade, nonetheless are frequently more
effective in reaching and retaining hard-core illiterate adults simply
because they are closer to the problems of the neighborhood, they less
resemble the more formal schools with which previous "failure"
has been identified, and they evidence care and respect for their
neighbors which leads to mutual trust and perseverance. Most Freirean
programs, on the other hand, have been condemned to a marginal existence.
There is little which school-based educators can emulate in the practice
of their "liberatory" counterparts. Participatory and democratic
pedagogical practices might be adapted to American schools, but the
critique of social and economic oppression linked with collective action
for social change creates dissonance, destroying the neutrality of the
schools and unmasking their complicity in maintaining the economic and
political imbalance of the social order. Historically, liberatory programs
for literacy have been sustained by government only during the brief time
following a revolution, as in Nicaragua (Miller, 1985) or Guinea Bisseau
(Freire, 1978)--a time when the possibilities for change are real and the
political apparatus for accomplishing those changes is at hand. The
pedagogy of Paulo Freire has limited potential outside such chaotic and
transitional periods in a nation's history. The survivors--those
liberatory programs in the United States which have maintained their
vision--await the revolution and attempt to prepare learners for political
options not yet available.
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References Adams, F. Unearthing Seeds of Fire. Winston-Salem, NC: Blair,
1975. Ellul, J. The Technological Society. New York: Alfred Knopf, 1964.
Fanon, F. The Wretched of the Earth. New York: Grove Press, 1968. Freire,
P. Cultural Action for Freedom. Cambridge, MA: Harvard Educational Review
Press, 1970. --Education for Critical Consciousness. New York: Seabury,
1973. --Pedagogy in Process. New York: Seabury, 1978. --Pedagogy of the
Oppressed. New York: Seabury, 1970. Hunter, C., and Harmon, D. Illiteracy
in the United States. New York: Harper & Row, 1979. Lindeman, E. The
Meaning of Adult Education. Montreal: Harvest House, 1961 (Originally
published by New Republic, Inc., New York, in 1926). Mackie, R. Literacy
and Revolution: the Pedagogy of Paulo Freire. London: Pluto Press, 1980.
Mezirow, J., Darkenwald, G., and Knox, A. Last Gamble on Education.
Washington, D.C.: Adult Education Association of the U.S.A., 1975. Miller,
V. Between Struggle and Hope. Boulder, CO: Westview Press, 1985. Peckham,
M. "Arts for the Cultivation of Radical Sensitivity," in
Shimahara, N. (ed.) Educational Reconstruction. Columbus, Ohio: Merrill,
1973. Shor, I. Critical Teaching and Everyday Life (3rd printing).
Chicago: University of Chicago Press, 1987.
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Glossary With the writings of Paulo Freire, a number of neologisms and old
words with new meanings have been introduced into the discourse of
educators. In particular, terms are derived from Marxist literature with
new interpretations. The following lists some of the more common terms
currently in use, together with their definitions. Alienation: The term is
derived from Marx and refers to the domination of people by power elites,
material constraints, political structures, and thought itself.
Ultimately, alienation is the separation of humankind from its labor. It
interferes with the production of authentic culture (see Culture ). It is
affected by any process which limits a person's power to know the world,
and thus dehumanizes the world itself (see Humanization ).
"Banking" Education: In the "banking" method of
education passive learners receive deposits of pre-selected, ready-made
knowledge. The learner's mind is seen as an empty vault into which the
riches of approved knowledge are placed. This approach is also referred to
as "digestive" and as "narrational" education.
Codification: A codification is a representation of the learner's
day-to-day situations. It can be a photograph, a drawing, or even a word.
As a representation, the photograph or word is an abstraction which
permits dialogue leading to an analysis of the concrete reality
represented. Codifications mediate between reality and its theoretical
context, as well as between educators and learners who together seek to
unveil the meanings of their existence. Conscientization: Conscientization
is an ongoing process by which a learner moves toward critical
consciousness). This process is the heart of liberatory education. It
differs from "consciousness raising" in that the latter
frequently involves "banking" education--the transmission of
pre-selected knowledge. Conscientization means breaking through prevailing
mythologies to reach new levels of awareness--in particular, awareness of
oppression, being an "object" in a world where only
"subjects" have power. The process of conscientization involves
identifying contradictions in experience through dialogue and becoming a
"subject" with other oppressed subjects--that is, becoming part
of the process of changing the world. Collegiality: Collegiality is a form
of social organization based on shared and equal participation of all its
members. It contrasts with a hierarchical, pyramidal structure, and is
represented by a series of concentric circles. Authority resides in the
center-most circle, not over the others, but equidistant from each, so
that authority can listen and reflect the consensus of the whole (see
Consensual Governance). A collegial model has been frequently associated
with liberatory education programs . Consensual Governance:
Decision-making by consensus requires the discussion of issues until all
are in agreement--this in contrast to decision-making by voting in which
rule by the majority is imposed on those who dissent. Decision-making by
consensus is time consuming and difficult. At times, consensus represents
the willingness of a minority "not to oppose" a decision, but
the ultimate benefit of this model is that no one is excluded by a
decision. This model is characteristic of participatory democracies as
occasionally exemplified in U.S. history by the town hall meeting.
Critical Consciousness: This is a level of consciousness characterized by
depth in the interpretation of problems, through testing one's own
findings with openness to revision, attempting to avoid distortion when
perceiving problems and preconceived notions when analyzing them,
receptivity to the new without rejecting the old because it is old. In
striving toward critical consciousness, the individual rejects passivity,
practicing dialogue rather than polemics, and using permeable,
interrogative, restless, and dialogical forms of life. Critical
consciousness is brought about not through an individual or intellectual
effort, but through collective struggle and praxis. Culture: Culture is
used in its broadest, anthropological sense as including all that is
humanly fabricated, endowed, designed, articulated, conceived, or
directed. Culture includes products which are humanly produced, both
material (buildings, artifacts, factories, slum housing) and immaterial
(ideology, value systems, mores), as well as materially derived products
such as social class and the socio/political order. The key aim of
liberatory education is to regain dominion over the creation and use of
culture. Culture Circle (Circulo de Cultura): The circulo de cultura is a
discussion group in which educators and learners use codifications (see
Codification) to engage in dialogue about the reasons for their
existential situation. The peer group provides the theoretical context for
reflection and for transforming interpretations of reality from mere
opinion to a more critical knowledge. "Culture of Silence": The
"culture of silence" is a characteristic which Freire attributes
to oppressed people in colonized countries, with significant parallels in
highly developed countries. Alienated and oppressed people are not heard
by the dominant members of their society. The dominant members prescribe
the words to be spoken by the oppressed through control of the schools and
other institutions, thereby effectively silencing the people. This imposed
silence does not signify an absence of response, but rather a response
which lacks a critical quality. Oppressed people internalize negative
images of themselves (images created and imposed by the oppressor) and
feel incapable of self-governance. Dialogue and self-government are
impossible under such conditions. Decodification: (see Codification)
Decodification dissolves a codification into its constituent elements and
is the operation by which learners begin to perceive relationships between
elements of the codification and other experiences in their day-to-day
life and among the elements themselves. Thus, decodification is analysis
which takes place through dialogue, revealing the previously unperceived
meanings of the reality represented by that codification. Decodification
is the principal work of a circulo de cultura (see Culture Circle).
Dialectic: Dialectic is a term referring to a dynamic tension within any
given system and the process by which change occurs on the basis of that
tension and resulting conflict. Based on the writings of Hegel, every
concept implies its negation; that is, in conceiving anything (thesis), we
must be able to imagine its opposite (antithesis). Change occurs as this
tension leads to a new conception of reality (synthesis). It should be
noted that Marx, is contrast to some liberatory educators, postulated that
such tensions and contradictions were embedded in concrete culture (thus,
dialectic materialism) and not merely found in contradictions between the
existential world and our thoughts about the world. Dialogical Method: The
dialogical approach to learning is characterized by co-operation and
acceptance of interchangeability and mutuality in the roles of teacher and
learner, demanding an atmosphere of mutual acceptance and trust. In this
method, all teach and all learn. This contrasts with an anti-dialogical
approach which emphasizes the teacher's side of the learning relationship
and frequently results in one-way communiques perpetuating domination and
oppression. Without dialogue, there is no communication, and without
communication, there can be no liberatory education. Empowerment:
Empowerment is a consequence of liberatory learning. Power is not given,
but created within the emerging praxis in which co-learners are engaged.
The theoretical basis for this discovery is provided by critical
consciousness; its expression is collective action on behalf of mutually
agreed upon goals. Empowerment is distinct from building skills and
competencies, these being commonly associated with conventional schooling.
Education for empowerment further differs from schooling both in its
emphasis on groups (rather than individuals) and in its focus on cultural
transformation (rather than social adaptation). Generative Themes/Words:
Generative themes are codifications of complex experiences which are
charged with political significance and are likely to generate
considerable discussion and analysis. They are derived from a study of the
specific history and circumstances of the learners. In a literacy program,
generative themes can be codified into generative words--that is,
tri-syllabic words that can be broken down into syllabic parts and used to
"generate" other words. Generative words have been most useful
in relation to languages which are phonetically based (e.g. Spanish,
Portuguese). Humanization: The central task in any movement toward
liberation is to become more fully human through the creation of
humanly-enhancing culture--in a word, "humanization." This
historical task is countered by the negative forces of dehumanization
which, through oppressive manipulation and control, compromise human
values for personal gain and power. The task of the oppressed is to
liberate themselves and, in the process, liberate their oppressors.
Revolutions are humanized to the extent that the new regime confronts its
tendency to replicate the oppression of the old (see Transformation of the
World). Liberatory Education: Education which is liberatory encourages
learners to challenge and change the world, not merely uncritically adapt
themselves to it. The content and purpose of liberatory education is the
collective responsibility of learners, teachers, and the community alike
who, through dialogue, seek political, as well as economic and personal
empowerment. Programs of liberatory education support and compliment
larger social struggles for liberation. Mystification: Mystification is
the process by which the alienating and oppressive features of culture are
disguised and hidden. False, superficial, and naive interpretations of
culture prevent the emergence of critical consciousness. Educational
systems are key instruments in the dissemination of mystifications: e.g.
unemployment is "mystified" as personal failure rather than as a
failure of the economy, thus making it difficult for the unemployed to
critically understand their situation. Participatory Research:
Participatory research is an approach to social change--a process used by
and for people who are exploited and oppressed. The approach challenges
the way knowledge is produced with conventional social science methods and
disseminated by dominant educational institutions. Through alternate
methods, it puts the production of knowledge back into the hands of the
people where it can infuse their struggles for social equality, and for
the elimination of dependency and its symptoms: poverty, illiteracy,
malnutrition, etc. Praxis: Praxis is a complex activity by which
individuals create culture and society, and become critically conscious
human beings. Praxis comprises a cycle of action-reflection-action which
is central to liberatory education. Characteristics of praxis include
self-determination (as opposed to coercion), intentionality (as opposed to
reaction), creativity (as opposed to homogeneity), and rationality (as
opposed to chance). Problematization: Problematization is the antithesis
of "problem-solving." In problem-solving, an expert takes
distance from reality and reduces it to dimensions which are amenable to
treatment as though they were mere difficulties to be solved. To
"problematize" is to engage a group in the task of codifying
reality into symbols which can generate critical consciousness and empower
them to alter their relations with nature and oppressive social forces.
Problem-posing is a logically prior task which allows all previous
conceptualizations of a problem to be treated as questionable.
Problematization recognizes that "solutions" are often difficult
because the wrong problems are being addressed. Transformation of the
World: To transform the world is to humanize it (see Humanization ). All
transformations do not result in liberation. Transforming action could
dehumanize the world with an oppressor's curious and inventive presence
(e.g. the development of the V-2 rocket in World War II). Only history
reveals the problematic nature of being human and the consequences of
having chosen one path over the other. The transformation of the world is
humankind's entry into history. As people act upon the world effectively,
transforming it by work, consciousness is in turn historically and
culturally conditioned. Conscientization) is the result of action which
transforms the world and leads to humanization
Data do Texto: 1995-06-20 00:00:00 |
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MANIFESTO AO PRESIDENTE ELEITO, LUIS INÁCIO LULA DA
SILVA
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português -
URL: http://www.acaoeducativa.com.br/IR51enc.pdf
Autor(es):
Ação educativa
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Educadores e educadoras populares associados à Rede de Apoio à Ação
Alfabetizadora do Brasil (RAAAB), participantes dos Fóruns Estaduais de
Educação de Jovens e Adultos e Membros da Coordenação Nacional dos
Movimentos de Alfabetização (MOVAs), Universidades, organizações
sindicais e não governamentais (ONGs), educadores, educandos, Conselhos
de Educação, com a finalidade de reunir forças, assessorar e ampliar a
responsabilidade pública e formação cidadã, envolvendo toda a
sociedade civil em parcerias com os poderes públicos para a garantia da
alfabetização enquanto ação cultural.
Cópia do Texto:
MANIFESTO AO PRESIDENTE ELEITO, LUIS INÁCIO LULA DA SILVA Educadores e
educadoras populares associados à Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora
do Brasil (RAAAB), participantes dos Fóruns Estaduais de Educação de
Jovens e Adultos e Membros da Coordenação Nacional dos Movimentos de
Alfabetização (MOVAs), reunidos em São Paulo nos dias 12 e 13 do
corrente mês, manifestam ao Governo eleito seu integral apoio e,
conscientes de seu papel, tecem as seguintes considerações: No Brasil
existem mais de 16 milhões de pessoas jovens e adultas analfabetas
absolutas e cerca de 65 milhões com escolaridade inferior ao Ensino
Fundamental completo, excluídas, portanto, de um direito básico que lhes
garante a Constituição nacional. Inspirados pelo grandioso legado de
Paulo Freire, diversos grupos e organizações vêm atuando há longa data
no campo da alfabetização e da educação básica de jovens e adultos,
articulando-se nacionalmente, discutindo e propondo políticas públicas
para essa modalidade. Desde 1996, nos estados brasileiros vieram se
organizando Fóruns de Educação de Jovens e Adultos, agregando
administrações públicas, organismos Sistema S, Universidades,
organizações sindicais e não governamentais (ONGs), educadores,
educandos, Conselhos de Educação, com a finalidade de reunir forças,
assessorar e ampliar a responsabilidade pública e social com a Educação
de Jovens e Adultos, Fóruns esses que expressam posições, desde 1999,
nos Encontros Nacionais de Educação de Jovens e Adultos (ENEJAs). Neste
contexto nacional, uma das grandes inovações implementadas pelas
Administrações Populares municipais e estaduais são os Movimentos de
Alfabetização de Jovens e Adultos – MOVAs, que a partir da
experiência de Paulo Freire, em São Paulo, vêm rompendo com as
práticas das antigas campanhas com vieses assistencialistas
descomprometidas com a continuidade da escolarização e com a
transformação da sociedade brasileira. Os MOVAs vêm promovendo uma
ação alfabetizadora popular que extrapola a visão da alfabetização
apenas como decodificação da escrita, pautando-a nos princípios da
formação cidadã, envolvendo toda a sociedade civil em parcerias com os
poderes públicos para a garantia da alfabetização enquanto ação
cultural. A Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil – RAAAB,
formada por pessoas e organizações atuantes nessa área, vem apoiando
essas articulações nacionais e, no contexto da transição da
administração federal, toma a iniciativa de manifestar sua posição em
relação aos rumos de uma política nacional de educação de jovens e
adultos: · É fundamental garantir o cumprimento do preceito
constitucional do direito de todos à educação até hoje não efetivado;
para tanto, enfatizamos a necessidade de inclusão da Educação de Jovens
e Adultos nos mecanismos de financiamento da educação básica. · É
fundamental que o Governo Federal reafirme os compromissos relativos à
alfabetização e à educação de pessoas adultas firmados nas
conferências internacionais de Jomtien (1990), Hamburgo (1997) e Dakar
(2000), orientando-se pelas diretrizes do parecer 11/2000 e pelas lutas
populares em defesa da educação pública para todos. · É importante
reafirmar a concepção consagrada na V Conferência Internacional de
Hamburgo (1997), que compreende a formação de jovens e adultos, como
processo de educação ao longo da vida, na busca da autonomia e do senso
de responsabilidade das pessoas e das comunidades, fortalecendo a
capacidade de lidar com as transformações que ocorrem na economia, no
trabalho, na cultura e nas relações sociais, considerando as diferenças
geracionais, de gênero, etnia, entre campo e cidade, de portadores de
necessidades especiais e de outros grupos. · Nessa perspectiva, a
alfabetização é concebida como apreensão de conhecimentos básicos de
leitura e de escrita da palavra e do mundo, parte de um direito mais amplo
que não se restringe à alfabetização, mas deve atingir a terminalidade
do ensino fundamental —, como requisito básico para a educação
continuada durante a vida e para a formação de cidadãos leitores e
escritores críticos e éticos, capazes de expressar suas culturas e
experiências, e de intervir na realidade social (Declaração de
Hamburgo, 1997). · O Governo Federal, por meio do Ministério da
Educação, deve ser o articulador de uma política pública que incorpore
a Educação de Jovens e Adultos definitivamente ao Sistema Nacional de
Educação, para o que deve contar com uma estrutura administrativa capaz
de responder a esse enorme desafio. · É urgente reconstruir e acionar a
Comissão Nacional de Educação de Jovens e Adultos, órgão consultivo
composto por representantes de instituições governamentais e não
governamentais, de modo a garantir o princípio da ampla participação
social na proposição, controle e avaliação das políticas públicas.
· É fundamental realizar diagnóstico e avaliação das diferentes
ações educativas do Governo Federal voltadas aos jovens e adultos, tais
como o Programa de Alfabetização Solidária (PAS), o Programa Nacional
de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), o Plano Nacional de
Formação Profissional (PLANFOR) e o Programa Recomeço. · Considerando
a descentralização da educação básica de jovens e adultos, cabe ao
Governo Federal potencializar a ação local coordenada nos Municípios e
nos Estados, pelas prefeituras e secretarias municipais e estaduais, bem
como as parcerias com as iniciativas da Sociedade Civil. · É importante
reconhecer e legitimar, na elaboração e na implementação de políticas
públicas, as ações empreendidas pelas redes de organizações da
Sociedade Civil, pelos MOVAs e pelos Fóruns Estaduais de Educação de
Jovens e Adultos. · É necessário garantir a formação continuada dos
educadores de Educação de Jovens e Adultos, sob o princípio
"reflexão sobre a ação", valorizando os profissionais da
área e as especificidades da ação pedagógica. · É fundamental evitar
que o MOVA Brasil tenha qualquer semelhança com campanhas e ações
assistencialistas já realizadas historicamente, descomprometidas com a
continuidade e terminalidade da escolarização e com a transformação da
sociedade brasileira, ultrapassando, assim, a visão equivocada de que a
universalização da alfabetização de jovens e adultos possa ser
alcançada por métodos milagreiros e em curtíssimo prazo. · É
imprescindível estabelecer articulações intersetoriais,
intraministeriais e interministeriais de modo a promover convergências
entre as diversas propostas de ensino e iniciativas educacionais. Em
conformidade com os princípios acima expostos, decidimos pela formação
de um grupo de trabalho com representação da RAAAB, da Comissão
Nacional dos MOVAs e de membros dos Fóruns de Educação de Jovens e
Adultos que apresentará, nos próximos dias, uma proposta para o MOVA
Brasil que contemple a concepção de educação popular que permeia este
manifesto. Seguem-se mais de 300 assinaturas de instituições,
parlamentares, gestores, intelectuais, educadores, educandos etc
Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 |
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MEC libera 3,3 milhões para alfabetização no campo
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.moderna.com.br/noticias_educacionais/acoes_governamentais/0226
Autor(es):
LORENZONI, Ionice
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE),
Hermes de Paula, e o procurador da Associação Nacional de Cooperação
Agrícola (Anca), Luiz Antônio Pasquetti, assinaram hoje, 19, um
convênio no valor de R$ 3,3 milhões para alfabetização de jovens e
adultos nos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST).
Cópia do Texto:
O diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE),
Hermes de Paula, e o procurador da Associação Nacional de Cooperação
Agrícola (Anca), Luiz Antônio Pasquetti, assinaram hoje, 19, um
convênio no valor de R$ 3,3 milhões para alfabetização de jovens e
adultos nos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST). Pelo convênio, o MST se compromete a capacitar,
este ano, 1.840 alfabetizadores nos 26 estados e no Distrito Federal para
alfabetizar 27.600 jovens acima de 15 anos e adultos. Os recursos serão
repassados pelo FNDE em parcelas em junho, agosto e dezembro. Na parceria,
o FNDE entra com R$ 3.315.312 e a Anca com R$ 33.488, totalizando R$
3.348.800. Os recursos vão custear a formação dos alfabetizadores e
depois pagar os professores. A estimativa do MST é de que a
alfabetização no campo tenha duração de seis a oito meses. Para Hermes
de Paula, o convênio do MEC com o MST tem "um significado político
e social muito grande, porque é um gesto concreto rumo à erradicação
do analfabetismo", um dos programas-chave do ministro da Educação,
Cristovam Buarque. Já o secretário de Erradicação do Analfabetismo,
João Homem de Carvalho, entregou ao presidente do MST, João Pedro
Stédile, os três primeiros clássicos da literatura brasileira dirigidos
aos adultos recém-alfabetizados, que integram a coleção É só o
começo, do Programa Brasil Alfabetizado: Garibaldi e Manoela: uma
história de amor; A Escrava Isaura; e O triste fim de Policarpo Quaresma.
A proposta do Brasil Alfabetizado, explicou Homem de Carvalho, é
estimular a leitura e a seqüência dos estudos para além da
alfabetização dos adultos. Slogan - Sempre é tempo de aprender é o
slogan que o MST vai levar a todos os assentamentos e acampamentos para
motivar o ingresso dos adultos nas turmas de alfabetização. Para João
Pedro Stédile, desde o princípio, o MST luta para derrubar três cercas:
do latifúndio, do capital e da ignorância. "É tão importante
ocupar o latifúndio como ocupar a escola", diz ele, para quem o
homem do campo precisa se libertar pelo conhecimento e chegar ao ensino
fundamental, ao médio, à universidade e à pós-graduação. Com esse
convênio, disse, "estamos criando a oportunidade de romper com a
terceira cerca, a da ignorância."
Data do Texto: 2003-05-20 00:00:00 |
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Método cubano para alfabetização é alvo de críticas
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u60667.shtml
Autor(es):
WASSERMANN, Rogério
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Especialistas em alfabetização de adultos consultados pela Folha de
S.Paulo dizem ter dúvidas sobre a eficácia do método cubano de ensino
adotado pelo governo venezuelano. O método, batizado de "Sim, eu
posso", consiste de 65 lições gravadas em vídeo, apresentadas aos
alunos por "facilitadores", treinados por 74 técnicos cubanos
que estão na Venezuela para supervisionar a implementação do programa,
entre eles sua criadora, Leonela Relys.
Cópia do Texto:
Especialistas em alfabetização de adultos consultados pela Folha de
S.Paulo dizem ter dúvidas sobre a eficácia do método cubano de ensino
adotado pelo governo venezuelano. O método, batizado de "Sim, eu
posso", consiste de 65 lições gravadas em vídeo, apresentadas aos
alunos por "facilitadores", treinados por 74 técnicos cubanos
que estão na Venezuela para supervisionar a implementação do programa,
entre eles sua criadora, Leonela Relys. "É impossível alfabetizar
adequadamente em três meses", afirma Stela Bertolo Piconez,
professora livre-docente da Faculdade de Educação da USP e coordenadora
do Núcleo de Estudos de Educação de Jovens e Adultos. Segundo ela, em
três meses "é possível colocar alguém em nível
alfabético", o que significa que a pessoa pode conhecer as letras e
saber como juntá-las para formar uma palavra, mas não tem compreensão
adequada do que está lendo. "Não adianta nada a pessoa ler um
enunciado que diz para efetuar uma operação matemática, se para ela
operação significa só cirurgia", afirma. Para Maria Stela
Graciani, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(PUC-SP) que coordenou o programa Mova (Movimento de Alfabetização de
Jovens e Adultos), promovido pela Prefeitura de São Paulo no governo de
Luiza Erundina (1989-1993), não é possível alfabetizar com aulas por
vídeo. "Faltam ao vídeo algumas características importantes, como
a interatividade com o educador e o relacionamento entre as pessoas",
diz. "Alfabetizar demanda incentivo, o desenvolvimento de
autovalorização e de autoconfiança." A campanha venezuelana prevê
duas horas de aula ao dia, de segunda a sexta, durante três meses.
Partindo do princípio de que os analfabetos conhecem os numerais e podem
realizar operações matemáticas simples, o método relaciona números
às letras do alfabeto para ensiná-los a ler. Para Stela Piconez, essa
idéia é duvidosa. "Os analfabetos fazem registros próprios para
números, mas não há relação entre o registro e a idéia de
texto", afirma
Data do Texto: 2003-07-27 00:00:00 |
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Ministro da Educação anuncia nova equipe
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: www.undime.org.br
Autor(es):
MEC / ACS
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O ministro da Educação, Tarso Genro, já anunciou os nomes dos novos
secretários. São eles: Fernando Haddad (secretário executivo); Jairo
Jorge da Silva (chefe de gabinete); Ricardo Henriques (secretário
extraordinário de erradicação do analfabetismo); Francisco das Chagas
Fernandes (secretário de educação infantil e fundamental); Marcos
Dantas (secretário de educação a distância); Nelson Maculan Filho
(secretário de educação superior); José Henrique Paim Fernandes
(presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE);
Antônio Carlos Lopes (secretário executivo da Comissão Nacional de
Residência Médica); Ronaldo Mota (secretário executivo do Conselho
Nacional de Educação); Jorge Almeida Guimarães (presidente da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes);
Benício Schmidt (coordenador-geral de cooperação internacional da
Capes).
Cópia do Texto:
Ministro da Educação anuncia nova equipe Autor: Secretaria executiva
nacional Data: 3/2/2004 O ministro da Educação, Tarso Genro, já
anunciou os nomes dos novos secretários. São eles: Fernando Haddad
(secretário executivo); Jairo Jorge da Silva (chefe de gabinete); Ricardo
Henriques (secretário extraordinário de erradicação do analfabetismo);
Francisco das Chagas Fernandes (secretário de educação infantil e
fundamental); Marcos Dantas (secretário de educação a distância);
Nelson Maculan Filho (secretário de educação superior); José Henrique
Paim Fernandes (presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação - FNDE); Antônio Carlos Lopes (secretário executivo da
Comissão Nacional de Residência Médica); Ronaldo Mota (secretário
executivo do Conselho Nacional de Educação); Jorge Almeida Guimarães
(presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior - Capes); Benício Schmidt (coordenador-geral de cooperação
internacional da Capes). Foram mantidos os secretários de educação
média e tecnológica, Antonio Ibañez Ruiz, e de educação especial,
Cláudia Pereira Dutra. As secretarias de Inclusão Educacional e de
Erradicação do Analfabetismo serão integradas e quem assumirá,
interinamente, será o chefe de gabinete, Jairo Jorge da Silva, que
também assume como coordenador político do gabinete do ministro, atuando
em conjunto com Tarso Genro e Fernando Haddad. Segundo o Ministro é
desnecessária a separação entre inclusão educacional e luta contra o
analfabetismo. "Essa integração é necessária não só para
potencializar os recursos que o ministério dispõe, mas também para
estabelecer relações de cooperação, de solidariedade com todos os
demais órgãos do governo que trabalham com políticas sociais",
justificou. O secretário Extraordinário de Erradicação do
Analfabetismo, Ricardo Henriques, absorverá as ações da Secretaria de
Inclusão Educacional, que será extinta. Henriques disse que serão
mantidas as linhas gerais do trabalho iniciado pela equipe anterior.
"Mas estabeleceremos padrões e sistemas de avaliação, ajustando a
atuação da secretaria a um novo tratamento metodológico, para inclusão
de jovens e adultos nos sistemas de ensino", afirmou. Henriques
adiantou ainda que sua secretaria atuará junto a outras instâncias da
área social do governo federal. "O sucesso de programas de inclusão
educacional depende da associação com outros programas de distribuição
de renda", defendeu. O secretário já conversou sobre o assunto com
o ministro do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome, Patrus Ananias.
A idéia do novo secretário é interagir também com os ministérios do
Trabalho, da Saúde e Cultura. "Eles têm um papel importante na
interface com programas de inclusão educacional e precisamos preservar
esta transversalidade", acrescentou Henriques que, em 2003, foi
secretário-executivo do extinto Ministério da Assistência Social. O
presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE),
José Henrique Paim Fernandes, salientou a necessidade de a instituição
estabelecer uma "sintonia fina" com o MEC, levando em conta os
parâmetros colocados pelo ministro. "Essa sintonia é necessária,
já que o FNDE é a principal fonte de financiamento das políticas
gestadas nas secretarias do MEC", salientou. Paim Fernandes disse que
sua primeira missão é montar o calendário do trabalho a ser
desenvolvido pelo Fundo a partir de março. À frente da secretaria
responsável por políticas que beneficiam 70% dos alunos da educação
básica nas redes públicas, o secretário de Educação Infantil e
Fundamental (SEIF), Francisco das Chagas Fernandes, frisou que sua
secretaria tem uma peculiaridade: "Trabalhar com um universo em que o
patrão são os governos estaduais e municipais", como preceitua a
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Para ele, o
principal desafio à frente da SEIF é a inclusão de milhões de
crianças que ainda estão fora da escola e de outros milhões que estão
na escola, mas não estão aprendendo. "Para isso, continuaremos o
trabalho da gestão anterior e até avançaremos e aprofundaremos os
programas voltados à formação dos trabalhadores da educação",
afirmou. Ele disse, ainda, que a atuação de sua secretaria será em
conjunto com as secretarias de Educação Média e Tecnológica (Semtec) e
de Educação Especial (Seesp), envolvendo programas para toda a
educação básica - que inclui a educação infantil, fundamental e
média -, além do atendimento de alunos portadores de necessidades
especiais. A secretária de Educação Especial, Cláudia Dutra, que ocupa
o cargo desde março de 2003, disse que pretende dar continuidade aos
trabalhos que vinham sendo desenvolvidos, principalmente na capacitação
de professores para o atendimento aos alunos com necessidades especiais
nas redes de ensino. Ela disse que esse trabalho poderá avançar em muito
com a regulamentação da Lei da Acessibilidade, prevista para breve. Para
mais informações, acesse a página do MEC www.mec.gov.br. Fonte: MEC
Data do Texto: 2004-02-03 00:00:00 |
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Ministro elogia projeto de alfabetização da Uniara
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.uniara.com.br/projeto/noticia.asp?codigo=101
Autor(es):
UNIARA
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O chefe do Departamento de Ciências Jurídicas do Centro Universitário
de Araraquara – Uniara, Fernando Passos, e o deputado federal Dimas
Ramalho, foram recebidos na última quinta-feira, dia 8 de maio, pelo
ministro da Educação Cristóvam Buarque, em Brasília. Na ocasião,
Fernando Passos e Dimas Ramalho entregaram ao ministro uma cópia do
projeto da Uniara de erradicação do analfabetismo e de criação do
Núcleo de Educação de Jovens e Adultos, elaborado pela coordenadora do
curso Normal Superior, Profa Dra. Elenice Camarosano Onofre, e pela
professora do mesmo curso Luciana Maria Giovanni
Cópia do Texto:
Ministro elogia projeto de alfabetização da Uniara O chefe do
Departamento de Ciências Jurídicas do Centro Universitário de
Araraquara – Uniara, Fernando Passos, e o deputado federal Dimas
Ramalho, foram recebidos na última quinta-feira, dia 8 de maio, pelo
ministro da Educação Cristóvam Buarque, em Brasília. Na ocasião,
Fernando Passos e Dimas Ramalho entregaram ao ministro uma cópia do
projeto da Uniara de erradicação do analfabetismo e de criação do
Núcleo de Educação de Jovens e Adultos, elaborado pela coordenadora do
curso Normal Superior, Profa Dra. Elenice Camarosano Onofre, e pela
professora do mesmo curso Luciana Maria Giovanni. Segundo o advogado
Fernando Passos, o ministro não apenas elogiou a iniciativa da Uniara mas
também se dispôs a lançar o projeto em Araraquara, em data a ser
definida. A iniciativa de criação de um projeto de alfabetização de
jovens e adultos na Uniara foi do Departamento de Ciências Humanas e
Sociais, a partir de programas e ações desenvolvidos na instituição
desde 1995, coordenados pelos cursos de Pedagogia e Normal Superior. O
primeiro projeto, de extensão universitária, foi fruto de um convênio
entre a Uniara e a Fundação Nacional de Amparo ao Preso (Funap), e
consistia na alfabetização de adultos presos da Penitenciária de
Araraquara. Sob orientação da professora Elenice Camarosano Onofre, que
desenvolveu tese de doutorado sobre Educação Escolar na Prisão, os
estudantes ministraram aulas na Penitenciária, e o resultado prático do
trabalho foi um elevado índice de aprovação dos presos nos exames de
Suplência promovidos pela Secretaria da Educação. Ainda no campo da
extensão universitária, a Uniara firmou parceria este ano com o Centro
de Atendimento ao Adolescente no Programa Reintegra Brasil para
colaboração em reforço escolar de Comunicação Oral e Escrita e
Educação Matemática. "Mas o trabalho de alfabetização não se
limita à extensão universitária", afirma a coordenadora Elenice,
também autora do projeto que foi entregue ao ministro Cristóvam Buarque.
"No campo do ensino, a Uniara prepara seus graduandos para que atuem
na formação de jovens e adultos, com carga horária de 90 horas além de
estágio supervisionado, e no campo da pesquisa, além da tese sobre
Educação Escolar na Prisão, podemos destacar uma série de monografias
de conclusão de curso de nossos alunos que tratam do tema do
analfabetismo", complementa.
Data do Texto: 2003-05-00 00:00:00 |
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MOVA: Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.diocesechapeco.org.br/index1.php?link=noticias1.php&arquivo=16
Autor(es):
Diocese Chapecó
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O Movimento de Alfabetização é uma luta de muitos anos. Ele começou a
ser gestado na década de 50 pela Igrejas e movimentos
Cópia do Texto:
O Movimento de Alfabetização é uma luta de muitos anos. Ele começou a
ser gestado na década de 50 pela Igrejas e movimentos. Com o Golpe
Militar, a Ditadura dispensou com muitas iniciativas inclusive a luta pela
alfabetização dos adultos. Em 1989 com a Administração Popular, o
Educador Paulo Freire oficializou o MOVA na cidade de São Paulo. A
Secretaria Municipal de Educação assumiu o desafio de criar o
MOVA-Chapecó como uma política de garantia de acesso a leitura e à
escrita, com o compromisso de assegurar a Alfabetização de Jovens e
Adultos do campo e da cidade, onde a EJA (Educação de Jovens e Adultos)
não consegue atingir, como aqueles que ainda não se sentem motivados a
participar da escola. O MOVA é uma alfabetização para a cidadania,
buscando envolver toda a comunidade, ultrapassando os limites de sala de
aula e os limites da educação. Se fortalece o apoio das associações
comunitárias, sindicatos, entidades religiosas, conselhos escolares,
movimentos populares, setores empresariais e lideranças em geral. O MOVA
tem o objetivo de estimular a aprendizagem de homens e mulheres que foram
excluídos, das mais diferentes formas, do processo de construção do
conhecimento. Toda a sociedade está convidada a identificar pessoas,
acima dos 15 anos, que não sabem ler e escrever, organizar junto à
comunidade grupos de 10 a 15 pessoas e indicar os seus educadores
populares para contribuir no processo de alfabetização. Pois queremos,
como cidadãos, ampliar, ainda mais, as turmas que já estão acontecendo
em Chapecó. Entendemos que o acesso ao conhecimento, ao letramento, é um
direito de todos e, portanto, sua conquista depende da responsabilidade
coletiva da sociedade. Mais informações do MOVA, quanto ao seu
histórico e como funcionam as turmas em Chapecó, na Secretaria Municipal
de Educação de Chapecó.
Data do Texto: 2003-03-12 00:00:00 |
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Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.icapui.ce.gov.br/prefeitura/secretarias/educacao/2003/030403.htm
Autor(es):
secretaria de educação
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos de Icapuí, que será
lançado dia 11 de abril de 2003, às 08:00 da manhã no Ginásio
Poliesportivo, pretende ser um elemento poderoso de mobilizção popular
em torno da luta de erradicação do analfabetismo
Cópia do Texto:
O Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos de Icapuí, que será
lançado dia 11 de abril de 2003, às 08:00 da manhã no Ginásio
Poliesportivo, pretende ser um elemento poderoso de mobilizção popular
em torno da luta de erradicação do analfabetismo. Em tempo, ele é a
continuidade e o fim de um processo iniciado em 1986, em busca do
analfabetismo zero. Nestes 17 anos o município reduziu em mais de 20% as
taxas de jovens e adultos não escolarizados e agora pretende fazer um
amplo e participativo processo de alfabetização, atingindo os grupos
resistentes específicos como pescadores e mulheres, fazendo, inclusive,
trabalho personalizado, se for preciso. As escolas, associações, as
entidades locais, secretarias municipais, federações, todas estão sendo
sensibilizadas e mobilizadas para o processo e envolvimento. Atualmente,
novas turmas estão sendo implantadas na rede de ensino, atendendo por
período cerca de 400 novos alunos. O momento trabalhará prioritariamente
dentro da proposta pós-construtivista, através do GEEMPA (Grupo de
Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação) em etapa de
alfabetização em 03 meses. Até maio de 2004, prazo previsto para o 1°
momento do movimento, a Secretaria da Educação pretende atingir cerca de
2.800 alfabetizandos e reduzir o percentual atual em pelo menos 53%.
Data do Texto: 2003-04-12 00:00:00 |
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Não há mobilização para alfabetizar
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.aticaeducacional.com.br/asp/secoes/noticias.asp?cod=573
Autor(es):
NOBLAT, André
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
BRASÍLIA - O engenheiro agrônomo e professor da Universidade de
Brasília, João Luiz Homem de Carvalho, assumiu a Secretaria Nacional
Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo com a meta de
alfabetizar, em quatro anos, 17 milhões de jovens e adultos que estão
excluídos da sociedade moderna por não saberem ler nem escrever. Para
executar a tarefa espera contar com R$ 1,5 bilhão por ano em recursos
federais, além de apoio de organizações multilaterais e não
governamentais. Carvalho acredita que a mobilização da sociedade é a
chave para acabar com o analfabetismo. Em entrevista ao Jornal do Brasil,
ele disse que pretende incentivar os estudantes a desenvolverem projetos
de alfabetização.
Cópia do Texto:
BRASÍLIA - O engenheiro agrônomo e professor da Universidade de
Brasília, João Luiz Homem de Carvalho, assumiu a Secretaria Nacional
Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo com a meta de
alfabetizar, em quatro anos, 17 milhões de jovens e adultos que estão
excluídos da sociedade moderna por não saberem ler nem escrever. Para
executar a tarefa espera contar com R$ 1,5 bilhão por ano em recursos
federais, além de apoio de organizações multilaterais e não
governamentais. Carvalho acredita que a mobilização da sociedade é a
chave para acabar com o analfabetismo. Em entrevista ao Jornal do Brasil,
ele disse que pretende incentivar os estudantes a desenvolverem projetos
de alfabetização. - É possível erradicar o analfabetismo em quatro
anos, como pretende o ministro Cristovam Buarque? - É difícil hoje
porque não se vê com clareza uma mobilização para isso. Se nós
tivermos êxito na mobilização da sociedade para a alfabetização de
jovens e adultos, acho que passará a ser uma tarefa fácil. Se você
quiser levar como Ministério da Educação eu acho que fica muito
difícil. Agora, se você quiser levar apenas como partícipe de uma
sociedade mobilizada, torna-se fácil. - Como deve acontecer essa
participação da sociedade? - Eu acho que a primeira coisa é concentrar
esforços com quem já está trabalhando. Não sei se dariam conta de todo
o serviço, então temos de incentivar quem mais quiser participar.
Estudantes, por exemplo. Nós os estimulamos a fazerem um projeto, sob
orientação do nosso corpo técnico, e colocamos gás nos garotos para o
projeto para funcionar. - Existe muita discussão sobre qual seria a
metodologia correta de alfabetizar os adultos. - Eu acho que para termos
êxito, a primeira coisa é não ter uma metodologia única. Temos que
trabalhar com as diversas metodologias de educação que existem no país.
Senão você começa a excluir pessoas que querem trabalhar mas não
querem utilizar determinada metodologia. - Quanto vai custar a
erradicação do analfabetismo para o governo? - Em torno de R$ 1,5
bilhão por ano, em quatro anos. Isso representa o dinheiro que será dado
como incentivo para as pessoas se alfabetizarem. O dinheiro para pagarmos
os alfabetizadores e os gastos com a estrutura da campanha chegarão
através de parcerias com o BID, Unesco, prefeituras, estados,
sindicatos... - Quando o ministério pretende pôr esse trabalho em
prática? - Daqui a um mês estaremos entregando um programa com metas
para o presidente Lula. Eu devo ir para Recife, Sergipe e Fortaleza, onde
já existem programas. O programa com metas específicas será entregue no
final de fevereiro. - Quantos milhões de analfabetos vão ser atendidos?
- Nós temos alguns dados que não são exatamente confiáveis, que está
em torno de 13% de analfabetos - 17 milhões de pessoas, mais ou menos,
que é o dado do IBGE. Mas nós pretendemos ir atrás do Tribunal Superior
Eleitoral e das secretarias estaduais de Educação para refazer esse mapa
do analfabetismo.
Data do Texto: 2003-01-27 00:00:00 |
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Nota Informativa - Presidência do MEB
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.meb.org.br/noticia_03.htm
Autor(es):
ROCHA, Dom Augusto Alves da
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Durante a visita do Presidente Lula e seus Ministros e Assessores à 41a.
Assembléia Geral Ordinária ocorreu um acontecimento de relevância
histórica. O Ministro de Estado da
Cópia do Texto:
Nota Informativa - Presidência do MEB Itaici - Indaiatuba, SP, 02/05/2003
Senhores Bispos, Durante a visita do Presidente Lula e seus Ministros e
Assessores à 41a. Assembléia Geral Ordinária ocorreu um acontecimento
de relevância histórica. O Ministro de Estado da Educação, Professor
Cristovam Buarque, firmou parceria com a CNBB, através do Movimento de
Educação de Base, para Alfabetização de Jovens e Adultos. O projeto da
Rede de Alfabetização e Formação de Jovens e Adultos representa a
reafirmação da Missão da Igreja do Brasil, numa perspectiva de retomada
histórica de seu compromisso com a promoção da pessoa humana e com a
proposta de construção de uma sociedade justa e igualitária. Ao
conceber a Rede de Alfabetização de Jovens e Adultos, a Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil, através do Movimento de Educação de
Base, dá continuidade a uma parceria histórica com o Governo Federal,
através do Ministério da Educação, buscando oferecer, à sociedade
brasileira, a prestação de um serviço essencial à construção plena
da cidadania, considerando que este é um dos passos fundamentais para a
superação de desigualdades sociais profundas. O alcance do projeto para
o primeiro ano (2003) será de 750.000 pessoas alfabetizadas e 3.750.000
pessoas até o ano de 2006, envolvendo a formação de 1000 formadores,
30.000 alfabetizadores e 30.000 salas de aula. Institucionalmente, este
projeto está inserido em dois amplos contextos: O Mutirão da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para a Superação da Miséria
e da Fome; e A proposta do Governo Federal, através do Ministério da
Educação, de Erradicação do Analfabetismo no Brasil, em 4 anos. Nesta
perspectiva é que vimos solicitar especial atenção dos Senhores para os
próximos encaminhamentos concretos desta ação, a partir do momento em
que o Ministério da Educação concretizar o repasse dos recursos
necessários à montagem da Rede de Alfabetização. A primeira ação dos
Srs. Bispos será a de identificar, em sua Diocese, 3 pessoas que
preencham os seguintes quesitos: Sejam portadoras de curso superior, em
qualquer área do conhecimento; Tenham disponibilidade de, pelo menos, 2
horas diárias para o trabalho junto à Rede de Alfabetização; Façam
parte da comunidade diocesana e encontrem-se engajadas em projetos ligados
à diocese, paróquias, organismos, pastorais, escolase universidades
católicas ou outras ações da Igreja na região; e Tenham motivação
para o trabalho social, comunitário e pedagógico; Esclarecemos que: Não
é necessário que as pessoas indicadas tenham qualquer experiência
anterior em alfabetização de jovens e adultos; Estas pessoas atuarão,
junto à REDE, como formadoras, isto é, serão as pessoas responsáveis
por capacitar os alfabetizadores e poderão, eventualmente, assumir outras
tarefas, como a de coordenação, supervisão e alfabetização, em
função de seus interesses e das necessidades na região; O MEB, em tempo
oportuno, encaminhará, via correio, as fichas de cadastramento dos
formadores; A síntese do projeto já foi enviada aos Srs. Bispos, via
correio, no mês de março p.p.; e Quaisquer outros esclarecimentos podem
ser feitos diretamente à equipe do MEB, em Brasília, pelo telefone (61)
225-2999, pelo fax (61) 225-2943 e pelo correio eletrônico meb@meb.org.br
. DOM AUGUSTO ALVES DA ROCHA PRESIDENTE MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE
Data do Texto: 2003-05-02 00:00:00 |
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O que é o Programa Brasil Alfabetizado
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.cfh.ufsc.br/noticia10.htm
Autor(es):
KEHRLE, Vilany
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Criado pelo Ministério da Educação, há três meses, o Programa Brasil
Alfabetizado tem como objetivo abolir o analfabetismo no Brasil. Sua
operacionalização está sendo feita pela Secretaria Extraordinária
Nacional de Erradicação do Analfabetismo (SEEA/MEC), que trabalha em
parceria com organismos governamentais e não-governamentais com
experiência na Alfabetização de jovens e adultos.
Cópia do Texto:
MEC - Assessoria de Comunicação Social O que é o Programa Brasil
Alfabetizado Criado pelo Ministério da Educação, há três meses, o
Programa Brasil Alfabetizado tem como objetivo abolir o analfabetismo no
Brasil. Sua operacionalização está sendo feita pela Secretaria
Extraordinária Nacional de Erradicação do Analfabetismo (SEEA/MEC), que
trabalha em parceria com organismos governamentais e não-governamentais
com experiência na Alfabetização de jovens e adultos. Sob a
coordenação de João Luiz Homem de Carvalho, a Secretaria tem, este ano,
orçamento de R$ 273 milhões para programas e projetos de alfabetização
em todo o País. Os primeiros convênios foram assinados semana passada.
Dia 16 deste mês, o ministro da Educação, Cristovam Buarque, assinou
convênio com o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, no valor de R$
13 milhões para alfabetização de 35 mil jovens e adultos. Com a
colaboração do Alfabetização Solidária, outros 115 mil serão
alfabetizados, totalizando 150 mil alunos naquele estado. No dia 17 deste
mês, foi a vez da Pastoral da Criança assinar convênio no valor de R$ 1
milhão, para atender 9 mil pessoas, na primeira fase. Em quatro anos,
serão atendidas 150 mil. Hoje, às 15h, será assinado convênio com o
Serviço Social da Indústria (Sesi) para alfabetização de dois milhões
de pessoas, também em quatro anos, o que corresponde a 10% da meta
estabelecida pelo governo federal, até 2006. A previsão do MEC é
alfabetizar este ano 3 milhões, e até 2006, 20 milhões. Filosofia O MEC
está propondo parcerias. Para este ano a proposta é pagar R$ 15,00 por
aluno alfabetizado, dinheiro destinado, especificamente, para o
alfabetizador. O que significa que, se um alfabetizador orienta 20 alunos,
ele vai ganhar por mês R$ 300,00. O Ministério oferece, também, a
quantia de R$ 20,00 para a formação desse alfabetizador. Na sala de aula
aconselha-se ter um mínimo de 15 e um máximo de 25 alunos. Os
alfabetizadores não precisam, necessariamente, ser professores, mas devem
ser pessoas com experiência na área de alfabetização de jovens e
adultos. Caso uma pessoa tenha, por exemplo, o segundo grau, e queira ser
alfabetizadora, ela terá que passar por um sistema de capacitação que
varia segundo as metodologias aplicadas. Além disso, o Programa dará
suporte para articular a aquisição de óculos de grau; livros para os
novos alfabetizados; bibliotecas domiciliares, entre outras ações. No
próximo mês, durante a Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro,
a SEEA lançará o projeto Só Começo. Seu objetivo é produzir e
distribuir livros de literatura brasileira e mundial, em linguagem
simples, própria para adultos recém-alfabetizados, para criar o hábito
da leitura. Nove mil exemplares de três obras literárias - Escrava
Isaura, de Bernardo Guimarães; Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima
Barreto e Garibaldi e Manuela: uma História de Amor, de Josué Guimarães
- chegarão às mãos de jovens e adultos que aprenderam a ler e escrever
nos primeiros meses deste ano. No ano que vem, deverá ser implementado o
projeto Mala do Livro, que consiste em montar bibliotecas domésticas na
casa de voluntários para utilização da comunidade. Nossa idéia é
montar cem mil minibibliotecas dessas no Brasil, disse Homem de Carvalho.
Ele lembra que continua em estudo projeto de lei para inclusão de livros
na cesta básica. Essas medidas visam dar assistência ao aluno
alfabetizado, uma forma de o Governo continuar a acompanhar o aprendizado.
Metodologia O MEC não vai adotar nenhum método específico de
alfabetização. Ao trabalhar em parceria, o Ministério vai aceitar as
metodologias propostas pelos parceiros. No entanto, após a execução do
primeiro convênio será feita uma avaliação pelo Ministério. Se esta
for positiva, o contrato será mantido; se não, para continuar o
convênio, serão sugeridas modificações. Duração Como não há
exigência ou imposição de uma metodologia própria, o MEC aceitará o
tempo para alfabetização que for proposto pelo conveniado. Nos projetos
que foram apresentados ao Ministério, até o momento, a duração da
alfabetização é de três a oito meses. Na maioria dos projetos, a
proposta gira em torno de seis meses. Além de assinarem convênios com o
MEC, os governos estaduais e municipais deverão dar a contrapartida, como
transporte de alunos, merenda durante as aulas, além de fiscalizar a
aplicação dos recursos. Repórter: Vilany Kehrle Fonte: Notícias -
Abril/2003 - SEEA
Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 |
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O que é poesia?
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português -
URL: http://www.ogamita.com.br/alfa_producoes.htm
Autor(es):
texto coletivo
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
A poesia é uma fantasia, que todo mundo gosta de ouvir.
Cópia do Texto:
A poesia é uma fantasia, que todo mundo gosta de ouvir. As poesias são
feitas para ler e elas falam de sentimento, afeto e carinho. As poesias
brincam com as palavras do povo que contam as suas histórias com beleza,
por isso nós precisamos conservar a poesia.
Data do Texto: 2002-11-00 00:00:00 |
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O SESI ESTÁ DANDO UMA AULA DE EDUCAÇÃO
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.sesipr.com.br/destaques/eja_reg_oeste.htm
Autor(es):
SESI - Paraná
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
No último dia 19 aconteceu no SESI/Regional Oeste, a entrega e
formalização de 22 Termos de Acordo para Programa em Parceria com
CEEBJA´s e Secretarias Municipais de Educação das cidades de
abrangência da região Oeste e Sudoeste do Estado.
Cópia do Texto:
No último dia 19 aconteceu no SESI/Regional Oeste, a entrega e
formalização de 22 Termos de Acordo para Programa em Parceria com
CEEBJA´s e Secretarias Municipais de Educação das cidades de
abrangência da região Oeste e Sudoeste do Estado. Os municípios que
irão se beneficiar são: Cascavel, Marechal Cândido Rondon, Toledo, Foz
do Iguaçu, São Miguel, Capanema, Guaraniaçú, Francisco Beltrão,
Chopinzinho, Dois Vizinhos, Pato Branco, Guairá e Ibema. O evento contou
com a participação de diretores das Unidades de CEEBJA, Secretários
Municipais de Educação, técnicas de Educação e gerencia regional do
SESI/Oeste. Na oportunidade a profissional Célia L. Vigorena destacou a
importância do trabalho desenvolvido através de parcerias para o
fortalecimento do Programa SESI Educação do Trabalhador, que tem como
objetivo elevar a escolaridade básica da força de trabalho com vistas ao
domínio de competências para o exercício da cidadania e inserção
produtiva. Através das parcerias em destaque, o SESI coloca a
disposição as profissionais da região, para prestar apoio técnico ás
instituições parceiras e também oferece material pedagógico em
beneficio de jovens e adultos que estão inseridos nos Programas de
Educação de jovens e Adultos. Registramos na Regional Oeste no ano de
2002, no Programa SESI Educação do Trabalhador - Alfabetização um
total de 1289 matrículas, com superação de mais de 550% da meta
estabelecida. No Programa SESI Educação do Trabalhador - 1ª a 4ª
série, acumulamos 8.729 matriculas, representando a superação da meta
proposta em 554%, e ainda de 5ª a 8ª série 8.716, superando em 63% das
metas estabelecidas. No ensino médio do trabalhador, atingimos 7.923
alunos matriculados, representando 125% da meta proposta. No campo da
alfabetização de jovens e adultos, a Unesco divulgou, em setembro de
2001, por ocasião do Dia Mundial da Alfabetização, índices atualizados
sobre a questão. Foi registrado que existem ainda cerca de 875 milhões
de analfabetos, o que corresponde a 20% da população mundial, com uma
perspectiva de redução para 830 milhões até 2010. O Brasil tem feito
avanços, mas o número de analfabetos adultos ainda é grande, mesmo
considerando que, na segunda metade da década de 90, a taxa caiu de 17,1%
para 13,3%. O país entrou no novo milênio com 15,1 milhões de jovens e
adultos que não sabem ler e escrever. O maior índice concentra"se
no Nordeste, com 18,4% deste total; o menor índice está no Sul, com
7,1%. Instituições, órgãos públicos, universidades, empresas,
sindicatos, movimentos sociais e organizações governamentais e não
governamentais estão buscando se envolver na questão educacional de
jovens e adultos, concordando que a parceria é uma estratégia
privilegiada para o desenvolvimento de programas nesta área. Pode-se
diagnosticar também o consenso pelo alargamento do conceito de educação
de jovens e adultos na direção da formação básica e continuada ao
longo da vida, compreendida como direito básico da cidadania.
Data do Texto: 2003-06-19 00:00:00 |
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Parceria com Bolsa-Escola para alfabetização de
adultos
Area de Conhecimento: educação
de adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português -
URL: http://www.iuvb.edu.br/br/alfa/noticias/parceria_com_bolsa.htm
Autor(es):
IUVB - Universidade Virtual
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
União entre Alfabetização Solidária e Bolsa-Escola vai levar pais de
alunos carentes à escola
Cópia do Texto:
Os pais analfabetos dos alunos carentes cadastrados no programa
Bolsa-Escola Federal serão convidados pelo Alfabetização Solidária
para voltarem a sala de aula para a alfabetização. Hoje (01), os dois
programas assinaram um termo de parceria que disponibiliza o cadastro do
Bolsa-Escola para o Alfabetização poder identificar seus futuros alunos.
Inicialmente serão convidados os pais de um município de cada estado do
País que possua salas de aula do programa Alfabetização Solidária.
Depois serão chamados os analfabetos de 2.010 municípios atendidos pelo
Alfabetização. Para o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, com o
cadastro do Bolsa-Escola, o programa Alfabetização Solidária vai
"poder identificar famílias mais carentes onde se concentra o
analfabetismo e desenvolver programas focalizados a estas famílias",
afirmou durante a cerimônia de assinatura do acordo. De acordo com dados
do MEC, o Bolsa-Escola está presente em 5.470 municípios, atingindo
cerca de 8,2 milhões de crianças e 4,8 milhões de famílias carentes. O
Alfabetização Solidária é gerenciado por uma organização
não-governamental -- Associação de Apoio ao Programa Alfabetização
Solidária -- e tem como objetivo reduzir os índices de analfabetismo
registrados no Brasil. Segundo informações do programa, em dezembro de
2001, o Alfabetização alcançou a marca de 2,4 milhões de alunos
atendidos em 1.578 municípios brasileiros, com a parceria de 93 empresas,
instituições e organizações, sete governos estaduais e 204
universidades e capacitou mais de 113 mil alfabetizadores. Mais
informações no site do MEC www.mec.gov.br.
Data do Texto: 2003-00-01 00:00:00 |
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Paulo Freire, exemplo de brasileiro
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português -
URL: http://www.prefeituradebelem.com.br/jp178/mat3.html
Autor(es):
Prefeitura de Belém
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Paulo Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco.
Foi quase tudo o que se pode ser como educador, de professor de escola a
criador de idéias e "métodos". Teve a coragem de pôr em
prática um autêntico trabalho de educação que identifica a
alfabetização com um processo de conscientização, capacitando o
oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita
quanto para a sua libertação
Cópia do Texto:
Paulo Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco.
Foi quase tudo o que se pode ser como educador, de professor de escola a
criador de idéias e "métodos". Teve a coragem de pôr em
prática um autêntico trabalho de educação que identifica a
alfabetização com um processo de conscientização, capacitando o
oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita
quanto para a sua libertação. Sua metodologia foi muito utilizada no
Brasil em campanhas de alfabetização e, por isso, ele foi acusado de
subverter a ordem instituída, sendo preso após o Golpe Militar de 1964.
Depois de 72 dias de reclusão, foi convencido a deixar o país. Foi um
dos primeiros brasileiros a serem exilados pelo regime militar. Primeiro
ele foi para o Chile, mas também levou sua pedagogia para os países da
África e da América Latina, lecionando, por exemplo, em Uganda,
Moçambique e na Nicarágua. Em 1980, retornou ao Brasil. Lecionou na
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo (PUC) e, em 1989, tornou-se secretário de
Educação no Município de São Paulo. Em maio de 1997, a quando de seu
falecimento, deixou uma lacuna na vida intelectual do país, comparável
aos grandes nomes nacionais como Darcy Ribeiro e Florestan Fernandes.
Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 |
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Prefeitura dá início a Projeto de Alfabetização de
Jovens e Adultos
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: www.petropolis.rj.gov.br/educacao/noticias/
detalheNoticia.asp?idNoticia=38
Autor(es):
Prefeitura de Petrópolis
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
A Prefeitura deu início esta semana (12/05) à implantação das Classes
de Alfabetização de Jovens e Adultos em 10 escolas municipais
Cópia do Texto:
Prefeitura dá início a Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos A
Prefeitura deu início esta semana (12/05) à implantação das Classes de
Alfabetização de Jovens e Adultos em 10 escolas municipais. Nesta
primeira etapa, mais de 200 pessoas acima de 14 anos estarão sendo
beneficiadas com aulas noturnas de alfabetização, em diversos bairros.
Para se cadastrar, o interessado deve entrar em contato com uma das
seguintes unidades escolares: E.M. João Pires Fernandes e E.M. Nilo
Peçanha (Pedro do Rio), E.M. Benjamin Simas (Fagundes), E.M. Educação
Especial Santos Dumont (Rua Montecaseros - Centro), E.M. Dom Pedro de
Alcântara (Santa Rosa), E.M. Oswaldo da Costa Frias (Posse), E.M. Major
Julio Frederico Koeler (Pedras Brancas), Escola São Francisco de Assis
(Moinho Preto), Escola Paroquial Alcobaça (Samambaia), E.M. Irineu
Marinho (Corrêas).
Data do Texto: 2003-05-12 00:00:00 |
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Professores vão ganhar 100 por aluno alfabetizado
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
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URL: http://www.escolabrasil.org.br/ultimas.php?chave=377
Autor(es):
Escola Brasil
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Serão três aulas por semana (de três horas cada), um professor para
cada grupo de 20 alunos, muita lição de casa e um custo de R$ 20
milhões. Tudo para, até o fim de abril, ensinar 100 mil brasileiros a
ler e a escrever. Ou, pelo menos, a entender o básico para que possam
preencher fichas de emprego, produzir textos simples e entender
orientações escritas
Cópia do Texto:
Serão três aulas por semana (de três horas cada), um professor para
cada grupo de 20 alunos, muita lição de casa e um custo de R$ 20
milhões. Tudo para, até o fim de abril, ensinar 100 mil brasileiros a
ler e a escrever. Ou, pelo menos, a entender o básico para que possam
preencher fichas de emprego, produzir textos simples e entender
orientações escritas. Além de aprender o bê-á-bá, os analfabetos
ainda vão receber gratificação em dinheiro: aqueles que conseguirem
escrever uma carta simples ao final do curso ganharão R$ 100. Essa é a
proposta do Ministério da Educação (MEC) que, por meio da secretaria de
Alfabetização, pretende acabar com o analfabetismo de jovens e adultos
(são 19 milhões no País) até o fim do governo Lula. Com um jeito de
ensinar "diferente", segundo a futura secretária da pasta,
Esther Grossi, em apenas 90 dias é possível concluir a alfabetização.
Os professores também receberão R$ 100 por aluno formado, além de um
adicional pelas aulas - o que fará com que o governo gaste R$ 20 milhões
apenas na recompensa para formar esse primeiro grupo de 100 mil pessoas.
"Os docentes são selecionados pelas prefeituras participantes do
programa e serão treinados pelo ministério", afirma a secretária.
O treinamento dura cinco dias. "Neste tempo é possível capacitar
bem os docentes porque eles já sabem como alfabetizar. Aprenderão apenas
a usar a nova técnica." Um jeito "diferente" de
alfabetizar O jeito de ensinar "diferente", diz Esther, é uma
proposta pós-construtivista. A secretária explica como funciona o
método: "A gente não ensina letra por letra, não tem
cartilha". As turmas, conta, são divididas em pequenos grupos e cada
um elege um líder. Como todas as tarefas são em grupo, esse líder é
quem deve organizá-las. Cada grupo escolhe uma letra ou uma palavra para
começar a ser alfabetizado e, a partir daí, é incentivado a começar a
escrever desenhando ou apenas copiando as letras. "Vamos ensinando a
partir do interesse dos estudantes. É uma forma mais natural e mais
rápida de alfabetização", diz. "E a divisão em grupos
desestimula as faltas porque se alguém não vai à aula o trabalho dos
colegas é prejudicado." Também há tarefas para casa e, após três
meses, os alunos são capazes de ler e escrever o básico. "Não há
o risco deles se esquecerem mesmo se deixarem de usar a escrita. Quando
alguém é alfabetizado de verdade não se esquece mais. É como andar de
bicicleta, você pode até ficar destreinado mas, se precisar, vai lembrar
como faz." A técnica já foi testada no Nordeste pela ONG Geempa, da
qual Esther faz parte, mas os educadores ainda vêem a proposta com
receio. "Acho que o principal problema está na duração. Em três
meses não dá para alfabetizar ninguém", afirma Sônia Couto,
coordenadora do Movimento de Educação de Jovens e Adultos do Instituto
Paulo Freire. Depois de amanhã, 500 professores estarão em Quixadá, no
interior do Ceará, participando da primeira capacitação e aprendendo o
método inovador. "Eles começarão a dar aula em fevereiro",
garante Esther. A primeira etapa do projeto vai atingir municípios do
Acre, Bahia, Ceará, São Paulo, Sergipe, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio
de Janeiro e Rio Grande do Sul. Para serem aceitos no programa, os
analfabetos terão de passar por uma entrevista com nove tarefas.
"Isso permitirá aos professores identificar possíveis oportunistas,
que já saibam ler e só estejam querendo os R$ 100", explica a
secretária. Nas cidades pobres do nordeste, como Quixadá, R$ 100
garantem supermercado farto a uma família de quatro pessoas por 15 dias.
"Aqui quase ninguém ganha mais do que um salário mínimo (R$
211)", afirma a vendedora Meire dos Santos, de 40 anos. "E R$
100 é uma boa ajuda. Tomara que seja verdade." Segundo Esther, a
verba não é problema. "Temos R$ 410 milhões no orçamento do MEC
para a alfabetização de jovens e adultos. O dinheiro está
garantido."
Data do Texto: 2003-01-07 00:00:00 |
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Programa de Alfabetização começa a ser implementado
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.mec.gov.br/ASPAR/asp/noticias/noticiasId.asp?Id=304
Autor(es):
AGUILAR, Tânia FARIA, Susan
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Um milhão de alfabetizandos e 25 mil alfabetizadores. Esta é a meta que
o Brasil Alfabetizado pretende cumprir nos próximos quatro meses. Para
isso, o programa já conta com recursos em torno de R$ 80 milhões
Cópia do Texto:
Um milhão de alfabetizandos e 25 mil alfabetizadores. Esta é a meta que
o Brasil Alfabetizado pretende cumprir nos próximos quatro meses. Para
isso, o programa já conta com recursos em torno de R$ 80 milhões.
Dezenas de projetos de várias partes do País têm chegado ao Ministério
da Educação para serem avaliados, e os primeiros convênios já estão
sendo firmados. As regras do programa estão na Resolução nº 6,
publicada dia 8 deste mês, no Diário Oficial da União. O objetivo é
alfabetizar três milhões de pessoas em 2003, que aprenderão a ler e
escrever. Trabalho que começa a ser feito com parcerias e contará, até
o final deste ano, com recursos de R$ 273 milhões do Fundo Nacional do
Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC). Para 2004, serão beneficiados 6
milhões. Em 2005, mais 6 milhões; e 5 milhões, em 2006. Dentre os
projetos protocolados no MEC e em análise pela Secretaria Extraordinária
de Erradicação do Analfabetismo (SEEA), que coordena o programa, estão
os da prefeitura de Natal (RN), das cidades de Igaraçu, Recife, Santa
Cruz do Capibaribe, Vertentes, Toritama, Petrolina, Orobó e Olinda (PE).
"Temos o Acre, que está recebendo R$ 4 milhões e 500 mil da Pirelli
e o do Sesi", explica João Luiz Homem de Carvalho, secretário
extraordinário de Alfabetização, mencionando as iniciativas da área
privada para participar do programa. Segundo ele, as prioridades para a
assinatura dos convênios serão as ligadas a municípios com maior
índice de analfabetismo e regiões mais pobres do País. De acordo com a
resolução publicada no DOU dia 8 deste mês, podem pleitear recursos do
Brasil Alfabetizado os estados, o Distrito Federal, os municípios,
entidades federais, estaduais, municipais e privadas de Educação
Superior; sem fins lucrativos, organizações não-governamentais que
desenvolvem e executam projetos de alfabetização de jovens e adultos e
organizações da sociedade civil de interesse público que já trabalham
nesta área. Os projetos devem ser feitos com base na resolução. Se a
documentação estiver em dia, o convênio é assinado com a SEEA e o
conveniado tem o prazo de um mês para entregar a listagem das pessoas que
vão ser alfabetizadas. Em seguida, será liberada a primeira parcela, de
uma série de três, equivalente a 50% do valor total. Convênios já
firmados - Hoje, 23, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre a
solenidade de assinatura do convênio entre o Ministério da Educação e
o Serviço Social da Indústria (Sesi) para alfabetização de dois
milhões de pessoas nos próximos quatro anos, na sede da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. No dia 17 deste mês, foi a
Pastoral da Criança que firmou convênio no valor de R$ 798.336,00 para a
alfabetização de 150 mil jovens e adultos, em todo o País, nos
próximos quatro anos. No dia 16, o governador da Paraíba, Cássio Cunha
Lima, assinou convênio no valor de R$ 4,2 milhões para custear a
alfabetização de 150 mil jovens e adultos. Outras parcerias - O
Ministério da Educação já firmou parceria com a Secretaria de Ciência
e Tecnologia e Inovação e a Fundação de Apoio às Escolas Técnicas
(Fatec) do Rio de Janeiro. Com a Câmara dos Deputados também assinou um
protocolo de intenções para alfabetizar cerca de 800 servidores
terceirizados da Esplanada dos Ministérios. O ministro Cristovam Buarque
acertou com o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, a
utilização do ensino a distância para capacitação de alfabetizadores
naquele Estado. Na área rural, a mobilização contra o analfabetismo
começa com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que
utilizará sua experiência pedagógica para alfabetizar os trabalhadores
do campo.
Data do Texto: 2003-04-25 00:00:00 |
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programa permanente de alfabetizaçao de jovens e
adultos
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português -
URL: http://www.mpdft.gov.br/assjur/ldf/1995/849.htm
Autor(es):
MINISTÉRIO PÚBLICO DO DF E TERRITÓRIOS
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Dispõe sobre a criação do Programa Permanente de Alfabetização e
EducaçãoBásica para jovens e adultos no âmbito do DF e dá outras
providências
Cópia do Texto:
SEÇÃO DE LEGISLAÇÃO, JURISPRUDÊNCIA E CONSOLIDAÇÃO LEI nº 849, de
08 de março de 1995 (DODF de 09.03.1995) Dispõe sobre a criação do
Programa Permanente de Alfabetização e EducaçãoBásica para jovens e
adultos no âmbito do DF e dá outras providências. O Governador do
Distrito Federal, faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito
Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - Fica instituído
o Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica para Jovens
e Adultos no âmbito do Distrito Federal. Art. 2º - O Programa Permanente
de Alfabetização e Educação Básica para Jovens e Adultos tem por
objetivos: I - criar as condições para erradicar o analfabetismo no
Distrito Federal; II - promover a educação básica de jovens e adultos
que não tiveram acesso ou foram excluídos da escola; III - garantir o
direito de todos à educação para o pleno exercício da cidadania. Art.
3º - O Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica para
Jovens e Adultos será coordenado e implementado pela Secretaria de
Educação, através da Fundação Educacional do Distrito Federal,
mediante: I - formulação de políticas e projetos específicos e o
estabelecimento de normas operacionais; II - envolvimento dos movimentos
sociais organizados, entidades não governamentais e instituições de
estudo e pesquisa que desenvolvam atividades de alfabetização e
educação básica de jovens e adultos, na formulação e execução das
políticas e projetos previstos no Inciso I; III - estímulo à
capacitação dos professores e instrutores responsáveis pelas atividades
de ensino inerentes aos projetos; IV - divulgação ampla do programa,
utilizando os meios de comunicação disponíveis: V - geração, difusão
e aprimoramento de metodologias de ensino centradas na prática social e
na sistematização das experiências do aluno. ' Art. 4º- - Para a
consecução dos objetivos do programa a Fundação Educacional do
Distrito Federal fica autorizada a celebrar convênios e cooperação
técnica-financeira: I - com universidades públicas e organizações não
governamentais para assessoria pedagógica e seus núcleos de
alfabetização, incluindo: a)oferta de cursos de formação de
alfabetizadores; b)elaboração de material didático adequado à
alfabetização e educação básica de jovens e adultos; c)reciclagem de
professores que atuam no ensino fundamental, na alfabetização e na
educação básica de jovens e adultos; d) realização de projetos de
pesquisas voltados para a solução dos problemas ligados à
alfabetização e à universalização do ensino fundamental; II - com
entidades da sociedade civil e grupos comunitários que desenvolvam ou
pretendam desenvolver experiências de alfabetização e educação
básica de jovens e adultos, visando apoio financeiro, material e
pedagógico; III - com instituições públicas e privadas para cessão de
espaços físicos destinados à viabilização de projetos de
alfabetização e educação básica de jovens e adultos. Art. 5º - O
Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica de Jovens e
Adultos será implementado preferencialmente em instalações da rede
pública de ensino do Distrito Federal, cabendo às unidades escolares
públicas a obrigatoriedade de ação na sua área de influência. Art.
6º - O Poder Público criará mecanismos institucionais capazes de
incentivar a participação de empresas públicas e privadas no combate ao
analfabetismo e na promoção da educação básica de jovens e adultos.
Art. 7º - O Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica
de Jovens e Adultos será custeado por: I - dotações orçamentárias
próprias; II - contribuições, doações e recursos advindos de
convênios e financiamentos de organismos nacionais e internacionais de
cooperação; III - doações de pessoas físicas ou jurídicas; IV -
demais receitas percebidas a qualquer título. Art. 8º - O Poder
Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 120 (cento e vinte)
dias contados de sua publicação. Art. 9º - Esta Lei entra em vigor na
data de sua publicação. Art. 10 - Revogam-se as disposições em
contrário. Brasília, 26 de dezembro de 1991 103º da República e 32º
de Brasília JOAQUIM DOMINGOS RORIZ Governador do Distrito Federal
Data do Texto: 1995-03-08 00:00:00 |
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Programa Tempo de Aprender
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.redemundial.com.br/programas/tempodeaprender.html
Autor(es):
Rede Mundial
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O Programa Tempo de Aprender - Alfabetização de Jovens e Adultos - foi
criado com a finalidade de atender ao jovem e adulto que, quando criança,
não teve a oportunidade de freqüentar a escola e aprender a ler e
escrever
Cópia do Texto:
O Programa Tempo de Aprender - Alfabetização de Jovens e Adultos - foi
criado com a finalidade de atender ao jovem e adulto que, quando criança,
não teve a oportunidade de freqüentar a escola e aprender a ler e
escrever. Segundo dados do IBGE (Censo 2000), mais de 20 milhões de
pessoas não sabem nem assinar o próprio nome. Este número de jovens e
adultos analfabetos no país demonstra a necessidade da mobilização dos
recursos e esforços da sociedade para, se não erradicar, pelo menos
minimizar essa estatística. É uma das formas da Rede Mundial – A TV da
Educação fazer a sua parte e contribuir para a inclusão social.
Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 |
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Programa vai alfabetizar 44 mil jovens e adultos no RN
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.iuvb.edu.br/br/alfa/noticias/programa_vai_alfabetizar.htm
Autor(es):
IUVB
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Convênio entre a universidade federal e a Potiguar, instituição
associada ao iuvb.br, pretende erradicar o analfabetismo no Estado
Cópia do Texto:
Um projeto de grande alcance social, para alfabetizar cerca de 88 mil
pessoas, está sendo iniciado em Mossoró (RN), com aula inaugural na
Reitoria da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), do
Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos (PROEEJA). Ao todo serão
489 turmas, sendo que serão alfabetizados 44 mil alunos no primeiro
semestre e o mesmo número no segundo semestre deste ano, com
investimentos da ordem de R$ 6 milhões. O evento, contará ainda com as
presenças dos secretários estaduais Henrique Eduardo Alves (Governo e
Projetos Especiais) e Pedro Almeida (Educação, Cultura e Desportos), que
firmaram parceria para a alfabetização de pessoas que não tiveram
oportunidade de receber algum tipo de instrução escolar fundamental.
Também estarão envolvidos no projeto 1.440 professores e 167
supervisores, um para cada município do Estado. Ainda fazem parte da
pareceria a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a
Universidade Potiguar (UnP), sediadas em Natal. O secretário Henrique
Eduardo Alves lembra que ao assumir a Segov, em fevereiro do ano passado,
uma questão logo chamou a sua atenção: os altos índices de
analfabetismo no Rio Grande do Norte, atingindo 25,5% da população acima
de 15 anos. Ao invés da taxa de analfabetismo, segundo ele, o que mais
preocupa é a persistência dessa questão, até porque o Estado foi
pioneiro, nos anos 60, no enfrentamento do problema com a aplicação
inicial do Método Paulo Freire, reconhecido internacionalmente, em
Angicos, com a campanha 'De Pé no Chão Também se Aprende a Ler", e
em Natal, com as Escolas Radiofônicas do Movimento de Natal, por todo o
interior." Em Mossoró, o Proeeja já iniciou a alfabetização de
16.600 alunos, número superior a meta inicial prevista, que era de 14.700
até julho. A alfabetização de Jovens e Adultos tem o objetivo de
reduzir o número de analfabetos no Estado e irá desenvolver ações de
educação voltadas para uma parcela da população, além de buscar
sensibilizar os poderes públicos municipais para a continuidade dos
estudos em nível de ensino fundamental e ensino médio. Segundo dados do
Censo Escolar 2001, o número de matrículas na Educação de Jovens e
Adultos entre 2000 e o ano passado cresceu 36%, sendo 94% do total de
matrículas da rede pública de ensino. Pedro Almeida acrescentou ainda
que a SECD tem dado especial atenção para a atualização da proposta
curricular de Educação de Jovens e Adultos com base nos Parâmetros
Curriculares, conforme propostas estabelecidas já em 1996
Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 |
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PROJETO ALFABETIZAÇÃO JÁ MOVA-RJ
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.acap.hpg.ig.com.br/mova.htm
Autor(es):
ACAP
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Através de convênio firmado entre a ACAP e o Governo do Estado do Rio de
Janeiro (pela Secretaria Estadual de Educação), o Movimento de
Alfabetização de Jovens e Adultos está sendo o patrocinador do Projeto
Alfabetização Já!. Este projeto, com duração de 10 meses, alfabetiza
pessoas a partir dos 15 anos, que são analfabetas ou semi-analfabetas.
Cópia do Texto:
Através de convênio firmado entre a ACAP e o Governo do Estado do Rio de
Janeiro (pela Secretaria Estadual de Educação), o Movimento de
Alfabetização de Jovens e Adultos está sendo o patrocinador do Projeto
Alfabetização Já!. Este projeto, com duração de 10 meses, alfabetiza
pessoas a partir dos 15 anos, que são analfabetas ou semi-analfabetas. O
Governo do Estado do Rio de Janeiro repassa para a ACAP o valor mensal de
R$ 720,00 (setecentos e vinte reais) para custear o repasse de R$ 200,00
(duzentos reais) para cada um das três educadoras do projeto e R$ 40,00
(quarenta reais) para manutenção de cada uma das salas de
alfabetização, que são 3: duas funcionando na sede da ACAP e uma no
bairro Banco de Areia, em Mesquita. Além do repasse financeiro, cada sala
recebe também o kit didático composto de: caderno, borracha, papel
ofício, lápis preto, lápis de cor, lápis de cera, estêncil, giz
branco, giz colorido, apontador, cola, fita adesiva, papel pardo,
cartolina, régua, tesoura e pilot. Além das supervisões realizadas pela
Coordenadoria Estadual de Educação de Belford Roxo, a ACAP também
realiza sua própria supervisão, coordenada pela Professora Katia Vanessa
A. dos Santos, que realiza reuniões com as educadoras.
Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 |
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PROJETO DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTO DA DIOCESE
DE SANTO AMARO
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.meninopolis.com.br/proj_alfabetizacao.htm
Autor(es):
Colégio Diocesano de Santo Amaro
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O Instituto Tecnológico Diocesano (ITD) assinou um convenio com a
Secretaria Estadual da Educação( SEESP) para alfabe- tizar 7000 jovens e
adultos de cidade de São Paulo. Para atingir todos os objetivos propostos
o ITD, fez parceria com o CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA - ESCOLA - CIEE ,
com a Secretaria do Estado de Agricultura e Abastecimento e com as
Paróquias da Diocese de Santo Amaro
Cópia do Texto:
PROJETO DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTO DA DIOCESE DE SANTO AMARO O
Instituto Tecnológico Diocesano (ITD) assinou um convenio com a
Secretaria Estadual da Educação( SEESP) para alfabe- tizar 7000 jovens e
adultos de cidade de São Paulo. Para atingir todos os objetivos propostos
o ITD, fez parceria com o CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA - ESCOLA - CIEE ,
com a Secretaria do Estado de Agricultura e Abastecimento e com as
Paróquias da Diocese de Santo Amaro A Educação de Jovens e Adultos é
destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no
ensino fundamental e médio na idade própria. Este contingente plural e
heterogêneo de jovens e adultos, predominantemente marcado pelo trabalho,
é o destinatário primeiro e maior desta modalidade de ensino. A taxa de
pessoas analfabetas cresce à medida do avanço da idade. Se de 15 a 19
anos a percentagem é de 6%, a de 50 anos ou mais é de 31,5%. Ao mesmo
tempo, há indicadores de que as políticas focalizadas no atendimento à
educação escolar obrigatória estão promovendo uma queda mais acelerada
do analfabetismo nas faixas etárias mais jovens. É claro que se somarmos
o número dos analfabetos ao dos jovens e adultos com menos de quatro anos
de estudo, a cifra será muito maior. De acordo com o MEC, os analfabetos
funcionais perfazem 34,1% da po- pulação brasileira com 20 anos e mais
de idade e até quatro anos de escolarização INFORMAÇÕES SOBRE O
PROJETO: · Curso inteiramente grátis da 1ª à 4ª série do primeiro
ciclo do ensino fundamental;; · Material didático grátis; · Material
escolar grátis; · Tempo da implantação do projeto- 2 meses ( junho e
julho de 2002); · Tempo de duração da execução: 22 meses, de agosto
de 2002 à maio de 2004; · Número de pessoas atingidas : 7.000 jovens 9
acima de 14 anos) e adultos; · Número de núcleos: 280; · Número de
monitores: 280; os monitores serão recrutados nas comunidades, obedecendo
critérios como experiência pedagógica e compromisso comunitário.
Terão capacitação contínua ; · Número de alunos por núcleo:
aproximadamente 25 alunos; · Carga horária: 02 horas diárias durante 04
dias da semana, num total de 8 horas semanais; · Um (01) dia por semana
será para capacitação contínua (duas horas) dos monitores; · Os 28
Coordenadores de classe serão responsáveis pela capacitação dos
monitores - 10 núcleos para cada coordenador; · Está prevista uma ajuda
de custo para os monitores e coordenadores de classe; PARCEIRAS EXECUTORAS
Os núcleos de alfabetização podem ser formados nas igrejas, nas
associações de bairro, pelos agentes comunitários ou em qualquer outra
entidade que trabalhe com excluídos. Os candidatos a parceiros executores
devem apresentar: - local adequado - 25 carteiras ou cadeiras - quadro
negro - demanda própria - 25 alunos por núcleo - providenciar
inscrição dos alunos com o preenchimento das fichas específicas ( até
final de julho de 2002) -recrutar candidatos a monitores
Data do Texto: 2002-06-00 00:00:00 |
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PROJETO SESC LER
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.sesc-am.com.br/sescler.htm
Autor(es):
SESC - Amazonas
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O SESCLER é um projeto educativo que visa alfabetizar jovens e adultos no
Brasil por meio da criação de Centros Educacionais de caráter
interdisciplinar e participativo, a ser implantados no interior dos
estados brasileiros
Cópia do Texto:
O SESCLER é um projeto educativo que visa alfabetizar jovens e adultos no
Brasil por meio da criação de Centros Educacionais de caráter
interdisciplinar e participativo, a ser implantados no interior dos
estados brasileiros. Esses Centros Educacionais representam uma proposta
inovadora, cuja característica mais marcante consiste na combinação de
ativi- dades de alfabetização de jovens e adultos com ações que o SESC
já oferece nas áreas de cultura, jazer e saúde. Para tanto, tais
centros devem funcionar em horário integral, possibilitando também o
atendimento com- plementar a outras faixas etárias. O público dos
Centros Educacionais deve ter acesso não só a salas de aula como também
às salas de leitura, que dispõem de um variado acervo, além de outros
espaços próprios para atividades esportivas, culturais e de atendimento
à saúde. Tais espaços se caracterizam por um trabalho de excelência
didático-pedagógica, integrando os objetivos curriculares a um amplo
leque de exigências socioculturais. A combinação de atividades que os
Centros Educacionais oferecem ao seu público expressa a concepção de
alfabetização do Projeto SESC LER. Sua proposta é que o aprendizado da
leitura e da escrita se realize numa constante prática de diálogo entre
professores e alunos, de modo que jovens e adultos possam refletir sobre
suas próprias experiências e desenvolver a consciência crítica sobre
suas relações com o meio ambiente físico, cultural, social e político.
O raio de abrangência dos Centros Educacionais pode ser amplia- do
mediante a utilização de outros espaços complementares cedidos por
entidades dispostas a estabelecer parcerias. Nesse caso, o SESC se
responsabiliza pela contratação dos profissionais, seu treinamento e o
fornecimento de material didático, além de supervisão pedagógica e
apoio à divulgação. O estabelecimento de parcerias com a
Administração Municipal e com outras entidades que atuam na região é
essencial não apenas no que se refere à cessão de espaços. De fato, o
SESC entende que tais parcerias são estratégicas no sentido de
viabilizar desdobramentos futuros de sua ação. Inserção ou
reinserção nos sistemas de educação fundamental, educação para a
saúde, esportes, circuitos culturais, ação comunitária, formação
profissional, identificação de oportunidades econômicas, organização
para o trabalho: esses são alguns dos desdobramentos necessários à
ação alfabetizadora, reforçando seu potencial transformador e afastando
o risco de regressão ao analfabetismo.
Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 |
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REPRESENTAÇÕES QUANTITATIVAS E ESPACIAIS ENTRE JOVENS
E ADULTOS DO MORRO DE SÃO
Area de Conhecimento: educação
de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português -
URL: http://www.anped.org.br/26/trabalhos/mariaceciliafantinato.rtf
Autor(es):
FANTINATO, Maria Cecilia de Castello Branco
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Propostas educacionais voltadas para a clientela jovem/adulta costumam
defender que "o ponto de partida para a aquisição dos conteúdos
matemáticos deve ser os conhecimentos prévios dos educandos"
(RIBEIRO, 1997:100). Mas a efetivação de tal premissa não parece ser
tarefa simples e levanta algumas interrogações. O que seriam
"conhecimentos prévios" de jovens e adultos? Não haveria uma
grande diversidade entre os mesmos, de acordo com grupos culturais,
experiências profissionais, níveis de escolaridade anterior, entre
outros fatores?
Cópia do Texto:
REPRESENTAÇÕES QUANTITATIVAS E ESPACIAIS ENTRE JOVENS E ADULTOS DO MORRO
DE SÃO CARLOS FANTINATO, Maria Cecilia de Castello Branco - UFF/USP GT:
Educação de Pessoas Jovens e Adultas /n.18 Agência Financiadora: CAPES
(PICDT) Introdução Propostas educacionais voltadas para a clientela
jovem/adulta costumam defender que "o ponto de partida para a
aquisição dos conteúdos matemáticos deve ser os conhecimentos prévios
dos educandos" (RIBEIRO, 1997:100). Mas a efetivação de tal
premissa não parece ser tarefa simples e levanta algumas interrogações.
O que seriam "conhecimentos prévios" de jovens e adultos? Não
haveria uma grande diversidade entre os mesmos, de acordo com grupos
culturais, experiências profissionais, níveis de escolaridade anterior,
entre outros fatores? Em sua grande maioria, as propostas nessa área não
têm levado em consideração a especificidade dessa clientela, quanto à
faixa etária, experiências profissionais e cotidianas, e formas de
aprendizagem. Como diz MACHADO (1999:1): A falta de conhecimento dos fatos
ou a opção política por desconsiderá-los acaba por fazer com que a EJA
esteja permanentemente "reinventando a roda", ou fortalecendo
características indesejáveis como descontinuidade, oportunismo e baixa
qualidade. Esse sujeito historicamente tem sido caracterizado, por
políticas educacionais a ele destinadas, em sentido negativo: ele é um
"a-nalfabeto", "não-criança", "não-
escolarizado" (OLIVEIRA, 1999). Existia portanto uma demanda de
estudos que ajudassem a caracterizar o educando jovem/adulto no sentido de
sua positividade, respondendo a perguntas do tipo : quem ele é, o que
faz, como vive, o que sabe, o que pensa, como se pensa, o que aprende na
escola, o que o faz voltar à escola. Especificamente em relação ao
campo da educação matemática, havia uma contradição, já apontada por
muitas pesquisas, entre o sucesso no desempenho de adultos em situações
da vida cotidiana que envolvem habilidades matemáticas, como a
administração do orçamento doméstico ou no exercício profissional, e
algumas dificuldades apresentadas na aprendizagem da linguagem matemática
formal (CARRAHER, CARRAHER & SCHLIEMAN (1989); CARVALHO (1995 e 1997).
Tais estudos já indicavam também diferenças entre esses dois tipos de
conhecimento matemático, por exemplo, quanto à forma, uns
predominantemente baseados no cálculo mental, outros, com o uso da
linguagem matemática escrita como principal ferramenta. Mas ainda havia
necessidade de melhor compreensão desse distanciamento. Desenvolvendo
inicialmente uma pesquisa exploratória em uma escola supletiva noturna de
nível fundamental, pude constatar que supostos erros dos educandos
jovens/adultos, em tarefas como o treino das técnicas operatórias,
indicavam pistas de como eles pareciam estar raciocinando matematicamente.
Um exemplo significativo é o de uma cozinheira, que aparentemente não
estava conseguindo relacionar a palavra dúzia à quantidade doze, mas
pôde automaticamente calcular mentalmente o valor de seis dúzias como
equivalente a 72, quando à palavra dúzia foi acrescentada outra, ovos,
que forneceu um significado prático, próximo de sua vivência
profissional, ao cálculo mais abstrato que lhe fôra solicitado.
Situações como essa apontavam para uma vinculação do contexto
sociocultural com as produções desses alunos. Tal pesquisa
exploratória, desenvolvida exclusivamente no ambiente escolar, apontou
também para a necessidade de estudos sobre os conhecimentos matemáticos
informais de jovens e adultos em contextos não escolares, entre outros
motivos, porque a instituição formal de ensino não parecia ser o
espaço mais adequado para a manifestação desses saberes . Procurando
avançar na compreensão das formas próprias de conhecimento matemático
construídas por jovens e adultos trabalhadores em contextos de vida
cotidiana, elaborei meu projeto de pesquisa de Doutorado buscando
responder às seguintes questões iniciais: Que tipos de
conhecimento matemático são construídos por alunos jovens/adultos da
classe trabalhadora, em seus contextos de vida social, profissional ou
doméstica? Que relações esses conhecimentos, produzidos em
contextos extra-escolares, possuem com os conhecimentos matemáticos
escolares? Como uma melhor compreensão dos diferentes tipos de
conhecimento matemático, construídos por jovens e adultos do ensino
fundamental, pode contribuir para práticas educativas voltadas para essa
clientela? Referencial teórico A fundamentação teórica da referida
pesquisa baseou-se nas contribuições de duas áreas: a educação
matemática de jovens e adultos e a etnomatemática. Em primeiro lugar,
analisei a contribuição de autores brasileiros em educação de jovens e
adultos, particularmente daqueles relacionados à aprendizagem e ao ensino
da matemática. Consultei também algumas publicações internacionais
recentes sobre o tema. Construí três eixos de análise, procurando
classificar a produção na área de acordo com as metas prioritárias dos
estudos/pesquisas/propostas em questão. Para um primeiro grupo, a
educação matemática de jovens e adultos seria um instrumento de
conscientização política. Tendo sido o educando jovem/adulto um
excluído da escola regular, e tendo o ensino da matemática formal
contribuído parcialmente nesse processo de exclusão, uma das metas da
educação de jovens e adultos passaria a ser precisamente a reversão
dessa situação. Nas palavras de Paulo Freire : Eu acho que no momento em
que você traduz a naturalidade da matemática como uma condição de
estar no mundo, você trabalha contra um certo elitismo dos
matemáticos...Você democratiza a possibilidade da naturalidade da
matemática: isso é cidadania. Para autores como GARCIA (1985), DUARTE
(1985), a aprendizagem do código escrito da língua materna e do código
matemático formal contribui para o desvelamento da situação de oprimido
do educando jovem/adulto, para o desenvolvimento de sua conscientização
política. Newton Duarte vê uma dimensão política intrínseca na forma
como é socializado o conteúdo matemático, podendo o ensino da
matemática contribuir, ou não, para as transformações sociais. Sua
proposta foi bastante inovadora na época, uma das primeiras adaptações
das idéias de Paulo Freire para a educação matemática. Poderia ser
hoje criticado por um certo evolucionismo, porque o conhecimento
matemático dos alunos é visto por ele como uma etapa inicial, mais
primitiva portanto, de uma escala evolutiva que leva até o estágio final
do conhecimento matemático formal: Em trabalhos mais recentes, a
perspectiva evolucionista do conhecimento matemático já não aparece,
embora permaneça a preocupação com a dimensão política da educação
matemática de jovens e adultos. Gelsa Knijnik desenvolve há anos um
trabalho de ensino e pesquisa junto ao Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem-Terra (MST) e de formação de professores para os projetos de
educação de adultos do movimento. Seu trabalho procura integrar os
conhecimentos matemáticos desenvolvidos por esses jovens e adultos, como
fruto de suas experiências de trabalhadores do campo (como formas
próprias de cálculo da área a ser plantada), com a matemática
acadêmica. A aprendizagem da "Matemática dos livros" é vista
como essencial, para instrumentalizar esses homens e mulheres na sua luta
pela posse da terra e cultivo da mesma. Nessa perspectiva de educação de
jovens e adultos, a aprendizagem da matemática é política, porque
atende às demandas de um grupo social na defesa de seus interesses de
produtores agrícolas; é política também, porque estabelece um diálogo
entre os diferentes tipos de conhecimento matemático, considerando-se as
relações de poder implícitas nesse confronto. Alexandrina Monteiro é
outra pesquisadora de educação matemática que lidou com trabalhadores
rurais de um assentamento localizado no estado de São Paulo. A autora
procurou seguir a perspectiva da etnomatemática na sua proposta
pedagógica, que exige uma: ...postura de compromisso, não apenas com o
saber institucional ou local, mas um compromisso político, que busca no
processo educacional um espaço para vozes selecionadas diante de um saber
institucional dominante, que, ao se fazerem presentes, possibilitem
refletir e compreender diferentes práticas e procedimentos, como também,
ao se apropriarem de novos elementos, permita aos grupos, até então
calados, eleger qual procedimento ou destino a seguir. (MONTEIRO,
1998:114) Essas propostas em educação de jovens e adultos possuem,
portanto, uma perspectiva política : «...coerentes com o propósito de
contribuir para a conquista de melhores e mais inclusivas condições de
cidadania para seus alunos e alunas » (FONSECA, 2002:85). Um segundo
grupo de estudos e pesquisas associa a educação matemática de jovens e
adultos a uma instrumentação para o mercado de trabalho, cada vez mais
exigente, das sociedade urbanas e industriais. Autores dessa linha estão
basicamente preocupados com a requalificação, com o domínio de
linguagens tecnológicas por parte dos educandos, e com o papel da
educação matemática na consecução desse objetivo. Defendem, por
exemplo, propostas de ensino com o uso da calculadora (LOPES, 1997) e do
computador (SINGH, 2002). Em alguns textos estrangeiros analisados,
aparece o conceito de numeracia definido por Iddo Gal como : um agregado
de habilidades, conhecimentos, crenças, disposições, hábitos mentais,
capacidades comunicativas e habilidades de resolução de problemas, que
os indivíduos necessitam de maneira a se engajarem autonomamente e
administrarem efetivamente situações de numeracia, que envolvem
números, informação quantitativa ou quantificável, ou informação
visual ou textual baseada em idéias matemáticas ou que tenha elementos
matemáticos embutidos (GAL, 2000:12) Este autor preocupa-se com a
análise da numeracia necessária à vida adulta e como pode ser ensinada.
Enquadra-se nessa categoria porque o domínio das citadas habilidades
matemáticas é apontado como meio de acesso, orientação e destreza para
manter-se num mundo em rápidas e constantes mudanças. Essa segunda linha
de estudos e pesquisas, guardadas as diferenças existentes entre cada
trabalho, apresenta a característica comum de valorização da
escolaridade formal e da aprendizagem da linguagem matemática oficial,
como forma de tornar o jovem e adulto mais inserido na sociedade que o
exclui de diversas maneiras. As palavras de FONSECA (2002), por exemplo,
indicam claramente o porquê da opção da autora por uma proposta de
educação escolar para jovens e adultos: Naturalmente, alunos e alunas da
EJA percebem-se pressionados pelas demandas do mercado de trabalho e pelos
critérios de uma sociedade onde o saber letrado é altamente valorizado.
Mas trazem em seu discurso não apenas as referências à necessidade:
reafirmam o investimento na realização de um desejo e a consciência (em
formação) da conquista de um direito. Diante de nós, educadores da EJA,
e conosco, estarão, pois, mulheres e homens que precisam , que querem e
que reivindicam a Escola. (FONSECA, 2002:49) De acordo com OLIVEIRA
(1999), o tema dos processos de construção de conhecimento do aluno
adulto é ainda pouco explorado pelos pesquisadores. Todavia, existem
estudos que procuram levar em conta as características dos modos de
pensar e agir do adulto, do ponto de vista cognitivo e/ou cultural.
Identifiquei assim uma terceira categoria de análise dos trabalhos em
educação de jovens e adultos, voltada para os modos próprios de
raciocínio matemático do educando. Dentro dessa vertente, alguns
trabalhos têm uma perspectiva mais psicológica. CARVALHO (1995 e 1997),
estudando a interação entre « conhecimento matemático da prática » e
o conhecimento escolar, é uma representante do grupo. Essa autora fala em
diferenças entre um e outro tipo de conhecimento, em relação, por
exemplo, ao referencial no qual se validam. O conhecimento matemático da
prática deve ser eficaz, deve "funcionar". Nem sempre a
validação é pautada pela lógica dedutiva. As soluções estão
impregnadas pelas condições circunstanciais nas quais o problema foi
gerado. Além disso, os procedimentos adquiridos na prática não precisam
ser genéricos, e nem é necessário explicá-los oralmente. (CARVALHO,
1997:13) Outro exemplo dentro dessa linha mais influenciada pela
Psicologia é o estudo de Maria Elena Toledo sobre os registros
matemáticos dos adultos. A autora procura relacionar os procedimentos
próprios que um grupo de adultos do ensino fundamental desenvolve para a
resolução de matemáticas cotidianas, com as representações numéricas
e gráficas ensinadas pela escola. O objetivo de sua pesquisa é
"investigar o processo de transição entre a oralidade na
resolução de problemas e suas representações numéricas e
gráficas." (TOLEDO, 1997:36). Maria Elena Toledo constatou uma
dificuldade entre os alunos jovens e adultos pesquisados, para a
compreensão e interpretação dos signos, apesar de sua facilidade para
realização de cálculos matemáticos. Apesar de serem propostas de
estudo de formas próprias de conhecimento matemático do adulto, algumas
das pesquisas relatadas acima (CARVALHO,1995; TOLEDO,1997) voltam-se para
a produção de conhecimento apenas no contexto escolar. Os conhecimentos
matemáticos prévios do aluno jovem/adulto são levados em conta, mas
numa perspectiva evolucionista explícita (no caso de Toledo), onde o
ideal a ser atingido é o conhecimento matemático escolar, ou como objeto
de comparação (no caso de Carvalho), onde a matemática escolar é
visivelmente mais valorizada que outras manifestações do pensamento
matemático. Partindo de uma perspectiva mais antropológica, que
considere os modos próprios de produção e sistematização de
conhecimento matemático por adultos em contextos não escolares, o
trabalho de Helena Oliveira é um exemplo desse tipo. Tendo trabalhado com
integrantes do MST durante muitos anos, ela declara: "tenho aprendido
muito sobre os modos de viver e trabalhar das populações rurais, assim
como sobre seus modos particulares de medir terras." (OLIVEIRA,
2002:44) A partir do reconhecimento dessas práticas, ela desenvolveu um
trabalho pedagógico com jovens e adultos vinculados ao MST, trazendo os
saberes dos agricultores para a sala de aula, como unidades de medida
rurais: a braça, o hectare, o celamin, a quarta, o alqueire, entre
outras. No panorama internacional, podemos situar Mary Harris dentro dessa
terceira categoria. Sua proposta parte do raciocínio matemático de
adultos, especificamente das mulheres, desenvolvendo estudos que procuram
integrar a matemática ao trabalho, em atividades tradicionais como o
tricô, a costura e a tecelagem. Discute a associação dessas atividades
tradicionais ao universo feminino, e da negação da matemática que lhes
é inerente. A origem dessa situação, segundo a autora, "reside em
fatores sociais e históricos que efetivamente associaram ao gênero tanto
a matemática como o trabalho das mulheres, definindo a matemática como
um tema masculino e o trabalho com agulhas como o estereótipo do
feminilidade."(HARRIS, 2000:271). A contribuição de Harris é
simultaneamente educativa e política, pois busca desenvolver a
auto-estima de mulheres, que têm sido consideradas incapazes de aprender
matemática. Minha pesquisa, sobre os conhecimentos matemáticos de jovens
e adultos de uma favela carioca, situa-se dentro desse terceiro grupo, por
sua perspectiva sociocultural no estudo dos processos de raciocínio desse
grupo. A etnomatemática surgiu como uma alternativa teórica condizente
com o problema que eu queria investigar, na medida em que tinha como
objeto o estudo dos processos mentais e práticas de matematizar de grupos
culturais específicos. O criador do termo, Ubiratan D’Ambrosio, atribui
a todas as etapas da pesquisa em etnomatemática uma função de resgate
das raízes culturais de um outro, resgate esse que confere poder ao lado
desprivilegiado: A etnomatemática se encaixa nessa reflexão sobre a
descolonização e na procura de reais possibilidades de acesso para o
subordinado, para o marginalizado e para o excluído. A estratégia mais
promissora para a educação, nas sociedades que estão em transição da
subordinação para a autonomia, é restaurar a dignidade de seus
indivíduos, reconhecendo e respeitando suas raízes. Reconhecer e
respeitar as raízes de um indivíduo não significa ignorar e rejeitar as
raízes do outro, mas, num processo de síntese, reforçar suas próprias
raízes. Essa é, no meu pensar, a vertente mais importante da
etnomatemática.(D’AMBROSIO, 2001:42) No campo da educação de jovens e
adultos, esse resgate das raízes do indivíduo, de sua dignidade cultural
, através do reconhecimento de estratégias de resolução de problemas
que fogem da matemática convencional, atuaria positivamente num dos
maiores inibidores da aprendizagem do aluno jovem/adulto, que é seu
sentimento de autodesvalia. Trabalhar dentro de uma proposta
etnomatemática com um universo multicultural, como é uma turma de jovens
e adultos, representava um desafio, porque buscava-se entender as formas
culturais de pensamento matemático de um outro, quando na realidade,
devido à diversidade de origem geográfica, faixa etária, ocupação,
entre outras características dos educandos, existiam diversos outros
naquele contexto. Procedimentos metodológicos A etnografia, prática
essencial dos estudos antropológicos, foi considerada a linha de pesquisa
mais adequada para o estudo dos saberes de um grupo de jovens e adultos,
em seus contextos de vida cotidiana. Somente um contato longo no campo,
com momentos indissociáveis e articulados: o "estar lá" e o
"estar aqui" (D’OLNE CAMPOS, 2001), ou seja, procurando
familiarizar-se com o "exótico" e tornando exótico o que era
familiar (DA MATTA, 1978), poderia proporcionar um diálogo com o outro
(representado aqui pelos jovens/adultos), com sua cultura, com seu
universo de significados. O pesquisador é parte integrante do processo de
conhecimento e descoberta, e portanto o "fato etnográfico"
(PEIRANO, 1995) já indica que houve seleção no que foi observado e
interpretação no relato: a subjetividade, ao invés de negada, passa a
ser matéria-prima do pesquisador etnográfico. O local escolhido para a
pesquisa de campo foi o morro de São Carlos, comunidade de baixa renda da
cidade do Rio de Janeiro, com cerca de setenta anos de existência, com
alto índice de ocupação demográfica. Fiz essa escolha após um contato
que estabeleci com a coordenadora de projetos educativos na igreja
católica local, porque lá havia um curso de jovens e adultos
freqüentado por moradores da comunidade. Essa particularidade permitiria
um contato simultâneo com o contexto escolar e com o ambiente externo à
escola, característica importante para um estudo que buscava as
relações entre os conhecimentos matemáticos escolares e aqueles da vida
cotidiana. Pelo fato de os educandos compartilharem a mesma escola e o
mesmo local de moradia, poderia considerá-los, senão um grupo cultural,
ao menos um grupo social. Desenvolvi portanto uma pesquisa etnográfica no
morro de São Carlos de Maio a Dezembro de 2000, com diversos retornos
posteriores à comunidade até o presente ano. A rotina de duas turmas do
curso de jovens e adultos local foi acompanhada por meio de observação
participante, com registro minucioso em caderno de campo. Paralelamente, e
à medida em que ia sendo estabelecida uma relação de confiança mútua,
pude realizar observações da vida comunitária, circulando pela favela,
visitando as moradias e alguns pontos de referência locais. Desse modo,
realizei entrevistas gravadas com educandos, professoras, coordenadoras do
projeto e outros moradores da comunidade. Além das técnicas citadas,
utilizei também na minha pesquisa a documentação fotográfica e a
análise de documentos escritos, formais e informais. Resultados e
discussão Tratarei, aqui, dos principais resultados desta pesquisa sobre
conhecimentos matemáticos escolares e extra-escolares de jovens e adultos
do São Carlos. Observei algumas relações quantitativas e espaciais na
comunidade, suas representações e significados, ao longo da pesquisa de
campo. A numeração das casas dentro da favela, por exemplo, é um
aspecto que chama a atenção de um observador externo: entrando-se numa
rua qualquer do morro, pode-se observar casas numeradas, mas de uma forma
diferente do que se encontra no resto da cidade. Nem sempre a ordem
crescente da numeração ao longo da rua é obedecida, havendo, por
exemplo, uma casa 14 seguida de uma casa 2. Ocorre, por vezes, repetição
de números. Para localização de uma moradia, portanto, são utilizados
também critérios não numéricos, como na fala de uma moradora:
"Ali é o 20 da Dona Maria". Algumas regras sociais internas
também parecem influenciar representações espaciais no São Carlos. Um
exemplo é a inversão de mão de direção, que ocorre numa curva
acentuada de subida ao morro, conhecida e utilizada por moradores ou
visitantes familiarizados, mas desconhecida por estranhos à comunidade.
É a chamada mão inglesa, que dificilmente pode vir a ser prevista por
pessoas estranhas que chegam na comunidade, pelo fato de contrariar as
regras de trânsito oficiais, e também por não haver uma sinalização
clara para o motorista no local da curva. Algumas características do
sistema de transporte local, por meio de kombis, também despertaram minha
atenção, no que se referem a representações quantitativas em
situações cotidianas. Enquanto a subida do veículo é condicionada a um
critério econômico, de um número mínimo de passageiros, também existe
flexibilidade nessa regra, ditada por normas sociais. Assim, pode
acontecer de um carro subir com dezessete pessoas, quando a lotação é
de dez passageiros, porque esse limite não inclui crianças até oito
anos, que não pagam se permanecerem em pé ou no colo de alguém. Os
conhecimentos matemáticos, utilizados pelos sujeitos investigados em
contextos da vida cotidiana, não escolar, constituíram outro eixo de
análise. Dentre eles, observei o uso de procedimentos de cálculo mental
na totalidade dos sujeitos, muitas vezes associado a algum tipo de
registro escrito. Em algum deles, o calcular de cabeça aparece associado
à uma marca de identidade cultural, como fica claro na fala de um
educando, abaixo: ...a gente trabalha na cabeça! O pessoal do Norte tá
mais apto que o pessoal do Sul...O pessoal do Sul agora é tudo máquina,
maquinazinha, né? Lá no Norte é na cabeça, ainda que funciona…ao
menos funciona! (E10, 09/10/00) Em uma população desvalorizada
socialmente, como seria a de jovens/adultos, moradores de favela, o
calcular de cabeça passa a ser, então, um elemento diferenciador entre
os outros (sulistas, usuários de tecnologias modernas) e nós
(nordestinos, moradores de favela, detentores de saberes tradicionais
próprios). Outro aspecto que se destacou na pesquisa foi a importância
dos números pequenos entre os alunos jovens e adultos pesquisados. Posso
citar o caso de uma educanda costureira, que trabalha dividindo tarefas
com sua cunhada, cada uma delas representando só uma peça de uma
engrenagem maior, que acarreta na produção completa de uma peça de
roupa. São pagas por peça, e o que arrecadam está sempre dentro dos
valores dos centavos. Nesse contexto, uma diferença de cinco centavos é
representativa, como ela diz: "ela me pagava vinte e cinco um
biquíni desses, agora ela vai me pagar trinta…" (E14, 15/11/00).
Cabe observar que nessa situação, cinco centavos, embora seja um valor
baixo, representa 20% de aumento sobre o valor anterior, de vinte e cinco
centavos. A atividade rotineira de fazer compras no mercado apareceu como
uma referência significativa para os educandos do São Carlos, diante da
pergunta: Aonde você utiliza matemática na sua vida cotidiana? Apresento
abaixo as palavras de uma educanda, que representam um sentimento comum a
todos, relativo à motivação para o cálculo nessa situação: Se uma
coisa é dois reais e oitenta centavos, eu falo, é três reais. Eu falo
assim...Pra mim poder saber se o meu dinheiro vai dar pra mim pagar! Se
uma coisa é um real e oitenta, eu falo, dois reais. Deu cinco e quarenta,
eu ponho seis reais. Eu faço assim, que aí eu pago e sei que não vou
passar vergonha no caixa. (E7, 28/09/00) A aluna utiliza uma estratégia
de arredondamento para cima, "calculando exagerado" (nas
palavras de outro educando), evitando passar por uma situação
constrangedora. O sentimento expresso de não querer passar vergonha foi
mencionado por todos educandos entrevistados, e pode ser interpretado de
diferentes maneiras. Uma delas é a imagem negativa de que são
destinatárias as pessoas das camadas de menor poder aquisitivo, e
particularmente os moradores de favela (VERGNE, 2002). Talvez por
habitarem numa comunidade, que por ser dominada pelo tráfico de drogas,
os limites entre trabalhadores/bandidos não sejam claramente percebidos
pela sociedade de fora, sentem necessidade de evitar passar por uma
situação, na qual esse tipo de julgamento poderia ser feito sobre eles.
Uma outra possível hipótese explicativa para o sentimento acima
apresentado, está na baixa auto-estima do educando jovem/adulto. Paulo
Freire é um dos autores que mencionam a existência de um sentimento
auto-depreciativo entre educandos de baixa escolaridade: "A
autodesvalia é outra característica dos oprimidos. Resulta da
introjeção que fazem êles da visão que dêles têm os
opressores." (FREIRE,1974:54). Essa introjeção a que se refere
Paulo Freire resulta numa alienação sobre as condições concretas,
sociais, que os levaram a se encontrar na posição de
"oprimidos". Numa sociedade urbana, letrada, ter sido excluído
precocemente da escola não apenas limita o acesso ao mercado de trabalho,
como também parece trazer danos de natureza psicológica para o
indivíduo nessa situação, levando-o a crer em sua incapacidade pessoal
de aprender, que ele transfere para outros setores de sua vida. Talvez
possamos deduzir que essas pessoas associem o fato de não ter o
suficiente para pagar a um sentimento de incapacidade, de inferioridade,
que produz a vergonha. Nessa situação, como em outras da pesquisa, o
raciocínio matemático passa a ser uma ferramenta voltada para a
sobrevivência, equilibrando um orçamento apertado e a auto-estima do
indivíduo. Os educandos da pesquisa , em seus discursos, tenderam a
separar a matemática aprendida na escola, da matemática do dia a dia,
sendo a primeira vista mais como teórica, precisa, e a segunda mais
prática, voltada para as estratégias de sobrevivência. Como bem fala
uma educanda: Que na escola é a teoria, que a gente tá aprendendo. E na
prática, a gente já tem a prática do dia a dia, né. Que se a gente
não tivesse a prática, a gente não tinha condições de sobreviver.
Como é que a gente ia sobreviver? Sem saber nada, sem saber contar, sem
saber vender, sem saber contar, sem saber calcular. Realmente…as coisas
começam pela comida, pelo sabão pra botar na máquina de lavar roupa…
(E10, 09/10/00) O pragmatismo do conhecimento matemático do cotidiano,
presente na fala da aluna, também aparece em outras pesquisas em
etnomatemática, como na de COSTA(1998). No desempenho das tarefas do
cotidiano, a leitura formalizada dos saberes não parece ser importante
como saber desempenhar as tarefas de maneira a ser bem sucedido. Outro
aspecto diferenciador entre esses dois tipos de saberes é que « as
soluções estão impregnadas pelas condições circunstanciais nas quais
o problema foi gerado. » (CARVALHO, 1997 :13). A comparação quanto à
maior ou menor precisão também foi apontada pelos jovens/adultos do São
Carlos, como no depoimento abaixo : É diferente. Diferente e difícil…Tudo
certinho! Senão, se a gente errar um algarismo... Em caso se eu...cinco
quilos, mas se eu botar cinco quilos e cem, a máquina bate... O feijão
tem que ficar quarenta minutos, se ficar quarenta e cinco também, não
tem problema. (E7, 28/09/00) A educanda opõe a exigência escolar da
resposta correta, a uma certa flexiblidade de situações cotidianas que
envolvem representações matemáticas. Essa concepção de matemática
enquanto ciência comprometida com a precisão, com a unicidade de
resultados, está muito presenta em nossa sociedade. Mas os resultados de
minha pesquisa indicaram também que tal polarização também pode ser
por vezes invertida, ou seja, que algumas situações da vida diária
exigem muita precisão, ou que pode haver maior complexidade nos
procedimentos extra-escolares do que nos escolares. Cito o exemplo de um
educando, vendedor de uma mercearia da comunidade, que vi recorrendo a
diversos procedimentos mentais e escritos, cálculo de porcentagem, assim
sabia utilizando a calculadora como um recurso em seu trabalho. Enquanto
isso, na escola, pude observá-lo errando um problema proposto, ao
resolvê-lo de forma mecânica, sem fazer uma verdadeira interpretação
do mesmo. Entre jovens/adultos do morro de São Carlos, uma das formas por
meio da qual conhecimentos matemáticos prévios apareceram interagindo
com conhecimentos matemáticos que estavam sendo ensinados, foi pelo uso
simultâneo de diferentes procedimentos. Pude observar adultos resolvendo
situações propostas pela professora, utilizando-se paralelamente de
algum outro procedimento que dominavam, seja um algoritmo informal, outro
algoritmo escolar com o qual estavam mais familiarizados, rabiscos,
cálculo mental, etc. Essa estratégia, serve, nas palavras dos educandos,
« pra tirar as dúvidas » (E4), Os procedimentos variavam, mas o
objetivo de confirmar o resultado era o mesmo, aparentemente motivado por
um sentimento de insegurança sobre a exatidão do primeiro.
Considerações finais Os resultados da pesquisa apresentaram algumas
respostas para a pergunta: como a matemática escolar e a matemática da
vida cotidiana se relacionam entre um grupo de jovens e adultos da classe
trabalhadora ? Para o jovem/adulto do São Carlos, diferentes tipos de
conhecimento matemático parecem pertencer a dois mundos distintos, onde
um tipo de saber atende às necessidades de um mundo e outro tipo de saber
de outro. A separação já começa na forma de nomear: matemática, para
muitos educandos, é somente aquilo que se aprende na escola, ou os
conhecimentos que outros, mais estudados, dominam. Duas falas de educandos
merecem ser apresentadas : Sabe que eu não tinha pensado que a gente tava
trabalhando com matemática? (E7) (na vida)...a gente aprende conta, a
matemática só se aprende no colégio (E10) De fato, a valorização da
matemática formal é tanta, na nossa sociedade, que este conhecimento
serve como um valor de referência, quando comparada pelos adultos com
seus conhecimentos práticos. Esses últimos podem também ser
reconhecidos como matemática, ou, então, são vistos como diferentes de
matemática. Incluindo-se ou negando-se a presença da matemática no
cotidiano, ela está sendo de qualquer maneira mitificada. Uma das
explicações para essa separação entre o mundo da vida cotidiana e o
mundo da escola, em relação aos conhecimentos matemáticos, está na
própria sociedade e em suas hierarquias de poderes e saberes. O processo
de alienação, que torna os conhecimentos próprios dos jovens/adultos de
certa forma invisíveis, tem uma explicação por um autor, Munir Fasheh.
Ele diz: A hegemonia se caracteriza pelo que ela inclui mas também pelo
que ela exclui: pelo que ela apresenta como marginal, julga inferior e
torna invisível. O efeito da educação hegemônica é tal, que torna-se
quase possível de definir o ambiente real por aquilo que a educação
formal marginaliza ou exclui. (FASHEH,1991:59) Essa valorização social
do saber escolar hegemônico leva que o jovem adulto procure ter acesso a
ele, por meio do reingresso numa escolarização, mesmo que tardia. Outra
observação que pode ser feita, em relação a essa separação mundo da
vida cotidiana/mundo escolar, é que o contexto parece intervir nessa
representação tão dicotomizada. O mundo da favela é um mundo à parte
dentro da cidade grande: seus habitantes têm sido estigmatizados, desde
os primórdios da formação da cidade. As reações a esse processo de
exclusão social podem aparecer de diferentes formas. Até os saberes
construídos por esse grupo social, os matemáticos dentre eles, parecem
ser uma estratégia de afirmação de identidade. De algum modo, para
dizer eu existo, o morador do São Carlos afirma eu penso diferente. Tanto
as regras sociais particulares do morro, identificadas nessa pesquisa,
quanto a conservação de práticas de raciocínio próprias, como o
cálculo mental, parecem ser formas de resistir a um processo de
anulação de identidade. Tudo indica que, no mundo da vida cotidiana,
calcula-se, estima-se, mede-se, entre outras habilidades matemáticas,
para se conseguir sobreviver nas condições adversas que fazem parte da
vida diária de um excluído do sistema escolar, morador de comunidade de
baixa renda. Driblar um orçamento doméstico apertado, desempenhar-se bem
nas tarefas profissionais, dominar informações básicas para
orientação espacial na cidade, são motivações para que o jovem/adulto
trabalhador construa conhecimentos matemáticos novos, utilize os que já
domina, rememore procedimentos aprendidos no passado. Os conhecimentos
matemáticos do cotidiano atendem primordialmente às necessidades de
sobrevivência econômica e social. Os fatores afetivo-emocionais, que se
configuram como potenciais de auto-estima, também apareceram como um
significativo eixo de análise para o processo de
construção/aprendizagem/utilização de conhecimentos matemáticos dos
jovens/adultos do São Carlos. Buscando-se possíveis contribuições
desse meu estudo, para as práticas pedagógicas em educação de jovens e
adultos, teria algumas considerações a fazer. Em primeiro lugar, essa
pesquisa representou uma tentativa de dar voz, a um grupo de jovens e
adultos do ensino fundamental, sobre suas formas de conhecimento. Esse
mundo da vida cotidiana que parece estar tão afastado do mundo da escola
tem muito a ensinar a educadores matemáticos. Os conhecimentos
matemáticos do cotidiano são ricos, complexos, lógicos. Precisam ser
legitimados pela escola, para facilitar a aprendizagem desses outros
conhecimentos matemáticos, os formais, que os jovens/adultos também
buscam acessar. Em segundo lugar, acredito que o afastamento mundo da vida
cotidiana/mundo da escola talvez viesse a ser menor, se professores e
profissionais da educação compreendessem os motivos que levam os adultos
a resistir a uma simples passagem dos conhecimentos matemáticos práticos
para os conhecimentos matemáticos escolares. Não se trata de uma ponte,
mas antes de um diálogo que deve ser respeitoso de parte a parte. Se há
respeito, há troca. Se há horizontalidade, há menos resistência. A
busca de uma possível integração dos conhecimentos matemáticos
escolares com os do cotidiano não pode ser um pretexto para a
desvalorização do conhecimento primeiro do educando. Talvez porque sinta
essa desvalorização oculta, esse adulto não dialoga como poderia,
portanto não aprende como poderia. Concordo com Pedro Garcia, quando este
diz que: "é a relação de poder que deve mudar para que o agente
possa decodificar o que os grupos populres têm a dizer." (GARCIA,
1984:101) Referências bibliográficas CARRAHER, T., CARRAHER, D.&
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Traditional Work of Women". In I. Gal (ed.) Adult Numeracy
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Inc.,2000 (269-301); KNIJNIK, G. Exclusão e resistência: Educação
matemática e legitimidade cultural. Porto Alegre: Artes Médicas,1996;
LOPES, A J. "Explorando o uso da calculadora no ensino de matemática
para jovens e adultos". Alfabetização e Cidadania 6. São Paulo:
RAAAB,1997 (67-79); MACHADO, M. M. "Política Educacional para Jovens
e Adultos : Lições da História" . São Paulo: Programa de Estudos
Pós-Graduados em Educação. Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo, 1999 (mimeo); MONTEIRO, A. Etnomatemática: as possibilidades
pedagógicas num curso de alfabetização para trabalhadores rurais
assentados. Campinas: Faculdade de Educação da UNICAMP, 1998 (Tese de
Doutorado); OLIVEIRA, H. D. L. "Entre quartas, braças e hectares: a
educação matemática enraizada no rural". Alfabetização e
Cidadania 14. São Paulo: RAAAB, 2002 (43-51); OLIVEIRA, M. K.
"Jovens e Adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem"
Revista Brasileira de Educação. São Paulo: ANPED – Associação
Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação, n. 12, 1999
(59-73); PEIRANO, M. A favor da etnografia. Rio de Janeiro:
Relume-Dumará,1995; RIBEIRO, V. M. M. (coordenção e texto final)
Educação de jovens e adultos : proposta curricular para o 1o segmento do
ensino fundamental. São Paulo : Ação Educativa; Brasília: MEC,1997;
SINGH, E. "Adult numeracy and new Technology in the UK". Anais
do II Congresso Internacional de Etnomatemática. Ouro Preto, 2002 (1-4)
(Publicação em CD-ROM); TOLEDO, M. E. R. O. « Numeramento,
metacognição e aprendizagem matemática de jovens e adultos » Anais da
25a Reunião Anual da Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em
Educação. Caxambu: ANPED, 2002 (1-15) (Publicação em CD-ROM); VERGNE,
C. M. A história dos rostos esquecidos: a violência no olhar sobre os
moradores de favelas cariocas. Rio de Janeiro: Departamento de Psicologia
da PUC/RJ, 2002 (Dissertação de Mestrado).
Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 |
|
58 |
Ribeirão Claro dará cesta básica e eletrodomésticos
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.ribeiraoclaro.com.br/noticias/indice.html#
Autor(es):
Prefeitura de Ribeirão Claro
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Prefeito Mário Augusto Pereira quer acabar o constrangimento de adultos
na hora de procurar ajuda para aprender a ler e escrever
Cópia do Texto:
Ribeirão Claro dará cesta básica e eletrodomésticos para incentivar a
alfabetização de jovens e adultos Prefeito Mário Augusto Pereira quer
acabar o constrangimento de adultos na hora de procurar ajuda para
aprender a ler e escrever Ribeirão Claro - Os jovens e adultos
ribeirão-clarenses que procurarem a rede pública de ensino para aprender
a ler e escrever concorrerão a uma cesta básica mensal e a um
eletrodoméstico no fim do ano. A novidade, anunciada pelo prefeito Mário
Augusto Pereira, será implantada em Ribeirão Claro tão logo a Câmara
Municipal aprove projeto de lei neste sentido, que já foi encaminhado
pelo Executivo. "Queremos incentivar a alfabetização de jovens e
adultos", disse o prefeito Mário Augusto Pereira. "Normalmente,
eles têm vergonha da condição em que se encontram e evitam a escola por
constrangimento". Para incentivar o bom aproveitamento das aulas, o
texto do projeto de lei destaca no artigo terceiro: "a coordenação
(do programa) e professores da educação de jovens e adultos serão
responsáveis pela avaliação e indicação dos alunos que participarão
do sorteio, obedecendo os critérios de aproveitamento e
freqüência". De acordo com o IDH (Índice de Desenvolvimento
Humano), Ribeirão Claro tem na população de 11 mil habitantes, uma taxa
estimada em 11% de jovens e adultos que não sabem ler e escrever.
"Queremos baixar esse percentual", diz o prefeito Mário Augusto
Pereira. Atualmente, Ribeirão Claro mantém em funcionamento turmas com
74 alunos para a alfabetização de jovens e adultos no Tiro de Guerra e
Escola Municipal Correia Defreitas, de acordo com a secretaria municipal
de Educação, Rogéria Aparecida Camargo Lima Bellia. A meta é implantar
o curso também nos bairros rurais da Cachoeira e dos Três Corações.
Dos 74 alunos jovens e adultos que freqüentam as salas de
alfabetização, 14 são servidores públicos que freqüentam as aulas no
Tiro de Guerra na última hora do expediente de trabalho, entre 17h00 e
18h00. As aulas de alfabetização são ministradas por uma professora da
rede municipal de ensino. O combate ao analfabetismo entre jovens e
adultos foi adotado pelo prefeito Mário Augusto Pereira para erradicar o
analfabetismo no município.
Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 |
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Satisfação das necessidades básicas de aprendizagem
de jovens e adultos no Brasi
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português -
URL: http://www1.worldbank.org/education/adultoutreach/portuguese/doc/Haddad&Pierroportuguese.doc
Autor(es):
HADDAD, Sérgio PIERR, Maria Clara Di
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Por educação de adultos entende-se o conjunto de processos de
aprendizagem, formais ou não formais, graças aos quais as pessoas cujo
entorno social considera adultos desenvolvem suas capacidades, enriquecem
seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou
profissionais ou as reorientam a fim de atender suas próprias
necessidades e as da sociedade. A educação de adultos compreende a
educação formal e permanente, a educação não formal e toda a gama de
oportunidades de educação informal e ocasional existentes em uma
sociedade educativa e multicultural, na qual se reconhecem os enfoques
teórico e baseados na prática". (Art. 3o. da Declaração de
Hamburgo sobre Educação de Adultos).
Cópia do Texto:
Por educação de adultos entende-se o conjunto de processos de
aprendizagem, formais ou não formais, graças aos quais as pessoas cujo
entorno social considera adultos desenvolvem suas capacidades, enriquecem
seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou
profissionais ou as reorientam a fim de atender suas próprias
necessidades e as da sociedade. A educação de adultos compreende a
educação formal e permanente, a educação não formal e toda a gama de
oportunidades de educação informal e ocasional existentes em uma
sociedade educativa e multicultural, na qual se reconhecem os enfoques
teórico e baseados na prática". (Art. 3o. da Declaração de
Hamburgo sobre Educação de Adultos). A V Conferência Internacional de
Educação de Adultos (Hamburgo, 1997) promovida pela UNESCO formulou um
conceito amplo de formação de pessoas adultas que compreende uma
multiplicidade de processos formais e informais de aprendizagem e
educação continuada ao largo da vida. Essa concepção ampliada já
estivera presente na Conferência Mundial de Educação Para Todos
(Jomtien, 1990) e no Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades
Básicas de Aprendizagem, refletindo-se nos indicadores de avaliação da
década. Um desses indicadores refere-se ao objetivo de ampliação dos
serviços de educação básica e capacitação de pessoas jovens e
adultas em competências essenciais à vida cotidiana, ao trabalho e à
participação cidadã. A metodologia de avaliação proposta pela UNESCO
sugere que se analise a ampliação das oportunidades escolares e
extra-escolares para jovens e adultos proporcionadas por múltiplos
provedores governamentais e não governamentais, sua pertinência frente
às necessidades de aprendizagem dos indivíduos e comunidades,
considerando indicadores de eqüidade (territorial, de gênero, étnica e
geracional), qualidade (formação dos educadores, conteúdos, materiais e
métodos) e gestão (políticas públicas, financiamento, legislação e
avaliação). Recomenda ainda que a eficácia dos programas seja avaliada
em função de mudanças de comportamento e de seus impactos na melhoria
das condições de saúde, emprego e produtividade dos indivíduos e
grupos. Uma avaliação dessa natureza implicaria abarcar não só os
programas de educação escolar de jovens e adultos, mas toda uma gama
diversa de atividades socioculturais, de formação para a cidadania,
qualificação e atualização para o trabalho e para a geração de
renda, promovidos por diferentes órgãos governamentais e não
governamentais, incluindo programas preventivos de saúde, de formação
política e informação sobre direitos, de promoção de jovens, mulheres
e idosos, capacitação de conselheiros e agentes comunitários,
qualificação e atualização profissional, extensão agrícola,
capacitação para o uso de recursos informáticos, aprendizagem de
línguas estrangeiras, etc. A avaliação de impactos sobre as condições
de vida da população, por sua vez, exigiria a realização de surveys de
grande porte, combinados a estudos qualitativos, preferentemente
longitudinais, que são raros ou não se encontram disponíveis no acervo
de pesquisa sobre educação de jovens e adultos no Brasil . Ainda que
compartilhemos o conceito amplo de educação de jovens e adultos
formulado em Hamburgo, não está ao nosso alcance realizar uma
avaliação tão complexa e abrangente. Parece prioritário e viável
apreciar alguns aspectos da educação escolar de jovens e adultos, não
só por ser um objeto acessível e mensurável, mas também porque incide
sobre um direito básico da cidadania que é o acesso à alfabetização e
ao ensino básico. 1. Declínio do analfabetismo e evolução dos níveis
de escolaridade O Brasil continua a deter o maior contingente de
analfabetos absolutos e pessoas jovens e adultas com baixa escolaridade do
continente. Também em termos relativos, os índices de analfabetismo e as
taxas de escolaridade da população são bastante inferiores aos países
latino-americanos com nível de desenvolvimento equivalente,
equiparando-se aos países menos desenvolvidos da América Latina e
Caribe. O analfabetismo absoluto vinha regredindo em ritmo lento ao longo
deste século, mas teve uma queda importante no transcorrer dos anos 90,
declinando mais de cinco pontos percentuais entre 1991 e 1997. Pela
primeira vez na história, o analfabetismo começa a recuar também em
números absolutos. A seguir nesse ritmo, porém, o Brasil não
conseguirá atingir a meta assumida em Jomtien de reduzir até o ano 2000
o analfabetismo a metade dos índices de 1990. Evolução do analfabetismo
no Brasil entre pessoas de 15 anos ou mais - 1920/1996 Ano/Censo Total
Analfabetos % 1920 17.557.282 11.401.715 64,90 1940 23.709.769 13.269.381
56,00 1950 30.249.423 15.272.632 50,50 1960 40.278.602 15.964.852 39,60
1970 54.008.604 18.146.977 33,60 1980 73.541.943 18.716.847 25,50 1991
95.837.043 19.233.758 20,07 1996* 107.540.981 14.018.960 13,03 1997** - -
14,7 *Refere-se à população sem instrução, e não àquela analfabeta
pelos critérios censitários. **Exclusive a população rural de
Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Fontes: IBGE. Censos
Demográficos e Contagem da População 1996. PNAD 1997. Embora o índice
médio de analfabetismo absoluto tenha diminuído, a distribuição do
fenômeno no território nacional continua a ser assimétrica,
registrando-se taxas muito elevadas na Região Nordeste e nas zonas rurais
de todo o país. Brasil: População sem instrução nas Grandes Regiões
e Zonas Rurais- 1996 Grandes População com 15 anos ou + Sem Instrução
Regiões Total Rural Total % Rural % Brasil 107.534.609 21.446.980
14.018.249 13,0 5.749.714 26,8 Norte 6.895.175 2.465.415 1.086.588 15,7
604.553 24,5 Nordeste 28.900.655 9.414.296 6.845.549 23,7 3.607.057 38,3
C. Oeste 7.145.433 1.079.302 788.674 11,0 214.997 19,9 Sudeste 48.009.961
4.782.153 4.021.464 8,4 904.771 18,9 Sul 16.583.385 3.705.814 1.275.974
7,7 418.336 11,3 Fonte: IBGE. Contagem da População 1996. A
desagregação das estatísticas por faixas etárias permite verificar que
a elevação das taxas de alfabetização está diretamente relacionadas
aos grupos etários mais jovens. Há, pois, evidências de que os
progressos observados resultam antes da democratização das oportunidades
educacionais na infância e adolescência que dos esforços empreendidos
ao longo das últimas décadas no campo da educação das pessoas adultas.
Brasil: Anos de estudo da população com 15 anos ou mais - 1996
População Anos de Instrução Idade Total Nenhuma % - de 1 % 1 a 3 % 4 a
7 % 8 a 11 % 12 ou + % Total 106.623.851 14.018.960 13,1 1.226.355 1,1
19.418.606 18,2 36.085.455 33,8 28.515.093 26,7 7.359.382 6,9 15 a 19
16.507.321 618.434 3,7 275.818 1,1 2.716.859 16,4 17.488.217 45,4
5.280.401 32,0 127.589 0,7 20 a 24 14.295.099 732.412 5,1 96.735 0,7
2.070.332 14,5 5.155.324 36,0 5.259.255 36,8 981.041 6,8 25 a 29
12.875.554 833.198 6,5 78.110 0,6 1.926.689 15,0 4.496.603 34,9 4.445.857
34,5 1.095.097 8,5 30 a 34 12.304.342 930.617 7,6 82.942 0,7 1.990.736
16,2 4.102.187 33,3 3.990.193 32,5 1.207.667 9,8 35 a 39 10.721.075
1.015.622 9,5 89.929 0,8 1.874.474 17,5 3.573.592 33,3 3.029.643 28,2
1.137.815 10,6 40 a44 9.178.837 1.133.383 12,3 93.592 1,0 1.800.125 19,6
2.921.535 31,8 2.257.408 24,6 972.794 10,5 45 a 49 7.405.722 1.261.159
17,0 92.091 1,2 1.638.091 22,1 2.259.993 30,5 1.452.560 19,6 701.828 9,5
50 ou + 22.998.082 7.433.875 32,3 383.626 1,7 5.318.741 23,1 5.995.522
26,0 2.743.190 12,0 1.123.128 4,9 Ignorada 337.819 60.257 17,8 33.512 9,9
82.559 24,4 92.482 27,4 56.586 16,7 12.423 3,7 Urbano 85.334.432 8.268.870
9,7 768.153 0,9 13.025.453 15,3 29.480.704 34,5 26.579.764 31,1 7.211.488
8,4 Rural 21.289.419 5.750.090 27,0 458.182 2,1 6.393.153 30,0 6.604.751
31,0 1.935.329 9,0 147.894 0,7 Fonte: IBGE - Contagem da População 1996.
Entretanto, há fortes indícios de que os baixos índices de permanência
e progressão no sistema de ensino público e seus escassos resultados
qualitativos estejam reproduzindo continuamente um contingente numeroso de
analfabetos funcionais , pois apenas um terço da população jovem e
adulta concluiu os oito anos de escolaridade obrigatória e, mesmo entre
os adultos jovens, o percentual daqueles que seguiram mais de três anos
de estudos continua a ser reduzido. Na faixa etária de 15 a 19 anos, por
exemplo, dois terços dos jovens não concluíram o ensino fundamental e
21,2% deles têm menos de quatro anos de estudos. O analfabetismo no
Brasil não é, pois, apenas um problema residual herdado do passado
(suscetível de tratamento emergencial ou passível de superação
mediante a simples sucessão geracional), e sim uma questão complexa do
presente, que exige políticas públicas consistentes, duradouras e
articuladas a outras estratégias de desenvolvimento econômico, social e
cultural. 2. Produção social do analfabetismo e o comportamento dos
indicadores de eqüidade Dentre os fatores de produção social do
analfabetismo mediados pelo sistema escolar, há que considerar-se
primeiramente o acesso e permanência na escola durante a infância e
adolescência que, ainda hoje, não está assegurado a parcelas
expressivas da população, com um diferencial negativo para aquela do
sexo masculino. Brasil: Crianças e adolescentes que não freqüentam
escola por idade e sexo - 1996 Grupo etário Total Masculino Feminino 4 a
6 anos 44,6% 46,4% 43,7% 7 a 9 anos 8,6% 9,3% 7,9% 10 a 14 anos 10,5%
11,1% 9,9% Fonte: IBGE. Contagem da População de 1996. Outro fator de
exclusão educacional são os elevados índices de reprovação, evasão e
reingresso no sistema escolar, que resultam em acentuada defasagem na
relação idade/série ideal. Também neste caso observa-se um diferencial
negativo para os estudantes do sexo masculino. Brasil: Defasagem entre a
idade e série escolar na população de 7 a 18 anos (em %) Idade em anos
7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Homens 14,7 40,9 52,3 60,6 65,5 70,9 74,6
77,6 79,8 81,4 82,8 89,8 Mulheres 13,0 35,5 45,2 52,9 57,9 62,4 65,8 68,5
71,4 73,2 75,3 86,4 Fonte: IBGE. Contagem da População de 1996 A renda
familiar vem sendo principal fator de discriminação no acesso à
alfabetização no Brasil, sobredeterminando as diferenças observadas
entre os grupos etários, as populações rurais e urbanas e das
diferentes regiões do país, enquanto gênero e raça operam como fatores
relativamente independentes da condição socioeconômica na
determinação das oportunidades educacionais. Brasil*: Analfabetismo (%)
por faixa etária, sexo, renda e situação de domicílio- 1990 Região
Sexo Rendimento Familiar (em salários mínimos) Domicílio e Idade Masc.
Fem. Até ¼ De ¼ a ½ De ½ a 1 De 1 a 2 + de 2 Urb. Rur. Total 23,8
22,8 45,8 36,9 22,5 11,6 3,8 13,5 37,8 15 a 19 12,4 6,4 26,1 18,4 9,0 3,1
1,2 5,3 20,5 20 a 24 11,4 8,2 29,5 23,1 11,7 4,2 1,1 5,6 23,3 25 a 29 11,7
8,7 33,9 23,8 11,6 5,1 1,1 6,1 24,5 30 a 39 13,1 13,5 40,7 29,8 14,9 6,6
1,4 8,9 29,7 40 ou + 27,7 33,9 63,2 59,5 42,8 24,8 7,4 23,2 54,5 *
Exclusive população rural da Região Norte. Fonte: PNAD 1990, apud
Anuário Estatístico 1992, citado por Rosemberg & Piva, 1997, p. 133.
As mulheres brasileiras têm hoje, em média, uma sutil vantagem nos
níveis de escolaridade em relação aos homens, resultado das condições
diferenciais de acesso, permanência e desempenho escolar nas novas
gerações. Brasil - Anos de estudo da população com 15 anos ou mais por
sexo - 1996 População Anos de Instrução Idade Total Nenhuma % - de 1 %
1 a 3 % 4 a 7 % 8 a 11 % 12 ou + % Total 106.623.851 14.018.960 13,1
1.226.355 1,1 19.418.606 18,2 36.085.455 33,8 28.515.093 26,7 7.359.382
6,9 Homem 51.895.384 6.787.310 13,0 654.873 1,3 9.936.026 19,1 17.850.951
34,4 13.129.034 25,3 3.537.190 6,8 Mulher 54.728.467 7.231.650 13,2
571.482 1,0 9.482.580 17,3 18.234.504 33,3 15.386.059 28,1 3.822.192 7,0
Fonte: IBGE - Contagem da População 1996. A pertinência aos subgrupos
étnico-raciais constitui fator de diferenciação no acesso à
alfabetização e combina-se ao gênero para produzir uma acentuada
desvantagem nos níveis de escolaridade de indígenas e afro-descendentes,
especialmente os do sexo feminino. Brasil: População com 15 anos ou mais
por condição de alfabetização, cor e sexo 1991 População com 15 anos
ou mais Feminina Masculina Cor Total (%) Analfabet. (%) Total Analfabet.
(%) Total Analfabet. (%) Total 95.810.647 100 18.587.459 19,4 49.157.948
9.662.210 19,7 46.652.699 8.925.249 19,1 Branca 51.231.863 53,5 6.091.433
11,9 26.957.819 3.407.726 12,6 24.274.044 2.683.707 11,1 Negra 5.132.592
5,3 1.614.852 31,5 2.531.415 828.594 32,7 2.601.177 786.258 30,2 Parda
38.471.177 40,1 10.708.538 27,8 19.174.382 5.331.832 27,8 19.296.795
5.376.706 27,9 Amarela 485.906 0,5 26.189 5,4 243.167 16.297 6,7 242.739
9.892 4,1 Indígena 171.069 0,2 86.945 50,8 84.306 45.980 54,5 86.763
40.965 47,2 S/ inform. 318.040 0,3 59.502 18,7 166.859 31.781 19,0 151.181
27.721 18,3 Fonte: IBGE. Censo Demográfico 1991. Brasil: Taxas de
analfabetismo na população com 15 anos ou mais por cor - 1997* Total
Branca Preta Parda 14,7% 9,0% 22,2% 22,2% * Exclusive a população rural
de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Fonte: IBGE. PNAD.
Assim, é legítimo concluir que as oportunidades educacionais da
população jovem e adulta brasileira continuam a ser negativamente
afetadas por fatores socioeconômicos, espaciais, geracionais, étnicos e
de gênero, que combinam-se entre si para produzir acentuados desníveis
educativos. 3. Os direitos constitucionais e outros marcos legais Pela
primeira vez na história brasileira, o Art. 208 da Constituição de
outubro de 1988 conferiu à população jovem e adulta o direito à
educação fundamental, responsabilizando os poderes públicos pela oferta
universal e gratuita desse nível de ensino àqueles que a ele não
tiveram acesso e progressão na infância e adolescência. Em seu texto
original, o Art. 50 das Disposições Transitórias da Constituição de
1988 conferiu um prazo de dez anos para a universalização do ensino
fundamental e a erradicação do analfabetismo, período durante o qual as
três esferas de governo ficavam obrigadas a dedicar a esses objetivos 50%
dos recursos públicos vinculados à educação. A nova Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional (LDB) tramitou no Congresso por oito anos e
foi, finalmente, aprovada ao final de 1996. Embora o Art. 4o da LDB 9.394
tenha reiterado os direitos constitucionais da população jovem e adulta
ao ensino fundamental, a Emenda 14, aprovada quase na mesma data, alterou
a redação do Art. 208 da Constituição, de modo a desobrigar jovens e
adultos da freqüência à escola. Embora não tenha sido esta a
intenção do legislador, tal mudança no texto constitucional deu margem
a interpretações que descaracterizam o direito público subjetivo,
desobrigando os poderes públicos da oferta universal de ensino
fundamental gratuito para esse grupo etário. A Emenda 14 alterou a
redação do Art. 50 das Disposições Constitucionais Transitórias,
substituindo o compromisso decenal com a erradicação do analfabetismo e
a universalização do ensino fundamental por um mecanismo de
operacionalização do regime de cooperação entre as esferas de governo:
os Fundos de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e
Valorização do Magistério (FUNDEF). Esse processo de desconstituição
dos direitos educativos consolidou-se no veto presidencial ao inciso II do
Art. 2 o da Lei 9424/96, que regulamentou a Emenda 14, excluindo as
matrículas no ensino fundamental de jovens e adultos dos cálculos para a
redistribuição de recursos vinculados entre esferas de governo através
do FUNDEF. Diante das limitações ao financiamento decorrente dessa
media, as instâncias subnacionais de governo, às quais cabe a oferta de
ensino fundamental à população jovem e adulta, foram objetivamente
desestimuladas a expandir esse nível e modalidade educativos, o que já
em 1998 se fez refletir na redução das matrículas. Evolução da
matrícula inicial no Ensino Fundamental de Jovens e Adultos - 1995/1998
Ano Total Federal % Estadual % Municipal % Particular % 1995 2.136.508 285
0,0 1.378.098 64,5 506.600 23,7 251.525 11,8 1997 2.210.325 844 0,0
1.454.687 65,8 582.921 26,4 171.873 7,8 1998 2.081.750 561 0,0 1.316.482
63,2 629.201 30,2 135.506 6,5 Fonte: MEC/INEP, apud: MEC.SEF, 1999. 4.
Indicadores de cobertura Os dados censitários do IBGE disponíveis para o
ano de 1996 informaram que 11% da população brasileira com idade igual
ou superior a 15 anos participava em alguma modalidade do ensino básico.
Brasil: População com 15 anos ou mais que freqüenta a escola básica -
1996 Grau Total (T)l % População 107.534.609 100,0 Freqüenta escolas
11.977.753 11,1 Alfabetização 97.815 0,1 Ensino Fundamental 6.863.098
6,4 Ensino Médio 5.016.840 4,6 Fonte: IBGE. Contagem da População 1996
A maior parte da população com 15 anos ou mais que freqüentava o ensino
fundamental não o fazia em programas de educação de adultos, sendo
constituída por jovens que assistiam ao ensino fundamental regular com
algum grau de defasagem na relação idade/série ideal. Os índices de
cobertura dos programas de educação de jovens e adultos, segundo esta
fonte, situavam-se em menos de 1% da demanda potencial por alfabetização
e exatos 4% da demanda por ensino fundamental. População com 15 ou mais
por anos de estudo e freqüência ao ensino fundamental -1996 Anos de
estudos da população com 15 anos ou mais Sem instrução e menos de 1
ano 1 a 7 anos de estudos Freqüentam escola Freqüentam escola Total
Alfabetização de adultos % Total Ens. fundamental regular % Ens.
fundamental de adultos % 15.150.760 97.815 0,65 55.324.958 4.652.773 8,41
2.210.325 4,00 Fonte: IBGE. Contagem da População 1996; MEC.INEP. Censo
Escolar 1996. Cotejadas as estatísticas de atendimento produzidas pelo
sistema educacional, os índices de cobertura dos programas
especificamente destinados a jovens e adultos (ensino supletivo) situam-se
em torno dos 3% da demanda potencial por cada um dos segmentos
específicos do ensino básico (alfabetização, 1o.e 2o.segmentos do
ensino fundamental e ensino médio). População com 15 ou mais por anos
de estudo (1996) e freqüência ao ensino supletivo (1997) Anos de estudos
da população com 15 anos ou mais com escolaridade básica incompleta(A)
Sem instrução a 3 anos 4 a 7 anos 8 a 10 anos 34.663.152 39,77%
36.083.829 41,40% 16.407.639 18,83% Matrícula inicial em cursos de
educação básica de jovens e adultos por nível (B) Alfabetização e
1a. a 4a. séries % (B/A) 5a. a 8a séries % (B/A) Ensino médio % (B/A)
1.043.188 3,01 1.311.253 3,63 390.925 2,38 Fontes: IBGE. Contagem da
População 1996; MEC.INEP. Sinopse Estatística da Educação Básica.
Censo Escolar 1997. O atendimento encontra-se altamente urbanizado, tendo
pois reduzida incidência sobre o analfabetismo e os baixos níveis de
escolarização da população rural. A distribuição regional das
matrículas não mantinha correspondência com demanda potencial,
refletindo antes a capacidade instalada dos sistemas de ensino em
financiar programas e prover vagas. A Região Nordeste, por exemplo, na
qual vivem 48,83% dos analfabetos do país, tem apenas 27,86% das
matrículas no ensino fundamental de jovens e adultos. Brasil: População
com 15 anos ou mais sem instrução por regiões - 1996 REGIÃO TOTAL %
RURAL % URBANO % Norte 1.086.588 7,75 604.553 55,64 482.035 44,36 Nordeste
6.845.549 48,83 3.607.057 52,69 3.238.492 47,31 Centro-Oeste 788.674 5,62
214.997 27,26 573.677 72,74 Sudeste 4.021.464 28,68 904.771 22,50
3.116.693 77,50 Sul 1.275.974 9,10 418.336 32,79 857.638 67,21 BRASIL
14.018.249 100,00 5.749.714 41,02 8.268.535 58,98 Fonte: IBGE. Contagem da
População 1996. Brasil: Matrícula inicial no ensino fundamental
supletivo por regiões - 1997 REGIÃO TOTAL % RURAL % URBANO % Norte
298.977 12,70 18.376 6,15 280.601 93,85 Nordeste 655.867 27,86 55.721 8,50
600.146 91,50 Centro-Oeste 151.948 6,45 5.205 3,43 146.743 96,57 Sudeste
938.568 39,86 23.422 2,50 915.146 97,50 Sul 309.081 13,13 5.232 1,69
303.849 98,31 BRASIL 2.354.441 100,00 107.956 4,59 2.246.485 95,41 Fonte:
MEC/INEP/SEEC. 1997. O INEP/MEC não coleta dados de atendimento em
educação de jovens e adultos por idade, sexo e cor, sendo, pois,
impossível apreciar questões de equidade relativas a geração, gênero
e etnia. 5. Distribuição do atendimento pelas esferas de governo Os 2,8
milhões de estudantes da educação de jovens e adultos (aí incluídas
as matrículas no ensino profissionalizante) representavam, em 1997, 5,85%
do alunado do ensino básico brasileiro; 2,2 milhões deles estavam
matriculados no ensino fundamental e 65,8% nas redes estaduais de ensino.
Brasil: Matrículas no ensino básico de jovens e adultos por dependência
administrativa - 1997 Dependência Administrativa Modalidade Total %
Federal % Estadual % Municipal % Particular % Ens. de jovens e adultos
2.881.770 5,85 1.609 0,05 1.808.161 62,7 683.078 23,7 388.922 13,5 Total
do ensino básico 49.235.117 100,0 166.955 0,34 25.368.006 51,5 17.106.588
34,7 6.593.578 13,4 Fonte: MEC. INEP. 1998. Sinopse Estatística da
Educação Básica. Censo Escolar 1997. Brasília, 1998. Apesar da
acentuada "estadualização" das matrículas, a análise de
séries históricas permite reconhecer uma tendência à municipalização
do ensino fundamental de jovens e adultos (vide tabela apresentada no
tópico 3). 6. O financiamento da educação de jovens e adultos Os dados
sobre o financiamento público da educação são de difícil acesso,
especialmente no que concerne aos governos subnacionais. Um esforço de
coleta e compatibilização vem sendo desenvolvido pelo IPEA para alguns
anos da década de 90. Segundo essa fonte e metodologia, as despesas
efetuadas pelas três esferas de governo na educação de jovens e adultos
representou 0,3% do gasto total com educação nos anos de 1994 e 95. Os
Estados responderam por mais de 2/3 das despesas efetuadas com educação
de jovens e adultos e os municípios por quase ¼ dos gastos, uma
proporção que corresponde aproximadamente às respectivas
participações nas matrículas. Gasto consolidado das três esferas de
governo em educação de jovens e adultos - 1994/1995 Ano Categoria
Governo Governos Estaduais Governos Municipais TOTAL % de Gasto Federal
Transfer. Recursos TOTAL Transfer. Transfer. Recursos TOTAL Recursos
Negocia- Orçament. Negocia- de Orçament do Orça- das do Governo das do
Governos Governo mento Gov. Fed. Estadual Gov. Fed. Estaduais Municipal 94
Ensino 212 3.134 29.133 32.267 1.916 0 12.406 14.322 46.801 0,31 Supletivo
0,45% 68,94% 30,60% 100% Total 3.607.734 598.145 6.453.312 7.051.457
308.119 152.379 3.837.001 4.297.498 14.956.689 100 % s/ Total 24,12% 4,00%
43,14% 47,14% 2,06% 1,02% 25,65% 28,73% 100% 95 Ensino 3.955 5.699 59.599
65.298 1.486 0 23.056 24.542 93.795 0,33 Supletivo 4,21% 69,62% 26,16%
100% Total 5.638.131 1.081.973 12.636.983 13.718.956 220.133 566.554
7.789.429 8.576.116 27.933.203 100 % s/ Total 20,18% 3,87% 45,24% 49,11%
0,79% 2,03% 27,88% 30,70% 100% Fonte: IPEA/DIPOS, com base em SIAFI/SIFOR
para esfera federal, e IBGE/DNCA para esferas subnacionais. Para o governo
federal há dados mais recentes, pelos quais observa-se uma tendência
sutil de crescimento do gasto com educação de jovens e adultos, embora o
setor continue a perceber a menor parcela do orçamento atribuído a todos
os níveis e modalidades de ensino. Governo Federal: Execução de
Despesas em Educação por Programa 1995/97 (em R$ mil de 1995) % sobre
Total % do PIB Programas 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997
Educ. 0 a 6 anos 244.425 240.347 235.311 2,98 3,15 3,11 0,04 0,03 0,03
Ensino Fundamental 2.579.478 2.593.328 2.734.135 31,46 33,96 36,14 0,38
0,37 0,38 Ensino Médio 570.036 458.313 433.461 6,95 6,00 5,73 0,08 0,07
0,06 Ensino Superior 4.694.436 4.220.443 4.027.490 57,25 55,27 53,23 0,69
0,61 0,56 Ensino Supletivo 14.229 21.314 23.728 0,17 0,28 0,31 - - - Educ.
Física e Desp. 59.162 47.982 79.633 0,72 0,63 1,05 0,01 0,01 0,01 Assist.
a Educandos 27.061 20.279 0 0,33 0,27 0 - - - Educação Especial 10.835
33.808 32.145 0,13 0,44 0,42 - - - Administ. e outros 1.627.798 1.325.910
1.555.479 16,56 14,80 17,05 0,24 0,19 0,22 TOTAL 9.827.460 8.961.724
9.121.381 100,00 100,00 100,00 1,45 1,29 1,27 Fontes: Ministério da
Fazenda/CGC; Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo
Federal. A maior parcela dos recursos federais é destinada a
transferências voluntárias aos Estados e Municípios mediante convênios
firmados com o FNDE, mas os valores conveniados têm sido muito inferiores
aos demandados e, inclusive, aos orçados, revelando um baixo grau de
eficiência desse sistema de transferências. Demanda e conveniamento de
recursos federais para EJA por órgão executor 1995/97 (em R$) Ano 1995
1996 1997 Tipo Demandado Conveniado % Demandado Conveniado % Demandado
Conveniado % Estados e DF 7.749.309 5.347.281 69 48.315.450 14.598.103 30
29.988.266 16.252.952 54 Municípios 1.830.763 1.485.764 81 10.273.377
3.869.105 37 18.862.949 12.115.158 64 ONGs 6.379.007 3.954.554 62
13.695.536 6.639.155 48 7.324.450 5.110.240 69 Total 15.959.079 10.787.601
67 72.284.364 25.106.364 34 56.175.666 33.478.350 59 Fonte: MEC/SEF/FNDE A
distribuição das transferências voluntárias da União aos Estados e
Municípios não obedece um comportamento uniforme do qual se possa
depreender tendências, exceto à ampliação dos valores conveniados com
organizações da sociedade civil. 7. Os programas federais de formação
de pessoas adultas Embora não possua rede própria de escolas de ensino
fundamental, o governo federal detém meios para induzir ações dos
governos subnacionais e da sociedade civil, ou impulsionar programas
próprios de educação de pessoas adultas. No período recente, são
três os programas federais em desenvolvimento: PLANFOR, Alfabetização
Solidária e PRONERA. A Secretaria de Formação do Ministério do
Trabalho aplicou, no triênio 1995/97, quase R$ 600 milhões do Fundo de
Amparo ao Trabalhador (FAT) no Programa de Qualificação e
Requalificação Profissional (PLANFOR), que chegou a 3.800 municípios
brasileiros em 1997. O Programa é descentralizado nos estados e
implementado em parceria com toda sorte de agentes de formação
profissional (empresas, sindicatos patronais e de trabalhadores,
universidades, escolas técnicas, organizações não governamentais,
etc.). Embora o modelo gerencial não favoreça o desenvolvimento de
cursos de duração alongada e o grau de articulação dos organismos de
formação profissional com os sistemas de ensino básico seja reduzido, o
Programa dispõe de um volume substancial de recursos que potencializam
iniciativas de educação básica de jovens e adultos, articuladas a
oportunidades de formação profissional. A maior parte dos recursos
(67,85%) vem sendo utilizada para cursos rápidos (com 103 horas de
duração média) de qualificação e atualização profissional, mas o
Programa incorpora um componente de formação em habilidades básicas
(leitura, escrita, cálculo, etc.) pelo qual passaram 1,8 milhão de
trabalhadores e desempregados no triênio 1995/97. Quando se analisa a
escolaridade dos treinandos do PLANFOR verifica-se que aqueles que não
possuem qualquer escolaridade estão subrepresentados, pois constituem
14,7% da população com 14 anos ou mais e são apenas 5% dos
beneficiários do programa. Escolaridade dos Treinandos do Programa
Nacional de Qualificação do Trabalhador 1997* Condição Homens %
Mulheres % Total % Nenhuma 61 60 40 40 101 5 Fundamental Incompleto 414 53
371 47 785 42 Fundamental 218 45 262 55 480 26 Ensino Médio 184 43 239 57
423 22 Ensino Superior 37 40 55 60 92 5 Total 914 49 967 51 1.881 100 *Em
milhares de treinandos. Exclui casos sem informação e treinandos em
educação a distância. Fonte: BRASIL. MTb. SEFOR. Avaliação gerencial
do PLANFOR : 2o. triênio : resultados 1997. O Conselho da Comunidade
Solidária, organismo vinculado à Presidência da República que
implementa ações sociais emergenciais de combate à pobreza, desenvolve
desde 1996 o Programa Alfabetização Solidária - PAS -, promovido em
parceria entre o Ministério da Educação, empresas, universidades e
municípios. O PAS consiste em uma campanha de alfabetização inicial
desenvolvida em apenas um semestre, dirigida aos municípios mais pobres
que apresentam os índices mais elevados de analfabetismo na faixa etária
de 15 a 19 anos. O Ministério fornece materiais didático-pedagógicos e
alimentação escolar; os municípios mobilizam alfabetizadores,
alfabetizandos e espaços para instalação de salas de aula improvisadas;
as universidades realizam a coordenação e orientação pedagógica e
capacitam os educadores; as empresas cobrem os custos operacionais das
universidades e remuneram os educadores (em sua maioria jovens com
escolaridade básica incompleta). Em seu segundo módulo semestral de 1997
o PAS alcançou 120 municípios, envolveu 22 empresas e 102 universidades
públicas e privadas, criou 690 classes de alfabetização (70% das quais
nas zonas rurais), formou 759 jovens alfabetizadores e atingiu dez mil
educandos (a maioria dos quais são homens) dos quais apenas 19% podiam
ler e escrever pequenos textos ao concluir o curso. O Programa
Alfabetização Solidária padece de algumas das conhecidas limitações
das campanhas de alfabetização de jovens e adultos: maneja um conceito
de alfabetização estreito e não assegura continuidade de estudos ou
oportunidades de consolidação das aprendizagens realizadas; recorre em
parte a educadores leigos; e não incide sobre os fatores socioeconômicos
e culturais que geram e reproduzem o analfabetismo. O Ministério
Extraordinário da Política Fundiária deu início em 1998 ao Programa
Nacional de Educação na Reforma Agrária, elegendo como prioridade a
alfabetização dos trabalhadores rurais assentados. O PRONERA maneja
recursos do Ministério da Educação e do FAT, é desenvolvido em
parceria e co-gerido por um conselho que reúne agentes governamentais,
universidades, igrejas, sindicatos e organizações da sociedade civil,
inclusive o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. A meta inicial
do PRONERA para o primeiro ano era alfabetizar cem mil trabalhadores
rurais assentados, mas os recursos alocados no Programa naquele ano só
permitiriam contemplar 7% dessa meta. 8. Conclusões Ao longo da década
de Educação para Todos, não houve uma ampliação das significativa das
oportunidades educacionais para a população brasileira jovem e adulta e,
consequentemente, o país não conseguirá atingir ao final do milênio a
meta de redução dos índices de analfabetismo a metade daqueles vigentes
em 1990. Os avanços obtidos no campo da alfabetização durante a década
não resultaram dos esforços empreendidos na educação de jovens e
adultos, e sim da combinação do perfil etário e da dinâmica
demográfica à melhoria das condições de acesso das novas gerações ao
ensino fundamental. O analfabetismo funcional apresenta-se como um
fenômeno extenso, difundido por todas as faixas etárias (inclusive entre
os jovens), uma vez que a escolaridade média da população e os níveis
de aprendizagem alcançados situam-se abaixo dos mínimos socialmente
necessários para que as pessoas mantenham e desenvolvam as competências
características do alfabetismo. A inserção marginal da educação de
jovens e adultos na reforma educacional em curso no país faz com que a
cobertura escolar para essa faixa etária continue a ser extremamente
deficitária e inequitativa, considerados os critérios territorial, de
renda, gênero, etnia ou geração. A tendência à descentralização do
atendimento em direção aos municípios pode ser interrompida pelas
limitações ao financiamento decorrentes da implantação do FUNDEF. A
persistirem as atuais condições do financiamento público, francamente
insuficiente, não se pode vislumbrar perspectivas de ampliação dos
níveis de atendimento escolar e, portanto, será impossível cumprir as
metas do Plano Nacional de Educação. Embora o marco legal vigente
assegure o direito universal à educação fundamental, as políticas
públicas em curso tendem a deslocar a alfabetização de jovens e adultos
para o terreno dos programas assistenciais que visam atenuar os efeitos
perversos da exclusão social. Nesse deslocamento, a responsabilidade
pública pela oferta da educação básica à população jovem e adulta
vem sendo progressivamente transferida do aparato governamental para a
sociedade civil, especialmente por meio de estratégias de convênio com
organizações sociais as mais variadas. O discurso governamental a esse
respeito é marcado pela ambigüidade: de um lado, convoca a sociedade
civil organizada cooperar solidariamente na promoção da alfabetização
e, de outro, resiste a assimilar as organizações sociais como
interlocutoras legítimas para a formulação e avaliação das políticas
públicas de educação. 9. Referências bibliográficas BRASIIL. MEC.
SEF. Apoio financeiro à educação de jovens e adultos: relatório 95/98.
Brasília, 1999, 31p. BRUSCHINI, Maria Cristina A. Trabalho das mulheres
no Brasil : continuidades e mudanças no período 1985-1995. São Paulo :
Fundação Carlos Chagas, 1998, 78 p. HADDAD, Sérgio (coord.).
Alfabetismo funcional na cidade de São Paulo. São Paulo : Ação
Educativa, ago. 1997, 285 p. e anexos, mimeo. LETELIER, Maria Eugenia
Gálvez. Escolaridade e inserção no mercado de trabalho : um estudo
comparativo entre a Grande São Paulo (Brasil) e e a Grande Santiago
(Chile). São Paulo, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo,
1999 (Tese de Doutoramento). RIBEIRO, Vera Maria Masagão. Alfabetismo e
atitudes : pesquisa com jovens e adultos. Campinas : Papirus; São Paulo :
Ação Educativa, 1999, 255p. ROSEMBERG, Fúlvia. Subordinação de
gênero e alfabetização no Brasil. IN: Alfabetização : passado,
presente, futuro. São Paulo : FDE, 1993, p.125-148. (Idéias, 19).
ROSEMBERG, Fúlvia; PIVA, Edith (1997). Analfabetismo, gênero e raça no
Brasil. IN: BÓGUS, Lúcia; PAULINO, Yara (orgs.). Políticas de emprego,
políticas de população e direitos sociais. São Paulo : Educ, p.
115-142. UNESCO. CONFINTEA V. Declaración de Hamburgo sobre la Educación
de Adultos y Plan de Acción para el Futuro. Hamburgo : UIE/UNESCO, 1997,
26p. Resoluciones de la V Conferencia Internacional sobre Educación de
Adultos (Hamburgo: 14-18 de julio de 1997). 10. Notas
Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 |
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60 |
Seminário debate sobre analfabetismo
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.noolhar.com/opovo/ceara/265254.html
Autor(es):
NO OLHAR
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Com a parceria Sesi/Fiec, o município de Aracoiaba vai poder implantar
mais 20 turmas de alfabetização de jovens e adultos a partir de agosto
próximo. Outras 10 turmas já funcionam por meio de parceria com outra
entidade. Hoje será realizado na cidade um seminário enfocando os
avanços e a importância da erradicação do analfabetismo
Cópia do Texto:
Com a parceria Sesi/Fiec, o município de Aracoiaba vai poder implantar
mais 20 turmas de alfabetização de jovens e adultos a partir de agosto
próximo. Outras 10 turmas já funcionam por meio de parceria com outra
entidade. Hoje será realizado na cidade um seminário enfocando os
avanços e a importância da erradicação do analfabetismo [18 Junho
00h46min] Um dia ''D'' para marcar a história de Aracoiaba, cidade
localizada a 82 quilômetros de Fortaleza. É como está sendo denominada
a data de hoje, quando se realiza, a partir das 9 horas, na sede da
Secretaria Municipal de Ação Social, o I Seminário de Políticas
Públicas para a Educação de Jovens e Adultos do Município. Erradicar o
analfabetismo entre os seus moradores com idade superior a 15 anos é uma
das preocupações de Aracoiaba, que de acordo com o Censo 2000 do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conta com 26% da
sua população nessa faixa etária sem saber ler, nem escrever. Isso
totaliza 6.125 jovens e adultos analfabetos. Segundo Daniel Monteiro,
coordenador municipal dos programas Alfabetização Solidária e
Recomeço, de Educação de Jovens e Adultos, hoje será apresentado pelo
Serviço Social da Indústria e Federação das Indústrias do Estado do
Ceará (Sesi/Fiec), a parceria que começa a ser desenvolvida com a
cidade, através da qual serão implantadas 20 novas turmas de
alfabetização de jovens e adultos no município, a partir de agosto
próximo. Monteiro afirma que Aracoiaba já conta com 10 turmas do
programa Alfabetização Solidária, em parceria com a Universidade Gama
Filho, e 40 turmas de supletivo 1ª a 4ª e de 5ª a 8ª séries, mantidas
através do Programa Recomeço, que é financiado pelo Ministério da
Educação (MEC). Após firmados os compromissos no evento de hoje, o
passo seguinte será a realização de um censo no município para
identificar exatamente onde estão os analfabetos do município, e de modo
a ver quais comunidades necessitam das turmas de alfabetização que vão
ser implantadas. Uma equipe do Centro de Desenvolvimento da Educação
(Crede 8), estará presente no seminário para apresentar o projeto
''Alfabetização é Cidadania", lançado pelo Governo do Estado.
Data do Texto: 2003-06-18 00:00:00 |
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61 |
SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM UMA
ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE ENSINO
Area de Conhecimento: educação
de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português -
URL: http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=461
Autor(es):
SILVA, Solange Pereira da
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Resumo Este trabalho apresenta uma abordagem histórica da educação de
jovens e adultos na América Latina e no Brasil até os dias atuais. Foi
realizada através de uma pesquisa qualitativa, por considerarmos
importante a cotidianidade dos sujeitos, a análise dos dados nos permitiu
descrever e compreender a realidade vivenciada pelos sujeitos da
educação. E, para não concluir, mas, apostar na busca do eterno novo,
continuamos refletindo sobre a temática abordada acreditando que a
modificação da estrutura dominante só virá quando a educação for um
ponto de partida para a transformação social. Palavra chave -
Alfabetização de jovens e adultos
Cópia do Texto:
Resumo Este trabalho apresenta uma abordagem histórica da educação de
jovens e adultos na América Latina e no Brasil até os dias atuais. Foi
realizada através de uma pesquisa qualitativa, por considerarmos
importante a cotidianidade dos sujeitos, a análise dos dados nos permitiu
descrever e compreender a realidade vivenciada pelos sujeitos da
educação. E, para não concluir, mas, apostar na busca do eterno novo,
continuamos refletindo sobre a temática abordada acreditando que a
modificação da estrutura dominante só virá quando a educação for um
ponto de partida para a transformação social. Palavra chave -
Alfabetização de jovens e adultos Apresentação O presente trabalho é
fruto de uma pesquisa etnográfica realizado em uma escola da rede
pública municipal de Marabá com o objetivo de compreendermos a
situação da Educação de Jovens e Adultos no primeiro segmento.
Considerando que, refletir sobre a Alfabetização de Jovens e Adultos
não nos remete apenas a uma questão de especificidade etária, mas
primordialmente, a uma questão de especificidade cultural, porque esse
território da educação não diz respeito somente a reflexões e ações
educativas dirigidas a qualquer jovem ou adulto visto que, este não é um
estudante universitário ou profissional qualificado que freqüenta cursos
de formação continuada ou de especialização, ou uma pessoa adulta
interessada em aperfeiçoar seus conhecimentos em áreas como artes,
línguas estrangeiras ou música, por exemplo. Geralmente esse aluno é um
migrante, notadamente, oriundos da região Nordeste, que chega nas cidades
provenientes de áreas rurais empobrecidas, filhos de trabalhadores
rurais, que serão, por certo, mão de obra não-qualificada, com baixo
nível de instrução escolar, (muito freqüentemente analfabetos);
outros, com passagem curta e não sistemática na escola, trabalhando em
ocupações urbanas como contingente populacional manobrável, não
qualificados, após uma vasta experiência no trabalho rural na infância
e juventude. Sem contar com as donas e ou funcionárias do lar que por
casarem cedo e assumirem a responsabilidade de construir uma família e
posteriormente cuidar dos filhos, estão buscando os Programas de
Educação de Jovens e Adultos oferecidos pelos sistemas de ensino
destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no
ensino fundamental e médio na idade própria, segundo indicativos da LDB
9394/96. O trabalho está organizado em três capítulos, apresentando no
primeiro, algumas reflexões sobre a persistência do analfabetismo na
América Latina, seguido do histórico da Educação de Jovens e Adultos
no Brasil, desde o período jesuítico até os dias atuais. O segundo
capítulo apresenta os pressuposto teóricos da pesquisa etnográfica, a
metodologia utilizada para a realização da pesquisa, tendo como base,
destacar as observações, entrevistas, análises de documentos,
possibilitando assim, situar o universo da pesquisa, seguindo uma
descrição do perfil dos sujeitos envolvidos, por acreditarmos que, a
nossa pesquisa não teria validade se não considerássemos as opiniões,
as histórias de vida, o próprio cotidiano da escola; uma vez que,
formulamos questionamentos que somente com o contato com os sujeitos
encontraríamos respostas ou justificativas. As questões formuladas foram
divididas em quatro momentos; sendo a primeira interroga sobre os
motivadores que levam homens e mulheres a ingressar e permanecer nos
cursos institucionalizados? A segunda questão discute acerca de se jovem
e adultos encontram na escola as condições necessárias para continuar
estudando? Nosso terceiro questionamento se refere à postura do
educador(a), como ele (a) considera a vida cotidiana de homens e mulheres
simples que participam desses programas institucionalizados? No quarto
questionamento discutimos a possibilidade de diferenciação do currículo
da EJA em relação à alfabetização do ensino fundamental? O terceiro
capítulo analisamos os dados obtidos no trabalho de campo que nos
permitiram descrever e interpretar as questões formuladas em nossa
pesquisa, e chegarmos, parcialmente, a conclusões de que a Educação de
Jovens e Adultos em Marabá precisa ser mais bem estudada, analisada e
reconstruída dentro de uma proposta que considere seus participantes como
seres históricos e sociais. Ressaltamos que, os dados apresentados devem
pois, ser considerados à luz desse caráter inicial, exploratório, o que
afasta qualquer pretensão de análise conclusiva. Não se trata de um
trabalho que tenha trazido todas as respostas para todas as questões
relacionadas aos temas. Os aspectos apontados serviram de guia, reflexão
e estudo mais aprofundado, assim como para não concluir, mas, sinalizam
uma aposta na busca do eterno novo. Capítulo I. A persistência do
analfabetismo na América Latina. O analfabetismo é uma realidade social
que persiste nos países da América Latina com exceção de Cuba, e que
continua se reproduzindo, resistindo, portanto, a desaparecer. Isso
significa dizer que, parte da população nunca freqüentou a educação
básica de primeira à quarta série, não adquiriu ou não domina os
códigos da escrita, as habilidades da leitura, as operações
matemáticas. São os chamados analfabetos funcionais - essa denominação
é utilizada pela UNESCO, notadamente, nos Programas de alfabetização
destinados a jovens e adultos -, que estão impossibilitados de ter acesso
às vantagens econômicas, políticas e culturais que a sociedade oferece
a quem se apropria da leitura e da escrita. Apesar de alguns esforços
realizados nesses países para amenizar o analfabetismo após a segunda
guerra mundial, até a década de 80 existia aproximadamente cinqüenta
milhões de analfabetos acima de quinze anos em todo o continente. Países
como, Venezuela, Guatemala, Uruguai, Chile, Brasil, entre outros, foram
vítimas de longas ditaduras militares que destruiu qualquer organização
sistemática de movimentos populares voltada para a construção de uma
educação pública popular. Dessa forma, além de não conseguirem
resolver o problema do analfabetismo já existente, não conseguiram
evitar a sua reprodução. Em análises comparadas entre os países
latinos americanos o fenômeno do analfabetismo possui grande relevância
entre si, segundo Torres (1992:39), Embora, cada um desses países o
analfabetismo tenha características próprias, em termos gerais e
particulares elas continuam sendo as mesmas de sempre: os efeitos
estruturais do tipo econômico, social, político e cultural próprio dos
paises dependentes e que afetam grande parte da população, a
concentração de renda e superexploração da força do trabalho geram as
situações extremas de pobreza e de miséria das incontáveis famílias e
são responsáveis pela sua capacidade insuficiente ou nula de
reprodução social. Nesse sentido, o fator econômico, sem dúvida,
continua sendo um dos importantes determinantes do analfabetismo, além da
ausência de uma política educacional e cultural por parte dos governos,
dirigidas especificamente para esses setores. Essa política subsidiaria
os gastos que a escola básica requer, conforme declarou o diretor da
UNESCO na V Conferência Mundial de Educação de Adultos (CONFINTEA), e,
por outro lado, garantiria o direito e a qualidade da educação. A falta
de uma política dessa natureza desestimula a permanência dos alunos na
escola. Em relação aos recursos destinados à educação, sabe-se o
quanto são insuficiente às verbas que a maioria dos governos reserva a
ela; e, dessa pequena cota, é bem pouco o que se destina à promoção da
educação básica. Pode-se até argumentar que essas situações estão
mudando na medida em que o país da América Latina tem passado nas
últimas décadas, por profundas mudanças estruturais, que, por sua vez,
aumentaram a escolarização. Isso é inegável, mas, em contrapartida,
segundo Bertussi (1992:40), As elevadas taxas de crescimento apresentadas
pelos paises da região podem até expressar a ampliação das forças
produtivas, a modernização do campo, das áreas urbanas, o
desenvolvimento da industria, do comercio e dos serviços, mas não se
deve perder de vista as conseqüências adversas dessas mudanças;
responsáveis pelo fato de em 1989, 37% do total das famílias viverem em
situação de pobreza e 17% em indigência - o que significa que 44% dos
habitantes da América Latina viviam na pobreza e 21% na indigência.
Essas condições são responsáveis não apenas pela persistência do
analfabetismo nas regiões menos desenvolvidas, mas também nas áreas
rurais, entre homens e mulheres, nos grandes centros urbanos e entre
grupos indígenas. No Brasil, por exemplo, o Censo do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), de 1991 destaca que há mais de 35
milhões de pessoas maiores de catorze anos que não completaram a quarta
série do ensino escolar, destas, cerca de 15,7 milhões de pessoas
residem nas cidades. Quase todos os países latinos americano são
marcados por grandes desigualdades sociais, provocadas pela crise
econômica, pelo pagamento da dívida externa, pelas orientações
neoliberais, que, de certa forma, eximem o Estado das responsabilidades
sobre as suas políticas sociais e de ser o gestor da educação, afetado
por um modelo de acumulação. Desta forma, não é estranho que cada vez
mais os setores populares sejam excluídos de qualquer benefício.
Contudo, essa afirmação, não é válida para o caso de Cuba, pois, no
que se refere à educação naquele país, as taxas de escolarização
não possibilitam comparações; com exceção, é claro, das crianças
que nascem biologicamente incapacitadas para o aprendizado (2,3%) todas as
demais desfrutam da escolarização (97,7%). 1.1. Educação brasileira no
período colonial Historicamente, o Brasil sempre foi mantido numa
situação de dependência. Inicialmente, por Portugal, Inglaterra e por
último, pelos Estados Unidos. Neste sentido, a educação se constituiu
em um dos instrumentos utilizados para interesses dos sucessivos grupos
que ocuparam o poder, para promover e preservar essa dependência. Pensar
a educação a partir do marco da história da educação no Brasil nos
remete ao sistema educacional fundado pelos jesuítas. Tratava-se da
aculturação sistemática dos nativos através da educação que perdurou
por 210 anos, e que não relegou suas funções como dominadores
espirituais, ancorando a sua linha curricular de forma muito competente,
fazendo maciço investimento na erudição de seus alunos. Seriam os
padres jesuítas meros controladores das mentes de brancos, índios e
mestiços? Parece-nos que o controle das almas exigia extrema habilidade,
pois era preciso mediante o ensino, manter inabalável a estrutura da
sociedade nascente com a predominância de uma minoria dominante sobre um
grande número de escravos e agregados. Na avaliação de Sodré
(1994:17), O ensino jesuítico, sem aprofundar a sua atividade e sem
outras preocupações senão o recrutamento de fiéis ou de servidores
tornava possível a estrutura vigente, subordinava-a aos imperativos do
meio social, marchava paralelo a ele. Sua marginalidade era a essência de
que vivia e se alimentava. Na verdade, não se pode perder de vista os
objetivos práticos da ação dos jesuítas no Novo Mundo que tinha como
finalidade catequizar a população indígena e garantir a conversão à
fé católica. A atuação sobre os meninos(as) indígenas não era
somente um meio eficaz de preparar as novas gerações de aliados, mas
também de influenciar os índios adultos. A educação jesuítica
pretendia chegar até eles através do ensino das crianças, acreditando
que estes na relação familiar, acabariam por influenciar seus pais.
Também, através da alfabetização e da transmissão do idioma
português tentavam a catequização direta dos indígenas adultos, num
processo de cristianização e aculturação dos nativos; sendo estes os
primeiros relatos de educação de adultos no país (PAIVA, 1987:55). Os
dados históricos permitem-nos concluir que o sistema educacional dos
jesuítas era completamente alheio à realidade de vida da colônia e foi
usado como um instrumento de cristianização e de sedimentação do
domínio português. A educação jesuítica refletia claramente o seu
caráter elitista. Assim, Os padres acabaram ministrando, em princípio,
educação elementar para a população índia e branca em geral (salvo as
mulheres), educação média para os homens de classe dominante, parte da
qual continuou nos colégios preparando-se para o ingresso na classe
sacerdotal, e educação superior religiosa só para esta última
(ROMANELLI, 1997:35). De acordo com Azevedo (1996:520), a educação de
elite, com o ensino literário de fundo clássico, tornou-se bastante
influente no sistema educacional da Companhia de Jesus. Segundo os
interesses políticos que predominavam, a vocação dos jesuítas era
outra certamente, não a educação popular primária profissional, mas a
educação das classes dirigentes. Essas considerações nos levam a
pensar que a educação no período colonial não visava à formação do
povo, ao contrário, o povo foi excluído do sistema educacional dos
jesuítas. A educação de elite possuía seu público alvo, e servia como
patamar de ascensão social. Afinal, Já não era somente pela propriedade
da terra e pelo número de escravos que se media a importância ou se
avaliava a situação social dos colonos: os graus de bacharel e os de
mestre em artes passaram a exercer o papel de escada ou de elevador, na
hierarquia social da colônia... A universidade de Coimbra passou a ter,
por isso, um papel de grande importância na formação de nossas elites
culturais.(AZEVEDO, 1996.512-513). Na verdade, além de fortalecer a
organização social da época, por auxiliar na perpetuação de uma
classe dominante, o sistema educacional dos jesuítas, alimentava uma
cultura intelectual transplantada, alienada e alienante (ROMANELLI,
1978:35). 1.2. A crise no sistema colonial e os caminhos percorridos pela
educação popular A idéia de adotar uma política colonizadora através
da conversão dos indígenas no Brasil colonial, permitiu aos jesuítas
desempenhar o papel de principais promotores e organizadores do sistema de
educação, mas, sua autonomia na colônia, fez com que a coroa combatesse
a ampliação desse controle provocando a regressão do sistema educativo
implantado, onde quem mais sofrera com sua expulsão fora a elite, pois a
educação popular era quase inexistente. A educação dos adultos
indígenas tornou-se irrelevante, o domínio das técnicas, da leitura e
escrita não se fizeram necessárias para os membros da sociedade
colonial, já que, esta se baseava principalmente na exportação da
matéria prima, assim, não havia preocupação em expandir a educação a
todos os setores sociais. (PAIVA, 1987:165). Com a vinda da família real
portuguesa para o Brasil modificou-se o panorama educacional brasileiro.
Tornou–se necessário à organização de sistema de ensino para atender
a demanda educacional da aristocracia portuguesa e preparar quadros para
as novas ocupações técnico-burocráticas. No desenvolvimento da
sociedade, que começou a ser industrial e urbana, surgiu a necessidade de
se ter um certo domínio de conhecimento e que se apresentasse algumas
habilidades de trabalho, de modo que a escola passou a assumir a função
de educar para a vida e para a aprendizagem do trabalho. Antes de 1870,
grandes discussões foram travadas sobre a obrigatoriedade do ensino, num
momento em que quase não possuíamos uma rede elementar de ensino, daí
se justifica o fato de que mesmo a educação sendo obrigatória para
todos não seja, ao mesmo tempo, acessível, pois não se destinou recurso
suficiente para que se expandisse o sistema de ensino, de modo que pudesse
atender a demanda necessária com qualidade. E neste momento que ainda
antecede a Proclamação da República, é que nasce juntamente com a
educação elementar comum no Brasil à educação de adultos sob
responsabilidade das províncias e funcionando em condições precárias.
No ano de 1854 surge à primeira escola noturna e, em 1876, já existiam
117 escolas por todo o país, como nas províncias do Pará e do
Maranhão, que já estabeleciam fins específicos para sua educação.
Segundo Paiva (1987:167), no Pará, visava-se dar instrução aos escravos
como forma de contribuir para a sua educação e, no Maranhão, que os
homens do povo pudessem ter compreensão dos seus direitos e deveres. A
crise do sistema escravocrata e a necessidade de uma nova forma de
produção são alguns dos motivos para a difusão das escolas noturnas,
entretanto, essas escolas tiveram um alto índice de evasão o que
contribuiu consideravelmente para o seu fracasso. Ressurgindo novamente em
1880, com o estímulo dado pela reforma eleitoral - lei Saraiva -,
chegando-se a cogitar a extensão da obrigatoriedade escolar aos
adolescentes e adultos nos lugares em que se comprovasse a inexistência
de escolas noturnas (PAIVA, 1987:168). Podemos observar na criação da
lei Saraiva a seleção dos que poderiam fazer parte da vida política,
embora a seleção pela renda ampliava a consulta ao tornar a eleição
direta, trataram de encontrar um novo e complementar mecanismo de
seleção: a instrução como o único meio capaz de excluir os escravos
libertos ou os indivíduos das classes trabalhadoras que lograssem
ultrapassar a barreira da renda. A constituição republicana de 1891 deu
origem ao preconceito contra o analfabeto, identificado como indivíduo
incapaz, que servirá como um dos pontos de apoio do entusiasmo pela
educação. Até o final do império não havia sido colocado em dúvida
à capacidade do analfabeto; segundo Paiva (1988:83), esta era a
situação usual da maioria da população e a instrução não era
condição para a atividade do país, não saber ler não afetava o bom
senso, a dignidade, o conhecimento [...] não impedia de ganhar dinheiro,
ser chefe de família exercer o pátrio poder. Somente quando a educação
se converte em instrumento de identificação das classes dominantes (que
a ela tem acesso), é que o analfabetismo passa a ser associado à
incompetência. Há agora no país, um predomínio de um movimento
conhecido como entusiasmo pela educação, que permaneceria até a metade
do século XX quando a educação de adultos terá maior relevância
social. Para Paiva (1987:27), O entusiasmo pela educação, se
caracterizou por preocupações eminentes quantitativas em relação à
difusão do ensino, visava à imediata eliminação do analfabetismo [...]
que aparece [...] coincidindo com a maior firmeza conseguida pelo
industrialismo [...], parece estar ligado ao problema da ampliação das
bases eleitorais através do número de votantes proporcionado pela
multiplicação das oportunidades de instrução elementar para o povo. A
educação vista como meio de desenvolvimento e progresso para o país,
com o poder de transformação de todos os problemas sociais, a partir do
momento em que a mesma se expandisse para todas as classes. Por isso, no
período que sucede a Proclamação da República, muitos são os que
acreditam na realização dos ideais democráticos e defendem a divisão
do ensino primário. Mas esta pregação perdeu-se nas transformações
políticas do regime e na política dos governadores, e a instrução
popular viu diminuída a sua importância, só voltando novamente a
receber destaque quando se inicia um novo período de instabilidade
política. Até a Primeira Guerra Mundial, mas particularmente, na década
de 10, a maior parte das discussões sobre o problema da educação
popular trava-se no Parlamento (através do debate dos projetos de reforma
do Município Neutro) e seus debatedores eram políticos interessados no
problema. Não existem ainda profissionais ou técnicos da educação, se
quiséssemos identificar algum no século XIX, teríamos de buscá-lo em
Rui Barbosa, com seu célebre parecer, e ele não era um especialista em
educação, mas um político de grande cultura e com a opinião de que, A
chave da civilização é o alfabeto. Sem o alfabeto não haveria, no
mundo, nem progresso, nem cultura, nem evolução, nem preparo, nem
organização, nem previsão, nem civismo, patriotismo. E nada disso
existe no Brasil, porque o povo brasileiro ainda não sabe o alfabeto
(NAGLE, 1974:39). Nesse parecer levantou-se uma discussão política
vinculando a luta pela difusão do ensino para a construção de uma
nação de progresso, tal vinculo é resultado da ação dos liberais, da
idéia de democratizar o ensino, da valorização da educação como
instrumento de ascensão social. E, com o desencadeamento da primeira
guerra mundial em 1914, levanta-se no Brasil uma onda de nacionalismo, que
teve como um dos principais objetivos combater o analfabetismo,
principalmente, após a divulgação de uma estatística realizada pelos
Estados Unidos que apontava o Brasil como um país líder em
analfabetismo, comprometendo o orgulho nacional daqueles que representavam
o poder no Brasil. Começaram então a adotar o discurso de que era
preciso combater a chaga do analfabetismo que nos envergonhava e nos
impedia de pertencer ao grupo das nações culturais. (PAIVA, 1987:27).
Esse período se concretizou pelo entusiasmo pela educação, que iniciou
desde 1891 com a seleção pela instrução. Percebe-se que, quem não
tinha preocupação quantitativa imediata para a difusão do ensino
elementar era considerado antinacional. Ressaltamos ainda que não havia
profissionais da educação, nem no sentido mais geral, nem no terreno
pedagógico. Foram os políticos que se encarregaram de promover a
oportunidade para a educação elementar e se permitiram a teorizar sobre
o assunto. Nesse período, a educação começa a ser concebida como um
problema nacional e as crises sócio-econômicas e culturais passam a ser
atribuídas à ignorância da população, pois, na avaliação de Paiva
(1987:28), associam a posição o preconceito contra o analfabeto, como o
elemento responsável pelo escasso progresso do pais e pela
impossibilidade de Brasil participar do conjunto das nações de
culturas... A necessidade de se universalizar à instrução elementar
cumpria uma finalidade menos consciente, mas não menos verdadeira: a de
mascarar a análise da realidade, deslocando da economia e da formação
social a origem dos problemas relevantes. Na verdade, havia uma mistura de
preconceito contra o analfabeto que perpetuava numa visão humanitarista
com sentimentos patrióticos, ajudando a mascarar os verdadeiros problemas
que o país enfrentava, a crise sócio-econômica, política e cultural,
vítima do controle político que se mantinha nas mãos das oligarquias
agrárias. Após a Primeira Guerra Mundial, com a industrialização e
urbanização, forma-se a nova burguesia urbana e estratos emergentes de
uma pequena burguesia exigem o acesso à educação, esse segmentos
aspiram por uma educação acadêmica e elitista, enquanto que o restante
da população continua analfabeta e inferiorizada. Nos anos 20 aparecem
os primeiros profissionais da educação que tentaram sustentar a crença
em seu descompromisso com idéias políticas defendendo o tecnicismo em
educação e trazendo implícita a aceitação das idéias políticas dos
que governam, a educação popular vinculada pelo entusiasmo na educação
nada mais foi do que uma expansão das bases eleitorais, pois a
preocupação maior estava vinculada ao aumento do poder da classe
burguesa (PAIVA, 1987:28). 1.3. A educação pelo trabalho no Brasil: um
projeto de classes sociais Considera-se a década de 30 um período
crucial da evolução histórica do país, sendo seu traço mais
especifico a preponderância dos interesses ligados à industrialização.
No plano político, eleições, nova Constituição, no plano econômico,
novos rumos pela criação de mecanismos institucionais voltados para a
sustentação do crescimento industrial, no plano educacional, difusão do
ensino técnico-profissional, como meio de preparação de mão-de-obra
qualificada para atender a economia urbana industrial. No plano
ideológico, propõe-se a criação do Estado-nação onde sobressai à
criação de um sistema de educação que deverá se articular com a
organização do trabalho. Já no seu primeiro discurso à nação o
presidente Vargas anuncia a necessidade da reorganização do trabalho e
da educação. O que vai correr, sobretudo a partir de 1937, com a
decretação do Estado Novo. Fala-se a partir daí, no preparo técnico,
na preparação de técnicos para a indústria e para o setor de
serviços, na incorporação de novos elementos na educação popular, a
preparação técnica que aparece como a necessidade de formar
trabalhadores para a indústria, para a disciplina do trabalho. Já, com a
sedimentação do Estado Novo e o reconhecimento de que a educação possa
ser um instrumento de manutenção ou transformação social, o próprio
governo, como representante de um grupo que detém o poder, passa a
utilizar o sistema educativo e a educação escolar como forma de difusão
ideológica através de um currículo homogêneo tradicional e
conservador. Enquanto os movimentos populares de oposição tentam se
utilizar, como instrumento de transformação, dos meios de trabalhos e de
cultura popular, através dos centros culturais. Um exemplo de oposição
e resistência que aconteceu neste período foi à fundação da União
Nacional dos Estudantes (UNE), que viria a ter grande importância no meio
educacional. 1.4. A educação de adultos convertida a partir de campanhas
No final da década de 40 e início dos anos 50, torna-se uma necessidade
promover a educação do povo para acompanhar a fase de desenvolvimento
que se instalava no país, era preciso formar os contingentes de
mão-de-obra necessários para atender ao crescimento das indústrias.
Essa necessidade de promover a educação e qualificação foi justificada
por várias teorias ligada à política e a ampliação das bases
eleitorais do país, e com incentivo externo. A própria, Organização
das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) órgão
vinculado a Organização das Nações Unidas (ONU), passou a estimular a
criação de programas nacionais de educação de adultos analfabetos,
inclusive criando um conceito de educação funcional. Nesse conceito é
explicitada a necessidade de desenvolver uma metodologia especial para a
educação de adultos entendida como: um processo global e integrado, de
formação técnica e profissional do adulto em sua forma inicial - feito
em função da vida e das necessidades do trabalho; um processo educativo
diversificado que objetiva converter os alfabetizados em elementos
conscientes e eficazes na produção em geral. Do ponto de vista
econômico, a alfabetização funcional tende a dar aos adultos iletrados
os recursos pessoais apropriados para trabalhar produzir e consumir mais,
do ponto de vista social a facilitar-lhe sua passagem de uma cultura oral
a uma cultura escrita (CUNHA, 1988:15). O conceito de educação elaborado
pela UNESCO enfatizava a relação entre educação e desenvolvimento,
como pré-requisito para a inserção plena do indivíduo no ambiente
cultural e afirma a necessidade de transmissão de conhecimento
técnico-profissional que habilitassem o educando para o trabalho. Os
apelos da UNESCO foram absorvidos no Brasil, principalmente após a
revelação de que 55% da população brasileira, maior de 18 anos era
analfabeta (recenseamento de 1940). A própria situação mundial e
nacional intensificou os trabalhos na área de educação de adultos que
vinha se realizando lentamente desde 1942, quando foi criado o Fundo
Nacional de Ensino Primário, que determinava concessão de auxílio
federal ao ensino primário e estabelecia 25% de seus recursos ao ensino
supletivo de adultos analfabetos. A responsabilidade de organizar um plano
geral da Educação de Jovens e Adultos, ficou a cargo do Instituto
Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP), que elaborou propostas para a
ampliação de ensino como: criação de escolas noturnas, distribuição
de auxilio em material escolar para quem se dispusesse a contribuir na
campanha de educação de adultos. Este procedimento marcou o início da
institucionalização da educação de adultos pela União, e em janeiro
de 1947 foi aprovado o plano de Campanha de Educação de Adolescente e
Adultos (CEAA), atendendo basicamente aos apelos da UNESCO. A respeito das
intenções da CEAA, observa Paiva (1987:179) que, a educação dos
adultos se converteu num requisito indispensável para uma melhor
reorganização social com sentido democrático e num recurso social da
maior importância para desenvolver entre as populações marginalizadas o
sentido de ajustamento social. A campanha significava o combate ao
marginalismo, conforme o pronunciamento de Lourenço Filho: devemos educar
os adultos, antes de tudo, para que o marginalismo desapareça, e o país
possa ser mais coeso e mais solidário; devemos educá-los para que cada
homem ou mulher possa ajustar-se à vida social e às preocupações de
bem estar e progresso social. E devemos educá-los porque essa é a obra
de defesa nacional, porque concorrerá para que todos saibam trabalhar
mais eficientemente. Após a aprovação do plano de campanha, o ministro
da educação convoca os delegados estaduais e municipais para uma
reunião a fim de tratar dos problemas relativos à campanha. Em 1947, os
delegados do estado apoiaram a idéia de se realizar o I Congresso de
Educação de Adultos que aconteceu num clima de entusiasmo pelo programa,
e com muitas discussões sobre a necessidade da educação de adultos. A
incorporação de alguns discursos baseado no preconceito contra o
analfabeto de alguns participantes do debate, criando até um slogan ser
brasileiro é ser alfabetizado, retomaram alguns aspectos do entusiasmo
pela educação, só que com um discurso eivado de consideração e
justificação técnica; seu fundamento político evidenciava uma campanha
de salvação nacional, uma nova abolição, que, segundo Paiva
(1987:185), era a mesma idéia de integração política dos analfabetos e
de democratização das oportunidades educacionais como armas para a
eliminação do marginalismo social, defendida de forma simplista, menos
sofisticada. E na base de tudo isto estava algumas idéias defendidas
pelos entusiastas da educação que colocavam o analfabetismo como causa e
não efeito da situação econômica, social e cultural do país.
Lourenço também defendeu a campanha responsabilizando a falta de
educação do povo, por parte dos problemas sociais: em seu entendimento
ele afirmava que a grave crise social do país, política, econômica e
social, provem antes de tudo os 55% de analfabetos. Na verdade a idéia de
integração esteve presente em toda a teorização da campanha,
justificando todos os problemas do país pela falta de educação e
cultura do povo brasileiro, ligando todos os problemas sócio-econômicos,
políticos e culturais, com a ignorância da população. A idéia central
do diretor da campanha era a de que o adulto analfabeto é um ser marginal
que não pode estar ao corrente da vida nacional e a esta idéia se
associa a crença de que o adulto analfabeto é incapaz, e que além de
produzir pouco é explorado freqüentemente em seu trabalho. A educação
teria por objetivos integrar o homem a vida cívica e unificar a cultura
brasileira. Por isso, com o lançamento da campanha em 1947, pretendia-se,
numa primeira etapa uma ação extensiva que previa a alfabetização em
três meses, e mais a condensação do curso primário em dois períodos
de sete meses. Depois seguiria uma etapa de ação em profundidade voltada
à capacitação profissional e ao desenvolvimento comunitário. Paralelo
a Campanha de Adolescente e Adulto, criou-se a Campanha Nacional de
Educação Rural (CNER), era uma espécie de missões rurais que tinham
como objetivo principal passar de ação extensiva para ação em
profundidade, e pretendiam contribuir para acelerar o processo evolutivo
do homem rural despertando nele o espírito comunitário, a idéia de
valor humano e o sentido de suficiência e responsabilidade para que não
se acentuassem as diferenças entre a cidade e o campo, em detrimento do
meio rural. Por isso as missões educativas penetravam no interior para
incentivar a elevação dos padrões de vida e a solução dos problemas
coletivos através da organização comunitária, encontra nessa campanha
a crença de que os problemas do meio rural podem ser solucionados
através da educação, da difusão da idéia e do valor da auto ajuda;
contudo, ela se associa às características do otimismo pedagógico, onde
seus representantes defendiam que a escola não ia bem, que o seu fracasso
era eminente por causa do método tradicional que não levava em conta as
necessidades dos alunos no planejamento, acabando por excluí-los. Os
promotores desta experiência acreditavam explicitamente que a esperança
da melhoria das condições de vida econômica estaria fundamentalmente na
educação de base, e que, os programas de educação em comunidades
rurais promoveriam o seu desenvolvimento, independente das reais
condições econômicas das mesmas. (PAIVA, 1987:200). Desvincula-se a
reflexão sobre os métodos educativos a serem empregados na comunidade -
no caso a organização social da comunidade - da reflexão sobre a
sociedade como um todo, sobre o seu modo de produção, sua formação
social e suas conseqüências, como se a mera aplicação de técnicas
fosse suficiente para provocar o desenvolvimento sócio- econômico,
político e cultural das pessoas. O próprio método de ensino e de
leitura dos adultos conhecido como Laubach inspiraram a iniciativa do
Ministério da Educação de produzir, pela primeira vez, material
didático especifico que ensinavam a leitura e a escrita para o adulto,
era orientado pelo método silábico, que deveria ser memorizada remontada
para formar palavras, e nas lições finais era formados de pequenos
textos contendo orientação sobre saúde, técnicas simples de trabalhos
e mensagem de moral e cívica. Tanto a CEAA, quanto a CNER, foram
considerados inoportunas, devido a sua atuação não ter sido suficiente
para atender aos princípios pedagógicos esperados, as duas campanhas
seguiram rumos desvinculados da realidade dos grupos que se queria
atingir, considerando a cultura dominante como a única e verdadeira se
mantendo fiel ao seu fundamento político, formando novos contingentes
eleitorais. Dez anos após o lançamento das campanhas, e a conclusão de
que a mesma era insuficiente, e que, era preciso buscar outros caminhos
para solucionar os problemas, chegou-se à conclusão de que era preciso
outro congresso nacional para rediscutir a educação de adultos. 1.5.
Pressupostos teóricos para uma nova alfabetização A necessidade de
discutir propostas para a educação de adultos, estava ligadas as
modificações que o país atravessava no final da década de 50, e o
fracasso da CEAA, CNER, foi um dos fatores relevantes para a convocação
do IIº Congresso de educação de adultos, como uma tentativa de uma
revisão conjunta dos profissionais da educação daquilo que se fizera no
país em matéria de educação de adultos e, busca de soluções
adequadas para o problema. O IIº congresso foi convocado e patrocinado
por diversas entidades publicas e privadas e com o apoio do ministro da
educação professor Clovis, realizou-se no Rio de Janeiro, entre 9 e 16
de julho de 1958. Sua finalidade maior era estudar o problema da
educação dos adultos em seus múltiplos aspectos, visando seu
aperfeiçoamento, fazer uns balanços das realizações brasileiras, bem
como, estudar as finalidades, formas e aspectos sociais da educação dos
adultos, seus problemas de organização e administração. Além dos
métodos e processos pedagógicos mais adequados a esse tipo de
educação, o congresso ofereceu oportunidade para a manifestação de
diversos grupos de educadores, preocupados estes em buscar novos métodos
para a alfabetização dos adultos. Várias teses foram defendidas pelos
participantes, e todas com um ideal de educação de adulto que não
condizia com a realidade, pois, segundo Paiva, (1987: 209), algumas das
teses defendia a educação que servisse como instrumento que prevenisse a
subversão, outras aconselhavam um procedimento cauteloso para evitar
perturbações sociais, que podiam ocorrer com uma alfabetização em
massas da população rural [...] Outros consideravam que os trabalhadores
não poderiam ficar a mercê de uma minoria que constitui o governo e
decide o destino da pátria, clamavam pela erradicação do analfabetismo,
afim de que se pudesse ter no Brasil uma verdadeira democracia e esta
somente era possível quando todos os maiores soubessem ler a chapa do
candidato da sua escolha... A educação das massas seria o único caminho
para a revolução brasileira. Eram discussões com mistura de entusiasmo
e realismo em educação que se manifestavam em cada palestrante, todos
num objetivo de buscar encontrar caminhos de transformar a educação de
adultos. Inúmeros trabalhos fora apresentado, mas o que chamou mais a
atenção foi o do congressista Paulo Freire que apresentou um trabalho
com o tema: a educação dos adultos e as populações marginais: o
problema dos mocambos, para Paiva (1987:209) este trabalho, chamava a
atenção para as causas sociais do analfabetismo e condicionando a sua
eliminação ao desenvolvimento da sociedade, deixavam-se de lado as
causas pedagógicas. A equipe pernambucana tratava de identificar no
pauperismo e na ignorância as causas imediatas do analfabetismo (PAIVA,
1987:209). O II congresso marca o inicio da transformação do pensamento
pedagógico brasileiro. Com o abandono do otimismo pedagógico e a
re-introdução da reflexão sobre o social na elaboração das idéias
pedagógicas, foi possível constatar aspectos característico do realismo
em educação, ou seja, a consideração dos aspectos internos do processo
educativo a lado de uma vinculação com a vida da sociedade, as
preocupações quantitativas não se acompanham mais do preconceito contra
o analfabeto (PAIVA, 1987:211). O pensamento pedagógico de Paulo Freire,
assim como sua proposta para a alfabetização de adultos, inspiraram as
principais proposta de alfabetização e educação popular que se
realizaram no país no inicio dos anos 60, essas propostas foram
empreendidos por intelectuais, estudantes católicos engajados numa ação
política junto aos grupos populares. Atuaram e desenvolveram atividades
aplicando essas novas diretrizes, nos Centros de Cultura Popular, (CPCs),
que reuniam artistas, intelectuais, e tinham apoio das administrações
municipais, com idéias de se tomar como ponto de partida o universo real
de conhecimentos do educando dentro de uma prática educacional que
valorizasse a cultura popular e que viesse a lutar contra a
marginalização cultural do homem das classes pobres, tornando-o agente
de sua própria educação. Por seu lado, os educadores do Movimento de
Educação de Base (MEB), ligado à Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil (CNBB), que visava oferecer um ensino para as camadas populares,
sobretudo analfabetas, por intermédio de emissoras de rádio, nos estados
do Norte, Nordeste e Centro Oeste com o apoio do poder público,
particularmente durante o governo Goulart. Ressaltamos que o trabalho de
educação popular em particular de alfabetização foram todos inspirados
nas idéias de Paulo Freire, a chamada Pedagogia da Libertação ou
Pedagogia dos Oprimidos. Segundo Paiva, (1987:252), esse educador
constituiu uma proposta de mudança radical na orientação e objetivos do
ensino, partido da compreensão de que o aluno não apenas sabe da
realidade em que vive, mas também participa de sua transformação. Esses
diversos grupos de educadores foram se articulando e passaram a pressionar
o governo federal para que os apoiasse e estabelecesse uma coordenação
nacional de iniciativas. Em janeiro de 1964, foi aprovado o Plano Nacional
de Alfabetização, que previa a disseminação por todo o Brasil da
proposta orientada por Paulo Freire. A preparação do plano contou com
forte engajamento de estudantes, sindicatos, e diversos grupos estimulados
pela efervescência política da época. O pensamento de Paulo Freire se
construiu numa prática baseada num novo entendimento da relação entre a
problemática educacional e a problemática social; se antes este era
visto como uma causa da pobreza e da marginalização, o analfabetismo
passava a ser interpretado agora como um efeito da situação de pobreza
gerada por uma estrutura social não igualitária. Fazia-se necessário,
portanto, que o processo educativo interferisse na estrutura social que
produzia o analfabetismo, por isso, a alfabetização e a educação de
base de adultos deveria partir sempre de um exame critico da realidade
existencial dos educandos, da identificação das origens dos seus
problemas e das possibilidades de superá-los. Para Paulo Freire: a
sociedade tradicional brasileira fechada, se havia rachado e entrado em
trânsito, ou seja , chegara o momento de sua passagem para uma sociedade
aberta e democrática (PAIVA,1987:251). O povo emergia nesse processo,
inserindo-se nele criticamente, querendo participar e decidir, abandonando
sua condição de objeto da história. Além dessa dimensão social e
política, os ideais pedagógicos que se difundiam tinham um forte
componente ético, implicando um profundo comprometimento do educador com
os educandos. Os analfabetos deveriam ser reconhecidos como homens e
mulheres produtivos que possuíam culturas. Dessa perspectiva, Paulo
Freire criticou a chamada educação bancária, que considerava o
analfabeto ignorante, uma espécie de tabula rasa (gaveta vazia) onde o
educador deveria depositar o conhecimento. Tomando o educando como sujeito
de sua aprendizagem, Freire propunha uma educação que não negasse sua
cultura, mas que fosse transformado através do dialogo. Nessa época ele
referia-se a uma consciência ingênua ou intransitiva, herança de uma
sociedade agrária e oligárquica, que deveria ser transformada em
consciência crítica, necessária ao engajamento ativo no desenvolvimento
político e econômico da nação (FREIRE, 2001:92). Evitando repetir os
erros de uma educação alienada, onde a reflexão sempre partia da
própria análise da sociedade brasileira como uma sociedade em trânsito.
Neste sentido o diálogo parecia ser o único caminho possível, pois nele
os dois pólos se ligam, se fazem críticos na busca de algo e, só aí
há comunicação. Mas, qual o conteúdo desse dialogo? Seria, notadamente
o conteúdo mais adequado para ajudar o analfabeto a superar a sua
compreensão mágica do mundo e desenvolver uma postura critica diante de
sua realidade. Primeiro deveria contribuir para o homem perceber o seu
papel como sujeito e não como mero objeto de base para a mudança de suas
atitudes. Depois através dos debates iniciava-se o processo de
alfabetização. Freire elaborou uma proposta de alfabetização de
adultos conscientizadora, cujo princípio básico pode ser traduzido numa
frase que ficou célebre: A leitura do mundo precede a leitura da Palavra.
Rejeitando a utilização das cartilhas, que sempre reduziu o analfabeto
à condição antes de objeto, que de sujeito, optou pela utilização de
temas geradores que era a pesquisa sobre a realidade existencial do grupo
com o qual iria atuar, ou seja, faria um levantamento das palavras
utilizadas pelo grupo e desse universo selecionaria as palavras com maior
intensidade e, desta forma organizava o conteúdo segundo os diversos
padrões silábicos existentes, e realizaria o estudo da escrita e a
leitura a partir da realidade do grupo. Antes de entrar para os estudos
dessas palavras geradoras, Freire propunha ainda o momento inicial em que
o conteúdo do dialogo educativo girava em torno do conceito
antropológico de cultura, utilizando uma serie de ilustração que
deveriam dirigir a discussão na qual fosse evidenciado o papel ativo dos
homens como produtores de culturas e as diferentes formas de cultura: a
cultura letrada e a não letrada, o trabalho, a arte, a religião; o
objetivo era, antes mesmo de iniciar o aprendizado da escrita, levar o
educando assumir-se como sujeito de sua aprendizagem, como ser capaz e
responsável. Nesse período foram produzidos diversos materiais de
alfabetização orientados por esses princípios, normalmente elaborados
regional ou localmente, procurando expressar o universo vivencial dos
alfabetizando. Esses materiais continham palavras geradoras acompanhadas
de imagens relacionada a temas para debate. O que caracterizava esses
materiais era não apenas a referência à realidade imediata dos adultos,
mas, principalmente, a intenção de problematizar essa realidade. Com a
proposta de Paulo Freire, inaugurou-se uma nova etapa na educação de
adulto no Brasil. Surgiu uma pedagogia que explicitando seus fundamentos
filosóficos e metodológicos, voltava-se exclusivamente para os adultos.
Neste sentido Freire (1982:41) se expressa definindo sua pedagogia como:
uma pedagogia humana e libertadora, que tem dois elementos distintos. O
primeiro, em que os oprimidos vão revelando o mundo da opressão e vão
compromentendo-se na práxis; o segundo, em que, transformada a realidade
opressiva, esta pedagogia deixa de ser a do oprimido e passa a ser a
pedagogia dos homens em processo de permanente libertação. 1.6. A
ditadura militar e o retrocesso na educação de adulto O período
posterior a abril de 1964, caracterizou-se pelo desaparecimento ou pela
paralisação progressiva das atividades de um grande número de
movimentos destinados a educação dos adultos, provocado pela
instalação do governo revolucionário que desencadeou, após o Golpe
Militar de 64, forte repressão sobre os grupos e instituições que
atuavam em projetos de educação popular rompendo com os projetos
centrados na libertação. Sobrevivendo apenas algumas iniciativas, no
interior, como o Movimento de Educação Básica (MEB) devido ao seu
vinculo com a Conferência Nacional do Bispo do Brasil (CNBB) que aceitou
a reformulação de sua metodologia, e do seu material didático e da
modificação do método Paulo Freire. Na opinião de PAIVA (1987:283),
essa mudança da reorientação observou-se imediatamente no nível
didático, viver é lutar substituído por Mutirão, passando o MEB da
ênfase sobre a conscientização para dar ênfase sobre a ajuda mútua.
Segundo Emmanuel de Kant, a politização era substituída pela
cristianização (grifo nosso). Nos dois primeiros anos do novo governo, o
problema da educação dos adultos é deixado de lado pelo ministério da
educação. Entretanto, a paralisação dos esforços brasileiros no
sentido de diminuir sua porcentagem de analfabetos e de educar sua
população adulta repercutia mal internacionalmente e a UNESCO voltava a
reiterar aos paises membros seus apelos no sentido de que desenvolvessem
tais programas, os compromisso internacionais do Brasil na área educativa
incluía o combate ao analfabetismo. Finalmente, em 1967, o governo da
União retoma as atividades da educação através do ministério
educação, e o plano complementar, e do apoio a Cruzada da Ação Básica
Cristã (ABC) que teve origem quando um grupo de professores do colégio
de Pernambuco criou um programa voltado para a educação de adultos,
inspirados numa mística protestante, uma vez que a maioria dos
indivíduos empenhados no trabalho era evangélica e estavam ligadas as
igrejas protestantes norte-americana. Esse programa começou num bairro
pobre do Recife, em seguida recebeu apoio financeiro do Estado e,
sucessivamente, foi financiado pelo governo da União e da Fundação
Norte Americana Agnes Erskine (USAID). Em 10 de agosto de 1967, a cruzada
ABC assinou um convênio com o Ministério da Educação (MEC) e um
compromisso de atingir um total de 2 milhões de adultos e analfabetos num
prazo de 5 anos, atendendo puramente aos objetivos da política
governamental sem desenvolver atividades que contrariassem os interesses
do Brasil, o seu regime político e os valores éticos da civilização
cristã. Dentro das suas atividades a Cruzada preocupou-se com a
formação de pessoal treinado para a educação de adultos (supervisores
e professores) e com a preparação de material didático, inclusive
cartilhas. Seu programa de alfabetização era realizado em 4 fases (5
meses cada fase), cada uma pretendendo oferecer, no conjunto das fases, um
programa equivalente ao primário regular. A cruzada do ABC tinha como
objetivo preparar o semi-analfabeto para estar em condições de além de
receber o grau de instrução primária em 2 anos, saber discernir e
escolher seus próprios dirigentes e decidir pela sua própria vida, além
disso, a ABC pretendia oferecer ensino profissional ao adulto recém -
alfabetizado, afim de que ele deixasse de ser um peso morto para a
sociedade, passando a produzir para o seu bem estar. Na verdade o adulto
analfabeto foi visto pela Cruzada ABC como um parasita econômico incapaz
de contribuir para o desenvolvimento do país, o que se constitui como um
retrocesso à concepção que se tinha no inicio das primeiras campanhas
de educação de massa. O preconceito contra o analfabeto, grandemente
combatido no período anterior, passou a encontrar resistência nos mais
diversos setores (PAIVA, 1987:263) Além de ser defendido pela cruzada,
também fazia parte dos discursos do Ministério da Educação.
Entretanto, o programa Cruzada do ABC, foi alvo de criticas no Seminário
realizado pela Superintendência para o Desenvolvimento do Norte (SUDENE)
em 1967, segundo Paiva (1987:209), começou pela rejeição de grande
profissionais da educação brasileira que não concordava com os seus
métodos e se recusaram a participar do programa, como estava pouco
habilitada no terreno que desejava atuar, com um desconhecimento absoluto
da experiência brasileira em educação de adultos, e ainda se intitulava
a única entidade qualificada do país na tarefa de educação de adultos
precisava enviar técnicos para curso nos estados unidos. Os técnicos
deixaram claro sua oposição a este tipo de educação e consideraram a
entidade incapaz de dar continuidade ao programa, e defenderam uma
educação abordada dentro de uma a de educação de base, ligado ao
desenvolvimento comunitário, buscando uma educação para o
desenvolvimento para uma sociedade em mudança. Neste sentido, o
seminário permitiu verificar os balanço das políticas educacionais
publicas, as discussões e sugestões do que realmente poderia ser feito,
das novas condições políticas do país. Entretanto, se a realização
do Seminário ofereceu oportunidade de contato a muitos profissionais da
educação do país, permitindo observar as modificações sofridas pela
abordagem do fenômeno educativo nesses meios, suas diretrizes pouca
influência exerceram. O documento final do seminário embora transformado
em publicação, não foi sequer distribuído. Apesar de não ter sido
distribuído o documento elaborado no seminário, o governo da união
resolveu dar ênfase ao planejamento educacional, tomando como base os
estudos desenvolvidos pela economia da educação. E, através do decreto
nº 57.895, o MEC determinou que, a responsabilidade de elaboração do
programa intensivo de erradicação do analfabetismo caberia ao
Departamento Nacional de Educação. Assumiu o controle dessa atividade
lançando o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). Esse
programa era a resposta do regime militar à ainda grave situação do
analfabetismo no país. O MOBRAL constituiu-se como organização
autônoma em relação ao MEC, instalando-se em todos os municípios do
Brasil por meio de comissões municipais constituído através de
negociações entre o prefeito e a sociedade civil local, priorizando-se
principalmente aqueles municípios com maior possibilidade de
desenvolvimento, fortalecendo o modelo de dominação vigente através de
materiais didáticos, livros de integração que transmitiam as idéias
relativas à comunidade, pátria, família, deveres cívicos etc. As
orientações metodológicas e as matérias didáticas do MOBRAL
reproduziram muitos procedimentos consagrados nas experiências de
inícios dos anos 60, mas esvaziando-os de todo o sentido crítico e
problematizador. Propunha-se a alfabetização a partir de palavras chave
retiradas da vida simples do povo, mas as mensagens apelavam sempre ao
esforço individual dos adultos analfabetos, desvinculada da sua
condição histórica e social transformando as idéias pedagógicas de
Freire num emaranhado de técnicas neutras descontextualizadas, baseadas
na alfabetização funcional que na opinião do professor de OLIVEIRA
(1985:30), não contribuiu para alfabetizar, mas sim para despolitizar o
movimento de alfabetização de adultos por Paulo Freire. Nasceu, pois,
com o propósito de não estimular a consciência critica, isto é, com o
propósito de não concorrer para a formação de grupos de pressão, não
estimulando o exercício da cidadania. Na verdade, o MOBRAL foi concebido
como um sistema educacional que visava o controle da população, formando
opiniões de uma grande camada da população através de um
redirecionamento que impedia qualquer prática de libertação e
conscientização do ser humano visando à integração a um modelo
brasileiro que ansiava para a hegemonia de um regime político. Em sua
totalidade o MOBRAL foi um malogro, seja nas suas intenções
eleitoreiras, seja na intenção de promover a alfabetização das grandes
massas de iletrados do país. Representou, isso sim, um desperdício
enorme de recursos financeiros, ilustrados por dados estatísticos
inexistente; nem por isso foi extinto completamente, pois, segundo Cunha
(1991: 286), o potencial político eleitoral da organização foi o de
maior abrangência em todo território nacional só comparada com a da
Igreja Católica o que lhe conferiu argumento para sua extinção. No
entanto, a solução encontrada para o MOBRAL não foi à extinção foi
à troca dos nomes da organização, sem, contudo modificar sua estrutura
e orientação. Em 1985, o MOBRAL passou, assim a denominar-se, de
Fundação Educar, com sede em Brasília. Agora dentro das competências
do MEC e com finalidade especificas de alfabetização, essa fundação
não executava diretamente os programas, passava a fornecer apoio técnico
e financeiro as ações de outros níveis públicos, de 0rganizações
não Governamentais (ONGs) e de empresas. Conseqüentemente, pouco se
alfabetizou após a implantação do regime militar, ao contrário, a
educação de adultos foi levada a uma estagnação política e
pedagógica vazia e superficial. A Fundação Educar foi extinta em 1990,
e no ano seguinte criaram o Plano Nacional de Alfabetização (PNAC)
extinto um ano depois. Entretanto, estava sendo definida uma nova
concepção de Educação de Jovens e Adultos a partir da Constituição
Federal de 1988. Embalado pelo discurso de desqualificação da educação
de pessoas jovens e adultas contido nas propostas de educadores
brasileiros e da assessoria do Banco Mundial, a proposta de emenda
constitucional introduziu uma novidade por meio de uma sutil alteração
no inciso I do artigo 208. O governo manteve a gratuidade da educação
pública a todos que não tiveram acesso à escolaridade básica,
independente da idade, colocando a educação de jovens e adultos no mesmo
patamar da educação infantil, reconhecendo que a sociedade foi incapaz
de garantir escola básica para todos na idade adequada. Apesar do artigo
que definiu na constituição a educação como direito de todos, chegamos
à década de 90 com políticas públicas educacionais pouco favoráveis a
este setor, porque os programas que foram ofertados após 1988 estiveram
longe de atender a demanda populacional. Somente alguns estados que sempre
tiveram grupos com história política voltada para organização popular
se preocuparam em firmar convênios que possibilitasse melhores
perspectivas de educação e participação popular. 1.7. Experiências
isoladas de educação popular após a década de 80 Foi nesta perspectiva
que em 1º de janeiro de 1989 um partido popular assumia a maior cidade do
país, São Paulo, com proposta clara de prioridades que possibilitaram a
implantação de instrumentos de participação popular. Dentre elas a
necessidade urgente de indicar um novo secretario municipal de educação,
que pudesse liderar democraticamente a construção de um novo projeto
pedagógico e, Paulo Freire foi o escolhido como uma opção mais lógica,
membro este do Partido dos Trabalhadores (PT), um verdadeiro mito da
pedagogia critica (GADOTTI & TORRES, 1992:12). Para Paulo Freire o
compromisso de um governo democrático à frente da secretaria municipal
de educação era, sobretudo o aprimoramento do processo de
democratização da escola publica, pois em sua opinião: é possível
rever, refazer medidas que aprimorem o processo de democratização da
escola publica. É possível o empenho de ir tentando começar ou
aprofundar o esforço de tornando a escola publica menos má, fazendo-a
pública também. Na opinião de Garote (2001:92), para se tornar
possível essa democratização foi necessário respeitar autonomia dos
movimentos sociais e suas organizações, abrindo canais a partir da nova
administração com muita transparência administrativa. Com base nesses
pressupostos políticos pedagógicos é que se implantou em São Paulo, em
1990, o Movimento de Alfabetização (MOVA), com grupos populares que já
desenvolviam trabalhos de alfabetização juntos com outros setores como
as igrejas. Ressaltamos que esse movimento não foi idéia de Paulo
Freire, pois, para o próprio Freire, ele se originou de uma parceria
entre os movimentos sociais e o setor público (SOUZA, 2001:181) O Mova
foi estruturado em estreita colaboração como os movimentos populares de
alfabetização de adultos da cidade de São Paulo, e, para Gadotti
(2001:94), ele fez parte de uma estratégia de ação cultural voltada
para o resgate da cidadania: formar governantes, formar pessoas com maior
capacidade de autonomia intelectual, multiplicadores de uma ação social
libertadora o MOVA-SP estava contribuindo com esse objetivo ao fortalecer
os movimentos sociais populares e estabelecer novas alianças entre
sociedade civil e Estado. As ações do MOVA-SP foram norteadas com
princípios e objetivos de reforçar e ampliar o trabalho dos grupos
populares que já trabalhavam com alfabetização na periferia,
possibilitando ao educando uma leitura critica da realidade e
conscientização política, reforçando o incentivo à participação
popular e a luta pelos direitos sociais do cidadão. Diferente das
campanhas realizada durante os vinte anos de ditadura militar, em que se
primara pela preservação da ordem e, pela desumanização em massa. A
filosofia do MOVA demarcou uma nova concepção de educação e de
alfabetização baseados na concepção libertadora de educação onde o
alfabetizando era ativo em seu processo de conhecimento e, como sujeito
histórico também constituía com o educador e a educadora, os sujeitos
construtores da dialogicidade no processo de alfabetização e de todos os
processos educativos emancipadores. Para Paulo freire, a alfabetização
é vista em profundidade, não é apenas o momento em que mecanicamente a
mente burocrática do educador inicia o tratamento burocratizante da mente
dos alfabetizando, recheando-as de frases, de palavras, de sílabas, de
letras e de exclamações (FREIRE, 2000:116). Ela é, sobretudo um
encontro político pedagógico de reinvenção da linguagem escrita e
necessariamente lida, e, portanto, deve, por sua seriedade constituir um
tempo de introdução, respeitando o saber do senso comum, aproximando os
alfabetizando de uma compreensão da linguagem. O projeto MOVA é um dos
raros exemplos de parceria entre sociedade civil e Estado, onde os grupos,
engajados numa política de educação para humanização, recebiam da
prefeitura recursos financeiros e técnicos, sem perderem suas
identidades; diferente das políticas e programas de educação de adultos
adotadas em toda a América Latina, onde estes estão baseados, na
avaliação de Torres (1992:18), no argumento de que, os programas
educacionais representam uma inversão educacional na medida em que
refletem uma estratégia econômica do estado cujos objetivos é que as
pessoas tenham uma melhor formação e acesso a cargos mais interessantes
no mercado de trabalho. Ressaltamos a coerência desses argumentos em
relação a esses programas educacionais para adultos. Até que ponto em
uma sociedade dependente estes representaria, como pretendem
freqüentemente os políticos, uma resposta real a nova demanda de
mão-de-obra capacitada? Por meios de programas insuficientes que não
preparam sequer para empregos primários. Para Torres (1992:24), está
claro que os programas de educação de adultos não podem preencher a
brecha existente entre os modos de produção tradicional e muito menos os
avançados, nem tão pouco satisfazer as necessidades dos pobres em curto
prazo. Estudos realizados têm comprovado que na América Latina, a
população que necessita de educação e alfabetização é muito
especifica, porque na maioria é constituída de uma população rural ou
estabelecida há pouco tempo nas cidades, e não existe uma preocupação
por parte do governo em criar programas que considerem o perfil
psicológico ou as necessidades concretas, políticas e econômicas dos
beneficiários (TORRES, 1992:20). O caráter desse movimento isolado não
se compara a nenhuma das campanhas de alfabetização fracassadas,
realizadas tanto na América Latina, como, em especial no Brasil, o mútuo
respeito às diversidades das pessoas envolvidas, o empenho de se governar
junto aos movimentos sociais, e, sobretudo, o compromisso de se garantir
participação crítica dos alfabetizando no processo político. O MOVA-SP
foi uma nova e importante contribuição associada a outros programas da
secretaria municipal de educação de São Paulo, como o ensino regular e
o supletivo. O que mais interessava aos seus idealizadores e aos
movimentos populares era que o projeto tivesse continuidade como parte
integrante do sistema municipal, mas isso não aconteceu, a
administração que assumiu a prefeitura em 1993 extinguiu o projeto, e,
na opinião de Gadotti (1992:94), o MOVA-SP, fazia parte de uma
estratégia de ação cultural voltada para o resgate da cidadania, formar
governantes, formar pessoas com maior capacidade de autonomia intelectual,
multiplicadores de uma ação social libertadora. A nova administração
não comungava desses princípios. A presença de Paulo freire à frente
da secretaria municipal de educação do município de São Paulo, (SP)
teve um significado notável para muitos educadores populares que sempre
estiveram no terreno da sociedade civil e quase sempre no campo da
oposição; essa experiência com os grupos populares consolidou uma
prática substantivamente democrática a partir de um intenso e criativo
trabalho pedagógico. Outra experiência isolada de educação de adultos
aconteceu em Porto Alegre, no ano de 1989, com a criação do Serviço de
Educação de Jovens e Adultos (SEJA) que, desde então, vem desenvolvendo
uma proposta educacional com embasamento político- pedagógico voltada
aos interesses e necessidades daqueles cidadãos que não tiveram acesso
à educação. A década de 90 está marcada pela ampliação de estudos
voltados à educação de adultos, e o SEJA parte do pressuposto que as
classes populares, os alunos do programa, possuem um saber cultural,
referenciado pela experiência de vida e trabalho deste jovem ou adulto. A
proposta educacional do programa SEJA é a de proporcionar a este aluno
acesso e apropriação do conhecimento científico, utilizando-se deste
para uma leitura mais crítica do seu meio social. Para Moura (1992: S/p),
o conhecimento se refere à teoria, pertence ao outro e isolado não nos
auxilia no processo educacional. Porém, quanto ao saber, que nos
apropriamos pela experiência prática, é articulado conjuntamente com a
teoria, então podemos vislumbrar um real processo de aprendizagem. Quando
o saber e o conhecimento estão dissociados, temos a impossibilidade das
devidas apropriações por parte do sujeito no processo de aprendizagem,
gerando alunos dependentes e sem noção da realidade social que os cerca.
Nesse sentido, o engajamento do professor passa pela reflexão do fazer
pedagógico, pela produção coletiva do compromisso com a criação de
professores-pesquisadores; cujas ações das práticas docentes e da
pesquisa possibilitam a construção do conhecimento GADOTTI (2001:98).
1.8. Educação de jovens e adultos na década de 90 Para falar sobre a
Educação de Jovens e Adultos (EJA) na década de 90 é necessário
retomar a questão política educacional que direcionou durante várias
décadas a história brasileira. No plano legislativo, por exemplo, não
é de hoje que a educação de jovens e adultos tem espaço no texto legal
da constituição brasileira, esta data de 1934 e, praticamente, não saiu
mais dela desde essa época. A Constituição de 1934 põe o ensino
primário extensivo aos adultos como componente da educação e como dever
do Estado e direito do cidadão. Esta formulação avançada expressa bem
os movimentos sociais da época em prol da escola como espaço integrante
de um projeto de sociedade democrática. Neste sentido, desde 1932, que o
manifesto dos pioneiros da Educação Nova liderado por Fernando Azevedo e
assinado por vários educadores, conforme Aranha (1996:198), vinham
defendendo não só o direito de cada indivíduo à sua educação
integral, mas também a obrigatoriedade pública e gratuita, e que, por
falta de escolas, mesmo em 1934 após a promulgação da constituinte,
esse direito não tinha saído do papel, nem em relação ao ensino
primário e principalmente a educação de jovens e adultos, esse
manifesto foi de muita importância na historia da pedagogia brasileira
porque representou a tomada de consciência da defasagem entre a
educação e as exigências do desenvolvimento. O manifesto procurou
romper com a velha ordem e reivindicar que o ensino fosse la
Data do Texto: 2003-10-16 00:00:00 |
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62 |
Software Educacional para Alfabetização de Jovens e
Adultos
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Projeto Pedagógico Idioma: Português
-
URL: http://www.inf.pucrs.br/~lleite/seII/material/projeto_SE-EJA%20Aline.doc
Autor(es):
LEITE, Letícia Lopes SANTOS, Aline RAMOS, Andréia SILVA, Daiane MAISSAT,
Jaqueline
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
O software deverá representar um reforço ao que foi visto em sala de
aula (atividades de iniciação à leitura e à escrita) e oferecer jogos
para motivar, além da possibilidade de inclusão de novos dados pelo
professor e níveis de dificuldade. As atividades desenvolvidas devem
apresentar a opção de impressão. Convém lembrar que os futuros
usuários não têm noção de informática, por isso o software necessita
de uma navegação atraente e acessível, levando em consideração a
proposta construtivista (a partir de uma perspectiva dialógica freireana)
requisitada pelo cliente.
Cópia do Texto:
Definição do conteúdo O software deverá representar um reforço ao que
foi visto em sala de aula (atividades de iniciação à leitura e à
escrita) e oferecer jogos para motivar, além da possibilidade de
inclusão de novos dados pelo professor e níveis de dificuldade. As
atividades desenvolvidas devem apresentar a opção de impressão. Convém
lembrar que os futuros usuários não têm noção de informática, por
isso o software necessita de uma navegação atraente e acessível,
levando em consideração a proposta construtivista (a partir de uma
perspectiva dialógica freireana) requisitada pelo cliente. As atividades
propostas no software deverão fornecer feedback imediato ao aluno (além
de um registro do seu caminho); o tratamento do erro será definido pelos
desenvolvedores, de acordo com o que estes julgarem mais adequado aos
usuários. Durante a implementação deste software, contudo, necessita-se
ter em vista que os alunos utilizarão os microcomputadores em duplas, e
terão acesso ao laboratório somente duas horas por semana. Finalmente, o
software deverá apresentar manual com explicações claras
(possivelmente, ele será usado somente pelo professor), além de fornecer
ao professor um relatório das atividades realizadas pelo aluno.
Definição dos objetivos do ambiente de ensino § Objetivo geral Auxiliar
o processo de alfabetização de jovens e adultos. § Objetivos
específicos Identificar o nível (pré-silábico, silábico,
silábico-alfabético, alfabético) em que o aluno se encontra. Escolhas
fundamentais (definição de requisitos) § Modelo de ambiente de ensino A
partir de uma proposta construtivista embasada em Paulo Freire,
utilizaremos a metodologia de alfabetização analítica global, de textos
ou de contos. Como método analítico, parte das unidades maiores da
língua (todo) para as unidades menores (partes), seguindo a ordem:
textoðfraseðpalavraðsílabaðletra. Nos posicionamos a favor desta
metodologia pois acreditamos que ela se torna mais significativa para o
aluno, despertando seu interesse e, conseqüentemente, tornando a
aprendizagem mais fácil e agradável. Como educadores, orientadores da
aprendizagem, devemos proporcionar ao aluno uma participação global, e
não querer que o mesmo aprenda a ler e escrever através de palavras
soltas, ou sílabas, ou letras. Através dessa metodologia, o aluno pode
(e deve) expor também as suas vivências extra-escolares, em vez de fazer
cópias e "mastigar" a mesma palavra diversas vezes. §
Infraestrutura de ambiente: hardware e software Softwares disponíveis:
Windows, Office, Front Page; possibilidade de compra de outros softwares
que forem necessários. Hardwares disponíveis: kit multimídia, Pentium
II, disco rígido de 40Gb, uma impressora, um scanner, uma câmera
digital. Definição dos aspectos pedagógicos considerados pelo sistema
§ Tipo de feedback No que diz respeito ao tratamento do erro, quando o
usuário errar a resposta o software dará uma dica, como por exemplo
"a mesma letra de bola". Todo o caminho feito pelo aluno ficará
registrado no software, e a navegação, devido à composição da
história, será linear. Como os usuários vão imprimir os textos, o
professor poderá acompanhar o desenvolvimento da escrita dos alunos. §
Apoio ao usuário (manuais, help, etc.) O help apresentará explicações
acerca da realização das atividades. Além disso, virão junto com o
software e o manual os quadros referentes às histórias, para a
professora ir ordenando-a conforme as sugestões dos alunos no quadro. §
Controle de acesso aos diferentes níveis do programa O acesso aos
diversos módulos somente será possível após o término do
módulo-requisito. § Participação do professor: autor/co-autor/executor
Neste software, o professor poderá participar como executor, realizando
as tarefas propostas; e co-autor, inserindo novos dados. Elaboração do
esquema organizacional da seqüência de execução do sistema
Elaboração do projeto de interação usuário-sistema Ao iniciar o
software, seria apresentada uma história em quadrinhos sem falas e em
desordem, que deveria ser ordenada pelos alunos em dupla, levando em
consideração as imagens de cada quadro. Em seguida, os alunos
discutiriam com a turma a história, enquanto a professora escreveria no
quadro de giz (ou quadro branco) o texto criado oralmente pelos alunos;
estes, por sua vez, digitariam o texto num editor de texto (já incluído
no próprio software). Para orientar a elaboração da história a partir
dos quadros, a professora poderia questionar os alunos. A partir da
criação desta história, os alunos teriam acesso às atividades
relacionadas ao texto. Assim, a história seria seriada (apresentada em
módulos), o representando os níveis de dificuldade solicitados. Quando
da finalização da história, os alunos a terão completa, podendo
imprimi-la. Contudo, só será possibilitado ao aluno o acesso aos jogos
daquele módulo e aos do módulo anterior; o avanço será possível
somente após o término do presente módulo. Assim, a interação do
usuário ocorrerá principalmente a partir de links, (representados por
gráficos que, ao passar do mouse, apresentará o comentário da função
do mesmo). Todos os botões, bem como o help, terão opção de áudio,
que poderá ser desabilitada pelo usuário a qualquer momento. Os botões
apresentados em todas as telas serão o help, saída, menu (página
principal), possibilidade de voltar à tela anterior, de impressão,
habilita/desabilita som. Verificação do projeto de sistema A
verificação do projeto seria realizada ao final de cada módulo, quando
o cliente teria a oportunidade de utilizar o protótipo em desenvolvimento
com seus futuros usuários, verificando possíveis erros durante a
execução, vocabulário inadequado, entre outros. De acordo com a
avaliação realizada nesta etapa, o módulo sofreria as alterações
necessárias. Validação do projeto de sistema Para validar o projeto de
sistema, seria disponibilizado ao cliente o produto para teste, durante 30
dias. Caso o cliente e seus usuários ainda detectassem erros, o software
retornaria para os desenvolvedores, que novamente fariam as mudanças
necessárias. Atividades - Aparece na tela uma imagem, o usuário digita a
palavra e o computador "verbaliza" a mesma. Ao professor é
fornecido um relatório (constando todos os erros e acertos do aluno),
identificando qual era a palavra que deveria ser digitada e a que foi
escrita pelo usuário, propiciando a noção do nível em que o aluno se
encontra (pré-silábico, silábico, silábico-alfabético, alfabético);
- Diversas sílabas na tela e o usuário deve montar palavras a partir das
mesmas; - Diversas palavras na tela e o usuário deve montar frases; -
Caça-palavras; - Forca; - Cruzadinhas; - Aparece uma cena e o usuário
escreve uma frase relatando o que acontece na cena.
Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 |
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TEORIA, MÉTODO E EXPERIÊNCIAS FREIREANAS
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português -
URL: http://www.paulofreire.org/frontera_p.htm
Autor(es):
GADOTTI, Moacir
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
As teorias de Paulo Freire cruzaram as fronteiras das disciplinas, das
ciências, para além da América Latina. Ao mesmo tempo em que as suas
reflexões foram aprofundando o tema que ele perseguiu por toda a vida –
a educação como prática da liberdade – suas abordagens
transbordaram-se para outros campos do conhecimento, criando raízes nos
mais variados solos – desde os mocambos do Recife às comunidades
burakunins do Japão - fortalecendo teorias e práticas educacionais, bem
como auxiliando reflexões não só de educadores, mas também de
médicos, terapeutas, cientistas sociais, filósofos, antropólogos e
outros profissionais. Seu pensamento é considerado um modelo de
transdisciplinaridade.
Cópia do Texto:
TEORIA, MÉTODO E EXPERIÊNCIAS FREIREANAS, por Moacir Gadotti. As teorias
de Paulo Freire cruzaram as fronteiras das disciplinas, das ciências,
para além da América Latina. Ao mesmo tempo em que as suas reflexões
foram aprofundando o tema que ele perseguiu por toda a vida – a
educação como prática da liberdade – suas abordagens transbordaram-se
para outros campos do conhecimento, criando raízes nos mais variados
solos – desde os mocambos do Recife às comunidades burakunins do Japão
- fortalecendo teorias e práticas educacionais, bem como auxiliando
reflexões não só de educadores, mas também de médicos, terapeutas,
cientistas sociais, filósofos, antropólogos e outros profissionais. Seu
pensamento é considerado um modelo de transdisciplinaridade. Não podemos
ver a Freire apenas como um educador de adultos ou como um acadêmico, ou
reduzir sua obra a uma técnica ou metodologia. Ela deve ser lida dentro
do contexto da "natureza profundamente radical de sua teoria e
prática anti-colonial e de seu discurso post-colonial", como no diz
Henry Giroux (in Peter Maclaren and Peter Leonard, organizadores, Paulo
Freire: a Critical Encounter, Routledge, 1993, p. 177). Isso nos vai
mostrar que Freire assumiu o risco de cruzar fronteiras para poder ler
melhor o mundo e facilitar novas posições sem sacrificar seus
compromissos e princípios. As barreiras e fronteiras estão sempre à
nossa volta. Os intelectuais e educadores que ocupam fronteiras muito
estreitas não percebem que elas também tem a capacidade de
aprisioná-los. Nesse sentido, é preciso relevar a importância da obra
de Paulo Freire em termos mais globais. Seria ingênuo considerar a sua
pedagogia como uma pedagogia só aplicável no chamado "Terceiro
Mundo". As primeiras experiências de Paulo Freire, com a educação
de adultos, datam da década de 50, no nordeste brasileiro, aplicando o
método que leva o seu nome, passando pelo Chile na década de 60 e
auxiliando a reconstrução post-colonial de novos sistemas educacionais
em diversos países da África, na década de 70. Voltando ao Brasil,
depois de 16 anos de exílio, envolveu-se, na década de 80, na
construção democrática da escola pública popular na América Latina. A
última grande experimentação prática de suas idéias deu-se no início
da década de 90 em São Paulo (Brasil), onde ele foi Secretário de
Educação, promovendo a formação crítica do professor, a educação de
adultos, a reestruturação curricular e a interdisciplinaridade. O que
oferecia ele de tão original para ser-se conhecido internacionalmente?
Numa época de educação burocrática, formal e impositiva ele se
contrapôs a ela, levando em conta as necessidades e problemas da
comunidade e as diferenças étnico-culturais, sociais, de gênero, e os
diferentes contextos. Ele procurava empoderar as pessoas mais necessitadas
para que elas mesmas pudessem tomar suas próprias decisões,
autonomamente. Seu método pedagógico aumentava a participação ativa e
consciente. A seguir, depois de apresentar brevemente alguns dados
biobibliográficos de Paulo Freire, procurarei mostrar os temas centrais
de sua teoria e os passos do seu método pedagógico, mostrando o pouco do
seu legado como educador, enfocando principalmente a práxis
político-pedagógica dos seus últimos anos dentro do contexto
educacional brasileiro. 1. Apresentando Paulo Freire Paulo Reglus Neves
Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921, no Recife, Pernambuco
(Brasil), uma das regiões mais pobres do país, onde, logo cedo, pôde
experimentar as dificuldades de sobrevivência das classes populares.
Trabalhou inicialmente no SESI (Serviço Social da Indústria) e no
Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife. Ele foi quase
tudo o que deve ser como educador, de professor de escola a criador de
idéias e "métodos". Sua filosofia educacional expressou-se
primeiramente em 1958 na sua Tese de concurso para a Universidade do
Recife, e, mais tarde, como professor de História e Filosofia da
Educação daquela Universidade, bem como em suas primeiras experiências
de alfabetização como a de Angicos, Rio Grande do Norte, em 1963,
precedida por trabalhos desenvolvidos tanto em Pernambuco quanto no Estado
da Paraíba. A coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de
educação que identifica a alfabetização com um processo de
conscientização, capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos
instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação, fez dele
um dos primeiros brasileiros a serem exilados. A metodologia por ele
desenvolvida foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização
conscientizadora e, por isso, ele foi acusado de subverter a ordem
instituída. Foi preso após o Golpe Militar de 1964 e, depois de 72 dias
de reclusão, foi convencido a deixar o país. Exilou-se primeiro no
Chile, onde, encontrando um clima social e político favorável ao
desenvolvimento de suas idéias, desenvolveu, durante 5 anos, trabalhos em
programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma
Agrária (ICIRA). Foi aí que escreveu, em 1968, a sua principal obra:
Pedagogia do oprimido. Em 1969, trabalhou como professor na Universidade
de Harvard, em estreita colaboração com numerosos grupos engajados em
novas experiências educacionais tanto em zonas rurais quanto urbanas.
Durante os 10 anos seguintes, foi Consultor Especial do Departamento de
Educação do Conselho Mundial das Igrejas, em Genebra (Suíça). Nesse
período, deu consultoria educacional junto a vários governos do
"Terceiro Mundo", principalmente na África. Em 1980, depois de
16 anos de exílio, retornou ao Brasil para "reaprender" seu
país, como afirmou na época. Lecionou na Universidade Estadual de
Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(PUC-SP). Em 1989, tornou-se Secretário de Educação no Município de
São Paulo, maior cidade do Brasil. Durante seu mandato, fez um grande
esforço na implementação de movimentos de alfabetização, de revisão
curricular e empenhou-se na recuperação salarial dos professores.
Casou-se, em 1944, com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira,
com quem teve cinco filhos. Após a morte de sua primeira esposa, casou-se
com Ana Maria Araújo Freire, uma ex-aluna. Em Paulo Freire, conviveram
sempre presentes tanto o senso de humor e quanto a não menos constante
indignação contra todo tipo de injustiça. Paulo Freire é autor de
muitas obras. Entre elas: Educação: prática da liberdade (1967),
Pedagogia do oprimido (1968), Cartas à Guiné-Bissau (1975), Pedagogia da
esperança (1992), À sombra desta mangueira (1995). Foi reconhecido
mundialmente pela sua práxis educativa através de numerosas homenagens.
Além de ter seu nome adotado por muitas instituições, é cidadão
honorário de várias cidades no Brasil e no exterior. A Paulo Freire foi
outorgado o título de doutor Honoris Causa por vinte e sete
universidades. Por seus trabalhos na área educacional, recebeu, entre
outros, os seguintes prêmios: "Prêmio Rei Balduíno para o
Desenvolvimento" (Bélgica, 1980); "Prêmio UNESCO da Educação
para a Paz" (1986) e "Prêmio Andres Bello" da
Organização dos Estados Americanos, como Educador do Continentes (1992).
No dia 10 de abril de 1997, lançou seu último livro, intitulado
"Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática
educativa". Paulo Freire faleceu no dia 2 de maio de 1997 em São
Paulo, vítima de um infarto agudo do miocárdio. Vivi e trabalhei
intimamente com Paulo Freire durante 23 anos. Alguns dias antes de sua
morte estávamos discutindo vários projetos para serem desenvolvidos pelo
Instituto Paulo Freire (IPF), que foi, para ele um espaço de discussão
nas novas perspectivas educacionais. Pretendia oferecer vários cursos,
principalmente para estudantes estrangeiros. Morreu em plena atividade
intelectual, com um livro para terminar e muitos projetos a caminho. 2.
Originalidade do "Método Paulo Freire" Com certeza, podemos
dizer que o pensamento de Paulo Freire é um produto existencial e
histórico. Ele forjou seu pensamento na luta, na práxis, entendida esta
como "ação + reflexão", como ele a definia. Ele nos dizia que
práxis nada tinha a ver com a conotação freqüente de
"prática" em sua acepção pragmatista ou utilitária. Para ela
práxis é ação transformadora. Eu não vou recordar aqui a sua longa
trajetória de educador, bastante conhecida. Todavia, quero enfatizar o
quanto foi importante para a constituição da sua teoria do conhecimento,
a leitura do contexto onde nasceu e viveu, durante a década de 50, no
Nordeste brasileiro e o contexto latino-americano da época do exílio no
Chile, na década de 60. A sociedade brasileira e latino-americana da
década de 60 pode ser considerada como o grande laboratório onde se
forjou aquilo que ficou conhecido como o "Método Paulo Freire".
A situação de intensa mobilização política desse período teve uma
importância fundamental na consolidação do pensamento de Paulo Freire,
cujas origens remontam à década de 50. O momento histórico que Paulo
Freire viveu no Chile foi fundamental para explicar a consolidação da
sua obra, iniciada no Brasil. Essa experiência foi fundamental para a
formação do seu pensamento político-pedagógico. No Chile, ele
encontrou um espaço político, social e educativo muito dinâmico, rico e
desafiante, permitindo-lhe reestudar seu método em outro contexto,
avaliá-lo na prática e sistematizá-lo teoricamente. Por outro lado, na
constituição do seu método pedagógico, Paulo Freire fundamentava-se
nas ciências da educação, principalmente a psicologia e a sociologia;
teve importância capital a metodologia das ciências sociais. A sua
teoria da codificação e da descodificação das palavras e temas
geradores (interdisciplinaridade), caminhou passo a passo com o
desenvolvimento da chamada pesquisa participante. O que chamou a atenção
dos educadores e políticos da época foi o fato de que o método Paulo
Freire "acelerava" o processo de alfabetização de adultos.
Paulo Freire não estava aplicando ao adulto alfabetizando o mesmo método
de alfabetização aplicado às crianças. É verdade, outros já estavam
pensando da mesma forma. Todavia, foi ele o primeiro a sistematizar e
experimentar um método inteiramente criado para a educação de adultos.
De maneira esquemática, podemos dizer que o "Método Paulo
Freire" consiste de três momentos dialética e interdisciplinarmente
entrelaçados: a) A investigação temática, pela qual aluno e professor
buscam, no universo vocabular do aluno e da sociedade onde ele vive, as
palavras e temas centrais de sua biografia. Esta é a etapa da descoberta
do universo vocabular, em que são levantadas palavras e temas geradores
relacionados com a vida cotidiana dos alfabetizandos e do grupo social a
que eles pertencem. Essas palavras geradoras são selecionadas em função
da riqueza silábica, do valor fonético e principalmente em função do
significado social para o grupo. A descoberta desse universo vocabular
pode ser efetuada através de encontros informais com os moradores do
lugar em que se vai trabalhar, convivendo com eles, sentido suas
preocupações e captando elementos de sua cultura. b) A tematização,
pela qual professor e aluno codificam e decodificam esses temas; ambos
buscam o seu significado social, tomando assim consciência do mundo
vivido. Descobrem-se assim novos temas geradores, relacionados com os que
foram inicialmente levantados. É nesta fase que são elaboradas as fichas
para a decomposição das famílias fonéticas, dando subsídios para a
leitura e a escrita. c) A problematização, na qual eles buscam superar
uma primeira visão mágica por uma visão crítica, partindo para a
transformação do contexto vivido. Nesta ida e vinda do concreto para o
abstrato e do abstrato para o concreto, volta-se ao concreto
problematizando-o. Descobrem-se assim limites e possibilidades
existenciais concretas captadas na primeira etapa. Evidencia-se a
necessidade de uma ação concreta, cultural, política, social, visando
à superação de situações-limite, isto é, de obstáculos ao processo
de hominização. A realidade opressiva é experimentada como um processo
passível de superação. A educação para a libertação deve desembocar
na práxis transformadora. Tema Gerador: Os seres humanos e o planeta
Sobreviverão? Estudos da realidade (inclui atividades dos estudantes)
Organização do Conhecimento (identifica o conteúdo básico, conceitos,
e temas) Aplicação do Conhecimento (projetos e tarefas) Arte-educação
· Artes visuais: colagem, pintura, modelagem · Atividades musicais ·
Entendendo paisagens: naturais e construídas Semana de atividades de arte
moderna/ Música folclórica como forma de questionar a realidade Artes
visuais/ Música/ Poesia/ Dramatizações História · Questionários ·
Entrevistas · Debates Indústria/ A luta entre as classes sociais/
Patrão de vida/ Poluição/ Discriminação/ Colonização/ Direitos
Humanos Ensaios / Projetos em Grupo Idioma (Linguagem e Artes) · Folder,
avisos, etc. · Jornais Conferências/ Escrita/ Análise lingüística/
análise de campanhas de publicidade e padrão de consumo Projetos em
grupo Ciências · Debates · Entrevistas · Discussões em grupo Meio
Ambiente/ Reciclagem/ Poluição/ Saneamento básico/ Conservação/ O
corpo Corpo humano e reprodução/ Espaço mental e físico/ Nutrição
Projetos em grupo/ escritos referentes a temas comunitários Matemática
· Questionários · Debates Custo de vida/ Computação básica/ Sistemas
monetários/ Porcentagens-Frações Colocando em tabelas o custo de vida,
a inflação, dados sobre salários / Análise escrita Geografia ·
Entrevistas · Debates · Reportagens · Mapas Grupos sociais/ Classes
sociais/ Desemprego/ Violência/ Espaço Social e Físico/ Migração e
explosão da população Desenhando mapas/ Projetos em grupos sobre a
urbanização dos bairros Educação Física · Questionários ·
Entrevistas · Debates Conhecimento do corpo/ Tempo livre Demonstração
de hábitos saudáveis Fonte: Maria del Pilar O’Cádiz, Pia Linquist
Wong, Carlos Alberto Torres, Education and Democracy: Paulo Freire, Social
Movements and Educational Reform in São Paulo, Westview, 1998, pp.
201-202. Os educadores entrevistaram pais e estudantes, catalogaram as
atividades e serviços dos bairros, visitaram centros e coletaram
informações. Na coleta de dados levaram em consideração o nível geral
da educação entre as famílias dos bairros e organizaram e aplicaram
este conhecimento nas atividades da escola, construindo, na prática, o
que Paulo Freire chamava, nos primeiros documentos da Secretaria de
Educação de "Escola Pública Popular". No início dos anos 60
o que chamou a atenção dos educadores e dos políticos era o fato de que
o método Paulo Freire "acelerava" o processo de alfabetização
dos adultos. Paulo Freire não estava usando os mesmos métodos com os
adultos que eram usados para com as crianças. É verdade, outros já
haviam pensando nessa idéia. Porém, Paulo Freire foi o primeiro a
sistematizar e experimentar um método criado inteiramente para a
educação de adultos. As teorias construtivistas atuais também se apoiam
no significado da experiência vivida, no saber do aluno. Portanto é
preciso conhecê-lo e sistematizá-lo. Contudo, o construtivismo freireano
vai além da pesquisa e da tematização. O construtivismo freireano
mostrou não só que todos podem aprender (Piaget), mas que todos sabem
alguma coisa e que o sujeito é responsável pela construção do
conhecimento e pela ressignificação do que aprende. Aprender e
alfabetizar-se é um ato tão natural quanto comer e andar. Mas a
criança, o jovem e o adulto só aprendem quando tem um projeto de vida,
onde o conhecimento é significativo para eles. É o sujeito que aprende
através de sua própria ação transformadora sobre o mundo. É ele que
constrói suas próprias categorias de pensamento, organiza o seu mundo e
transforma o mundo. "O professor deve ensinar. É preciso fazê-lo.
Só que ensinar não é transmitir conhecimento. Para que o ato de ensinar
se constitua como tal, é preciso que o ato de aprender seja precedido do,
ou concomitante ao, ato de apreender o conteúdo ou o objeto cognoscível,
com que o educando se torna produtor também do conhecimento que lhe foi
ensinado" (Paulo Freire, Professora sim, tia não, p. 188). A obra de
Paulo Freire é interdisciplinar e pode ser vista tomando-o como
pesquisador e cientista, ou como educador. Contudo, essas duas dimensões
implicam numa outra: Paulo Freire não as separa da política. Paulo
Freire deve ser considerado também como um político. Essa é a dimensão
mais importante da sua obra. Ele não pensa a realidade como um sociólogo
que procura apenas entendê-la. Ele busca, nas ciências, elementos para,
compreendendo mais cientificamente a realidade, poder intervir de forma
mais eficaz nela. Por isso, ele pensa a educação ao mesmo tempo como ato
político, como ato de conhecimento e como ato criador. Todo o seu
pensamento tem uma relação direta com a realidade. Essa é sua marca.
Ele não se comprometeu com esquemas burocráticos, sejam eles esquemas do
poder político, sejam esquemas do poder acadêmico. Comprometeu-se, acima
de tudo, com uma realidade a ser transformada. Paulo Freire propõe uma
nova concepção da relação pedagógica. Não se trata de conceber a
educação apenas como transmissão de conteúdos por parte do educador.
Pelo contrário, trata-se de estabelecer um diálogo. Isso significa que
aquele que educa está aprendendo também. A pedagogia tradicional também
afirmava isso, só que em Paulo Freire o educador também aprende do
educando da mesma maneira que este aprende dele. Não há ninguém que
possa ser considerado definitivamente educado ou definitivamente formado.
Cada um, a seu modo, junto com os outros, pode aprender e descobrir novas
dimensões e possibilidades da realidade na vida. A educação torna-se um
processo de formação comum e permanente. No pensamento de Paulo Freire,
tanto os alunos quanto o professor são transformados em pesquisadores
críticos. Os alunos não são uma lata vazia para ser enchida pelo
professor. Mas, Paulo Freire pode ainda ser lido pelo seu gosto pela
liberdade. Essa seria uma leitura libertária. Como muitos dos seus
intérpretes afirmam, a tese central da sua obra é a tese da
liberdade-libertação. A liberdade é a categoria central de sua
concepção educativa desde suas primeiras obras. A libertação é o fim
da educação. A finalidade da educação será libertar-se da realidade
opressiva e da injustiça. A educação visa à libertação, à
transformação radical da realidade, para melhorá-la, para torná-la
mais humana, para permitir que os homens e as mulheres sejam reconhecidos
como sujeitos da sua história e não como objetos. A libertação, como
objetivo da educação, situa-se no horizonte de uma visão utópica da
sociedade e do papel da educação. A educação, a formação, devem
permitir uma leitura crítica do mundo. O mundo que nos rodeia é um mundo
inacabado e isso implica a denúncia da realidade opressiva, da realidade
injusta (inacabada) e, consequentemente, de crítica transformadora,
portanto, de anúncio de outra realidade. O anúncio é necessário como
um momento de uma nova realidade a ser criada. Essa nova realidade do
amanhã é a utopia do educador de hoje. Podemos citar várias instâncias
que demonstram a coerência entre a teoria e a prática de Paulo Freire.
Para ilustrá-la daremos abaixo um exemplo: seu trabalho como
administrador público (1989-1991), à frente da Secretaria Municipal de
Educação de São Paulo (Brasil). 3. As experiências de Paulo Freire
como Secretário de Educação em São Paulo (1989-1991) Para os que
conheciam de perto Paulo Freire, não foi surpresa a sua capacidade
administrativa. O segredo dele foi saber governar de forma democrática.
Nos quase dois anos e meio à frente da Secretaria da educação, ele
conseguiu criar uma equipe de cinco ou seis auxiliares que podiam
trabalhar com muita autonomia e podiam substituí-lo em qualquer
emergência. Existia apenas uma reunião semanal em que se discutiam as
linhas gerais da política da Secretaria. Se fosse necessário, novos
rumos eram tomados. Paulo Freire defendia ardorosamente suas opiniões,
mas sabia trabalhar em equipe, muito longe do espontaneísmo de que havia
sido acusado. Ele tinha autoridade, mas exercia-a de forma democrática.
Enfrentava situações conflituosas com muita paciência. Dizia que o
trabalho de mudança na educação exigia paciência histórica porque a
educação é um processo a longo prazo. Quais as mudanças estruturais
mais importantes introduzidas nas escolas da rede municipal de ensino por
Paulo Freire? É ele mesmo quem responde eu seu livro sobre a sua
experiência à frente da Secretaria (A educação na cidade, pp. 79-80):
"as mudanças estruturais mais importantes introduzidas na escola
incidiram sobre a autonomia da escola". Foram restabelecidos os
conselhos de escola e os grêmios estudantis. No entanto, continua Paulo
Freire, "o avanço maior ao nível da autonomia da escola foi o de
permitir no seio da escola a gestação de projetos pedagógicos próprios
que com apoio da administração pudessem acelerar a mudança da
escola". Para ilustrar esse processo de mudança vou apresentar três
exemplos: o programa de formação permanente, o programa de
alfabetização de jovens e adultos e a prática da interdisciplinaridade.
1º O programa de formação permanente do professor. Desde o início da
administração, Paulo Freire insistia que estava profundamente empenhado
na questão da formação permanente dos educadores. Seu programa de
formação do magistério foi orientado pelos seguintes princípios (A
educação na cidade, p. 80): a) o educador é o sujeito da sua prática,
cumprindo a ele criá-la e recriá-la através da reflexão sobre o seu
cotidiano. b) a formação do educador deve ser permanente e
sistematizada, porque a prática se faz e refaz. c) a prática pedagógica
requer a compreensão da própria gênese do conhecimento, ou seja, de
como se dá o processo de conhecer. d) o programa de formação dos
educadores é condição para o processo de reorientação curricular da
escola. Esse programa de formação dos educadores teve como eixos
básicos: a) a fisionomia da escola que se quer, enquanto horizonte da
proposta pedagógica; b) a necessidade de suprir elementos de formação
básica aos educadores nas diferentes áreas do conhecimento humano; c) a
apropriação, pelos educadores, dos avanços científicos do conhecimento
humano que possam contribuir para a qualidade da escola que se quer. Com
esse programa, Paulo Freire queria formar professores para uma nova
postura pedagógica, considerando sobretudo a tradição autoritária
brasileira. O Brasil nasceu autoritário. Já tem quase 500 anos de
tradição autoritária. Não se pode esperar que em poucos anos isso seja
superado. Por isso, Paulo Freire pôs à prova a sua conhecida paciência
pedagógica, com decisão política, competência técnica, amorosidade e
sobretudo com o exercício da democracia. Acabou tendo êxito nessa sua
tarefa. A formação do educador ultrapassa, transcende, os cursos
explicativos teóricos em torno da democracia. A formação se dá
através da prática, da real participação. A prática da democracia
vale muito mais do que um curso sobre democracia. 2º O programa de
alfabetização de jovens e adultos. Além do intenso programa de
formação do educador, Paulo Freire deu início a um movimento de
alfabetização em parceria com os movimentos populares, ao lado da
expansão do ensino noturno e do ensino supletivo. Antes mesmo de assumir
a Secretaria de educação, Paulo Freire tinha a intenção de sugerir à
nova Prefeita um projeto de alfabetização. Convidado, propôs
imediatamente um projeto que se chamaria MOVA-SP (Movimento de
Alfabetização da Cidade de São Paulo), inicialmente sob a coordenação
de Pedro Pontual, estruturado em estreita colaboração com os Movimentos
sociais e populares da capital que criaram, para isso, o "Fórum dos
movimentos populares de alfabetização de adultos da cidade de São
Paulo" (Moacir Gadotti e José E. Romão (orgs), Educação de jovens
e adultos: teoria, prática e proposta, pp. 85-90). A Secretaria de
Educação, através de convênios com as entidades integrantes deste
Fórum, oferecia os recursos financeiros e técnicos. Cabia ao Fórum,
junto com a Secretaria, definir os critérios para celebração de
convênios nos quais as entidades conveniadas se responsabilizavam pela
criação dos núcleos de alfabetização, locação de salas, material
didático e pagamento aos alfabetizadores e supervisores. Esse projeto,
iniciado efetivamente em janeiro de 1990, teve grande repercussão tanto
na cidade de São Paulo como em outros Estados, pela proposta de
fortalecimento dos movimentos populares. Foi um dos raros exemplos de
parceria entre a Sociedade Civil e o Estado. É evidente que nessas
circunstâncias a relação não é sempre harmoniosa. Ela é perpassada
por tensões. Mas essa é a condição necessária para um trabalho
partidário entre o Estado e os movimentos populares. O MOVA-SP não
impôs uma única orientação metodológica ou, como se costuma dizer, o
"Método Paulo Freire". Procurou-se manter o pluralismo, só
não se aceitando métodos pedagógicos anti-científicos e filosóficos
autoritários ou racistas. Mesmo sem impor nenhuma metodologia, foram
sustentados os princípios político-pedagógicos da teoria educacional de
Paulo Freire, sintetizados numa concepção libertadora de educação,
evidenciando o papel da educação na construção de um novo projeto
histórico, a teoria do conhecimento que parte da prática concreta na
construção do saber, o educando como sujeito do conhecimento e a
compreensão da alfabetização não apenas como um processo lógico,
intelectual, mas também profundamente afetivo e social. Para que um
movimento de alfabetização se constitua num esforço coletivo, é
necessário que a experiência seja a fonte primordial do conhecimento. Do
contrário, ela se reduz apenas a um conhecimento intelectual que não
leva à formação crítica da consciência e nem ao fortalecimento do
poder popular, isto é, não leva à criação e ao desenvolvimento das
organizações populares. Apesar da descontinuidade administrativa,
característica de quase todas as administrações públicas, no Brasil, o
Programa MOVA-SP foi avaliado positivamente pelos seus organizadores, bem
como por estudos realizados por pesquisadores e observadores estrangeiros.
Ele serviu de referência para outras experiências e se constituiu num
processo muito significativo de formação para todos os que o promoveram.
A avaliação realizada mostrou que ele trouxe ganhos relevantes para a
formação dos educadores e, sobretudo, para os educandos. Mesmo extinto
pela nova administração (1993), o MOVA continuou em outras
municipalidades e espaços de formação, Universidades (PUC-SP),
sindicatos (CUT) e Oganizações Não-Governamentais como o Instituto
Paulo Freire. O MOVA-SP fez parte de uma estratégia de ação cultural
voltada para o resgate da cidadania: formar governantes, formar pessoas
com maior capacidade de autonomia intelectual, multiplicadores de uma
ação social libertadora. O MOVA-SP estava contribuindo com esse objetivo
ao fortalecer os movimentos sociais populares e estabelecer novas
alianças entre Sociedade Civil e Estado. A importância dos Movimentos
Populares e Sociais no provimento de programas de alfabetização dos
países "em desenvolvimento" é reconhecida por muitas razões,
principalmente porque são agências de forte impacto na comunidade. Os
movimentos populares conduzem muitas atividades que envolvem a
alfabetização de adultos no Brasil. Tipos de Movimentos Populares no
MOVA e Evolução em termos de Classes, Estudantes, e Movimentos Populares
Tipo de Associação Número Porcentagem Comunidade ou Associação de
Bairros 30 40 Grupos de Educação/ Cultura 13 14 Grupos de Mulheres,
Mães, Mulheres Voluntárias 12 16 Grupos Religiosos 11 15 Grupos de
Trabalhadores 6 8 Grupos de Direitos Humanos 2 3 Associações Esportivas
1 1 Total 74 100 Evolução do MOVA em termos de Classes, Estudantes, e
Movimentos Populares Tempo Classes Estudantes Movimentos Populares
Fevereiro de 1991 451 9.513 39 Maio de 1991 557 11.853 45 Dezembro de 1991
868 17.766 68 Maio de 1992 920 20.114 69 Junho de 1992 - 21.000 - Fonte:
Nelly P. Stromquist, Literacy for Citizenship: Gender and Grassroots
Dynamics in Brazil, Albany, SUNY Press, 1997, pp. 173, 214 As tabelas
acima demonstram o sucesso do Programa MOVA. Ele demandou um crescimento
permanente em termos de número de classes e de Movimentos envolvidos. Em
três anos atendemos cerca de 80 mil alfabetizandos. 3º A prática da
interdisciplinaridade. A enormidade da obra de Paulo Freire e o seu
trânsito por várias áreas do conhecimento e da prática nos levam a um
outro tema central de sua obra: a interdisciplinaridade. Em 1987 e 1988,
Paulo Freire desenvolve o conceito de interdisciplinaridade dialogando com
educadores de várias áreas na Universidade de Campinas, empenhados num
projeto de educação popular informal. O conceito de
interdisciplinaridade surge da análise da prática concreta e da
experiência vivida do grupo de reflexão. Essas reflexões foram reunidas
por Débora Mazza e Adriano Nogueira e publicada com o título Na escola
que fazemos (1988). No ano seguinte, já como Secretário Municipal de
São Paulo, Paulo Freire deu início a uma grande reorientação
curricular que foi chamada de projeto da interdisciplinaridade. A
interdisciplinaridade não é apenas um método pedagógico ou uma atitude
do professor. É uma exigência da própria natureza do ato pedagógico. A
ação pedagógica através da interdisciplinaridade e da
transdisciplinaridade aponta para a construção de uma escola
participativa e decisiva na formação do sujeito social. O educador,
sujeito de sua ação pedagógica, é capaz de elaborar programas e
métodos de ensino-aprendizagem, sendo competente para inserir a sua
escola numa comunidade. O objetivo fundamental da interdisciplinaridade é
experimentar a vivência de uma realidade global que se inscreve nas
experiências cotidianas do aluno, do professor e do povo e que, na escola
tradicional, é compartimentada e fragmentada. Articular saber,
conhecimento, vivência, escola, comunidade, meio-ambiente etc., é o
objetivo da interdisciplinaridade que se traduz na prática por um
trabalho coletivo e solidário na organização do trabalho na escola.
Não há interdisciplinaridade sem descentralização do poder, portanto,
sem uma efetiva autonomia da escola. Na tabela abaixo podemos ver o
processo que envolve cada momento (fase) no Projeto Interdisciplinaridade
e as condições necessárias e os resultados esperados com essa abordagem
metodológica. Fases do Projeto Intedisciplinaridade Estudo da Realidade
Organização do Conhecimento Aplicação do Conhecimento
Problematização Seleção das áreas do conteúdo programático
Implementação do programa que foi organizado Discussão e histórias dos
estudantes, educadores, e comunidade A realidade e o conhecimento
sistematizado valiação e planejamento para a transformação do
estudante, educador, e comunidade Visitas, Entrevistas Abordagem do
educador e atitude/ Requisitos cognitivos e afetivos Conhecimento: ação,
apropriação, e reconstrução Questionários, situações
significativas, temas geradores Noções, hipóteses, pressupostos,
teorias Ferramentas: ambientes naturais e construídos, jogos, revistas,
livros, etc. Fonte: Maria del Pilar O'Cádiz, Pia Linquist Wong, Carlos
Alberto Torres, Education and Democracy: Paulo Freire, Social Movements
and Educational Reform in São Paulo. Westview, 1998, p. 111. Na minha
experiência de trabalhar junto com Freire por mais de duas décadas –
particularmente como seu Chefe de Gabinete na administração da
Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e especialmente
coordenando o MOVA-SP – aprendi que devido às condições históricas
da centralização e autoritarismo das instituições brasileiras, é
necessário buscar a autonomia da escola em todos os níveis. E nisso
Paulo Freire estava de acordo. Autonomia não só da escola, mas também
do aluno e do professor. Paulo Freire deixou a Secretaria Municipal de
Educação dia 27 de maio de 1991. Depois de quase dois anos e meio, Paulo
voltou à sua biblioteca e às suas atividades acadêmicas "à
maneira de quem, saindo, fica" , como afirma no epílogo do seu livro
A educação na cidade (p. 143). Na verdade, Paulo Freire continuou uma
presença ativa na Secretaria, oferecendo sua larga experiência traduzida
na prática dos projetos que a Secretaria realizou. Na sua despedida
afirmou: "mesmo sem ser mais secretário continuarei junto de vocês
de outra forma... Continuem contando comigo na construção de uma
política educacional, de uma escola com outra "cara", mais
alegre, fraterna e democrática" (A educação na cidade, p. 144). 4.
Paulo Freire no contexto das pedagogias contemporâneas O pensamento de
Paulo Freire pode ser relacionado com o de muitos educadores
contemporâneos. Podemos encontrar grande afinidade entre Paulo Freire e o
revolucionário educador francês Célestin Freinet (1896-1966), na medida
em que ambos acreditam na capacidade de o aluno organizar sua própria
aprendizagem. Freinet deu enorme importância ao que chamou de "texto
livre". Como Paulo Freire, utilizava-se do chamado método global de
alfabetização, associando a leitura da palavra à leitura do mundo.
Insistia na necessidade, tanto da criança quanto do adulto, de ler o
texto entendendo-o. Como Paulo Freire, preocupou-se com a educação das
classes populares. Seu método de trabalho incluía a imprensa, o desenho
livre, o diálogo e o contato com a realidade do aluno. Embora Paulo
Freire não defenda o princípio da não-diretividade na educação, como
faz o psicoterapeuta Carl Rogers (1912-1987), não resta dúvida de que
existem muitos pontos comuns nas pedagogias que eles defendem, sobretudo
no que diz respeito à liberdade de expressão individual, à crença na
possibilidade de os homens resolverem, eles próprios, seus problemas,
desde que motivados interiormente para isso. Para Rogers, assim como para
Paulo Freire, a responsabilidade da educação está no próprio
estudante, possuidor das forças de crescimento e auto-avaliação. A
educação deve estar centrada nele, em vez de centrar-se no professor ou
no ensino; o aluno deve ser senhor de sua própria aprendizagem. E a aula
não é o momento em que se deve despejar conhecimentos no aluno, nem as
provas e exames são os instrumentos que permitirão verificar se o
conhecimento continua na cabeça do aluno e se este o guarda do jeito que
o professor o ensinou. A educação deve ter uma visão do aluno como
pessoa inteira, com sentimentos e emoções. O que tem em comum Paulo
Freire com Ivan Illich (1926), o filósofo austríaco? Nos dois podemos
encontrar a crítica da escola tradicional. Entre a burocratização da
instituição escolar atual, os dois demandaram que os educadores
buscassem seu desenvolvimento próprio e a libertação coletiva para
combater a alienação das escolas e propondo o redescobrimento da
autonomia criadora. Apesar deste pontos em comum, existem consideráveis
divergências. No trabalho de Ivan Illich, podem encontrar um pessimismo
em relação à escola. Ele não acredita que a escola tradicional tenha
futuro. Por isso seria necessário "desescolarizar" a sociedade.
Em Paulo Freire encontramos otimismo. A escola pode mudar e deve ser
mudada pois joga um papel importante na transformação social. O que une
Illich e Freire é sua crença profunda em revolucionar os conteúdos e a
pedagogia da escola atual. Os dois acreditam que essa mudança é ao mesmo
tempo política e pedagógica e que a crítica da escola é parte de uma
crítica mais ampla à civilização contemporânea. Desde a tese de
concurso para a cadeira de História e Filosofia da Educação da
Universidade de Pernambuco, Paulo Freire faz referências a John Dewey
(1859-1952), citando-lhe a obra Democracia e educação, publicada no
Brasil em 1936. Essa referência não podia deixar de existir, pois Paulo
Freire era um grande admirador da pedagogia de Anísio Teixeira
(1900-1971), de quem se considera discípulo e com o qual concordava na
denúncia do excessivo centralismo, ligado ao autoritarismo e ao elitismo
da educação brasileira. Foi Anísio Teixeira quem introduziu o
pensamento de Dewey no Brasil. Como John Dewey (1859-1952), o conhecido
filósofo e educador norte-americano, Paulo Freire insiste no conhecimento
da vida e da comunidade local. Porém podemos encontrar uma diferença na
noção de cultura. Em Dewey, ela é simplificada, pois não envolve a
problemática social, racial e étnica, ao passo que, em Paulo Freire, ela
adquire uma conotação antropológica, já que a ação educativa é
sempre situada na cultura do aluno. O que a pedagogia de Paulo Freire
aproveita do pensamento de John Dewey é a idéia de "aprender
fazendo", o trabalho cooperativo, a relação entre teoria e
prática, o método de iniciar o trabalho educativo pela fala (linguagem)
dos alunos. Também podemos evidenciar a semelhança de pontos de vista de
Paulo Freire e Lev Vygotsky (1896-1934), o pedagogo russo e o psicólogo
suíço Jean Piaget (1896-1980). A teoria da escrita de Vygotsky contém
uma descrição dos processos internos que caracterizam a produção das
palavras escritas. Diz ele que a fonte mental de recursos da escrita é o
"discurso interno", que evolui a partir do discurso egocentrado
da criança. Vygotsky reconhece que, em todos os discursos humanos, o
indivíduo muda e desenvolve o discurso interno com a idade e a
experiência. A linguagem é tão extraordinariamente importante na
sofisticação cognitiva crescente das crianças quanto no aumento de sua
afetividade social, pois a linguagem é o meio pelo qual a criança e os
adultos sistematizam suas percepções. Embora Vygotsky e Freire tenham
vivido em tempos e hemisférios diferentes, a abordagem de ambos enfatiza
aspectos fundamentais, relativos a mudanças sociais e educacionais que se
interpenetram. Enquanto Vygotsky enfoca a dinâmica psicológica, Freire
se concentra no desenvolvimento de estratégias pedagógicas e na análise
da linguagem. Para Piaget o papel da ação é fundamental para o
desenvolvimento da criança porque é a característica essencial do
pensamento lógico para ser operativo. Piaget sustenta que aprendemos
somente quando queremos e somente quanto o que aprendemos é significativo
para nós mesmos. Paulo Freire estava de acordo com essa tese de Piaget e
insistia: necessitamos desenvolver a "curiosidade" do aprendiz
para poder desenvolver o ato de aprendizagem. Quando separamos a
produção do conhecimento do descobrimento do conhecimento que já
existe, as escolas podem ser facilmente transformadas em lojas de venda de
conhecimento. Paulo Freire foi imfluenciado de diferentes maneiras: seu
pensamento humanista foi inspirado no personalismo de Emmanuel Mounier
(1905-1950) e pelo existencialismo (Martin Buber), pela fenomenologia
(Georg Hegel) e pelo Marxismo (Antonio Gramsci e Jürgen Habermas). Em
todos casos, não se pode dizer que Paulo Freire tenha sido eclético. Ele
integra os elementos fundamentais destas doutrinas filosóficas sem
repeti-las de uma forma mecânica ou preconceituosa. A pedagogia de Paulo
Freire adquiriu sentido universal a partir da relação entre oprimido e
opressor, demonstrando que isso ocorre em todo o mundo. Suas teorias, por
outro lado, têm sido enriquecidas por muitas e variadas experiências em
muitos países. Além dos países em que o próprio Paulo Freire trabalhou
diretamente, muitos outros tem "aplicado" suas idéias e seu
método com resultados muito positivos. Entre as intuições originais do
paradigma da educação popular que ele inspirou, podemos destacar: a
educação como produção e não meramente como transmissão do
conhecimento; a defesa de uma educação para a liberdade, pré-condição
da vida democrática; a recusa do autoritarismo, da manipulação, da
ideologização que surge também ao estabelecer hierarquias rígidas
entre o professor que sabe (e por isso ensina) e o aluno que tem que
aprender (e por isso estuda); a defesa da educação como um ato de
diálogo no descobrimento rigoroso, porém, por sua vez, imaginativo, da
razão de ser das coisas; a noção de uma ciência aberta às
necessidades populares e um planejamento comunitário e participativo. A
força da obra de Paulo Freire não está na sua teoria do conhecimento
mas em ter insistido na idéia de que é possível, urgente e necessário
mudar as coisas. Ele não só convenceu tantas pessoas em tantas partes do
mundo pelas suas teorias e práticas, mas também porque despertava nelas
a capacidade de sonhar com uma realidade mais humana, menos feia e mais
justa. Ele foi uma espécie de guardião da utopia. Deixou-a como legado.
E isso não serve apenas para os países pobres, mas também para os
países ricos. 5. Raízes, asas e sonhos As idéias desafiantes de Paulo
Freire e suas repercussão mundial não agradaram a todos. Apesar de sua
enorme capacidade de diálogo e sua humildade, ele foi criticado,
particularmente pelos conservadores. Paulo Freire não é apenas o
educador mais lido hoje no Brasil. Ele tem outra fama: a de ter sido o
educador que recebeu o maior número de rótulos. Ele foi chamado de
"nacional desenvolvimentista", "escolanovista
popular", "indutivista", "esponteneista",
"não-diretivista", "neo-anarquista católico" etc. -
Como Paulo Freire reage diante das críticas à sua pessoa ou à sua obra?
Os ataques à sua pessoa são raríssimos porque suas idéias podem gerar
polêmica, mas não a sua pessoa. Sua personalidade era transparente. Não
há lugar para a hipocrisia. Não respondia a críticas pessoais. Também
não polemizava com os críticos à sua obra. Paulo Freire acreditava que
o humor era uma arma pedagógica progressista, mas a polêmica não. O
humor é construtivo e a polêmica, muitas vezes, destrutiva. Por isso,
não polemizou com nenhum de seus críticos. Considerava as críticas
positivamente e procurava aprender com elas. Quando respondia,
indiretamente, em seus livros - e isso ele o fez sistematicamente - ele
procurava, antes de mais nada, contextualizar as suas obras, mostrando que
ele era filho do seu tempo. Nesse sentido, podemos dizer que existe uma
evolução no seu pensamento em que ia vai superando certas
"ingenuidades" cometidas anteriormente, como ele mesmo afirma na
Pedagogia da esperança (p. 67). Mas existem também críticas que
provêem de leituras muito diferentes e até contraditórias da própria
obra de Paulo Freire. Leituras legítimas e sérias. Contudo, neste caso,
Paulo Freire tinha o direito de discordar dessas leituras e não se
reconhecer nelas. Certos críticos conservadores afirmam que ele não tem
uma teoria do conhecimento porque não estuda as relações entre o
sujeito do conhecimento e o objeto. Ele se interessaria apenas pelo
produto. Isso não é verdade: antes de mais nada, o seu pensamento
funda-se numa explícita teoria antropológica do conhecimento. Outros o
acusam de autoritarismo afirmando que o seu método supõe a
transformação da realidade e nem todos desejam transformá-la. Portanto,
seria um método não científico (porque não aplicável universalmente).
Seu método seria autoritário na medida em que ele obriga a todos a
participarem na transformação. É claro que essa crítica ignora que
Paulo Freire não aceita a idéia de uma teoria pura - para ele uma
ilusão - mas numa teoria crítica enraizada numa filosofia social e
política. Ele rejeita a idéia da neutralidade científica - como recusa
o academicismo - e argumenta que os conservadores, sobre a capa da
neutralidade política de uma teoria pura escondem a sua ideologia
conservadora. Qual é o legado que Paulo Freire nos está deixando? Em
primeiro lugar, ele nos deixou sua vida, uma rica biografia. Paulo nos
encantou com a sua ternura, sua doçura, seu carisma, sua coerência, seu
compromisso, sua seriedade. Suas palavras e suas ações foram palavras e
ações de luta por um mundo "menos feio, menos malvado, menos
desumano". Ao lado do amor e da esperança, ele também nos deixou um
legado de indignação diante da injustiça. Diante dela, dizia que não
podemos "adocicar" nossas palavras. Além do testemunho de uma
vida de compromisso com a causa dos oprimidos, ele nos deixou uma imensa
obra, estampada em muitas edições de seus livros, em artigos e vídeos
espalhados pelo mundo. Nela se encontra uma pedagogia revolucionária. A
pedagogia conservadora humilha o aluno. A pedagogia freireana, a
"pedagogia do diálogo", deu dignidade a ele, respeitando o
educando e colocando o professor ao lado dele - com a tarefa de orientar e
dirigir o processo educativo - como um ser que também busca. Como o
aluno, o professor é também um aprendiz. Esse é o legado de Freire. No
desenvolvimento da sua teoria da educação, Paulo Freire conseguiu, de um
lado, desmistificar os sonhos do pedagogismo dos anos 60, que, pelo menos
na América Latina, sustentava a tese de que a escola tudo podia, e, de
outro lado, conseguiu superar o pessimismo dos anos 70, para o qual a
escola era meramente reprodutora do status quo. Fazendo isso - superando o
pedagogismo ingênuo e o pessimismo negativista - conseguiu manter-se fiel
à utopia, sonhando sonhos possíveis. Fazer hoje o possível de hoje para
amanhã fazer o impossível de hoje. Paulo Freire foi um ser humano
completo. Doce guerreiro das palavras, visionário, acreditava na
importância da escola, do saber, da palavra, da cultura, do educador.
Confessou certa vez que "não tinha vergonha de ser professor".
Como um plantador do futuro, ele sempre será lembrado porque nos deixou
raízes, asas e sonhos como herança. Como criador de espíritos, a melhor
maneira de homenageá-lo é reinventá-lo. Não copiá-lo. É levar
adiante o esforço de uma educação com uma nova qualidade para todos.
Essa nova qualidade não será medida pela quantidade absorvida de
conteúdos técnico-científicos apenas, mas, pela produção de um tipo
novo de conhecimento, "molhado de existência" e de história,
um conhecimento que deve ser, acima de tudo, uma ferramenta de mudança
das condições de vida daqueles que não têm acesso à existência
plena. Ele nos deixou teorias e exemplos que nos podem levar muito além
de onde estamos hoje. Como disse um professor logo que ouviu falar de seu
falecimento "ele nos deixou mais pobres porque partiu, mas estamos
mais ricos porque ele existiu". Dar continuidade a Freire, não
significa tratá-lo como um "Totem", ao qual não se pode tocar
mas se deve apenas adorar; não significa também tratá-lo como um
"gurú", que deve ser seguido por discípulos, sem
questioná-lo. Nada menos freireano do que esta idéia. Paulo Freire foi,
sobretudo, um criador de espíritos. Por isso deve ser tratado como um
grande educador popular. Adorar Freire como um totem, significa destruir
Freire como educador. Por isso não devemos repetir Freire, mas
"reinventá-lo", como ele mesmo dizia. Para esta tarefa, não
designou esta ou aquela pessoa ou instituição. Esta tarefa ele deixou a
todos nós, tão claramente expressa já no Pedagogia do oprimido, quando
o dedicou "aos esfarrapados do mundo, e aos que neles se descobrem e,
assim descobrindo-se, com eles sofrem, mas, sobretudo, com eles
lutam".
Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 |
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64 |
Uma em cada três chefes de família brasileiros é
analfabeto funcional
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.cedefes.org.br/noticia.asp?acao=leitura&idmateria=64Y06
Autor(es):
CEDEFES
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Estimativas do Unicef indicam que há no mundo cerca de 855 milhões de
pessoas que lêem sem entender o que leram, escrevem o nome e até algumas
frases, mas são incapazes de interpretar um texto. São chamadas de
analfabetos funcionais -em geral, têm menos de quatro anos de estudo.
Cópia do Texto:
Uma em cada três chefes de família brasileiros é analfabeto 'funcional'
Dados educaconaisdo Censo Demográfico de 2000 Estimativas do Unicef
indicam que há no mundo cerca de 855 milhões de pessoas que lêem sem
entender o que leram, escrevem o nome e até algumas frases, mas são
incapazes de interpretar um texto. São chamadas de analfabetos funcionais
-em geral, têm menos de quatro anos de estudo. Hoje, uma em cada três
famílias brasileiras ainda é comandada por um analfabeto funcional
(34,7%), segundo o Censo 2000 -17,2% deles são absolutamente analfabetos,
segundo o IBGE. Os índices são menores que no começo da década de 90
-caíram dez e cinco pontos percentuais, respectivamente, mas estão muito
longe de refletir condições ideais de desenvolvimento. (AF)
Data do Texto: 2002-10-02 00:00:00 |
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65 |
Unesco promove evento para a alfabetização
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português
-
URL: http://www.anabb.org.br/new/area_imprensa/agencia.asp?id=415
Autor(es):
agencia de noticias ANABB
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
Foi lançada nesta terça-feira (20/05) a Década das Nações Unidas para
a Alfabetização, um evento promovido pela representação da Unesco no
Brasil.
Cópia do Texto:
Foi lançada nesta terça-feira (20/05) a Década das Nações Unidas para
a Alfabetização, um evento promovido pela representação da Unesco no
Brasil. Na ocasião, a Unesco e o Ministério da Educação assinaram um
acordo de cooperação que prevê a transferência de US$ 200 mil para
serem usados em projetos de alfabetização. Os recursos foram captados
pela Unesco junto ao governo japonês. A solenidade contou também com o
apoio do Conselho Nacional de Educação (CNE), do Conselho Nacional de
Secretários de Educação (CONSED), da União Nacional dos Dirigentes
Municipais de Educação (UNDIME) e do Conselho de Reitores das
Universidades Brasileiras (CRUB).
Data do Texto: 2003-05-21 00:00:00 |
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variedades lingüísticas nos programas de
alfabetização de jovens e adultos do ms
Area de Conhecimento: alfabetização
de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português -
URL: http://www.ufmg.br/prpg/dow_anais/cien_humanas/educacao_3/giovana.doc
Autor(es):
RODRIGUES, Giovana de Sousa PAULINO, Maria das Graças Rodrigues
Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto:
This research intends to characterize the manifested positions about
linguistical varieties by MST (Landless Worker’s Movement) and
SINDUSCON-MG (Construction Industry Union in Minas Gerais) beginning
literacy programmes for young and adults. It’s situated at language and
literacy area and appeal to Sociolinguistic, to Language Sociology, to
Educational Sociology and to Discourse Analysis, to verify (in written
documents, in teacher’s depositions and in teacher’s practice) the
existence of reports among the political pedagogycal principles of the
promotive organizations of the programmes, at one side, and the manifested
positions about linguistical varieties, in the other side.
Cópia do Texto:
SEM DADOS
Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 |